Essa semana vi uma campanha entre torcedores do Nacional propondo contratar uma “moto som” para anunciar o jogo do alvinegro contra o Guaxupé. O jogo desde sábado, às 16h, no Uberabão é um dos mais importantes da história do alvinegro, mas tenho a convicção de que nem todos os carros de som de Uberaba , nem as mais criativas campanhas de publicidade no Rádio e TV coloca mais do que mil torcedores esta tarde no Uberabão.
Estou jogando uma boa margem de segurança porque acredito que não teremos mais do que 500 torcedores no Uberabão. Tomara que eu quebre a cara e o torcedor alvinegro mostre meu erro de avaliação. Mas, o que fez o Nacional nos últimos anos para ter público de destaque no Campeonato Mineiro da Terceira Divisão? A resposta é: nada.
O alvinegro limitou-se a manter as suas categorias de base. Montou um time campeão de juniores, mas, apesar de ter anunciado, não utilizou esta equipe para a disputa da terceira divisão. O Naça, ao invés de optar pelo caminho do crescimento natural, que significa caminhar em mão dupla com vitórias e derrotas, decidiu optar pelo inchaço, contratando jogadores experientes, mas com currículos que não levam torcedores ao estádio.
Em alguns casos as contratações foram acertadas, em outros um verdadeiro fiasco. Um exemplo foi a contratação de Felipe Nogueira, ex-Uberaba e campeão do Módulo II pelo Araxá. A exemplo do que já havia acontecido no USC, Felipe não jogou o suficiente para firmar-se como titular da equipe. Queria na marra uma vaga no time e entrou em rota de colisão com o treinador, acabou saindo.
Guma trilha para seguir o mesmo caminho de Felipe Nogueira. Alemão, contratado mais recentemente, parece ser o mesmo jogou no Uberaba Sport, inclusive com as contusões musculares crônicas. Mas, ninguém acerta sempre. Não é mesmo? Acredito, entretanto, que os dirigentes devem ficar atentos a estes problemas crônicos e atletas como Felipe e Alemão, certamente devem ser riscados de qualquer lista de contratações.
Mas, caso realmente tenhamos menos de 1000 torcedores no Uberabão, os dirigentes do alvinegro não devem ficar decepcionados. Por mais que isso signifique prejuízo, ao longo dos anos aprendemos que formar um clube de futebol requer anos e anos de trabalho. Afundar um clube de futebol é fácil. Consegue-se às vezes do dia para noite, mas levantar um clube, uma nação, é trabalho árduo, de décadas e décadas.
Por isso não acredito que Boa de Varginha ou Ituiutaba, Grêmio Barueri ou Prudente e muitos outros embora estejam entre os 100 melhores times do Brasil, sejam clubes verdadeiramente. É preciso consolidação e, neste aspecto, acho que até mesmo o São Caetano não entra neste rol.
As emissoras de rádio deram nas últimas semanas um exemplo de como o Nacional ainda não pode ser necessariamente chamado de um time de futebol. Sem a garantia de transporte gratuito pela Prefeitura, sequer acompanharam os jogos do alvinegro em Sete Lagoas e Guaxupé. Optaram por retransmitir o trabalho de emissoras destas cidades. Sei não, mas creio que os atletas alvinegros devem ter se sentindo órfãos ou, no mínimo, como um time de pouca representatividade. Isso certamente não ocorrerá se os jogadores do alvinegro baterem Guaxupé e Minas de Sete Lagoas. Se isso acontecer, provavelmente , diante do Valério, na última rodada, as equipes de rádio locais estarão em Itabira, acompanhando o jogo decisivo quanto ao acesso do alvinegro ao quadrangular final da terceirona.
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quinta-feira, 25 de outubro de 2012
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
O NAÇA JÁ ESTÁ NO LUCRO. POR QUE NÃO IR AO ATAQUE?
Buemba! Buemba! Os Deuses do futebol são alvinegros. Atleticanos, botafoguenses, corinthianos e nacionalistas de Uberaba. Deram um jeito e colocaram tutano na cabeça do presidente do Montes Claros. Ora o time do norte de Minas, dentro de campo, não deu aperto na primeira fase. Não daria na segunda e, certamente, voltar à competição só significaria prejuízos para o Montes Claros e para os demais clubes.
