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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O futebol uberabense precisa de projetos


Os jornais e revista sempre guardam para a última edição do ano uma retrospectiva ou resumo dos fatos mais marcantes dos últimos 364 dias. Aos comentaristas sempre cabem um balanço: o ano foi bom ou ruim em um determinado setor ou editoria? Avançamos ou regredimos?

No futebol de Uberaba não resta dúvida: o fato mais marcante do ano foi a volta do Nacional às competições oficiais da Federação Mineira de Futebol. Neste aspecto, tivemos um grande avanço. Afinal, em anos anteriores o alvinegro ficou de portas fechadas.

O ruim de toda a história é que o Nacional saiu do purgatório, veio ao céu e voltou às trevas. Mas, por que o Naça voltou a um estágio anterior ao que estava? Simples. Antes, o Nacional tinha um projeto, um treinador das categorias de base, um bom time de juniores e, acima de tudo, muita expectativa.

Entretanto, bastaram os primeiros resultados negativos para um projeto que seria para quatro ir para o ralo abaixo. Sinceramente, não acredito mais que o Naça volte a disputar competições oficiais. O Alvinegro da Rodovia está fadado a ser um imóvel bem localizado em área nobre de Uberaba e subutilizado.

O titubear de quem não tem projetos também pairou sobre o Uberaba Sport Club.  Depois do fiasco do Campeonato Mineiro e a queda para o Módulo II, o clube realizou, a meu ver, um bom trabalho, mas jogou tudo ou quase tudo pelo ralo abaixo com a saída de Normandes e a volta de Ernani Nogueira.

Nesse caso, culpo o presidente Luiz Humberto Alves Borges pelo ocorrido.  Faltou à nossa “rainha da Inglaterra” traquejo suficiente para colocar seus súditos debaixo do braço e contornar a guerra interna, a crise.  Nada contra a volta de Ernani e seus fiéis escudeiros: Cabeça, Laranjeira e o “guarda-costas” Murrão.  João Maciel também voltou. Acho que ele é carta na manga. Vai agir quando necessário. Talvez isso explique o fato de, por enquanto, parecer apenas adorno, uma peça de decoração na diretoria do USC.

Com a falta de traquejo ou até mesmo de poder quando o assunto é futebol do presidente Luiz Humberto Borges, o USC perdeu os principais valores da Taça Minas Gerais. Podem dizer que esses jogadores não ganharam nada. Isso é verdade, se não me engano, venceram apenas uma partida. Mas era um time que mostrava evolução. Isso ninguém pode negar.

Na minha opinião, apagaram a chama do forno, quando o bolo estava começando a crescer. Uma pena. Se isto tivesse ocorrido por conta de um projeto diferente, tudo bem. Mas, voltamos à estaca zero. A chance do novo time do USC dar certo é a mesma do time do Campeonato Mineiro. Falta seqüência ao trabalho do Uberaba Sport.

E o que esperar para 2013? Do Nacional nada. Salem não disse a que veio. Mostrou-se um dirigente chinfrim. Talvez seja bom para o clube social, o patrimônio do clube, mas para o futebol: não esperem dele.
No USC, as chances de mudanças são boas. Luiz Humberto não terá mais as costas quentes de Anderson Adauto. Certamente, vai deixar o clube e aproveitar a vida. Com a saída dele, espero projetos, mas projetos que saiam do papel e sejam executados.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Dirigente de futebol precisa ter dedicação exclusiva

Buemba! Buemba! O Uberaba anuncia a contratação do zagueiro Dominguinhos. O torcedor descrente vai logo dizendo: "Se pelo fosse um sanfoneiro". É isso mesmo, se o Dominguinhos fosse sanfoneiro, mesmo se não jogasse na zaga, poderia animar a concentração ou a casa dos atletas. Ou como diz o meu amigo professor Celso Coelho, poderia ser chefe de torcida. 

Agora pergunto ao torcedor? Você  já acompanhou algum jogo do Penapolense? Você conhece algum ex-atleta do time do interior de São Paulo? Certamente não. E posso afirmar com quase absoluta certeza que nem mesmo os dirigentes de futebol do USC conhecem este jogadores. 

Sinceramente, há muito tempo, eu venho percebendo que existem muitas pessoas interessadas em dirigir o Uberaba Sport. A disputa pelo cargo gera até alguma competição. Entretanto, as pessoas que estão à frente do futebol estão muito interessadas na badalação do cargo, em empregar amigos e parentes, mas zelar dos interesses dos clube que presidem ou nos quais trabalham, nada!

Outro dia ouvi o presidente do USC reclamando de que teve que viajar 15 horas, dirigindo, a serviço do clube. Mas ele não sabia que a presidência do Uberaba Sport lhe traria responsabilidades? 

Com os dirigentes de esportes não é diferente. Eles assumem o cargo, não tenho tempo para a dedicação necessária e vão logo querendo terceirizar o serviço. Por isso tantas contratações erradas. Por isso, tanto jogadores desconhecidos e que não resolvem nada. 

E o que é o pior, quando acontece um desmanche como o ocorrido no USC, joga-se fora toda a motivação construída ao longo de seis meses. Mas, por que? Por nada! Por vaidade apenas! 

Pode ser que eu esteja errado, mas confesso que já vi este filme antes.      Os dirigentes vão arrumar uma grana aqui outra ali com os patrocinadores (claro que não vão tirar dinheiro do bolso), vão enganar o torcedor (consumidor) que, quando perceber que comprou gato por lebre, vai protestar, xingar este ou aquele diretor, mas vai ficar por isso mesmo. E no final teremos mais um ano perdido, dezenas de torcedores perdidos (para muitos deles o mundo acabou mesmo) e os times vão se definhando a cada dia.

Uberaba e Nacional precisam de dirigentes realmente do ramo. Gente que tenha tempo  e disposição para tocar o futebol, como ele deve ser tocado. Os irmãos Moraes, do Boa Esporte, e o empresário Eduardo Uram estão aí para servirem de exemplo. 

P.S. Dizem que o Uberaba Sport está contratando um atacante de 30 anos. Depois da experiência com Clodoaldo, sugiro que os mesmos dirigentes contratem um atacante mais velho e experiente. Quem sabe o Dadá Maravilha não vem encerrar a carreira por aqui. O Normandes bem que poderia fazer o meio-campo nesta negociação.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Lei de Gerson impera no futebol moderno.


Um ex-colega de trabalho me disse essa semana para eu acordar. Segundo ele, aqueles abnegados, que colocavam dinheiro nos clubes de futebol não existem mais. Hoje, os que aparecem são para ganhar dinheiro ou levar tirarem algum proveito com isso. É o tal futebol empresa, futebol moderno, mas regido pela velha “ Lei de Gérson”.

Como o presidente do Uberaba Sport Club, Luiz Humberto Alves Borges (perdoem-me se for Borges Alves), sempre defendeu o Colorado como uma empresa, para mim não resta dúvida. Os novos dirigentes do USC querem tirar algum proveito do clube. Então torcedor, não se assuste se não houve prestação de contas, de um ou outro jogador for negociado no decorrer da competição, se acontecer alguma liberação de atleta considerada mal explicada.

Pode ser também que a empresa deste ou daquele diretor ganhe espaço na camisa do clube e contrato não seja bem explicado. Certamente não haverá prestação de contas, mas isso também faz parte do futebol empresa.  Os empresários não vão expondo as suas prestações de contas por aí, exceto, é lógico quando isso é obrigatório por lei ou pelo estatuto da empresa.

O torcedor não tem direito a nada. Exceto a pagar ingresso e incentivar o time do início ao fim do jogo. Entretanto, se por acaso em algum momento ele resolver mostrar a sua contrariedade com os jogadores, com o treinador ou com os dirigentes, eu os aconselho a colocarem a boca no trombone. Nada violência gente. Faixas, cartazes, grito. Há meios para se fazer isso.

Não precisam ficar com “dózinha” dos dirigentes. Eles estão ganhando alguma coisa com isso e não estão no Uberaba Sport somente por amor ao clube.

Aliás, alguns deles estiveram à frente da desastrosa campanha do USC no Campeonato Mineiro desse ano e, mesmo assim, decidiram voltar. Voltaram porque têm interesses. Empregar o filho, garantir trabalho aos amigos, investir neste ou naquele jogador ou treinador.

Também têm coisas que não dão para entender. Currículo por currículo, não há nada que justifique a saída do técnico Maurílio Passini para a chegada do Gian Rodrigues, exceto o fato do Gian ser da patota do Marcelo Araxá e, de certa forma, da patota do Ernani também.  Nunca ganhou nada, deve ter um bom empresário ou um bom QI.

E pelo jeito, os dirigentes pensam como eu. Qualquer treinador serve, no final quem acaba escalando mesmo é  a diretoria, os empresários e por aí afora. A preocupação e para isso valeu a lição do Campeonato Mineiro é com o condicionamento físico. “Escalar qualquer um escala devem ter pensado os dirigente,  mas dar condicionamento físico adequado é tarefa para quem sabe” devem ter pensado os dirigentes. Por isso, chamaram o Luiz César, o Maçarico. Ele realmente sabe por fogo em uma equipe. 
Preparo físico, podem ter certeza, não será problemas para o USC em 2013.

Aliás, nesse quesito, reside as minhas últimas esperanças no futebol de Uberaba. No mais, vai ser aquela lenga lenga. Aquele estica encolhe dos últimos anos. Quer ver. Anotem aí: em breve teremos um longo período de testes, com jipadas de jogadores saindo e chegando. Contratações de última hora que não vão dar certo. Uns ganhando bem mais do que merecem, outro merecendo ganhar bem mais. 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Tomara que as árvores do USC dêem bons frutos

Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! Anunciada a nova diretoria de futebol  do Uberaba Sport.  Roberto Laranjeira. Ernani Nogueira, Donizete Vi(d)eira e João Macie(l)ira temos é que esperar bons frutos. Que o Laranjeira não dê só flores e espinhos. Queremos laranja da boa. Que o Nogueira nos dê nozes, daquelas bem grandes que comemos no Natal e, sem bichos, por favor. Que o Videira garanta não só boas uvas, mas vinhos de primeira, daqueles que o Arnaldo César Coelho anuncia no programa “Bem Amigos”. Do Macie(l)ira esperamos frutas das boas, se possível brasileiras. As argentinas são grandes e bonitas, mas sem sabor.

Ah! Ainda tem o Ademir Murrão. Como não encontrei nenhuma árvore para relacionar a ele. Tomara que ele seja um poste. Não dê murro em ninguém. No máximo, fique ali bem fincado. Quem sabe encostado no Djair Barranco.

Futebol é bola pra frente. Entretanto, tem coisas que não dão para deixar de questionar. Se foi possível uma composição assim, por que ela não foi feita no Campeonato Mineiro. E também, por que o Normandes não poderia integrar este time também.

