Depois dizem que feitiço de urubu não pega em beija-flor. O Sapo tanto vez que eliminou o Uberlândia, mas acabou derrubado dentro de casa pelo Tombense. Bem feito para a diretoria do Mamoré. Eles são novos e vão aprendendo. Treinador que em uma fase final ganha apenas um ponto em nove disputados tem que ir para rua, o quanto antes melhor.
Não tem essa. Futebol é coisa séria. Amizade, amizade negócios a parte. Nem que fosse para o presidente do time assumir, tava passando da hora de demitir o técnico Eugênio Souza. Os dirigentes do Sapo preferiram bater no Marcelo Araxá. Entraram pelo cano. Araxá classificou o Ganso. Está de lombo ardendo, mas feliz da vida.
Ainda bem que o Araxá subiu. Assim, certamente, Marcelo Araxá vai continuar na terra de Dona Beija. Falam que ele é isso e é aquilo, mas o USC com ele ou sem ele nunca passou de um oitavo lugar no Campeonato Mineiro na fase classificação.
Além disso, Marcelo Araxá também participou do descenso deste ano. Quem não se lembra que foi ele quem indicou a Ernani Nogueira, o técnico Catanoce. Também, certamente foi ele quem apontou um grande número de jogadores para o colorado. Não fosse assim, não teria levado-os para o Araxá Esporte.
Com o empate em 2 a 2 com o Ipatinga, o Araxá conquistou o título da Segundona e uma das vagas no Módulo I. O outro ficará com o Tombense, caso o time de Tombos vença a partida de sábado, no leste de Minas. O Mamoré só classifica se vencer o Ipatinga com bom saldo de gols e o Araxá vencer o Tombense. Tá feia a coisa para o Sapo. O Ipatinga tem que vencer o Sapo e torcer para o Ganso no mínimo empatar.
Há quem diga que o torcedor do Uberaba deve rezar para o Ipatinga conquistar a vaga. Assim as coisas, ficariam mais fáceis em 2013 para o Colorado. Que nada, é melhor o USC ir se preparando porque com Ipatinga ou sem Ipatinga, vai ser difícil do mesmo jeito. Tem Uberlândia, tem Mamoré, URT e por aí vai.
Tem torcedor do colorado que não pode nem ouvir o nome de Oscar Lacerda, o Cacai, para presidente, mas se for verdade a afirmação de que nos jogos de 2003, quando o USC subiu para a primeira divisão, o público médio no Uberabão foi de 15 mil pessoas, os dirigentes do USC têm muito a aprender com o empresário. Seria o caso de, deixando prá lá porque o boi já foi com a corda mesmo, entender porque na administração dele iam 15 mil pessoas no estádio e nos últimos tempos mesmo contra Cruzeiro e Atlético, o público quando muito chegou a 9 mil pagantes.
Agora a pergunta que não quer calar é. Se houve tanto público, o que foi feito da grana da arrecadação e por que algum tempo depois o clube já estava mais no vermelho que a própria cor da camisa. Há muito mais mistério no USC.
Se conselho fosse bom vendia-se. Mas cabe um pitaco na atual situação do Nacional. Não acho uma boa esse negócio de plano “A”, “B” e “C”, dependendo do que for arrecadado. O Naça tá começando com o plano C e seria de bom tom manter este plano até o final. Imagine se você fosse um jogador do júnior do Nacional. Estivesse motivadíssimo para disputar a terceirona. Aí o time consegue mais dinheiro do que o esperado, e simplesmente resolve te botar pra escanteio. Tem graça nenhuma. Não é?
Nada contra o time receber doações, patrocínios e tudo mais. Mas, na minha opinião, seria mais interessante deixar qualquer grana que sobrar para o planejamento de 2013.
De qualquer maneira, se o Naça conseguir os cerca de R$ 250 mil esperados já estará bom demais.
Outro bom conselho é não contar com dinheiro da Prefeitura. Pelo que disse Rodrigo Mateus na reunião do clube. Será preciso um malabarismo muito grande para a grana sair. Intriga os jornalistas e radialista como em outras cidades, o dinheiro público sempre aparece e aqui em Uberaba não. Tem ciência.
Luiz Alberto Medina já disse: o Naça quer fazer seu próprio elenco. Mas, de repente, parcerias com o Triângulo e o próprio Uberaba Sport não seria tão ruim assim. Questão de sentar e ver o que é melhor para todos.
Se não estiver enganado, Atlético e Cruzeiro vão agradecer no final do ano terem sido eliminados por Goiás e Atlético Paranaense na Copa do Brasil. É melhor um choque de realidade agora do que entrarem no Brasileiro com as calças na mão e terminarem com a lanterna no lugar das calças.
O Ipatinga anunciou ontem a volta do volante Max Carrasco ao clube. Legas, mas o futebol era muito mais legal quando jogador só tinha nome, nada de sobrenome. Jairzinho, Toinzinho, Pelé, Garrincha, Éder, Vanderlei, Palhinha, Flecha, Gerson, Tostão, Zico, Careca, Leivinha, Dudu. No máximo era permitido o sobrenome de verdade: Paulo Rodrigues, Paulo Luciano, Paulo Isidoro, Éder Aleixo, João Paulo, Carlos Alberto Torres. Hoje é um tal de Max Carrasco, Leandro Pitbull, Adriano Imperador, Ronaldo Fenômeno, Wagner Love e etc. Muita pompa e pouca bola.
Se não me engano, na Caldense tinha um tal de Max Gol. Que virou só Max porque não fez gol nenhum no Campeonato Mineiro.
Dirigentes do América de Teófilo Otoni estiveram terça-feira na Federação anunciando que tinham interesse em disputar a Série D. Mal informados ou não, mostraram interesse. Certamente, ganharam pontos com Schettino.
Presidente do Nacional disse que cronistas de antigamente nunca denegriram a imagem de Uberaba e Nacional. Acredito. Mas acredito também que o presidente do NFC nunca leu as colunas de Olavo Sabino. Olavo batia doído. Puxava a orelha publicamente de dirigentes, jogadores e até do torcedor. Aliás, o rádio de antigamente tinha a opinião abalizada. Hoje, basta ter um telefone e pronto. É uma festa. Todo mundo dá pitaco. Tem ouvinte campeão de audiência e sem nenhuma ocorrência. Falam em todos os programas,de todas as emissoras, das 7h às 22h. E nem se mancam.
Outros são superdemocráticos. Desde que só eles tenham o direito a voz.
Essa birrinha com a imprensa sempre vai acontecer. Ilton agrediu Luiz Crozara. Pereirinha foi agredido por Vadinho. Eu Já fui ameaçado várias vezes. Michael Robin queria me atirar uma bomba atômica. Saindo do esporte, Gislene teve o carro incendiado. O AA já “escoiceou” uns três ou quatro e por aí vai. O problema é que: enquanto o jornalista ou radialista fala a língua do jogador, do dirigente ou do político tudo bem. Se há contrariedades ou contradições, começam as greves, as ameaças e tudo o mais. Seria bom que os novos dirigentes do Naça fizessem um curso de como conviver com as críticas.
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