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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O futebol uberabense precisa de projetos


Os jornais e revista sempre guardam para a última edição do ano uma retrospectiva ou resumo dos fatos mais marcantes dos últimos 364 dias. Aos comentaristas sempre cabem um balanço: o ano foi bom ou ruim em um determinado setor ou editoria? Avançamos ou regredimos?

No futebol de Uberaba não resta dúvida: o fato mais marcante do ano foi a volta do Nacional às competições oficiais da Federação Mineira de Futebol. Neste aspecto, tivemos um grande avanço. Afinal, em anos anteriores o alvinegro ficou de portas fechadas.

O ruim de toda a história é que o Nacional saiu do purgatório, veio ao céu e voltou às trevas. Mas, por que o Naça voltou a um estágio anterior ao que estava? Simples. Antes, o Nacional tinha um projeto, um treinador das categorias de base, um bom time de juniores e, acima de tudo, muita expectativa.

Entretanto, bastaram os primeiros resultados negativos para um projeto que seria para quatro ir para o ralo abaixo. Sinceramente, não acredito mais que o Naça volte a disputar competições oficiais. O Alvinegro da Rodovia está fadado a ser um imóvel bem localizado em área nobre de Uberaba e subutilizado.

O titubear de quem não tem projetos também pairou sobre o Uberaba Sport Club.  Depois do fiasco do Campeonato Mineiro e a queda para o Módulo II, o clube realizou, a meu ver, um bom trabalho, mas jogou tudo ou quase tudo pelo ralo abaixo com a saída de Normandes e a volta de Ernani Nogueira.

Nesse caso, culpo o presidente Luiz Humberto Alves Borges pelo ocorrido.  Faltou à nossa “rainha da Inglaterra” traquejo suficiente para colocar seus súditos debaixo do braço e contornar a guerra interna, a crise.  Nada contra a volta de Ernani e seus fiéis escudeiros: Cabeça, Laranjeira e o “guarda-costas” Murrão.  João Maciel também voltou. Acho que ele é carta na manga. Vai agir quando necessário. Talvez isso explique o fato de, por enquanto, parecer apenas adorno, uma peça de decoração na diretoria do USC.

Com a falta de traquejo ou até mesmo de poder quando o assunto é futebol do presidente Luiz Humberto Borges, o USC perdeu os principais valores da Taça Minas Gerais. Podem dizer que esses jogadores não ganharam nada. Isso é verdade, se não me engano, venceram apenas uma partida. Mas era um time que mostrava evolução. Isso ninguém pode negar.

Na minha opinião, apagaram a chama do forno, quando o bolo estava começando a crescer. Uma pena. Se isto tivesse ocorrido por conta de um projeto diferente, tudo bem. Mas, voltamos à estaca zero. A chance do novo time do USC dar certo é a mesma do time do Campeonato Mineiro. Falta seqüência ao trabalho do Uberaba Sport.

E o que esperar para 2013? Do Nacional nada. Salem não disse a que veio. Mostrou-se um dirigente chinfrim. Talvez seja bom para o clube social, o patrimônio do clube, mas para o futebol: não esperem dele.
No USC, as chances de mudanças são boas. Luiz Humberto não terá mais as costas quentes de Anderson Adauto. Certamente, vai deixar o clube e aproveitar a vida. Com a saída dele, espero projetos, mas projetos que saiam do papel e sejam executados.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Dirigente de futebol precisa ter dedicação exclusiva

Buemba! Buemba! O Uberaba anuncia a contratação do zagueiro Dominguinhos. O torcedor descrente vai logo dizendo: "Se pelo fosse um sanfoneiro". É isso mesmo, se o Dominguinhos fosse sanfoneiro, mesmo se não jogasse na zaga, poderia animar a concentração ou a casa dos atletas. Ou como diz o meu amigo professor Celso Coelho, poderia ser chefe de torcida. 

Agora pergunto ao torcedor? Você  já acompanhou algum jogo do Penapolense? Você conhece algum ex-atleta do time do interior de São Paulo? Certamente não. E posso afirmar com quase absoluta certeza que nem mesmo os dirigentes de futebol do USC conhecem este jogadores. 

Sinceramente, há muito tempo, eu venho percebendo que existem muitas pessoas interessadas em dirigir o Uberaba Sport. A disputa pelo cargo gera até alguma competição. Entretanto, as pessoas que estão à frente do futebol estão muito interessadas na badalação do cargo, em empregar amigos e parentes, mas zelar dos interesses dos clube que presidem ou nos quais trabalham, nada!