Neste aspecto, cabe mais uma crítica ao presidente Luiz Humberto Borges. Faltou o espírito de conciliação que se espera de todo bom administrador. Tá certo que ele não fechou as portas com o Normandes, mas dava para unir o time.

Podemos pensar também que o USC está bem servido de diretores de futebol. Pode ser que sim, embora entenda que quanto mais melhor. Poderiam unir a este time de futebol de salão mais seis jogadores, aí teríamos um time de futebol de campo mesmo. Muito melhor.

E as outras diretorias? Outro dia ouvi o presidente Luiz Humberto Borges reclamando de passar horas e horas dirigindo a serviço do clube. Por que não reforçar os demais setores do clube? Marketing, assessoria de imprensa, diretoria social e tudo o mais.

E quem será o novo treinador do Uberaba Sport Club? Acho que isso vai ser o menos importante, mesmo porque o Marcelo Araxá vai querer dar os seus pitacos e com ele e o Ernani juntos, treinador é o que menos importa. Precisamos ficar de olho sim em quem será o preparador físico do colorado. Tenho certeza que este ano o USC foi rebaixado muito mais pela falta de fôlego do que pela falta de treinador. Mesmo porque, Nenê Belarmino e Catanoce têm bons currículos e campanhas ruins como a que eles fizeram são exceções e não a regra nos clubes por onde passaram.

Bom também acredito que é preciso desfazer o mito de que Ernani Nogueira e Marcelo Araxá foram os responsáveis pelos títulos da Taça Minas Gerais  e as boas campanhas do USC no Campeonato Mineiro do Módulo I. Primeiro porque as campanhas no Mineiro não foram boas. O USC, num campeonato de 12, nunca passou de um 7º. lugar, ou seja, ficou na rabeira. Segundo, as Taça Minas Gerais de hoje não são nem um terço do que foram as anteriores. Tanto é que o Boa está vencendo a Taça Minas e ganhando a vaga na Copa do Brasil com o pé nas costas.

Segundo, levar o time de volta ao Módulo I nada mais é do que a obrigação destes diretores que, graças a um trabalho pífio, neste ano deixaram o clube cair para a Segundona. Um bom trabalho a meu e, creio, no entender da maioria dos torcedores seria o que possibilitasse ao clube estar entre os quatro primeiros do Campeonato Mineiro por pelo menos cinco anos consecutivos e a conquista de vaga na Série C do Brasileiro, o que deixaria o time entre os 60 melhores clubes do Brasil.







quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O TORCEDOR AINDA É A RAZÃO DE SER DO FUTEBOL

Buemba! Buemba! Macaco Simão urgente! As coisas andam se repetindo com tanta frequência que não tenho mais dúvidas: ESTOU FAZENDO HORA EXTRA NA TERRA.

Besteirices à parte. Vocês já notaram como as coisas andam se repetindo. Quantas vezes vimos na TV a pertunta marcante: QUEM MATOU NÃO SEI QUEM.  As novelas da Globo já não dão mais para assistir. As manchetes dos jornais também não mudam muito. No rádio, aquelas mesmas histórias de sempre.

Mas não é só na imprensa. O Uberaba Sport está prestes a cometer o mesmo erro do Nacional. Senão vejamos. O Naça tinha um trabalho para quatro anos, um projeto. Aí pintou um dinheirinho a mais. Jogou de lado o projeto dos meninos, gastou a grana com jogadores meia-boca e perdeu a classificação. Hoje o Naça não tem projeto e continua na terceirona, devendo, certamente, um pouco mais.

No Uberaba Sport, a coisa não é diferente. Estão prestes a jogar fora todo o trabalho de Normandes e Passini por conta de uns trocados de patrocinadores. Corre-se o risco de o time cometer os mesmos erros do passado. Crescer de fora para dentro, quando o melhor projeto, o projeto que colocou o time entre os melhores do país, começou de dentro para fora, com Pedro Walter Barbosa no final da década de 70.

Agora, o maior erro de todos é a incapacidade dos dirigentes de trabalharem em conjunto, como se fosse uma equipe. Por que para o Ernani, entrar o Normandes  e o Passini têm que sair? Não seria a hora de sentar, compor, buscar uma solução conjunta.

De mais a mais, o presidente do Uberaba Sport Club bem que poderia contratar um motorista. Deu entrevista a emissora de rádio esta semana, reclamando de ter dirigido horas e horas a serviço do clube. E olha que ele se acha um grande administrador. Se fosse tão bom assim certamente andaria de avião, ou, no mínimo, teria um motorista.

Além disso, na mesma entrevista disse que não é homem de abrir sorrisos e conversar com os torcedores. É "homem de administração". Acho que estou mesmo muito velho. Por que desde que me entendo por gente, futebol se joga para a torcida. O torcedor, mais do que qualquer outra coisa é a razão de ser do futebol.

Mas a sandice não é apenas local não. Vi o Galvão Bueno e seus amigos criticarem o fato do presidente da CBF, José Maria Marin, ter demitido o Mano Menezes. Para eles, Marin jogou para a torcida. E que mal há nisso? Futebol se joga para a torcida. Mano não convenceu e por isso perdeu o cargo.

Futebol tanto é para a torcida que alguns jogadores renovam e inovam no visual, apenas para aparecerem e serem identificados pelos torcedores de forma mais rápida. Se são ruins são logo taxados por mascarados e não duram muito na profissão. Se são bons, lançam moda e ficam no coração e na cara do torcedor.

Mas, voltando aos comentários do presidente do USC, nota-se que eles está desgastado. Certamente, sem o apoio do prefeito eleito, não conseguirá trazer para o USC os mesmos patrocinadores de outrora. Podia, aproveitar a oportunidade e pedir para sair. Mesmo porque reclamou de estar há sete no cargo. Luiz Humberto, você não nasceu presidente e, se sair, o clube não ficará acéfalo. Pode ser até um bom momento para renovação, já que todo o trabalho realizado até aqui foi ou deve ser perdido, caso se confirme as mudanças anunciadas na diretoria.

Ah! Tem a grana do novo Centro de Treinamento. Esse dinheiro, foi conseguido pelo prefeito eleito. Talvez ele tenha interesse em acompanhar mais de perto a sua utilização.

Joelmir Beting criou a expressão "GOL DE PLACA". Marcou muitos no jornalismo. Poderia ter ficado mais entre nós. Felipão pisou na bola ao insinuar que no Banco do Brasil não se trabalha sobre pressão. Deve ter se inspirado em um ou outro conhecido. Agora, pensando bem, os bancos, em geral, têm alguns esquemas interessantes. Duvida? Experimente fazer uma assinatura da editora Abril com débito em conta...

De Primeira
http://louc.us/hpy








quinta-feira, 22 de novembro de 2012

É hora dos comentaristas e jornalistas mostrarem que podem ajudar o USC

Liguei o rádio outro dia em uma das emissoras da cidade e fiquei feliz em saber que as equipes esportivas estão completas. Ninguém antecipou as férias de fim de ano e os responsáveis por formar opinião sobre o futebol de Uberaba estão a postos.


Nos últimos anos pude acompanhar um verdadeiro lavar de mãos dos comentaristas esportivos na hora da montagem do time. Muitos deles vão no oba-oba de dirigentes, desinformados e acabam ratificando contratações mal feitas.

Pois bem pessoal. Acho que esta hora é a melhor hora de colocar as manguinhas de fora. Dizer que esta contratação ou aquela não serviu. Que os dirigentes contrataram mais de cinqüenta jogadores e não se aproveitou onze, depois que o campeonato termina, que o time é rebaixado, ou não se classifica para a divisão de elite (como é o caso do USC este ano) é muito fácil.

A imprensa pode dar sim ao torcedor uma grande contribuição para o time fazer sucesso na próxima competição e a hora é agora. É hora de esmiuçar currículos, varrer a internet à procura de aprovações e desaprovações de certas contratações. Tentar esmiuçar contratos, vencimentos, cláusulas e até mesmo ajudar os times a conferirem se os atletas têm ou não pendências na Federação Mineira de Futebol para evitar fiasco, como o vivido pelo Nacional na sua volta ao futebol profissional este ano.

Acompanhar de perto os testes físicos, ouvir a opinião de profissionais especializados sobre as condições deste ou daquele atleta.

Um bom exemplo disso foi vivido em 2009. Convictos de que dinheiro é o que interessa, coleguinhas da imprensa, dirigentes do USC e torcedores embarcaram na onda de Michael Robin. O homem poderia até ter as chaves da casa da moeda, ao que consta não economizava na hora de usar o cartão de crédito, inclusive, com boas rodadas de cerveja aos cronistas, mas no final ficou mais do que provado: era louco de pedra e mal sabia quantos lados tinha uma bola.

Tenho um amigo super a favor da fusão de Uberaba e Nacional. Eu sou contra. Mesmo porque um time é rico, o outro pobre. Mas sou a favor da união dos dois. Ora, o péssimo calendário do futebol mineiro pode ser aliado do futebol de Uberaba. Se o Naça tem algum jogador que pode interessar ao USC, por que não emprestá-lo ao colorado, num acordo de cavalheiros ou não, propondo que o mesmo aconteça quando o Alvinegro for disputar a terceirona em 2013.

Os dois clubes são adversários, são rivais, mas dentro de campo. Fora dele, o negócio é outro. Eles podem se ajudar. Lembro que uma determinava empresa de comunicação em Uberaba estava à banca rota há alguns anos. O concorrente, ao contrário de jogar uma pá de cal sobre a empresa em dificuldades, preferiu ajudá-la a se reerguer. Se isso é possível entre empresas concorrentes, por que não entre clubes concorrentes?

No mais, o Brasil bateu a Argentina no confronto da América. Ganhar da Argentina é mais que bom. S e foi nos pênaltis, depois de um jogo sofrido, melhor ainda. É! Tudo muito bom, mas cabe uma pergunta. E cadê o brilho do futebol brasileiro? Talvez isso possa explicar o comentário do professor Coelho na coluna anterior. Faltou brilho ao Fluminense no Campeonato Brasileiro e a derrota para o time horrível ( me perdoe professor) do Cruzeiro foi a maior prova disso. Talvez , ambas as faltas de brilho, sejam justificadas por Thiago Neves. Ele pode ser até importante, mas, com raras exceções brilha no Flu, e, na Seleção, jogou um futebol simplesmente medíocre.



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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Deuses do futebol não perdoam os infiéis. E se o Palmeiras comprasse a vaga da Portuguesa?

Os deuses do futebol deveriam ter escrito em tábua sagrada do esporte em letras garrafais: SÓ É POSSÍVEL TORCER PARA UM TIME DE FUTEBOL. O problema é que acontecem os campeonatos regionais. Aí não é difícil ver gente dizendo que torce para o Fluminense, no Rio; o Palmeiras, em São Paulo; o Grêmio, no Rio Grande do Sul; o Cruzeiro, em Minas.

