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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Apostando na juventude e nos pratas-da-casa

Há bem pouco tempo. Chamado para montar  equipe esportiva em  emissora de rádio em Uberaba, decidi investir num grupo de jovens ao invés de buscar profissionais de outras emissoras. Queria fazer um trabalho novo, daí a necessidade de novos profissionais. 

Juntei um grupo de quatro meninos, alguns recém-formados em jornalismo, outros de outras áreas, cursando ou por cursar faculdade. Todos tinham potencial. 

Deste grupo, dois hoje são jornalistas formados e consagrados. Outros preferiam seguir carreiras diferentes, mas desde o primeiro dia mostraram entusiasmo e competência. 

Entretanto, após a primeira jornada esportiva efetivamente realizada, alguém da alta direção da emissora pediu educadamente que eu retirasse um dos meninos de determinada função. Ele não tem voz e nem tranquilidade suficientes, dizia. 

Meio que a contragosto obedeci a ordem. Esse menino, entretanto, continuou por ali, ora atuando em setor, ora em outros, voltou ao rádios aos pouquinhos e, hoje, apresenta os principais jornais da emissora. 

Penso que isso é o mesmo que acontece com os garotos de Uberaba que jogam futebol. Num primeiro momento, como é natural, mostram dificuldades. O grande problema é que estes, ao contrário do ocorrido com o hoje repórter e locutor, são queimados e sequer têm uma segunda chance. 

Em Uberaba a cobrança por resultados é muito grande. Por isso, encarnei de corpo e alma a idéia de Luiz Alberto Medina que no ano passado anunciava um projeto de quatro anos para o Nacional Futebol Clube. Medina e os meninos do Naça também foram queimados por conta de projetos imediatistas. 

Entretanto, acho que todos sabem que esta é a solução para o nosso futebol profissional. A pressa é inimiga da formação de bons times. Assim, só temos que apoiar projetos como o do Uberlândia, que mesmo com a desclassificação para a fase final do Módulo II, decidiu manter boa parte do seu elenco para 2014. Aproveitando os melhores, o Uberlândia terá bem menos trabalho no ano que vem. 

Também achei superinteressante a ideia da Ituiutabana de disputar a Copa Amvap. É com iniciativas assim que poderemos revelar novos talentos e criar equipes verdadeiramente competitivas. 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Na entrada da Fazenda da Chuva tinha um pé de jatobá


Outro dia eu estava na obra, o tempo fechou. Acudi uma coisa aqui, outra ali, e quando me dei conta o temporal estava começando. Só então me dei conta que estava de moto e sem capacete (ainda me permito andar sem capacete na roça).
De volta para casa, o que era chuva, virou granizo só. E o vento alcançava uma velocidade de fazer a professora Vanda Prata virar manchete de jornal.  O granizo, não era granizo qualquer. Eram pedras de ferir o rosto, os braços e a cabeça. Em meio ao vendaval, cheguei à entrada da Fazenda da Chuva. Na placa estava escrito, propriedade de Helton Pereira de Souza ou seria Elton? Não me lembro.
Na ânsia de salvar a vida, aquilo já era um caso de vida ou forte, escondi-me contra o vento, escorando no tronco de um pé de jatobá. A copa da árvore também me serviu de abrigo. A chuva com formação de granizo em quinze minutos, deixou o canavial da fazenda da chuva em frangalhos. Eu me safei, com os dedos doendo das pancadas das pedras nas mãos e alguns galos na cabeça.
Nos dias que se seguiram passei diversas vezes pelo local e de certa forma até fazia reverência ao pé de jatobá, agradecendo-o por ter salvado senão a minha vida, a minha pele. Hoje, entretanto, fiz uma triste constatação. Eu nem tive chance de proteger o jovem pé de jatobá, cortado rente ao solo com moto-serra. Além dele, cortaram também muricis, paus-terra, curiolas e outras árvores do cerrado.
 A justificativa me contaram é que o fazendeiro temia que com as árvores às margens da estrada, algum caminhoneiro atirasse um toco de cigarro e queimasse todo o canavial. Pode até ser louvável, mas é estranho porque as árvores estavam em área da Prefeitura Municipal de Uberaba, margeando a estrada Uberaba/Almeida Campos.  Será que a PMU deu permissão ao fazendeiro para retirar as árvores? Será que os órgãos competentes autorizaram a transformar em cinzas algumas das últimas espécies nativas do cerrado brasileiro?  Por fim, se os fazendeiros são obrigados por lei a deixar parte de suas áreas como reserva floresta, os municípios, mesmo em área de estradas rurais não teriam da mesma forma a obrigação de manter um quinhão que seja incólume? Quem sabe o pé de jatobá brote e não seja atingido pelos herbicidas de folha larga que virão na seqüência. 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Quem vai pagar a conta das cagadas do Ernani?