Outro dia ouvi o presidente do USC reclamando de que teve que viajar 15 horas, dirigindo, a serviço do clube. Mas ele não sabia que a presidência do Uberaba Sport lhe traria responsabilidades? 

Com os dirigentes de esportes não é diferente. Eles assumem o cargo, não tenho tempo para a dedicação necessária e vão logo querendo terceirizar o serviço. Por isso tantas contratações erradas. Por isso, tanto jogadores desconhecidos e que não resolvem nada. 

E o que é o pior, quando acontece um desmanche como o ocorrido no USC, joga-se fora toda a motivação construída ao longo de seis meses. Mas, por que? Por nada! Por vaidade apenas! 

Pode ser que eu esteja errado, mas confesso que já vi este filme antes.      Os dirigentes vão arrumar uma grana aqui outra ali com os patrocinadores (claro que não vão tirar dinheiro do bolso), vão enganar o torcedor (consumidor) que, quando perceber que comprou gato por lebre, vai protestar, xingar este ou aquele diretor, mas vai ficar por isso mesmo. E no final teremos mais um ano perdido, dezenas de torcedores perdidos (para muitos deles o mundo acabou mesmo) e os times vão se definhando a cada dia.

Uberaba e Nacional precisam de dirigentes realmente do ramo. Gente que tenha tempo  e disposição para tocar o futebol, como ele deve ser tocado. Os irmãos Moraes, do Boa Esporte, e o empresário Eduardo Uram estão aí para servirem de exemplo. 

P.S. Dizem que o Uberaba Sport está contratando um atacante de 30 anos. Depois da experiência com Clodoaldo, sugiro que os mesmos dirigentes contratem um atacante mais velho e experiente. Quem sabe o Dadá Maravilha não vem encerrar a carreira por aqui. O Normandes bem que poderia fazer o meio-campo nesta negociação.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Lei de Gerson impera no futebol moderno.


Um ex-colega de trabalho me disse essa semana para eu acordar. Segundo ele, aqueles abnegados, que colocavam dinheiro nos clubes de futebol não existem mais. Hoje, os que aparecem são para ganhar dinheiro ou levar tirarem algum proveito com isso. É o tal futebol empresa, futebol moderno, mas regido pela velha “ Lei de Gérson”.

Como o presidente do Uberaba Sport Club, Luiz Humberto Alves Borges (perdoem-me se for Borges Alves), sempre defendeu o Colorado como uma empresa, para mim não resta dúvida. Os novos dirigentes do USC querem tirar algum proveito do clube. Então torcedor, não se assuste se não houve prestação de contas, de um ou outro jogador for negociado no decorrer da competição, se acontecer alguma liberação de atleta considerada mal explicada.

Pode ser também que a empresa deste ou daquele diretor ganhe espaço na camisa do clube e contrato não seja bem explicado. Certamente não haverá prestação de contas, mas isso também faz parte do futebol empresa.  Os empresários não vão expondo as suas prestações de contas por aí, exceto, é lógico quando isso é obrigatório por lei ou pelo estatuto da empresa.

O torcedor não tem direito a nada. Exceto a pagar ingresso e incentivar o time do início ao fim do jogo. Entretanto, se por acaso em algum momento ele resolver mostrar a sua contrariedade com os jogadores, com o treinador ou com os dirigentes, eu os aconselho a colocarem a boca no trombone. Nada violência gente. Faixas, cartazes, grito. Há meios para se fazer isso.

Não precisam ficar com “dózinha” dos dirigentes. Eles estão ganhando alguma coisa com isso e não estão no Uberaba Sport somente por amor ao clube.

Aliás, alguns deles estiveram à frente da desastrosa campanha do USC no Campeonato Mineiro desse ano e, mesmo assim, decidiram voltar. Voltaram porque têm interesses. Empregar o filho, garantir trabalho aos amigos, investir neste ou naquele jogador ou treinador.

Também têm coisas que não dão para entender. Currículo por currículo, não há nada que justifique a saída do técnico Maurílio Passini para a chegada do Gian Rodrigues, exceto o fato do Gian ser da patota do Marcelo Araxá e, de certa forma, da patota do Ernani também.  Nunca ganhou nada, deve ter um bom empresário ou um bom QI.