Claro que dependendo da pessoa poderia ser o Galo, em Minas; o Timão ou o Peixe em São Paulo; o Inter em Porto Alegre ou Mengão, o Vasco ou o Botafogo no Rio. Há quem tenha também um time na Bahia: Rubronegro ou Tricolor. No Paraná, da mesma forma: Coxa ou Furacão? Na relação dos menos cotados certamente estão Portuguesa, Paraná Clube, Flu de Feira, Guarani, Ponte, Méquinha (o Coelho de Minas) e etc.

Mas a infidelidade, quando o assunto é clube de futebol, pode ter seus problemas. No final de semana passado por exemplo, foi obrigado a ficar dividido entre comemorar a conquista do Flusão ou chorar o rebaixamento iminente do Palmeiras. E como Mineiro fiquei triste com a impossibilidade do Galo chegar a seu segundo título, o que aliás seria muito bom para o futebol de Minas Gerais.

Como Tricolor, no Rio Grande do Sul, o adeus do Grêmio também não foi muito bem vindo, mas convenhamos, o pior mesmo foi o iminente rebaixamento do Verdão. Tá certo que ainda tenho uma esperança: o Palmeiras bem que poderia comprar a vaga da Portuguesa.

Já que tudo anda rolando em torno de grana mesmo por que não? A Lusa se dá bem na segundona, lugar de onde o Palmeiras quer distância. Então, por que não uma proposta neste sentido. Pode ser um bom negócio para os dois times. Uma fusão entre os dois clubes também serviria para sacudir os bastidores do futebol. Coisas pra se pensar: já pensou? O Palmeiras junto com a Lusa poderia virar tricolor. Já nasceria com cores de campeão.

Mas, viajadas à parte, o Fluminense sobrou no futebol brasileiro. Acho que bem mais pela sorte em alguns casos, pela regularidade em outros e também a ajuda da arbitragem do que por um futebol vistoso. Fred, Cavalieri, Wellington Nem e Deco brilharam no Flu, mas acho que ainda faltou alguma coisa. Resultados à parte, o melhor futebol foi do Galo no 3 a 2 contra o Fluminense ou do Santos, no mesmo 3 a 2 contra o Atlético, ou nos 4 a 0 contra o Cruzeiro, quando até os cruzeirenses reverenciaram Neymar.

Regular por regular ou futebol solidário por futebol solidário, o Corinthians também mostrou seu brilhantismo. É com este futebol que o Timão espera conquistar o título de Campeão Mundial. Tomara!!!!!

O pessoal da crônica esportiva nacional, valorizando o produto deles, consideram o Campeonato Brasileiro o melhor de todos os tempos. Pode até ser, mas ainda estamos carentes de craques. Brasileiro, brasileiro mesmo tiramos dois ou três destaques Neymar, Bernard e Wellington Nem. Parece-me pouco. Também, valorizaram demais os estrangeiros. Seedorf, Montillo e Furlan, pra falar dos mais famosos, foram um fiasco.

Talvez a saída para termos um campeonato ainda melhor em 2013, seja o investimento nas outras divisões e nos clubes do interior no futebol regional. A CBF precisa pensar nisso para o bem do nosso futebol.

Por aqui, ouvi dizer outro dia que o bonzinho Marcelo Araxá estava arrumando emprego para jogadores do Nacional no futebol do Mato Grosso. Ora, se ele é tão bonzinho não poderia levar os jogadores para o Araxá, na disputa da 1ª. Divisão do Mineiro?

O tempo passa e a diretoria do USC não muda. Continuam comendo chuchu e arrotando caviar. Os mesmos erros de sempre. Uma pena!!!.




quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Quem roeu o osso, merece provar da carne

Buemba! Buemba!O futebol de Uberaba fecha para balanço. Como já era esperado, o Nacional ficou fora das finais da Terceirona. O Alvinegro deu mole nos jogos dentro de casa e perdeu a classificação no Uberabão. 

Por falar no maior elefante branco de Uberaba, creio que descobri o  porquê de o gramado do Estádio estar tão ruim. Plantaram a grama errada. Ao invés de bermuda, plantaram minissaia. Aí ficou aparecendo a calcinha, o bumbum ali... Moral da história. Tá feia a coisa. Tomara que as chuvas de dezembro dêem, caso contrário vão ter que usar a tática AA de plantar grama: asfaltam o Uberabão e jogam a grama por cima. Quero ver alguém reclamar que tem buraco. 

Mas voltando ao Elefante e ao Zebu, o balanço, apesar dos pesares é positivo. O primeiro conseguiu voltar a disputar uma competição oficial depois de muitos anos e olha, comparando com o público das outras equipes, até que o Nacional não foi tão mal assim. 

O Zebu ressurgiu das cinzas. Depois do fiasco do Mineiro e o vexame do rebaixamento. O time, se a diretoria não fizer besteira, já tem uma base para o Módulo II em 2012. O meu medo é que no USC as mudanças acontecem abruptamente. Prá jogarem fora todo o trabalho realizado pouco custa. 

De qualquer forma o Naça já tem no mínimo oito jogadores para emprestar a outras equipes e o USC pelo menos o mesmo número para o Módulo II em 2013. O melhor de tudo é que o colorado não ficou parado, a exemplo de 2011 e parte deste trabalho servirá e será muito importante em 2012. 

Falam na volta do Ernani. Se for para somar que seja bem vindo. O que não dá é para colocar em prática o jeito Ernani de ser, sem levar em conta o trabalho realizado pelo Normandes, Passini e cia. O Nacional reclamou de falta de comprometimento dos dirigentes. Creio que no USC a coisa é da mesma forma. Então, quanto mais pessoas comprometidas melhor. 

Por outro lado, é bom também apontar alguns erros. O Nacional errou ao demitir Luiz Alberto Medina. Naquele momento, não havia razão para demitir. A diretoria queimou o filme com o treinador, principal responsável pela volta do time ao profissional. Errou ao contratar e ao demitir o Felipe Nogueira. Ao contratar, porque Felipe é do tipo que força a barra e tem costas quentes. Ao demitir porque demitiu no momento em que o jogador poderia ser útil. Fatou cabeça!!!

A pior de todas foi a contratação do Alemão. Mais um bonde na história do futebol de Uberaba. Aquelas contratações que não somam nada. O cara só vem come, dorme e vai embora. Fica a lição. Para contratar é preciso avaliar as condições físicas de qualquer jogador. Ficou também a lição de que é necessário verificar eventuais pendências na Federação e nos tribunais antes de colocar qualquer jogador em campo. 

Prá terminar espero que a ingratidão não seja mais uma vez vivida no futebol de Uberaba. Passini e Normandes roeram o osso. É sensato que eles possam experimentar da carne. Talvez até nem consigam colocar o USC de volta ao Módulo I, entretanto, fizeram um trabalho sério, com condições mínimas e merecem oportunidades melhores. 

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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

PRÁ MIM A VACA DO NAÇA JÁ FOI PRO BREJO HÁ MUITO TEMPO

Buemba! Buemba! Macaco Simão urgente! Os torcedores do Naça me perdoem, mas acho que qualquer iniciativa dos colegas de imprensa de dar esperança aos alvinegros é brincar com os sentimentos alheios. Não dá mais para classificar, o trabalho de um ano está perdido e talvez fosse até bom considerar o jogo de domingo contra o Valério como um simples amistoso.

Duvido que a já classificada Esportiva de Guaxupé vá entrar em campo com disposição para vencer o Minas em Sete Lagoas em partida decisiva para a equipe local. O Nacional até pode vencer o Valério , mas, me perdoem, perdeu a classificação nas partidas em Uberaba contra o próprio time de Itabira, no Uberabão,  e, é lógico, diante da Esportiva também no Engenheiro João Guido.

Podem até dizer que Balduíno e Thiago Carvalho fizeram muita falta contra o time de Guaxupé e, a ausência deles, foi o fator preponderante para a derrota acachapante no Uberabão, entretanto, um time de futebol não é feito só de onze jogadores. Situações como estas deveriam ser previstas, bem antes do início da competição.

Bom... Depois do desastre do Guaxupé veio à caça às bruxas. Os culpados foram jogadores bradou uns. Não a culpa é do treinador e do gerente de futebol que, neste caso, são as mesmas pessoas justificaram outros. Foram unânimes em isentar o presidente Salem de qualquer culpabilidade. Por que isso?

O presidente do Nacional é culpado sim! A diretoria do Nacional é culpada sim. Aliás, a culpa é da diretoria. Gente, o futebol de Uberaba vem sofrendo do mesmo mal há anos e poucos se dão conta disso. Ao buscar jogadores de fora, nossos times estão só encolhendo. De tanto dar murro em ponta de faca, o USC já perdeu Boulanger Pucci e o Nacional, se não amarrar as calças, vai acabar no mesmo caminho.

Nosso futebol precisa de um projeto a longo prazo. O Nacional até ensaiou isso com Luiz e Pedrinho Medina, mas abortou a idéia nos primeiros contratempos. É preciso crescer sim, mas de dentro prá fora. O inchaço com a contratação de jogadores de outras localidades, de primeira ou segunda divisão pode até levar a um resultado positivo num primeiro ou segundo ano, mas fatalmente levará a prejuízos no futuro. 

Se quer o Nacional voltar a ser um time de futebol de primeira divisão e voltar com estrutura para permanecer entre os melhores de Minas, precisa investir na base. Criar um projeto estruturado para base, criar novos centros de treinamento, realizar um trabalho no qual o time de futebol profissional seja a consequência e não a razão de ser do clube.  

O Uberaba Sport também deu adeus a qualquer chance na Taça Minas. Houve até quem comemorasse a possibilidade de o Nacional ser matematicamente desclassificado antes do próprio colorado. Tolice. O USC deve sim comemorar ter disputado a Taça Minas sem ter sido saco de pancada de ninguém. Perdeu sim. Mas de um a zero, dois a um,  dando trabalho aos adversários, alguns bem mais estruturados. Saiu ganhando pois abriu horizontes para o Módulo II em 2013.

Também na hora do balanço final, vejo muita gente disso que no time do USC tem um ou dois jogadores que podem ser utilizados no Módulo II. Nunca vi tamanha bobagem. Os melhores jogadores do Estado estarão na primeira divisão em Minas, São Paulo, Goiás, Mato Grosso. Os que sobrarem por melhores que sejam não terão nível técnico e físico muito diferente dos jogadores que disputaram a Taça Minas pelo USC. É melhor o colorado manter o máximo possível destes jogadores, fechar o grupo e trabalhar firme. Este é a forma mais prática e razoável para voltar a figurar entre os maiores times do Estado.