Buemba! Buemba! Se o Gilson Batata gostasse tanto do Uberaba Sport Club, certamente faria tudo para subir com o Portal este ano e daria a vaga da Segundona ao Colorado em 2014. É lógico que é brincadeira, mas não fim propósito algum no negócio proposto ao USC pelo técnico/empresário. 

Aliás, como futebol não é  para bobo, também não acredito em parceria entre clubes e dirigentes de futebol. Ali, é cobra comendo cobra. Mesmo o presidente do USC, parece fingir de leitão para mamar deitado. Por que será que ele não deixa a presidência do clube? Tem angu neste caroço.

Mas a proposta do Gilson Batata serviu para tirar a atenção o foco de assunto mais importantes no Colorado. QUEM PAGOU AS CONTAS DAS CAGADAS DO ERNANI OU QUEM VAI PAGAR? 

A diretoria do Colorado não dá nenhuma explicação. Prestar contas nem pensar. Mas tenho certeza que o rombo é grande e o próximo presidente do clube vai ter muito trabalho pela frente. 

Outra questão é:  quais são os planos da atual diretoria do Uberaba? Os atuais  dirigentes não foram capazes de, num ato de decência, deixar a direção do clube. Outro saíram de fininho, sem dar nenhuma explicação. 

No futebol como em todas outras atividades, seja o clube empresa ou não, o que garante bons resultados é trabalho. E não é trabalho de um dia apenas, de meses apenas. É trabalho ao longo dos anos. 

Ninguém constrói um bom time da noite para o dia. Ninguém vai colocar dinheiro na conta do USC, sem querer algo em troca. Então, o melhor seria que a atual diretoria antecipasse as eleições no clube e os novos dirigentes começassem a trabalhar desde já. Ou, então que fechassem as portas de uma vez. Quem não tem competência não se estabelece. 

E isso vale também para o Nacional Futebol Clube e o presidente Salem. Não dá para ficar enganando o tempo todo. Ou o time tem projeto ou não tem. Para jogar a Terceirona, já passou da hora da diretoria alvinegra arregaçar as mangas. 

Por fim, gostaria de falar também sobre os dribles "alá Garrincha"  do  Holandês Seedorf na rodada do Campeonato Carioca no final de semana passado. Nunca concordei com a máxima de que o futebol de hoje é mais pegado, por isso é impossível termos novos Pelés, Garrinchas, Gérsons, Jairzinhos e cia. 

Seedorf provou que é possível criar, dar jinga e alegria ao futebol e tudo depende de coragem. É preciso acabar com essa idéia de limitação dentro do campo. Messi,  Neymar, Ronaldo Fenômeno, Romário só existem porque ousaram desafiar tabus como estes. 

É preciso que os jogadores coloquem na cabeça que são capazes de fazer algo diferente. Errar mais para acertar mais. E não é necessário que o espírito de Mané Garrincha incorpore este ou aquele jogador para que isso aconteça. Basta querer acrescentar no futebol algo mais. Basta ter e fazer valer o talento. 









