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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Será que vamos ter que limpar a bunda do Felipão?

Buemba! Buemba! O Brasileiro é mesmo trouxa. Aceita tudo na maior tranquilidade. O Felipão disse em alto e bom tom que não convocou o Ronaldinho para não ter dor de barriga. O bonito do Felipão não pode ter dor de barriga, mas nós podemos. 

Esqueceram de avisar ao Luís Felipe Scolari que ele estava convocando a Seleção Brasileira. Nossos colegas de rádio e até de TV e a própria CBF elegem no final das competição os melhores do ano. É a Seleção do Brasileiro, do Mineiro, do Carioca, etc. 

O princípio que move uma Seleção é levar os melhores. O que está sendo convocado é a Seleção Brasileira de Futebol e não o Felipão Atlético Clube. Neste aspecto, acho que a Seleção deveria ser mesmo eleita e não depender de uma única cabeça ou de algumas poucas cabeças. O treinador, também eleito, teria que fazer este time jogar bola, treiná-lo e pronto. 

Será que os Argentinos aceitariam com a mesma tranquilidade a convocação da Seleção Argentina sem Méssi? Quer queira, quer não, Ronaldinho é o melhor jogador do futebol brasileiro em atividade para o meio-campo/ataque. Então, sua convocação seria mais que óbvia. Ou  que, no mínimo, houvesse uma explicação plausível para deixá-lo de fora. 

Pelo contrário, temos que engolir sapos para que a barriga do Felipão não doa. A nossa pode doer, a dele não. Muito engraçado! Enquanto isso, sem ter o que fazer vamos torcer não para que a barriga do Felipão não doa, mas para que não tenhamos que limpar a bunda dele mais tarde. 

E para não dizer que não falei das flores, o Uberaba Sport Club está na lanterna também no Campeonato Mineiro de Juniores. Todo mundo também sabe que a única saída para o USC é uma reformulação completa. Da rainha da Inglaterra ao último dos súditos. 

Esse pessoal que está no Uberaba Sport Club já demonstrou que não sabe nada de futebol. Nem na primeira, nem na segunda, nem na 15a. Divisão. Categorias de base nem pensar. 

O que a diretoria do Uberaba Sport tem feito há tempos é apenas transferir responsabilidades. Nossa rainha da Inglaterra nunca deu a mínima para o cargo ou para os seus súditos. Só fica lá porque tem outros interesses e a qualquer momento isso vai vir à tona. 


quinta-feira, 2 de maio de 2013

Boris Casoy, Jotinha e jornalismo "moderno"

Sou de um tempo, em que opinião no jornalismo era coisa rara. Bem antes do Boris Casoy, que levou o âncora para TV. Com uma grande bagagem no jornalismo impresso, Casoy se sentia no direito de comentar   as notícias que apresentava na TV. A Rádio Bandeirantes tinha, e ainda tem,  o Jornal da Bandeirantes Gente. Joelmir Beting, Salomão Ésper e José Paulo de Andrade. Aulas práticas de jornalismo opinativo e ética no jornalismo.

Mas ainda assim considero que o Boris Casoy é o pai de uma tendência no jornalismo que, na minha opinião, ao invés de formar opinião, desinforma, atrapalha. Acontece que a partir do "start" do Boris todo mundo passou se localizar dentro da notícia. A achar que isso ou aquilo é uma vergonha, dando lugar a comentários que muitas vezes fogem da lógica da responsabilidade editorial, entra no campo pessoal e aí, adeus ética, adeus jornalismo responsável.

O excesso de opinião nos meios de comunicação, a meu ver, está transformando o jornalismo em uma torre de papel. Hoje a opinião ultrapassa a informação, ocupa muito mais espaço. Quando isso acontece na grande imprensa, já é um desastre. Aqui terrinha, plagiando a colega Gislene Martins,  nem se fala. Estão vulgarizando o jornalismo. Gente sem compromisso algum, sem qualquer bagagem, de repente se acha o tal. Capaz de mudar mundos e fundos.

Sinceramente gostaria de ter uma leitura fidedigna dos índices de audiência de determinados programas. É lógico que de vez em quando eu ouço. Ouço até me tocar que tenho que desligar o rádio ou a TV, se não quiser continuar ouvindo bobagens atrás de bobagens. Acho que o Boris Casoy não deve estar muito feliz com sua criação, se fizer uma avaliação do tipo de jornalismo que influenciou ou criou.

No esportes nem se fala. Nos canais pagos, são três ou quatro opinadores para um apresentador. Já dizia a minha mãe. Se palpite fosse bom, vendia-se e o pessoal não se toca. Em Uberaba, comenta-se o "incomentável". Parece que o pessoal perdeu o prazer de correr atrás da notícia, da informação, de redigir um programa ou encher páginas de jornais com boas matérias.

Talvez achem até que eu seja um destes comentaristas que eu mesmo critico, mas este aqui é um blog, onde registro um momento da vida, um ponto vista ocasional.

Outro que acredito deve ser lembrado quando às peripécias do jornalismo atual é nosso amigo Jotinha. O Jota Gonçalves. Na busca por um espaço na TV e sem grandes recursos para ir às ruas e trazer informações, Jota resolveu abrir os microfones aos ouvintes.

A moda logo chegou a outros veículos de comunicação. Entretanto, as participações que deveriam ser abertas ao público em geral, com o tempo ficaram restritas a uma, duas ou no máximo três dezenas de ouvintes, telespectadores, etc.

Se o Boris Casoy deu o "start" para a banalização do jornalismo opinativo. O invento do Jotinha acabou por   levar esta banalização ao extremo. Não sei o porquê, mas a impressão que tenho é de estar andar em círculos, ouvindo nos programas em geral muita conversa fiada e pouquíssima informação.