Uberaba perdeu um dos grandes conhecedores dos bastidores e da burocracia do futebol. José Humberto Moraes não deve ser lembrado como um super presidente do Nacional, mesmo porque ele não o foi. Deve ser lembrado sim pelo bons serviços prestados ao USC, enquanto secretário e brço direito do Nenê Mamá. Bons serviços que ingualmente prestou ao Nacional, como funcionário e como presidente. E, enfim, deve ser lembrado como pessoa que nunca se furtou de dar uma resposta quando questionado, mesmo que o que tivesse para dizer não fosse uma boa notícia. Ouso dizer que o Zé se foi sem nunca ter recebido o devido valor tanto dos clubes onde trabalhou, como da crítica.


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Levantar um clube de futebol é difícil. Afundar, é fácil

Essa semana vi uma campanha entre torcedores do Nacional propondo contratar uma “moto som” para anunciar o jogo do alvinegro contra o Guaxupé. O jogo desde sábado, às 16h, no Uberabão é um dos mais importantes da história do alvinegro, mas tenho a convicção de que nem todos os carros de som de Uberaba , nem as mais criativas campanhas de publicidade no Rádio e TV coloca mais do que mil torcedores esta tarde no Uberabão.


Estou jogando uma boa margem de segurança porque acredito que não teremos mais do que 500 torcedores no Uberabão. Tomara que eu quebre a cara e o torcedor alvinegro mostre meu erro de avaliação. Mas, o que fez o Nacional nos últimos anos para ter público de destaque no Campeonato Mineiro da Terceira Divisão? A resposta é: nada.

O alvinegro limitou-se a manter as suas categorias de base. Montou um time campeão de juniores, mas, apesar de ter anunciado, não utilizou esta equipe para a disputa da terceira divisão. O Naça, ao invés de optar pelo caminho do crescimento natural, que significa caminhar em mão dupla com vitórias e derrotas, decidiu optar pelo inchaço, contratando jogadores experientes, mas com currículos que não levam torcedores ao estádio.

Em alguns casos as contratações foram acertadas, em outros um verdadeiro fiasco. Um exemplo foi a contratação de Felipe Nogueira, ex-Uberaba e campeão do Módulo II pelo Araxá. A exemplo do que já havia acontecido no USC, Felipe não jogou o suficiente para firmar-se como titular da equipe. Queria na marra uma vaga no time e entrou em rota de colisão com o treinador, acabou saindo.

Guma trilha para seguir o mesmo caminho de Felipe Nogueira. Alemão, contratado mais recentemente, parece ser o mesmo jogou no Uberaba Sport, inclusive com as contusões musculares crônicas. Mas, ninguém acerta sempre. Não é mesmo? Acredito, entretanto, que os dirigentes devem ficar atentos a estes problemas crônicos e atletas como Felipe e Alemão, certamente devem ser riscados de qualquer lista de contratações.

Mas, caso realmente tenhamos menos de 1000 torcedores no Uberabão, os dirigentes do alvinegro não devem ficar decepcionados. Por mais que isso signifique prejuízo, ao longo dos anos aprendemos que formar um clube de futebol requer anos e anos de trabalho. Afundar um clube de futebol é fácil. Consegue-se às vezes do dia para noite, mas levantar um clube, uma nação, é trabalho árduo, de décadas e décadas.

Por isso não acredito que Boa de Varginha ou Ituiutaba, Grêmio Barueri ou Prudente e muitos outros embora estejam entre os 100 melhores times do Brasil, sejam clubes verdadeiramente. É preciso consolidação e, neste aspecto, acho que até mesmo o São Caetano não entra neste rol.

As emissoras de rádio deram nas últimas semanas um exemplo de como o Nacional ainda não pode ser necessariamente chamado de um time de futebol. Sem a garantia de transporte gratuito pela Prefeitura, sequer acompanharam os jogos do alvinegro em Sete Lagoas e Guaxupé. Optaram por retransmitir o trabalho de emissoras destas cidades. Sei não, mas creio que os atletas alvinegros devem ter se sentindo órfãos ou, no mínimo, como um time de pouca representatividade. Isso certamente não ocorrerá se os jogadores do alvinegro baterem Guaxupé e Minas de Sete Lagoas. Se isso acontecer, provavelmente , diante do Valério, na última rodada, as equipes de rádio locais estarão em Itabira, acompanhando o jogo decisivo quanto ao acesso do alvinegro ao quadrangular final da terceirona.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O NAÇA JÁ ESTÁ NO LUCRO. POR QUE NÃO IR AO ATAQUE?

Buemba! Buemba! Os Deuses do futebol são alvinegros. Atleticanos, botafoguenses, corinthianos e nacionalistas de Uberaba. Deram um jeito e colocaram tutano na cabeça do presidente do Montes Claros. Ora o time do norte de Minas, dentro de campo, não deu aperto na primeira fase. Não daria na segunda e, certamente, voltar à competição só significaria prejuízos para o Montes Claros e para os demais clubes.

Seria sorte de campeão? Melhor não confiar nisso. O Nacional deve entrar em campo neste domingo, às 10h30, no Estádio Carlos Monteiro, com a gana e a garra daqueles que feridos de morte, conseguiram voltar ao mundo dos vivos. Mais do que sorte é preciso ter folego e vontade de campeões.

A diretoria também deve fazer a sua parte. O time precisa viajar com tranquilidade e ter tempo para descanso em Guaxupé ou nas cidades da região. Não adianta, sair daqui para jogar em cima da hora. O desgate de viagem deve ser levado em conta sim e a comissão técnica do Nacional deve exigir isso, para evitar o que aconteceu no jogo com a Ituiutabana lá em Ituiutaba, quando os jogadores entraram em campo sonolentos.

O Nacional tem recebido vários elogios mas, sinceramente, espero um técnico mais corajoso, que jogue para vencer e não para empatar. Dizem que o Nacional poderia ter vencido a Ituiutabana se assim fosse necessário aqui no Uberabão. Vencer o Guaxupé é importante e, além disso, há quem diga que a melhor defesa é o ataque.

Outro fato a ser levado em conta  é que o Uberabão é praticamente um campo neutro. Os adversários têm facilidade para jogar aqui. Então, é bom acumular gordura para que um tropeço não se transforme em desastre diante da torcida.

E a Federação Mineira de Futebol tá mesmo cheia de artista. A nota técnica sobre a desistência do Montes Claros é prova disse.

"É como muito pesar que informamos a desistência, irrevogável e irretratável, da agremiação Montes Claros Futebol Clube, em permanecer na disputa do Campeonato da Segunda Divisão de Profissionais, edição 2012". Pesar coisa nenhuma, a FMF estava muito feliz. Duvido que não tenha trabalhado a desistência do Montes Claros. O Campeonato não terminaria, caso houvesse outra decisão.

"Desistência homologada, em análise aos critérios técnicos estabelecidos no Regulamento da Competição, convida-se a agremiação imediatamente subsequente, a saber, Nacional Futebol Clube, que de pronto manifestou seu interesse em disputar a presente Competição, o que se homologou". O Nacional nem pensou em sair, tanto é que estava na disputa.

A última parte é a mais engraçada. "Isto posto, a tabela da Competição fica mantida, bem como toda a pontuação conquistada pelas agremiações. Registra-se que permanece inalterada todas as rodadas, conforme tabela há muito publicada". Me engana que eu gosto. Ora, se o Nacional foi convidado e aceitou. O lógico seria recomeçar toda a segunda fase, do zero. Tem certas coisas que só são possível nos filmes de ficção, no STF e na cabeça dos políticos.

Campeonato brasileiro pode ser decidido neste fim de semana. Só uma vitória sobre o Fluminense pode dar algo Galo o empurrão para pegar no tranco e desbancar o tricolor carioca. Caso contrário, o Flu praticamente confirma o título. É esperar prá ver. Tá hora também dos árbitros começarem a acertar. Tá ficando feio esse negócio de time beneficiado a cada rodada.




quinta-feira, 4 de outubro de 2012

AMISTOSO PARA INGLÊS E UBERABENSE NÃO VER

Buemba! Buemba! É chato plagiar alguém. Mas tem hora coisas que cansam a gente. Não adianta, desde que o mundo é mundo, Uberaba e Nacional nunca vão falar a mesma língua e quando Deus dá o pão, o diabo esconde o saco.

Não sei porque cargas d'água, mas Uberaba e Nacional decidiram fazer um amistoso neste sábado no Uberabão. Aliás, acho que até sei porque. Há alguns dias encontrei com o Luiz Cecílio que estava indo para uma reunião da diretoria do Nacional. O assunto seria recursos financeiras. Tudo por conta do cancelamento de patrocíno da Vale Construtora.

Ninguém sabia o que fazer. Afinal, os times do Triângulo estavam todos apostando na grana do empresário do Distrito Federal que, de repente, resolveu abrir os cofres e com a mesma rapidez e imediaticidade do ato também resolveu fechar as torneiras.

Coincidentemente ou não, alguns dias depois desta reunião surgiu o amistoso. Ninguém falou nada. Mas com certeza, não foi porque os dois times chegaram a um acordo, pensaram no torcedor. Pensaram nos cofres vazios, nos compromissos assumidos e aí decidiram calçar as sandálias da humildade e realizarem um amistoso pedido, muito antes das duas equipes estreiarem em suas competições.

Era um amistoso caça níquel. Não há dúvidas disso. A data não era propícia pro Nacional que, até  então, aguardava o jogo de estréia na segunda fase da Terceira Divisão. Pro Uberaba também não. O time viria de uma desgastante viagem a Varginha. E seus dirigentes, não fossem os cofres vazios, certamente fugiriam da partida como o "diabo foge da cruz".

É certo que o Naça vive um melhor momento que o USC. Um vitória sobre o arquinimigo bem que poderia recompor os ânimos em CC (Constantino Calapodopulus), mas por outro lado, uma derrota poderia colocar todo o trabalho a perder.

Então não tenham dúvidas meus amigos. O amistoso entre USC e Nacional marcado para este sábado no Uberabão e adiado sob a alegação de que não haveria condições de ter policiamento por conta das eleições, tinha e terá, caso ele aconteça, o único objetivo de tapar o buraco deixado pelo patrocinador master dos times. 

Dirigente nenhum pensou em torcedor ou colocou o amante dos clubes como fiel da balança.

Aliás chegaram a anunciar bebida alcoólica no Uberabão.  Ora, e a Lei Seca. Além disso, antigamente o Uberabão era usado como "prisão" para quem desrespeitasse a Lei Eleitoral. Essa pode até ser uma forma de lotar o Estádio, mas neste domingo, não no sábado.

Apesar da empolgação dos torcedores e as contratações de reforços estou temeroso quanto ao futuro do Nacional Futebol Clube. Se o time perdeu mesmo o patrocinador master, o alvinegro vai fechar o ano no vermelho e, mesmo que consiga o acesso, a diretoria terá que trabalhar muito para disputar a Segundona em 2012.

De qualquer maneira, na hipótese otimista do acesso, tudo terá valido a pena. Mas, caso contrário, estaria o Nacional fadado a ficar mais alguns anos longe do futebol profissional?