quarta-feira, 17 de abril de 2013

Paulinho e Caixa Econômica Federal


Não sei o por quê, mas o sonho de muitos trabalhadores é receber o FGTS. Alguns fazem até conchavo com o patrão recebem o FGTS e ainda ficam um tempo no Seguro Desemprego. Eu mesmo já curti um seguro desemprego, sem conchavo com o patrão. Fui mandado embora mesmo.
Mas no meu último vínculo como celetista pedi demissão. Fiquei sem o seguro desemprego, afinal tinha um outro emprego, mas fiz planos para quando recebesse o FGTS. Prá falar verdade, gastei adiantado. Primeiro comprei uma vaca. A danada dava 20 litros de leite e tinha um bezerro anelorado um espetáculo. O investimento parecia muito bom paguei 3/4 delas com o próprio leite (é lógico que gastei 1/4  com ração, mas o bezerro pagaria esta parte). Pois bem, ela morreu picada de cobra. Parte do meu FGTS voou adiantada. Mas ainda tinha um pouquinho. Apareceu um vendedor de cavalos, eu tava precisando, o dinheiro tava pra entrar, fiz o negócio. Neste caso a perda foi de 100%, uma cobra matou cavalo (acho que foi até mesma cobra, mas só acho porque ainda não tive tempo de me encontrar com a danada e tirar a história a limpo).
Bom, mas quando você pediu demissão e isso é “desencentivo” para que os trabalhadores peçam demissão, abram novas vagas no mercado de trabalho e até invistam em negócio próprio, vc tem que esperar três anos para sacar o FGTS.  Cumprida a carência, lá fui eu para a Caixa Econômica Federal (eu não entendo a Caixa não consegue atender seus clientes, tanto é que apela para as casa lotéricas) e o governo insiste em centralizar tudo na Caixa.  Cheguei às 13h30, a menina bonita da distribuição de senha, com um piercing no nariz (daqueles delicados, até bonitinho) foi logo dizendo, o sr. tem que voltar às 2 horas. FGTS é com o Paulinho e ele só chega nesse horário, ta pro almoço. Pensei esperar ou não esperar. Mas eu já havia esperado três anos. O que são trinta minutos para quem esperou pra lá de mil dias.  Pedi a senha. Ela retrucou: “senha só às 14h”. Eu fui logo protestando,  mas por quê? Ela explicou: o Paulinho chega às 2h, e se eu der a senha antes vai contar tempo pra ele no atendimento. Piada da Caixa Econômica Federa né?
Decidi esperar mesmo assim. Sentei no banco do idoso, aproveitei para curtir o ar condicionado e fazer algumas ligações (nunca penchinchei tanto na hora de fazer uma compra). Os descontos renderam uns R$ 250,00. Pensei fiz um bom negócio. Acho que cobri parte do prejuízo da perda do cavalo.  Deu 14  horas fui de pronto na moça do piercing. Ela meio desconfiada disse que eu seria o segundo. Revelou, diante do meu espanto, que um outro senhor esperava o Paulinho, desde o meio dia. Nossa, ainda bem que eu era o segundo.
Às 14h9 o Paulinho chegou. O trânsito da cidade ta horrível pensei e logo deu um desconto pro Paulinho. Moreno, de cabelos brancos, sorridente, o Paulinho pareceu um boa pinta. Cheguei a conclusão de que ele era mesmo boa pinta quando ele atendeu um sr. e o levou até o guichê do FGTS. O homem tinha calhamaço de papéis na mão.  Sentou-se ali e pensei. O Paulinho vai atendê-lo. Mas ao voltar para o lado das cadeiras, o Paulinho encontrou um amigo, cumprimentou e o cara foi logo dizendo, que ele lhe podia fazer um favor. Não sou bom em leitura labial, mas acho que foi isso mesmo. Juro que foi. O Paulinho largou o sr. com o calhamaço de papel sentado na boca do Caixa e dirigiu-se a outro local, onde estava um computador. Passou as informações ao amigo, atendeu uma outra moça e finalmente dirigiu-se ao guichê do FGTS. Com calma e bastante presteza atendeu o sr. com o calhamaço de papel. Nisso a moça do piercing trouxe-me gentilmente a minha senha no. 2. Um outro sr. tinha a número 1 postou-se ao meu lado.
Para meu desespero notei que um outro rapaz, postava-se ao lado do guichê do Paulinho com um monte de papel na mão e, ao que parecia, não precisaria de senha para ser atendido. O Paulinho atendeu o primeiro e, graças a Deus o segundo rapaz, apesar de ter esperado uns 10 minutos, apenas entregou os documentos ao funcionário da CEF.
Mais uns 10 minutos de espera, o Paulinho atendeu o número um e finalmente chegou a minha vez. Carteira de Trabalho expliquei a situação, lembrei que já havia esperado os três anos necessários, mas, para a minha tristeza o Paulinho foi logo revelando que eu ainda teria que esperar um pouquinho. É que o governo libera o FGTS , nestes casos, no mês de aniversário do cidadão. Nasci em outubro, vou ter que esperar mais alguns meses.
Valeu o aprendizado. E o fato de ter conhecido o Paulinho. Ele é gente boa! Conhece o serviço que faz e atende bem. Mas o grande problema é que a Caixa Econômica Federal, na Agência Fidélis Reis, só tem um Paulinho. É muito pouco para uma agência daquele tamanho. Seria bacana se,  quando finalmente for receber o meu FGTS em outubro, a Caixa tivesse estendido o atendimento para todo o horário ao público (o que é muito pouco das 10h às 15 h) e também tivesse mais um Paulinho no atendimento porque aprender a ler CAIIIIIIIIIIIXA pode até ser rápido, mas o atendimento dá uma novela.