Seria sorte de campeão? Melhor não confiar nisso. O Nacional deve entrar em campo neste domingo, às 10h30, no Estádio Carlos Monteiro, com a gana e a garra daqueles que feridos de morte, conseguiram voltar ao mundo dos vivos. Mais do que sorte é preciso ter folego e vontade de campeões.
A diretoria também deve fazer a sua parte. O time precisa viajar com tranquilidade e ter tempo para descanso em Guaxupé ou nas cidades da região. Não adianta, sair daqui para jogar em cima da hora. O desgate de viagem deve ser levado em conta sim e a comissão técnica do Nacional deve exigir isso, para evitar o que aconteceu no jogo com a Ituiutabana lá em Ituiutaba, quando os jogadores entraram em campo sonolentos.
O Nacional tem recebido vários elogios mas, sinceramente, espero um técnico mais corajoso, que jogue para vencer e não para empatar. Dizem que o Nacional poderia ter vencido a Ituiutabana se assim fosse necessário aqui no Uberabão. Vencer o Guaxupé é importante e, além disso, há quem diga que a melhor defesa é o ataque.
Outro fato a ser levado em conta é que o Uberabão é praticamente um campo neutro. Os adversários têm facilidade para jogar aqui. Então, é bom acumular gordura para que um tropeço não se transforme em desastre diante da torcida.
E a Federação Mineira de Futebol tá mesmo cheia de artista. A nota técnica sobre a desistência do Montes Claros é prova disse.
"É como muito pesar que informamos a desistência, irrevogável e irretratável, da agremiação Montes Claros Futebol Clube, em permanecer na disputa do Campeonato da Segunda Divisão de Profissionais, edição 2012". Pesar coisa nenhuma, a FMF estava muito feliz. Duvido que não tenha trabalhado a desistência do Montes Claros. O Campeonato não terminaria, caso houvesse outra decisão.
"Desistência homologada, em análise aos critérios técnicos estabelecidos no Regulamento da Competição, convida-se a agremiação imediatamente subsequente, a saber, Nacional Futebol Clube, que de pronto manifestou seu interesse em disputar a presente Competição, o que se homologou". O Nacional nem pensou em sair, tanto é que estava na disputa.
A última parte é a mais engraçada. "Isto posto, a tabela da Competição fica mantida, bem como toda a pontuação conquistada pelas agremiações. Registra-se que permanece inalterada todas as rodadas, conforme tabela há muito publicada". Me engana que eu gosto. Ora, se o Nacional foi convidado e aceitou. O lógico seria recomeçar toda a segunda fase, do zero. Tem certas coisas que só são possível nos filmes de ficção, no STF e na cabeça dos políticos.
Campeonato brasileiro pode ser decidido neste fim de semana. Só uma vitória sobre o Fluminense pode dar algo Galo o empurrão para pegar no tranco e desbancar o tricolor carioca. Caso contrário, o Flu praticamente confirma o título. É esperar prá ver. Tá hora também dos árbitros começarem a acertar. Tá ficando feio esse negócio de time beneficiado a cada rodada.
Seria sorte de campeão? Melhor não confiar nisso. O Nacional deve entrar em campo neste domingo, às 10h30, no Estádio Carlos Monteiro, com a gana e a garra daqueles que feridos de morte, conseguiram voltar ao mundo dos vivos. Mais do que sorte é preciso ter folego e vontade de campeões.
A diretoria também deve fazer a sua parte. O time precisa viajar com tranquilidade e ter tempo para descanso em Guaxupé ou nas cidades da região. Não adianta, sair daqui para jogar em cima da hora. O desgate de viagem deve ser levado em conta sim e a comissão técnica do Nacional deve exigir isso, para evitar o que aconteceu no jogo com a Ituiutabana lá em Ituiutaba, quando os jogadores entraram em campo sonolentos.
O Nacional tem recebido vários elogios mas, sinceramente, espero um técnico mais corajoso, que jogue para vencer e não para empatar. Dizem que o Nacional poderia ter vencido a Ituiutabana se assim fosse necessário aqui no Uberabão. Vencer o Guaxupé é importante e, além disso, há quem diga que a melhor defesa é o ataque.