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Pé quente sim! Tão começando a aprender.




quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Tá difícil explicar o inexplicável

Buemba! Buemba! E não é que o tapetão continua falando alto no futebol de Minas Gerais. O Nacional Futebol Clube concentra suas forças nos tribunais da FMF para não ficar fora da segunda fase do Terceirona. Tudo por conta do jogador Thiago Carvalho, escalado irregularmente na partida diante do Portal na abertura da competição.

O mais interessante dessa história é como os coleguinhas de imprensa "comeram bronha" ao acreditarem que bastava o pagamento de algumas cestas básicas e tudo estaria resolvido. Estaria sim, se o Nacional não tivesse classificado. Há de se entender que naquele momento, divulgar as coisas como elas eram, poderia  prejudicar o Nacional, mas fica uma pergunta: cadê respeito pelo leitor, pelo ouvinte ou coisa que o valha? 

É lógico que tudo dependeria do Tribunal da Federação Mineria de Futebol. A não ser que não existissem adversários, mas o que se viu foi um monte de gente, considerando o caso resolvido, a partir de explanação e providências de advogado da área esportiva. O problema é que na Justiça existem varas instâncias e as coisas não poder ser consideradas decididas até que todos os níveis sejam percorridos. 

Ainda acredito que o Alvinegro não será penalizado. Também suponho que o episódio servirá de aprendizado para o Nacional e muitos outros clubes. Antes de colocar o jogador em campo é preciso consultar eventuais pendências nos tribunais. Caso contrário, é colocar em risco um trabalho que, no mínimo, deveria ser sério. 

E o Erick Moura deixou pelo menos por instantes a função de treinador e voltou a ser gerente de futebol, negociando a contratação de reforços para a segunda fase. Isso mostra: o Alvinegro continua pequeno como nos tempos de Carlos Abocater, quando o presidente era também treinador. No meu entender, um time profissional necessita em primeiro lugar de uma comissão técnica bem definida. 

Entrar em qualquer competição sem técnico, auxiliar técnico, preparador físico, fisioterapeutas, médicos, gerente de futebol e massagistas e se apequenar. É estar bem perto do amador. E, salvo engano, não era este os objetivos anunciados pela diretoria quando demitiu vários colaboradores e decidiu, de peito aberto, anunciar a profissionalização do clube. 

O Uberaba joga neste sábado com o Nacional de Nova Serrana. É cartada decidida. Tudo ou nada. Ninguém acredita no Zebu, mas não deixa de ser jogo decisivo. Acho que o trabalho do USC está no caminho certo, excetuando o descaso com a comissão técnica que, a exemplo do Nacional, está cheia de improvisações. 

Por falar em USC, a Prefeitura Municipal está anunciando licitação para a construção do segundo Centro de Treinamento do USC. Enquanto isso, os flamboiãs estão morrendo em Boulanger Pucci e o campo virou um matagal (pelo menos da última vez que estive lá, diga-se estacionamento do Guarato). Tomara que os deuses do futebol castigem o prefeito Anderson e todos aqueles que contribuíram para a perda de BP. Vou rogar uma praga no prefeito. Tomara que o filho ou filha dele (já nasceu gente?) seja jogador (a) de futebol em Uberaba. 

Não sei se com pistolão será diferente, mas aqui prata da casa não vale nada. 

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Pé quente sim! Lambe botas: tem muitos por aí.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Naça vive sonho de uma noite de verão

Buemba! Buemba! Futebol de Uberaba urgenteeeeeeeeee! Tem jeito não. Aqui é uma no prego outra na ferradura. O Nacional colocoou a chupetinha na boca do torcedor. Jogou que nem (não seria quinem?) TIME GRANDE em Montes Claros. Meteu 3 a 0 no time local. O torcedor se animou. Vamos lotar o Uberabão bravejou um. Seremos o primeiro do grupo praguejou outro. Outros já sonhavam com a Segundona em 2013, Primeirona em 2014, Copa do Brasil em 2015, Libertadores em 2016, Mundial em 2017.

Mais até quando o sonho vai durar. Aí está o grande problema. São sonhos de uma noite de verão ou primavera. Não duram mais que uma semana. Veio a Ituiutabana, a Véia e acordou o "minino" alvinegro. Deu-lhe um beliscão no traseiro. Um puxão de orelha e disse: acordaaaa! Vamos devagar com o andor que o Santo é de Barro.

Veio a quarta-feira e o time de São Benedito pois a viola no saco. Acordamos do Mundial de 2017 e voltamos a realidade da necessidade de vitória diante do portal neste domingo, para conquistara tão sonhada vaga na segunda fase da Terceirona. Aí que está o X da questão. Para classificar na última rodada, no saldo de gols ou dependendo da Ituiutabana, o Carlos Nogueira Abocater montava time e mais time e ele mesmo comandava a molecada.

Fazendo as contas, acho que o Naça jogou pelo empate. Esqueceu de avisar a Ituiutabana e deu no que deu. Perdeu o jogo. Não dá para entender como os times de Uberaba, e nesse caso o glorioso USC não é diferente, têm medo de jogar em casa. Têm ogeriza do Uberabão. Não conseguem jogar.

Não seria porque jogam no Uberabão como se estivessem jogando fora de casa? Não seria hora dos treinadores descobrirem que as vezes o ataque é a precaução. É mostrar a caixa de ferramentas para o adversário. Mostrar que tem garrafa para vender. Dar o cartão de visitas. Sei lá, mostrar quem manda e coisa do tipo.

Por que alguns treinadores deixam para colocar os seus times no ataque depois que estão perdendo de um ou dois gols de diferença? O inteligente, principalmente jogando em casa, não seria ir prá cima do adversário, não dar chances ao inimigo de gostar do ataque ou coisa parecida. Não contei, mas notei que a Ituiutabana teve mais de uma dezena de escanteio, contra três ou quatro do Nacional. Depois de estar perdendo, entretanto, o Naça partiu prá cima. Não seria melhor o contrário. Partir prá cima no início e deixar para segurar no final, quando o resultado já estiver praticamente fechado?

E o Felipe Nogueira. Recomendo à diretoria do Nacional que vá a Araxá e traga de lá alguns galões de água da cidade. Só pode ser a água. No Araxá ele jogou praticamente todas as partidas da segundona. No Guarani ficou no banco. No Nacional, nem bem chegou e no jogo mais importante já ficou no chinelinho. Tomara que ele se recupere logo e leve o Naça ao título da terceirona. Ainda dá tempo, mas prefiro começar agora a deixar para depois.

O USC não está bem na Naça Minas. Tá certo. Todo mundo sabia que o objetivo não era esse. Tá dentro pretendido, dentro do esperado. Um torcedor disse que a diretoria pode levar o USC à terceirona. Acredito que ele possa ter razão. Os dirigentes devem preparar o time para o Campeonato do Módulo II dentro de campo, mas também devem preparar o caixa, reforçar o time de dirigentes. Já estamos em setembro, outubro tá chegando e é de bom tom que em novembro o time já esteja começando os treinamentos visando ao Módulo II. Já é hora de mexer o doce.

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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Nosso futebol na ilha da fantasia

Buemba! Buemba! Imitação do Macaco Simão urgente! E o pau comeu solto no Amadorão 2012. Desta vez não foram jogadores, dirigentes. A coisa foi do lado de fora, mas temendo pela segurança a arbitragem encerrou antes da hora o jogo entre Bonsucesso e Merceana. Dor de cabeça para os dirigentes de clubes. Bem feito prá eles. Ainda não perceberam que o futebol amador de Uberaba se profissionalizou. Assim, vai precisar de medidas do profissional. Tipo: cobrança de ingressa, segurança, médicos e ambulâncias de plantão.

Sinceramente não dá para entender este investimento maciço no Amadorão, quando os clubes de futebol poderiam investir mais nas suas categorias de base. Que me desculpe quem gosta, mas o Amadorão da forma como está não cumpre o seu papel social e que justifica até mesmo altos investimentos da Secretaria Municipal de Esportes. Tais pessoas, a meu ver, deveria centrar ou focar suas ações nas categorias de base. Participariam da formação dos atletas, deixariam o amador para os amadores.

As competições para o pessoal de meia idade deveria ser os clubes, como também já acontece. Country, Uirapuru, Jockey Club, ou seja, sem financiamento do setor público. Acho, sinceramente que o trabalho realizado pelos dirigentes do futebol amador, seria muito mais produtivo se dedicado às categorias de base. É coisa para Toninho Martins, Claudinho, Volnei, Rodrigão e muitos outros pensar. De repente, esse trabalho poderia até render dinheiros aos clubes que estas pessoas representam, tapando uma outra lacuna do nosso futebol que é revelar novos talentos.

Claro que são possíveis acordos entre os clubes amadores e profissionais, possibilitando o fortalecimento de todos. Entretanto, o vemos é grandes investimentos nos times do futebol amador, enquanto as categorias de base capengam. Resultado: a maioria dos talentos da cidade abandonam o futebol aos 16 ou 17 anos, quando precisam de no mínimo uma ajuda de custo e os clubes nada oferecem.

E os nossos clubes profissionais também não ajudam. O Nacional repete os mesmos erros cometidos pelo Uberaba Sport. No jogo contra o Montes Claros, no sábado, apenas Laerte da base do Nacional começou jogando. É muito pouco. O Naça deveria ter no mínimo seis jogadores da base na sua equipe titular. Se isso naõ acontece ou o trabalho realizado nas categorias de base é muito ruim ou os dirigentes estão pagando caro mão-de-obra de terceira divisão.

E acho interessante como certas pessoas não se cansam de tentar enfiar bondes nos times de Uberaba. Calejado pelas experiências dos últimos anos, o Uberaba Sport até que faz um trabalho razoável, mas o Nacional comete os mesmos erros do arquirrival no passado. Tomara que não termine o ano em condições piores do que começou.

Acho que o presidente Sallem comete o mesmo erro de Luiz Humberto no Uberaba. Se ele não entende nada de futebol, talvez fosse uma razão a mais para estar a frente do time, viver futebol dia e noite. Da forma como ambos agem, a impressão é que são presas fáceis. Daquelas que conseguem pensar apenas no imediatismo e acabam levados na conversa por espertalhões, afim de empregar este ou aquele atleta ou dirigente.

No futebol do Triângulo Mineiro criou-se uma grande fantasia em relação a Marcelo Araxá. Ele é apontado por vários jornalistas como o ó do borogodó. Mas pergunto. O que o Marcelo Araxá conquistou. Subiu o Araxá para a primeira divisão? É verdade. Mas o Carlos Abocater também já subiu o Nacional para a primeira divisão, fazendo tudo que o Marcelo fez e mais alguma coisa e, pelo menos oficialmente, sem ganhar nada por isso.

