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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Título da Copa vale 35 milhões de dólares

Presidente eleito da Portuguesa foi cauteloso quanto à entrar na Justiça Comum por conta do rebaixamento no STJD da CBF. Ilídio Lico, por outro lado, quer apurar quem foi o responsável pela escalação de Héverton na última rodada do Brasileirão 2013.

Podem falar o que quiser da Fifa, mas a entidade parece pagar e muito bem as Seleções que disputam a Copa do Mundo. Cada Seleção recebe 1,5 milhão de dólares como ajuda de custo. Além disso, o campeão leva U$ 35 milhões, o vice U$ 25 milhões, o terceiro U$ 22 milhões e o quarto U$ 20 milhões. Quem ficar nas quartas de final receberá U$ 14 milhões. Quem chegar às oitavas recebe U$  9 milhões.  As demais seleções recebem U$ 8  milhões. Os clubes também recebem diárias pela cessão de jogadores.

A falta de talentos no futebol brasileiro é tanta que os clubes locais continuarão em 2013 com a contratação de jogadores sul-americanos. Vamos continuar importando chilenos, paraguaios, uruguaios e até argentinos.


A Caldense contratou o atacante Ricardinho, 28 anos, do Sampaio Corrêa do Rio de Janeiro. O time do Sul de Minas já definiu bichos (premiações) para o Mineiro, o que agradou os jogadores.


terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Papai Noel traga o meu voto de volta...

Papai Noel... Sei que estou atrasado e neste momento o senhor deve estar prá lá de Bagdá com tanto trabalho. Daqui a pouquinho já será Natal e todos os presentes devem estar ao pé da árvore ou junto ao sapato das crianças. Mas, se puder atender a um pedido de última hora, gostaria  que o senhor me desse de presente o meu voto no 2o. Turno das Eleições de 2012 de volta.   

Na última eleição para prefeito aqui em Uberaba-MG, no segundo turno, considerei Paulo Piau o melhor candidato para ocupar a cadeira de prefeito. Falar verdade Papai Noel, ele até que tava indo bem. Alguns senãos mas, todos eles perdoáveis até que hoje pela manhã liguei o rádio na Sete Colinas e ouvi (não foi ninguém que me contou) o prefeito dizendo que o cidadão, até quando estiver sendo assaltado, deve preferir um bandido profissional.

Para mim, ele já havia "peidado na farofa" um dia atrás quando, falando sobre a administração do Hospital Regional, defendeu disse em alto e bom tom que a administração da saúde não deve ser entregue a amadores, defendo empresas profissionais, muito embora, estas sejam apontadas como especialistas em desvio de dinheiro da Saúde. Mas, daí a fazer a comparação acima, o prefeito jogou por terra toda credibilidade que tinha comigo. 

O prefeito chegou a justificar a tenebrosa frase, afirmando que o bandido amador,  mata a vítima. Ora prefeito, pode ser que muitas vezes pessoas sejam vítimas de bandidos amadores mas, a partir do momento que o bandido se torna profissional, pressupõe que ele esteja nas ruas há muito tempo e quem deveria colocá-los na prisão, e aí o senhor também está entre estas pessoas,  não tomou providências. Talvez tenham tido até um estágio como amadores e se tornado profissionais posteriormente. 

Prefeito, o cidadão não deveria sequer ser assaltado, quanto mais escolher um bandido profissional ou amador. Creio que acima de tudo, a Saúde e as administrações públicas no Brasil estão precisando é de transparência. Quem sabe com isso, amadores possam conseguir bons resultados, seria até uma forma de abrir o mercado, permitir que pessoas mais confiáveis assumam cargos onde verdadeiros bandidos profissionais estão há muito tempo, saqueando os cofres públicos. 

Creio que se tivéssemos uma verdadeira oposição na Câmara de Vereadores de Uberaba, o prefeito poderia ter até mesmo o seu mandato questionado por conta da declaração infeliz. Poderia se falar em até apologia ao crime. Mas, Papai Noel, se puder, altere o placar da eleição em Uberaba. Sem o meu voto, Paulo Piau terá 79.751 votos. 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Será que vamos ter que limpar a bunda do Felipão?

Buemba! Buemba! O Brasileiro é mesmo trouxa. Aceita tudo na maior tranquilidade. O Felipão disse em alto e bom tom que não convocou o Ronaldinho para não ter dor de barriga. O bonito do Felipão não pode ter dor de barriga, mas nós podemos. 

Esqueceram de avisar ao Luís Felipe Scolari que ele estava convocando a Seleção Brasileira. Nossos colegas de rádio e até de TV e a própria CBF elegem no final das competição os melhores do ano. É a Seleção do Brasileiro, do Mineiro, do Carioca, etc. 

O princípio que move uma Seleção é levar os melhores. O que está sendo convocado é a Seleção Brasileira de Futebol e não o Felipão Atlético Clube. Neste aspecto, acho que a Seleção deveria ser mesmo eleita e não depender de uma única cabeça ou de algumas poucas cabeças. O treinador, também eleito, teria que fazer este time jogar bola, treiná-lo e pronto. 