quinta-feira, 11 de abril de 2013

Torcedor coloca o dedo na ferida. Tá faltando concorrência em Uberaba

Buemba! Buemba! Quem não dá assistência,  perde a preferência estimula a concorrência. No caça às bruxas pelas mazelas do Uberaba Sport Club sobrou até para a imprensa. O torcedor não se fez de rogado, aproveitou espaço em meio de comunicação para detonar o pessoal da mídia. "Vocês cobraram pouco", afirmou. "Prometeram falar a verdade e não falaram", retrucou. 

O tempo todo da minha lida com o futebol sempre ouvi dizer: "o torcedor não é bobo". E não é mesmo. Ele tem razão: a gente devia sim sair pedindo a cabeça de um punhado de dirigentes de futebol. Mas, e o papel da imprensa? Não se pode dizer que a imprensa ou os meios de comunicação em geral não tenham feito o seu papel. 

No entanto, toda unanimidade é burra e há muito tempo na cidade, observamos que uma determinada empresa domina um setor do mercado de comunicação,  abocanha de 80 a 90% das verbas de publicidade e da audiência e o restante não tem peso algum. 

Acredito que o monopólio do setor de comunicação em Uberaba justifica também os péssimos resultados de Uberaba no esporte. Não há concorrência. Fica fácil para quem tem o poder corromper os veículos de comunicação. 

Eles precisam pressionar apenas o veículo dominante, o restante  não faz muita diferença. Assim, basta barrar ou pressionar apenas uma emissora de rádio, uma de TV e um jornal. A verdade é que se o futebol de Uberaba caiu pelas tabelas, a concorrência nos meios de comunicação também. 

Antigamente, três jornais disputam pau a pau os leitores da cidade. Hoje, um lidera, o outro aceita a liderança num jogo que parece até combinado. Concorrência para inglês ver. No rádio não é diferente, uma emissora tem a maior parte da audiência, as demais pouco têm feito para investir em qualidade, são, na verdade, grandes locadoras de horários. Na televisão da mesma forma.

Considerando que o auge do futebol de Uberaba foi no final da década de 70 e início dos anos 80, podemos lembrar que naquela ocasião, a cidade contava com três jornais diários que disputavam os leitores em proporções praticamente idênticas. 

A TV Uberaba dividia a audiência com a afiliada da rede globo, e fortalecia também o jornalismo local com programa locais de boa qualidade. 

No rádio, pelo menos três emissoras AM brigavam pela audiência. Havia até associação dos cronistas esportivos locais. Tínhamos também um sindicato de jornalistas forte. Na primeira a roupa suja podia ser lavada entre quatro paredes, ao contrário do que acontece hoje, quando insultos povoam os ouvidos dos ouvintes. 

Sem contar a exigência de jornalistas formados, de cronistas devidamente registrados. Posso ser saudosista, mas existia mais ética nas coberturas esportivas e coberturas jornalísticas. 

Enfim, já que estamos passando o futebol de Uberaba a limpo, devia-se passar também a limpo as atividades da imprensa, esportiva e de um modo geral. O torcedor tem razão, a comunicação está monopolizada, o que facilita e muito o trabalho de corrompidos  e corrompedores.

Já que estamos falando de concorrência. A não ser que o Nacional suba de divisão, colorados e alvinegros serão adversários em 2013. Quem sabe esta disputa seja salutar para futebol de Uberaba.  Por outro lado, novos veículos de comunicação poderiam até mesmo motivar o crescimento de outros esportes na cidade. 








quinta-feira, 4 de abril de 2013

E hora de "cortar a cabeça" da rainha da Inglaterra

Estava escrito nas estrelas! No firmamento e na Coluna de Primeira. O USC cairia para a Terceirona do Campeonato Mineiro. E agora o que fazer? 