Ah o Marcelo formou as equipes nas conquistas de duas Taças Minas Gerais pelo Uberaba Sport. Gente, as conquistas foram importantes, mas as competições, se levarmos em conta número de participantes e qualidade de participantes, não foram nenhuma brastemp. Com Marcelo Araxá como gerente de futebol, o USC não passou de 8o. colocado no Campeonato Mineiro. Há 30 anos, com Valtinho Barbosa, Vadi Lacerda e outros abenegados o normal era o USC ser terceiro ou quarto e até brigar pelo título.

O Nacional joga neste sábado em Montes Claros. O USC vai a Nova Lima. Espero que os times tenham feito programações para não entrar em campo dormindo nestes jogos. É engraçado, os colegas dizem o Nacional entrou apático, dormindo contra a Ituiutabana. Será que eles sabem o que aconteceu? Se não sabem sugiro um teste. Acordem bem cedo, façam uma viagem de 200 km, almocem e tentem estar bema cessos às 3 horas da tarde. Não dá. Para entrarem ligados, no jogo contra a Ituiutabana, os jogadores do Naça precisariam ter viajado com um dia de antecedência.

O que me deixa revoltado é que os dirigentes não economizam ao empregar os indicados dos amigos, mas sequer dão condições ideais para os atletas desempenharem o seu trabalho.

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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

NAÇA PÕE PÁ DE CAL NO PROJETO DOS MENINOS

Escrevi na semana passada que torcia para que ninguém abandonasse o barco do Nacional, antes do final do Campeonato. Torcia na verdade. Porque no fundo no fundo estava escrito nas estrelas: "não dá para ser técnico de futebol, tendo outros dois como sombra". Era o que acontecia no Nacional. Luiz Alberto era o técnico com as sombras de Érick e Lúcio Vaz.

Além disso, acredito, o treinador vivia com um sério dilema. Depois que a diretoria do Nacional mudou o projeto inicial e dediciu investir em jogadores meia boca, ignorando os atletas da base, Medina passou a ser o treinador do time formado por Érick Moura.

Nada contra os novos contratados. Continuo torcendo para que Pelézinho, Felipe Nogueira e Balduíno chegue ao Corinthians e quiçá ao Barcelona, melhor ainda se sob o comando do Érick. Não os queria no Nacional porque, acredito, o Alvinegro precisa revelar jogadores que possam lhe garantir o futuro, com direitos federativos e tudo mais.

Ainda sobre a coluna da semana passada, parece que foi até proposital. Como aquela vitória de 5 a 2 sobre o Uberlândia fez mal ao Alvinegro. Igualzinha a goleada do Uberaba sobre o Democrata de Valadares no Mineiro. Tem placares que vêm na hora errada. Todo mundo ficou esperando um BarceNaça que todo mundo sabe não existe. Melhor seria esperar um time aguerrido e com muita vontade em campo. Porque os resultados do futebol brasileiro tem mostrado que vontade é tudo.

O São Paulo que bateu o Corinthians é o mesmo que perdeu de 5 para o Náutico. O Cruzeiro que empatou com líder Atlético é o mesmo que perdeu de 4 para o Coritiba. E o Coritiba que bateu de 4 no Cruzeiro é o mesmo que perdeu de 3 para o Figueirense e bateu o Internacional por 1 a 0.

Mas, ainda sobre a saída de Luiz Medina do Nacional, plagiando um colega, estou chateado. Chateado porque o projeto inicial me parecia muito bom. Projeto para o futuro. O novo projeto é imediatista. Se der errado, o Naça voltará à estaca zero e, certamente, com mais problemas do que tinha até hoje. Se der certo, continuará sendo imediatista e poderá dar errado em 2013, voltando-se à estaca zero.

Quanto à perda de seis pontos pela escalação de Thiago Carvalho, sinceramente não acredito nisso. A Federação tem culpa no cartório, o jogador também. Ele deveria ser o maior interessado em informar o Nacional sobre a situação. Para que o clube ao menos procurasse informações a respeito. Sem contar que mais uma vez, os cartolas uberabenses dão provas de que estão anos luz de distância do que ensinou Nenê Mamá. O cara que abria as portas da Federação e sabia muito bem o que fazia.

Sobre a derrota do Nacional para a Ituiutabana normal. Ah!!! O time entrou em campo preguiçoso, sem atenção. Como você entraria em campo, se acabasse de saber que podia ter perdido seis pontos na competição. Com certeza, houve um baque. E que baque!

O público dos jogos da Terceirona é um sintoma. O futebol mineiro está doente! Não dá para realizar competições com públicos de 10, 30, 40, 50, 400 pessoas. Não faz sentido termos três divisões em Minas. O ideal seria a primeira com 20 clubes e a segunda com o restante. Jogos regionalizados e jogos de ida e volta.

O Uberaba também perdeu um jogador. O meia Ulisses. Mais uma prova de que este esquema de mendicância de atletas não dá certo. A exemplo do Naça, nos casos Rafael Ipuã e Evandro, o USC amarrou cabrita para outro mamar.

Por fim, a diretoria do Nacional podia mandar fazer uma placa. O gol de Chitão e Laerte contra o Portal foi um dos mais bonitos que já vi no Uberabão. Merecia uma placa. Até para dar moral aos menino. Se é que isso ainda interessa.

Estou anotando todas as promessas dos políticos para o esporte. Vou bater na porta deles para cobrar. Vocês podem me ajudar. Fazendo o mesmo.

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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Tomara que ninguém abandone o barco Alvinegro. Periquito não é galinha morta

A sorte está lançada. Uberaba e Nacional iniciam novas jornadas neste fim de semana. Antes de entrar em campo, o torcedor do Alvinegro de São Benedito já tem o que comemorar. Afinal, o time volta a ser profissional depois de vários anos sem atividade e muitos outros sem estar entre as grandes forças do futebol de Minas Gerais.

Poderia escrever aqui que não temos nada a cobrar do Nacional. Certamente, não teríamos se o projeto inicial da diretoria alvinegra tivesse sido levado adiante. Entretanto, as mudanças de rumo farão com que as cobranças venham e venham forte. Aliás, a diretoria alvinegra teria mudado o plano de lançar novos jogadores, exatamente por conta da cobrança da torcida.

Então podem esperar. As cobranças virão e virão com força. Luiz Alberto Medina, Pedrinho Medina, Kléper, Luiz Cecílio, Erick Moura, Lúcio Vaz e cia. podem esperar. O torcedor vai querer não só a classificação para a próxima fase, mas resultados em cima de resultados. Não vai adiantar pedir calma, cautela.

Eu só espero que todos os citados estejam preparados para as cobranças e que não abandonem o barco na primeira sacudida. Que comissão técnica, jogadores e dirigentes estejam cientes que o trabalho será árduo e as cobranças nada mais são do que conseqüência da expectativa depositada sobre grupo.

Por falar grupo, espero que os jogadores contratados pelo alvinegro diagam a que vieram. Que calem a minha boca. Porque disse e repito que jogadores como estes a cidade de Uberaba tem aos montes, basta não ter preguiça de ir buscá-los e um pouco mais de consideração, desfazendo o mito de que por serem de Uberaba têm que trabalhar de graça, ou sem nenhuma valorização.

Acho que as cobranças sobre o Uberaba Sport serão menores. O torcedor vai cobrar sim o acesso à divisão de elite no ano que vem. A Taça Minas será vista como uma espécie de laboratório. O USC está começando de forma diferente dos últimos anos. Não está queimando cartuchos e muito menos dinheiro. Gosto do trabalho do Normandes, embora considere desastrosa a atuação da diretoria, principalmente, nos quesistos ações de marketing e respeito ao torcedor.

Está mais do que passando da hora da diretoria colorada descobrir que o USC não é uma confraria. É o time que representa uma imensa massa de torcedores que merecem atenção, desde o mais humilde até o mais importante. Nossa rainha da Inglaterra tem que governar também para os seus súditos e não apenas para a nobreza. Aliás, a nobreza do USC, me parece, tão nobre quanto outros nobres. Muito glamour, mas na hora de colocar a mão no bolso: nada!

A meu as vitórias tanto do Nacional sobre o Uberlândia e do USC sobre o Portal vieram em hora errada. Elas em nada ajudam o futebol da cidade, pelo contrário atrapalham. No caso do Naça, os resultados têm efeito negativo dobrado. Primeiro, pode fazer com que o time ache que está por cima da carne seca. O USC goleou o Democrata de Valadares, achou que tava bonito e deu no que deu. Por outro lado, a derrota do Portal para o Colorado ex-Boulanger Pucci serviu para mostrar que o time não só tem que se superar, como também tem que superar o Alvinegro.

O Uberaba nem de longe pode pensar que terá uma galinha morta pela frente neste sábado. O Uberlândia está ferido pela derrota acachapante para o Nacional e vai querer, diante de sua torcida, mostar serviço. E o serviço será melhor ainda se for em cima do time que goleou o portal. Não estou dizendo que as vitórias de Nacional e Uberaba nos amistosos devem ser desmerecidas, mas estes resultados devem ser esquecidos.

Os Deuses do futebol parecem abrir a cabeça do técnico Mano Menezes. As convocações de Rever (Atlético), Cássio (Corinthians) e Arouca (Santos) são mais do que merecidas. Aliás, os três merecem vaga de titular no time. Os técnicos da Seleção deveriam abrir mais os olhos para as equipes brasileiras.

Por fim. Já está meio distante, mas gostaria de deixar o meu protesto sobre a matéria o "Planeta Méssi" ou coisa que o valha da Rede Globo de Televisão. Tino Marcos lembrou-me um jornalista da região famoso por usar tanto a sua criativade que deixava os temas muito longe da realidade. Aquele "de que galáxia veio Méssi" me fez perder o apetite e olha que antecedeu ao almoço de domingo.

Méssi é craque sim senhor! Mas a dimensão que quiseram dar realmente é de outra galáxia. Depois, é muito fácil ser o melhor do mundo, quando mundo tem um ou outro fora de série. Há 30 anos, jogadores habilidosos e talentosos como Méssi povoavam os nos campos de pelada. O problema é que os brasileiros deixaram de presitigiar o talento para apostar na força e disciplina tática. Deu no que deu. Na verdade, a Globo faria um bem maior ao futebol se, aos invés de deslocar 12 repórteres, para exaltarem até o trisavô do Méssi, fosse em busca de talentos brasileiros para a Copa de 2014.

Palhaçada! Treinamentos secretos do Celso Roth beiram o absurdo. Bobagem que a imprensa e o torcedor engolem calados.

O Villa Nova está brilhando na Taça Belo Horizonte de Juniores. Que inveja!!!

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"Não existe gol feio, feio é não fazer gols"
Dadá Maravilha


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

USC E NAÇA ESTÃO PEDINDO ESMOLAS

Conversava durante a semana com um amigo que tem algumas idéias radicais em relação ao esporte e, especialmente, o futebol em Uberaba. Meu amigo, defende o futebol amador por amor. Conforme palavras dele mesmo, o Amadorão ficaria para os barrigudos. Foi assim durante muito tempo. Somente nos últimos 20 anos, com a derrocada de Uberaba e Nacional é que o Amadorão ganhou força.