Outro fato a ser levado em conta é que o Uberabão é praticamente um campo neutro. Os adversários têm facilidade para jogar aqui. Então, é bom acumular gordura para que um tropeço não se transforme em desastre diante da torcida.
E a Federação Mineira de Futebol tá mesmo cheia de artista. A nota técnica sobre a desistência do Montes Claros é prova disse.
"É como muito pesar que informamos a desistência, irrevogável e irretratável, da agremiação Montes Claros Futebol Clube, em permanecer na disputa do Campeonato da Segunda Divisão de Profissionais, edição 2012". Pesar coisa nenhuma, a FMF estava muito feliz. Duvido que não tenha trabalhado a desistência do Montes Claros. O Campeonato não terminaria, caso houvesse outra decisão.
"Desistência homologada, em análise aos critérios técnicos estabelecidos no Regulamento da Competição, convida-se a agremiação imediatamente subsequente, a saber, Nacional Futebol Clube, que de pronto manifestou seu interesse em disputar a presente Competição, o que se homologou". O Nacional nem pensou em sair, tanto é que estava na disputa.
A última parte é a mais engraçada. "Isto posto, a tabela da Competição fica mantida, bem como toda a pontuação conquistada pelas agremiações. Registra-se que permanece inalterada todas as rodadas, conforme tabela há muito publicada". Me engana que eu gosto. Ora, se o Nacional foi convidado e aceitou. O lógico seria recomeçar toda a segunda fase, do zero. Tem certas coisas que só são possível nos filmes de ficção, no STF e na cabeça dos políticos.
Campeonato brasileiro pode ser decidido neste fim de semana. Só uma vitória sobre o Fluminense pode dar algo Galo o empurrão para pegar no tranco e desbancar o tricolor carioca. Caso contrário, o Flu praticamente confirma o título. É esperar prá ver. Tá hora também dos árbitros começarem a acertar. Tá ficando feio esse negócio de time beneficiado a cada rodada.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
AMISTOSO PARA INGLÊS E UBERABENSE NÃO VER
Buemba! Buemba! É chato plagiar alguém. Mas tem hora coisas que cansam a gente. Não adianta, desde que o mundo é mundo, Uberaba e Nacional nunca vão falar a mesma língua e quando Deus dá o pão, o diabo esconde o saco.
Não sei porque cargas d'água, mas Uberaba e Nacional decidiram fazer um amistoso neste sábado no Uberabão. Aliás, acho que até sei porque. Há alguns dias encontrei com o Luiz Cecílio que estava indo para uma reunião da diretoria do Nacional. O assunto seria recursos financeiras. Tudo por conta do cancelamento de patrocíno da Vale Construtora.
Ninguém sabia o que fazer. Afinal, os times do Triângulo estavam todos apostando na grana do empresário do Distrito Federal que, de repente, resolveu abrir os cofres e com a mesma rapidez e imediaticidade do ato também resolveu fechar as torneiras.
Coincidentemente ou não, alguns dias depois desta reunião surgiu o amistoso. Ninguém falou nada. Mas com certeza, não foi porque os dois times chegaram a um acordo, pensaram no torcedor. Pensaram nos cofres vazios, nos compromissos assumidos e aí decidiram calçar as sandálias da humildade e realizarem um amistoso pedido, muito antes das duas equipes estreiarem em suas competições.
Era um amistoso caça níquel. Não há dúvidas disso. A data não era propícia pro Nacional que, até então, aguardava o jogo de estréia na segunda fase da Terceira Divisão. Pro Uberaba também não. O time viria de uma desgastante viagem a Varginha. E seus dirigentes, não fossem os cofres vazios, certamente fugiriam da partida como o "diabo foge da cruz".
É certo que o Naça vive um melhor momento que o USC. Um vitória sobre o arquinimigo bem que poderia recompor os ânimos em CC (Constantino Calapodopulus), mas por outro lado, uma derrota poderia colocar todo o trabalho a perder.