Gostaria de lembrar, principalmente aos leitores do Jornal Expresso que não acompanharam a coluna do fim de semana, que o descenso do Colorado tem tudo a ver com o que fizeram os seus dirigentes. Principalmente, os dirigentes do futebol profissional. 

Assim é bom lembrar que Ernani Nogueira, Donizete Cabeça, Roberto Laranjeira e João Maciel eram os dirigente de esportes do clube. Assim sendo, acredito que a todos eles são responsáveis pelo descenso do clube. Não importa de se por ação ou por omissão. 

Também seria de bom tom que todos fossem considerados pessoas não gratas no clube. Afinal, foram responsáveis pelo maior vexame da história do time quase centenário. 

O descenso também deve ser creditado com ênfase ao técnico Gian Rodrigues e ao técnico Gilson Batata. O primeiro por não ter conseguido montar uma equipe capaz de vence um jogo sequer até o momento. E o segundo por não ter conseguido um ponto em quatro partidas. 

Teoricamente, Gilson fez o que poderia ser feito, mas quatro jogos e  quatro derrotas não podem passar sem ser notado na carreira de qualquer treinador. Se me permitem uma crítica ao treinador que teve a ombridade de não deixar o time, ele não teve a capacidade de juntar os cacos, em alguns momentos estilhaçou alguns pedaços. 

Gilson também errou nas contratações. Talvez, o melhor fosse não realizá-las. Ganhou pontos em chamar os meninos da base e em barrar quem parecia fazer corpo mole. Mas, em alguns momentos, é preciso ter o dom dá conciliação e isso pareceu faltar ao jovem empresário/treinador. 

Aliás, na minha concepção, Gilson daria um bom presidente, um bom dirigente de clube, um bom motivador, mas deveria deixar a carreira de treinador. Ou, quem sabe, optar por um ou outro. Essa mistura não soa bem, não casa bem. 

A preguiça dos dirigente do Uberaba Sport, creio eu, foi o principal fator para o vexame da Terceirona. O presidente do USC nunca tem  tempo para o time, está sempre distante, não é capaz de tomar as rédeas quando é preciso e não é muito chegado em dar explicações. Fazer prestações de contas então nem pensar. 

Os dirigentes de esporte a meu não pegaram no chifre do boi. Nem mesmo, quando o time estava na lama até o cupim, só com o chifre de fora. Trataram o Uberaba Sport com descaso, dedicaram a ele as sobras do tempo, do dinheiro, sei lá. 

E agora o que fazer? Olha, na minha opinião toda a diretoria do USC deveria pedir demissão. Entregar os cargos. E até os responsáveis pelas categorias de base. 

Ouvi o técnico Zezinho dizer que o USC errou ao não apostar nos garotos da base. Ora, se o Zezinho sabia disso e deixou para falar quando o time já estava rebaixado, pecou pela omissão. Não quero julgar sem conhecimento de causa, ele certamente sabe se errou ou não. 

Erraram todos que deixaram um dirigente só mandar e mandar. Todos que se acovardaram diante do Ernani Nogueira. Essa covardia custou o descenso. 

Não acredito que cessão de direito ou fusão com o portal de Gilson Batata vai ser a solução para o USC. Para reerguer o time é necessário primeiro uma nova diretoria, com gente disposta a trabalhar de verdade. Ou talvez, primeiro fosse necessário depor a atual diretoria porque com a grana de Boulanger Pucci nos cofres do clube e a possibilidade gerir milhões do novo centro de treinamentos duvido que Luiz Humberto Borges por espontânea vontade faça o favor de deixar o clube. 

É hora de "cortar a cabeça" da rainha da Inglaterra. 







segunda-feira, 1 de abril de 2013

Que falta nos fez o Daniel Morais


Daniel Morais, mesmo sem vestir a camisa do Uberaba Sport Club, até que tentou ajudar o Colorado a escapar da Terceirona. Meteu dois gols no Democrata de Sete Lagoas.  Se tivesse feito os mesmo dois gols em toda a competição com a camisa do Colorado, fatalmente o USC não estaria no subsolo do futebol mineiro. Prova de que Normandes Lima até que deu uma força para o USC, mas a teimosia e ganância de Ernani Nogueira fez com que o Colorado descesse ao último degrau.