O pior de tudo, ou o melhor conforme o ângulo que se vê é que jogadores revelados por Uberaba e Nacional passaram a brilhar e faturar no futebol no futebol amador. Tem muitos exemplos. Marcos Rogério, Júlio César Magrelo, Edinho, Marconi são alguns dos mais antigos que lembro no momento. Mas, se formos pesquisar são dezenas de nomes. Juninho Ratinho, Gustavo Piau, Juninho Alencar surgiram na década passada. Enquanto Gagal, Obina e Ben Johnson apareceram mais recentemente. Todos trocaram o futebol profissional pelo amador.

A cidade de Uberaba deixou de revelar jogadores para grandes clubes do futebol brasileiro para servir o mercado local, ou seja, o futebol amador. Diante disso, a cidade e os clubes passaram a mendingar atletas profissionais. Busca um aqui outro acolá, ficando na dependência de favores de amigos do dirigentes treinadores e etc.

Senão vejamos. Com Ernani Nogueira como diretor de futebol, o USC ficou dependendo dos amigos do dirigentes no Santos. De lá vieram muitos jogadores, poucos ou nenhum firmou-se no futebol local. Em 2011, para a temporada 2012, o USC ficou totalmente dependente de Nenê Belarmino e seu auxiliar Santana e o resultado foi desastroso.

Na época de Birigui veio quase uma dezena de jogadores do Araguaína. Também nada aproveitável. Dinei, Gaúcho, Valtinho, Fofão e cia. vestiram a camisa do USC. Nenhum firmou-se no time. Nenhum destacou-se no futebol mineiro. Enfim, investimento em vão.

Agora com Maurílio Passini e Normandes a situação se repete. O USC fica refém de jogadores de América e Atlético. Alguns até com salários pagos pelos clubes da capital. Continuamos a mendigar atletas.

Aplaudi quando ouvi a informação de que o USC dispensou um jogador porque ele não pretendia assinar contrato até meados de 2013. Ledo engano, já estão fazendo contratos até o final deste ano. Em janeiro, quando o mercado estiver aquecido, aí sim o USC vai mendigar jogadores, caso não mude a sua filosofia.

No Nacional nem se fala. Depois de perder Rafael Ipuã, o Naça perdeu também o meia Evandro. Não adianta falar que o último era do Mamoré e o time de Patos é quem dá as cartas. O Sapo deu uma esmola para o Elefante. Aliás, nem deu. Emprestou e tomou na hora conveniente para ele. Deixou o Naça chupando o dedo.

A meu ver se os times de Uberaba quiserem voltar a ocupar lugares de destaque no futebol mineiro e nacional, é preciso tratar melhor as suas bases. Largar de preguiça. Fugir das comodidades e dos favores e correr atrás sim de dar estrutura a atletas locais e regionais.

Aliás, estas comodidades hoje são uma tônica no futebol nacional. Grandes clubes estão contratando jogadores acima de 30 anos. Estes jogadores, deveriam na verdade estar reforçando clubes das séries B, C e D. Na verdade estão ocupando espaço na vitrine de novos talentos e logo, logo estarão quebrados porque sequer terão atletas para vender aos grandes clubes mundiais.

Outro dia conversando com uma amiga, ela contava da emoção inenarrável de assistir a um Cruzeiro e Atlético no Mineirão, mesmo sem muito entender de futebol, mesmo sem torcer para um outro. "Aquilo é contagiante", disse, revelando-se agradecida ao marido por ter lhe proporcionado tal emoção. Lembrei-me do primeiro Atlético e Cruzeiro que assisti no Magalhães Pinto. Aquilo era uma panela de pressão. Elzo, com a cabeça enfaixada, foi o herói do jogo. No próximo dia 26 Cruzeiro e Atlético jogam no Independência. Tudo caminha para jogo de uma torcida só. É por isso que o nosso futebol não é mais o mesmo.


De Primeira
"Num mundo de guerras, vc me trouxe a paz"
Do filme Tróia.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

TEM CIÊNCIA NO GRAMADO DO UBERABÃO

Estou encucado com o que está acontecendo com o gramado do Estádio Uberabão. Fiz uma pesquisa ontem sobre a grama bermuda e descobri que ela será o tapete oficial da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Os artigos dizem que a espécie é adequada ao clima tropical. Então? Por que o gramado do Uberabão continua tão ruim?

Olhando de cima parece que tá tudo amarelado, com pouca cobertura vegetal. A
grama tá desmilinguida. E olha que já tá quase fazendo aniversário da troca de
gramado no Uberabão.

Ouvi dizer que campo foi atacado por pragas. Mas, o pessoal tem cuidado,
eu mesmo presenciei o Marcelo Rossetti encomendando “remédio” para o gramado há algum tempo. Então, tem ciência.

Acho que reportagem do UOL Copa 14, http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2012/04/08/fifa-define-gramado-de-estadios-da-copa-de-2014-grama-tipo-bermuda-e-drenagem-a-vacuo.htm,
pode dar algumas explicações. Primeiro, a grama é utilizada em estádios
cobertos, o que não acontece com o Uberabão. Segundo, os estádios da
Copa terão drenagem à vácuo, o que também não é nossa realidade.

Então, não sou nenhum agrônomo, mas acho que a espécie bermuda não vai dar muito certo no Uberabão. A justificativa pode estar no tipo de solo, muito encharcado. Não será surpresa se em breve tivermos informações sobre uma nova troca de gramado no Uberabão. A verdade é que tem algo de errado ali. Por que não faz sentido até hoje o gramado não estar em condições de receber treinos rotineiros de
Uberaba e Nacional.

Nacional

Uma das passagens mais marcantes do Nacional Futebol Clube remonta ao Campeonato Mineiro de 1990, quando o Alvinegro não conseguiu regularizar os
seus atletas a tempo e entrou em campo com três goleiros. Um no gol e dois na
linha. O Naça até que foi bem. Empatou em zero a zero com o Tupi em jogo que
Ninha pegou por ele por Gúbio e Ademir Nogueira. Os dois últimos estavam
jogando na linha.

Entretanto,espero que o Nacional não faça como o Uberaba Sport que no início do Campeonato Mineiro deste ano, não pode contar com quatro de seus principais jogadores na primeira partida contra o América de Teófilo Otoni. Se tivesse vencido
aquela partida, o USC certamente estaria hoje na 1ª. Divisão do Futebol Mineiro e a
história seria outra.

Para isso, alerto desde já o Departamento de Futebol do Naça Priorizem a regularização dos jogadores. A saída de Rafael Ipuã esta semana revela que ou
o Naça está engavetando os contratos ou sequer o ex-camisa 10 do USC chegou
a colocar o preto no branco. Então, é melhor prevenir e agir como time verdadeiramente profissional.

História

Se levarmos ao pé da letra, nunca tivemos um uberabense na Seleção Brasileira de Futebol. O médico Álvaro Lopes Cançado titular na Seleção Brasileira de 1938, na verdade é natural de Campo Florido. É certo que na época a cidade vizinha era um
distrito de Uberaba, mas ao pé da letra, Álvaro era Campo Floridense.

Antigamente, os distritos eram bem organizados. As localidades contavam com cartórios e juízes de paz. Outro detalhe é que Álvaro jogou no Tupi de Juiz de Fora,
Atlético, Fluminense e Botafogo. Nunca vestiu a camisa do Uberaba Sport Club e
quiçá do Nacional, que foi fundado em 1940, quando Nariz já estava deixando
a carreira.

Conforme as memórias do Atlético Mineiro, Álvaro, ainda como acadêmico, atuou como médico da Seleção Brasileira em 1938. Já formado e especialista em ortopedia fundou o Departamento Médico do Botafogo-RJ, o primeiro do país. Será que os departamentos médicos das equipes uberabenses estão à altura da cidade (ou vizinha dela) onde nasceu o pai da medicina esportiva?

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Que venha o ouro no futebol!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

DE PRIMEIRA – NAÇA VIRA INSTITUIÇÃO DE CARIDADE

Buemba, buemba. Macaco Simão Urgente! Como sofre o pai dos quíntuplos.
Tem coisa que só acontecem com o Nacional. Depois de anunciar Pelezinho e Éder
e ficar sem os jogadores. Agora é a vez de Rafael Ipuã deixar o Nacional.

Bem feito pro Naça. Isso só pode ser praga de madrinha. O
Alvinegro desprezou os seus jogadores juniores para contratar craques meia boca
e agora não tem nenhum nem outro.

Sinceramente não dá para entender. O Naça tá parecendo instituição
de caridade. O Rafael Ipuã estava desemparado, contundido. Veio para o alvinegro, acertou contrato (não
acredito que assinou) e aí apareceu o Brasiliense.

O Naça liberou o jogador de mão. Quer dizer o negócio foi
muito bom para Brasiliense. Melhor ainda para o Ipuã que considerou a proposta
irrecusável, mas e o Elefante o que ganhou com isso? Nada. Um pelo pé no traseiro.

Mas o Naça não tá com cara de time profissional? Tá não! Com
essas e outras vai fechar as portas de novo. É brincar com a paciência do
torcedor. Se o time quiser voltar bem tem que agir como time profissional. Tem
que colocar o preto no branco, estipular multa em contrata e tudo o mais. Nessa
do Ipuã passaram a perna no “Salim”.

Reforço. Uberlândia recebe mais um jogador. O meia Glauber
ex-Atlético Ceilandense. O atleta atua também como lateral direito e lateral
esquerdo.

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O amor vence um exército de 200 mil homens?

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

DE PRIMEIRA – USC ESPERA NOVO FILHO APÓS ABORTO ESPONTÂNEO

Uberaba e Nacional entram na reta final de preparação para a
Taça Minas Gerais e Terceirona e não conseguem bons resultados. O Naça perdeu
em Uberlândia. O USC só empatou com a Ituiutabana. Tá ruim, mas tá bão.

Embora só tenha empatado, é melhor ver o USC da forma como
está do que da maneira como esteve no ano passado, quando ficou deitado em
berço esplêndido, não participou da Taça Minas Gerais, e acabou na segundona. O
técnico Passini gostou do que viu e os torcedores também parecem ter gostado.

Sinceramente estou apostando neste trabalho desenvolvido
pelo Uberaba Sport Club. Fiquei mais satisfeito ainda em saber que no time têm
jogadores da 2ª. divisão do futebol amador de Uberaba. São jogadores humildes,
de equipes pobres, e que certamente vêem (será que este acento ainda existe?)
no futebol as chances de mudarem de vida.