E pelo jeito, os dirigentes pensam como eu. Qualquer treinador serve, no final quem acaba escalando mesmo é  a diretoria, os empresários e por aí afora. A preocupação e para isso valeu a lição do Campeonato Mineiro é com o condicionamento físico. “Escalar qualquer um escala devem ter pensado os dirigente,  mas dar condicionamento físico adequado é tarefa para quem sabe” devem ter pensado os dirigentes. Por isso, chamaram o Luiz César, o Maçarico. Ele realmente sabe por fogo em uma equipe. 
Preparo físico, podem ter certeza, não será problemas para o USC em 2013.

Aliás, nesse quesito, reside as minhas últimas esperanças no futebol de Uberaba. No mais, vai ser aquela lenga lenga. Aquele estica encolhe dos últimos anos. Quer ver. Anotem aí: em breve teremos um longo período de testes, com jipadas de jogadores saindo e chegando. Contratações de última hora que não vão dar certo. Uns ganhando bem mais do que merecem, outro merecendo ganhar bem mais. 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Tomara que as árvores do USC dêem bons frutos

Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! Anunciada a nova diretoria de futebol  do Uberaba Sport.  Roberto Laranjeira. Ernani Nogueira, Donizete Vi(d)eira e João Macie(l)ira temos é que esperar bons frutos. Que o Laranjeira não dê só flores e espinhos. Queremos laranja da boa. Que o Nogueira nos dê nozes, daquelas bem grandes que comemos no Natal e, sem bichos, por favor. Que o Videira garanta não só boas uvas, mas vinhos de primeira, daqueles que o Arnaldo César Coelho anuncia no programa “Bem Amigos”. Do Macie(l)ira esperamos frutas das boas, se possível brasileiras. As argentinas são grandes e bonitas, mas sem sabor.

Ah! Ainda tem o Ademir Murrão. Como não encontrei nenhuma árvore para relacionar a ele. Tomara que ele seja um poste. Não dê murro em ninguém. No máximo, fique ali bem fincado. Quem sabe encostado no Djair Barranco.

Futebol é bola pra frente. Entretanto, tem coisas que não dão para deixar de questionar. Se foi possível uma composição assim, por que ela não foi feita no Campeonato Mineiro. E também, por que o Normandes não poderia integrar este time também.

Neste aspecto, cabe mais uma crítica ao presidente Luiz Humberto Borges. Faltou o espírito de conciliação que se espera de todo bom administrador. Tá certo que ele não fechou as portas com o Normandes, mas dava para unir o time.

Podemos pensar também que o USC está bem servido de diretores de futebol. Pode ser que sim, embora entenda que quanto mais melhor. Poderiam unir a este time de futebol de salão mais seis jogadores, aí teríamos um time de futebol de campo mesmo. Muito melhor.

E as outras diretorias? Outro dia ouvi o presidente Luiz Humberto Borges reclamando de passar horas e horas dirigindo a serviço do clube. Por que não reforçar os demais setores do clube? Marketing, assessoria de imprensa, diretoria social e tudo o mais.

E quem será o novo treinador do Uberaba Sport Club? Acho que isso vai ser o menos importante, mesmo porque o Marcelo Araxá vai querer dar os seus pitacos e com ele e o Ernani juntos, treinador é o que menos importa. Precisamos ficar de olho sim em quem será o preparador físico do colorado. Tenho certeza que este ano o USC foi rebaixado muito mais pela falta de fôlego do que pela falta de treinador. Mesmo porque, Nenê Belarmino e Catanoce têm bons currículos e campanhas ruins como a que eles fizeram são exceções e não a regra nos clubes por onde passaram.

Bom também acredito que é preciso desfazer o mito de que Ernani Nogueira e Marcelo Araxá foram os responsáveis pelos títulos da Taça Minas Gerais  e as boas campanhas do USC no Campeonato Mineiro do Módulo I. Primeiro porque as campanhas no Mineiro não foram boas. O USC, num campeonato de 12, nunca passou de um 7º. lugar, ou seja, ficou na rabeira. Segundo, as Taça Minas Gerais de hoje não são nem um terço do que foram as anteriores. Tanto é que o Boa está vencendo a Taça Minas e ganhando a vaga na Copa do Brasil com o pé nas costas.

Segundo, levar o time de volta ao Módulo I nada mais é do que a obrigação destes diretores que, graças a um trabalho pífio, neste ano deixaram o clube cair para a Segundona. Um bom trabalho a meu e, creio, no entender da maioria dos torcedores seria o que possibilitasse ao clube estar entre os quatro primeiros do Campeonato Mineiro por pelo menos cinco anos consecutivos e a conquista de vaga na Série C do Brasileiro, o que deixaria o time entre os 60 melhores clubes do Brasil.