Então não tenham dúvidas meus amigos. O amistoso entre USC e Nacional marcado para este sábado no Uberabão e adiado sob a alegação de que não haveria condições de ter policiamento por conta das eleições, tinha e terá, caso ele aconteça, o único objetivo de tapar o buraco deixado pelo patrocinador master dos times.
Dirigente nenhum pensou em torcedor ou colocou o amante dos clubes como fiel da balança.
Aliás chegaram a anunciar bebida alcoólica no Uberabão. Ora, e a Lei Seca. Além disso, antigamente o Uberabão era usado como "prisão" para quem desrespeitasse a Lei Eleitoral. Essa pode até ser uma forma de lotar o Estádio, mas neste domingo, não no sábado.
Apesar da empolgação dos torcedores e as contratações de reforços estou temeroso quanto ao futuro do Nacional Futebol Clube. Se o time perdeu mesmo o patrocinador master, o alvinegro vai fechar o ano no vermelho e, mesmo que consiga o acesso, a diretoria terá que trabalhar muito para disputar a Segundona em 2012.
De qualquer maneira, na hipótese otimista do acesso, tudo terá valido a pena. Mas, caso contrário, estaria o Nacional fadado a ficar mais alguns anos longe do futebol profissional?
www.blogfilmiano.blospot.com
Pé quente sim! Tão começando a aprender.
Não sei porque cargas d'água, mas Uberaba e Nacional decidiram fazer um amistoso neste sábado no Uberabão. Aliás, acho que até sei porque. Há alguns dias encontrei com o Luiz Cecílio que estava indo para uma reunião da diretoria do Nacional. O assunto seria recursos financeiras. Tudo por conta do cancelamento de patrocíno da Vale Construtora.
Ninguém sabia o que fazer. Afinal, os times do Triângulo estavam todos apostando na grana do empresário do Distrito Federal que, de repente, resolveu abrir os cofres e com a mesma rapidez e imediaticidade do ato também resolveu fechar as torneiras.
Coincidentemente ou não, alguns dias depois desta reunião surgiu o amistoso. Ninguém falou nada. Mas com certeza, não foi porque os dois times chegaram a um acordo, pensaram no torcedor. Pensaram nos cofres vazios, nos compromissos assumidos e aí decidiram calçar as sandálias da humildade e realizarem um amistoso pedido, muito antes das duas equipes estreiarem em suas competições.
Era um amistoso caça níquel. Não há dúvidas disso. A data não era propícia pro Nacional que, até então, aguardava o jogo de estréia na segunda fase da Terceira Divisão. Pro Uberaba também não. O time viria de uma desgastante viagem a Varginha. E seus dirigentes, não fossem os cofres vazios, certamente fugiriam da partida como o "diabo foge da cruz".
É certo que o Naça vive um melhor momento que o USC. Um vitória sobre o arquinimigo bem que poderia recompor os ânimos em CC (Constantino Calapodopulus), mas por outro lado, uma derrota poderia colocar todo o trabalho a perder.
Então não tenham dúvidas meus amigos. O amistoso entre USC e Nacional marcado para este sábado no Uberabão e adiado sob a alegação de que não haveria condições de ter policiamento por conta das eleições, tinha e terá, caso ele aconteça, o único objetivo de tapar o buraco deixado pelo patrocinador master dos times.
Dirigente nenhum pensou em torcedor ou colocou o amante dos clubes como fiel da balança.
Aliás chegaram a anunciar bebida alcoólica no Uberabão. Ora, e a Lei Seca. Além disso, antigamente o Uberabão era usado como "prisão" para quem desrespeitasse a Lei Eleitoral. Essa pode até ser uma forma de lotar o Estádio, mas neste domingo, não no sábado.
Apesar da empolgação dos torcedores e as contratações de reforços estou temeroso quanto ao futuro do Nacional Futebol Clube. Se o time perdeu mesmo o patrocinador master, o alvinegro vai fechar o ano no vermelho e, mesmo que consiga o acesso, a diretoria terá que trabalhar muito para disputar a Segundona em 2012.
De qualquer maneira, na hipótese otimista do acesso, tudo terá valido a pena. Mas, caso contrário, estaria o Nacional fadado a ficar mais alguns anos longe do futebol profissional?
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Pé quente sim! Tão começando a aprender.
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