Aliás, no esporte é raro ver atletas mais abastados fazendo
sucesso no futebol, boxe e atletismo, principalmente no Brasil onde não existe
uma política para o esporte. Ginástica, vela, hipismo e até o vôlei já são
esportes mais elitizados. Enfim, tá certo o USC e é bom enxergar onde os outros
não viram.

Também é bom lembrar que Paulo Rodrigues, um dos maiores
atletas da nossa terra, foi descoberto no humilde Sete Colinas e fez do futebol
o seu ganha pão, brilhando no Naça, Botafogo de Ribeirão, Bahia e até no
futebol do exterior.

Pena que o Nacional mudou o seu projeto. Bastou a goleada
sofrida para o Botafogo em Ribeirão Preto, em amistoso, a meu ver, mal
planejado para o time cair no erro do nosso futebol nos últimos anos. A
contratação de um punhado de jogador meia-boca levou o USC de volta à segundona
e certamente não levará o Naça de volta à elite do nosso futebol.

O problema é que
jogadores com salários de R$ 3mil a R$ 5
mil não são nenhuma Brastemp, não têm contratos que permitam ao time faturar em
caso de despontarem na competição. Enfim, só sugam, não trazem nada de positivo
à equipe. Se investirem esse dinheiro em atletas locais, sei não o Naça pode
ter até mais qualidade, além de uma base sólida para as competições futuras.

O Naça fala em trazer Felipe Nogueira e Pelézinho. Jogadores
que estão na reserva do Guarani de Divinópolis. Com todo o respeito do mundo,
quero que Felipe Nogueira e Pelézinho joguem no no Cruzeiro, no Atlético ou até
no Flamengo e nunca no Nacional. Aqui eles só atrapalhariam.

São jogadores prontos, enquanto que o Nacional, o Uberaba
Sport estão precisando fazer os seus próprios jogadores. O projeto do Nacional
era tão bacana e não dá para entender o por quê de terem mudado de ideia tão
rapidamente.

A impressão que se tem é que deu preguiça ou “ejaculação
precoce”. De repente, quiseram fazer em um ano, o projeto que estava planejado
para três ou quatro anos. A mudança pode colocar fim ao sonho do Naça de voltar
a ser um time forte.

Hoje, certamente, o técnico Luiz Alberto, no fundo no fundo,
já deve se sentir o técnico mais pressionado do futebol brasileiro. Não é
qualquer técnico que tem a sua sombra dois ex-treinadores: Lúcio Vaz e Érick
Moura.

Suponhamos que o Naça não vá bem na competição e Luiz
Alberto entregue o cargo ou seja demitido. O Naça vai ter que começar do zero
novamente. Foi o que aconteceu com o Uberaba quando demitiu Érick Moura após a
desclassificação na Série D e contratou Marcos Birigui.

Junto com o Érick, o USC abortou um projeto que envolvia
também Gagal, Paulinho, Salatiel, Paulo Fernando, Buiú e outros. Três anos depois, o USC está recomeçando o projeto abortado em 2009.

O pior é que as bobagens não acontecem só aqui. Na vizinha
Uberlândia, o UEC demitiu o zagueiro William, recém-contratado. Pelo que li no
Correio, ele não durou nem uma semana. Aliás, esse projeto do Uberlândia de
trazer jogadores do Norte do país está bem parecido

O América demitiu Givanildo de Oliveira. Lógico que Milagres
é o melhor nome, mas os dirigentes também pensam em Jorginho. Ipatinga perdeu
de seis para o Goiás. O técnico Flávio Lopes perdeu a cabeça. Eugênio Souza,
ex-Mamoré, foi contratado. O Ipatinga começa a cair na real, mas, embora esteja
vivendo uma grande crise financeira, continua contratando visando a evitar o rebaixamento.
O time do Vale do Aço ou vai ou racha! Se já não rachou.

Piadinha do amador. O Butantã perdeu de 8 a 0. Mais um seria
cobra.

De primeira – blogfilmiano.blogspot.com
Como dói uma saudade

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

DE PRIMEIRA – É PRECISO TRÊS “T”S PARA CHEGAR AO OURO

Buemba! Buemba! Macaco Simão urgente! O Brasil
gastou milhões de reais e os resultados nas Olimpíadas são um fiasco. O Brasil
gasta milhões com o Carnaval e o resultado na avenida é fantástico. Qual a
diferença?


A grande diferença é que no carnaval temos três
“T”s. Tesão, Tempo e Tradição. O Brasileiro adora carnaval ele faz parte da
vida de milhões de pessoas, a tesão pelas escolas de samba é evidente nas
comunidades olhas estão inseridas, nos barracões e pelo mundo a fora.


Mas ninguém vive só de tesão. O carnaval exige dos
seus participantes dedicação durante o ano todo. E não é uma dedicação de
preparação apenas. Ela começa no dia seguinte ao desfile das campeãs e vai até
o momento de pisar na avenida novamente.


E o que também é muito importante. Temos tradição em carnaval. Temos história. Os
desfiles não começaram ontem. Ganharam o seu espaço ao longo dos anos.


Então, não adianta querer resultados imediatos. Para
termos um resultado razoável nas Olimpíadas de 2016 no Brasil, teremos que
começar o trabalho hoje. Saber onde investir, onde reciclar. A busca por
talentos deve começar desde os batalhões, passando pelas universidades, escolas
secundárias, primárias e creches.


É preciso tirar do armário os equipamentos de
ginástica. Encher as escolas de mesas de pingue pongue. Levar a garotada para
as quadras. Lotar as pistas de atletismo. Promover competições importantes e incentivar a participação em eventos internacionais em todas as modalidades. Vai ser preciso respirar esporte.


O Itaú e a Cemig não devem chamar apenas para jogar
bola. É preciso convocar nossos jovens e adultos a apostar corridas, a encarar
desafios de boxe, judô, takaendô, luta greco romana e outras coisas que o
valham. É preciso jogar tênis, saltar em altura, em distância. Nadar em
velocidade, em sincronia. Velejar, jogar os caiaques na água, remar, esgrimar e
tudo o mais.


Não adianta querer ser o melhor do quadro de
medalhas, praticando uma meia dúzia, uma no máximo de esportes de alto
rendimento. Caso contrário, estamos fadados a nos satisfazer com uma medalha
pingada aqui outra acolá.


E o dinheiro? Ah! Com tesão, tempo e tradição. Prá
que vamos precisar de dinheiro?


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“As pessoas loucas o bastante para
acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam"
Jack Kerouac”

terça-feira, 31 de julho de 2012

DE PRIMEIRA - DOIS BICUDOS NÃO SE BICAM

O América Mineiro deve servir como exemplo para
os clubes do interior de Minas Gerais e para os dirigentes de futebol. O time
está preste a faturar R$ 20 milhões de reais. Para isso, basta que se confirme
o interesse do Flamengo pelo meia Rodriguinho, 24 anos.

Sem ter conseguido contratar nenhum jogador
renomado, o Rubro-Negro volta os olhos para os times da Série B do Campeonato
Mineiro. Rodriguinho é um dos nomes sondados. O camisa 10 do coelho tem
contrato até 2015, com multa rescisória de R$ 20 milhões.

É difícil entender que dirigentes de futebol, no
mercado há muito tempo não saibam fazer contratos que beneficiem os clubes. O
Uberaba Sport por exemplo perdeu jogadores como Ivonaldo, Gustavo, Balduíno,
Rogério, Glaysson, Danilo, Michael Davis e outros sem receber um tostão furado.
Será que só o clube não levou vantagem nestas negociações?

Como perguntar não ofende. Outro dia ouvi em
emissora de rádio da cidade, que um determinado funcionário do clube poderia
até receber algum dinheiro nas contratações de jogadores. Será que este
profissional e até dirigentes também não receberia grana na liberação de
atletas?

Interessante também notícias de rusgas entre
dirigentes de futebol profissional em Uberaba e dirigentes de Centro de
Treinamentos. Ora, se ninguém leva vantagem na revelação de jogadores nos
nossos clubes profissionais, por que briga? Na verdade, deveria haver parceria
entre clubes e equipes reveladoras de talentos. Assim, todos sairiam ganhando.
Quando dois bicudos não se bicam é porque são realmente dois bicudos.

O sábado começou diferente. Brasil na frente do
quadro de medalhas nas Olimpíadas de Londres. Seria um sonho? As primeiras
medalhas vieram do judô. Depois prata na natação. Fiquei empolgado, aí decidi
assistir até as competições de vela, tênis de mesa e ginástica.

Nestes três esportes velhos conhecidos. Scheidt
na vela, Hugo Hoyama no tênis de mesa e os irmãos Hipólito na ginástica. Ciclos
olímpicos longos e duradouros. As medalhas não vieram, mas vieram perguntas
cadê a renovação? Cadê os novos atletas? Nossos estudantes praticam tênis de mesa? Não é o
caso da vela, mas será que não poderiam ter canoagem nos nossos clubes às
margens do Rio Grande? Nossos jovens jogam os caiaques na água? Tem algo errado
com o nosso esporte. Os erros passam por futebol e chegam a todas as outras
modalidades esportivas.

Outro dia, recebi um e-mail falando de pais de
atletas descontentes com atitudes da Secretaria Municipal de Esportes. Pude
constatar também pais de jogadores de futebol contrariados com as mudanças de
planos da diretoria do Nacional.

Fazendo um balanço dos últimos 20 anos no futebol
de Uberaba, notamos crescimento apenas do futebol amador. As outras categorias
Mirim, Infantil, Juvenil e Júnior não têm o mesmo tratamento do amadorão. São
coadjuvantes, ao invés, de serem protagonistas. Assim, não precisa ser nenhum
bidu para desconfiar que Uberaba só será destaque no futebol brasileiro quando
tivermos um campeonato nacional de seniores ou o Brasileirão da Terceira Idade.

Eu vivo cobrando prestações de contas dos nossos
clubes profissionais, mas gostaria de saber também o que é feito com o
orçamento da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer. Como estão sendo gastos
os milhões destinados à Secretaria. De qualquer maneira, já proponho de cara
que parte do orçamento seja dedicado aos atletas de alto nível ou alto
rendimento. Se não for assim, como poderemos sonhar em um dia estar no topo do
quadro de medalhas.

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Pé quente sim! Lambe botas jamais!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

CAÇADOR DE TALENTOS

Lembro-me do Rui Resende buscando talentos ainda no Santa Marta. Mas, no início da década de 80, ele migrou trocou de bairro. Deixou o Santa Marta e foi para o São Benedito, onde conquistou o Campeonato Juvenil em 1983. No time dois personagens de destaque no futebol uberabense: Jaime que mais tarde vestiria a camisa titular do Naça em jogos memoráveis e Lobinho que também vestiu a camisa do USC. Mais tarde, Rui ainda descobriria Rodrigo Mendes. Bem mais do que descobrir o jogador, ele também batalhou para colocá-lo no maior clube brasileiro naquela ocasião: o Flamengo. O recorte foi postado por Edinho Makarrão no Facebook.