Será que os Argentinos aceitariam com a mesma tranquilidade a convocação da Seleção Argentina sem Méssi? Quer queira, quer não, Ronaldinho é o melhor jogador do futebol brasileiro em atividade para o meio-campo/ataque. Então, sua convocação seria mais que óbvia. Ou  que, no mínimo, houvesse uma explicação plausível para deixá-lo de fora. 

Pelo contrário, temos que engolir sapos para que a barriga do Felipão não doa. A nossa pode doer, a dele não. Muito engraçado! Enquanto isso, sem ter o que fazer vamos torcer não para que a barriga do Felipão não doa, mas para que não tenhamos que limpar a bunda dele mais tarde. 

E para não dizer que não falei das flores, o Uberaba Sport Club está na lanterna também no Campeonato Mineiro de Juniores. Todo mundo também sabe que a única saída para o USC é uma reformulação completa. Da rainha da Inglaterra ao último dos súditos. 

Esse pessoal que está no Uberaba Sport Club já demonstrou que não sabe nada de futebol. Nem na primeira, nem na segunda, nem na 15a. Divisão. Categorias de base nem pensar. 

O que a diretoria do Uberaba Sport tem feito há tempos é apenas transferir responsabilidades. Nossa rainha da Inglaterra nunca deu a mínima para o cargo ou para os seus súditos. Só fica lá porque tem outros interesses e a qualquer momento isso vai vir à tona. 


quinta-feira, 2 de maio de 2013

Boris Casoy, Jotinha e jornalismo "moderno"

Sou de um tempo, em que opinião no jornalismo era coisa rara. Bem antes do Boris Casoy, que levou o âncora para TV. Com uma grande bagagem no jornalismo impresso, Casoy se sentia no direito de comentar   as notícias que apresentava na TV. A Rádio Bandeirantes tinha, e ainda tem,  o Jornal da Bandeirantes Gente. Joelmir Beting, Salomão Ésper e José Paulo de Andrade. Aulas práticas de jornalismo opinativo e ética no jornalismo.

Mas ainda assim considero que o Boris Casoy é o pai de uma tendência no jornalismo que, na minha opinião, ao invés de formar opinião, desinforma, atrapalha. Acontece que a partir do "start" do Boris todo mundo passou se localizar dentro da notícia. A achar que isso ou aquilo é uma vergonha, dando lugar a comentários que muitas vezes fogem da lógica da responsabilidade editorial, entra no campo pessoal e aí, adeus ética, adeus jornalismo responsável.

O excesso de opinião nos meios de comunicação, a meu ver, está transformando o jornalismo em uma torre de papel. Hoje a opinião ultrapassa a informação, ocupa muito mais espaço. Quando isso acontece na grande imprensa, já é um desastre. Aqui terrinha, plagiando a colega Gislene Martins,  nem se fala. Estão vulgarizando o jornalismo. Gente sem compromisso algum, sem qualquer bagagem, de repente se acha o tal. Capaz de mudar mundos e fundos.

Sinceramente gostaria de ter uma leitura fidedigna dos índices de audiência de determinados programas. É lógico que de vez em quando eu ouço. Ouço até me tocar que tenho que desligar o rádio ou a TV, se não quiser continuar ouvindo bobagens atrás de bobagens. Acho que o Boris Casoy não deve estar muito feliz com sua criação, se fizer uma avaliação do tipo de jornalismo que influenciou ou criou.

No esportes nem se fala. Nos canais pagos, são três ou quatro opinadores para um apresentador. Já dizia a minha mãe. Se palpite fosse bom, vendia-se e o pessoal não se toca. Em Uberaba, comenta-se o "incomentável". Parece que o pessoal perdeu o prazer de correr atrás da notícia, da informação, de redigir um programa ou encher páginas de jornais com boas matérias.

Talvez achem até que eu seja um destes comentaristas que eu mesmo critico, mas este aqui é um blog, onde registro um momento da vida, um ponto vista ocasional.

Outro que acredito deve ser lembrado quando às peripécias do jornalismo atual é nosso amigo Jotinha. O Jota Gonçalves. Na busca por um espaço na TV e sem grandes recursos para ir às ruas e trazer informações, Jota resolveu abrir os microfones aos ouvintes.

A moda logo chegou a outros veículos de comunicação. Entretanto, as participações que deveriam ser abertas ao público em geral, com o tempo ficaram restritas a uma, duas ou no máximo três dezenas de ouvintes, telespectadores, etc.

Se o Boris Casoy deu o "start" para a banalização do jornalismo opinativo. O invento do Jotinha acabou por   levar esta banalização ao extremo. Não sei o porquê, mas a impressão que tenho é de estar andar em círculos, ouvindo nos programas em geral muita conversa fiada e pouquíssima informação.



quinta-feira, 25 de abril de 2013

Apostando na juventude e nos pratas-da-casa

Há bem pouco tempo. Chamado para montar  equipe esportiva em  emissora de rádio em Uberaba, decidi investir num grupo de jovens ao invés de buscar profissionais de outras emissoras. Queria fazer um trabalho novo, daí a necessidade de novos profissionais. 

Juntei um grupo de quatro meninos, alguns recém-formados em jornalismo, outros de outras áreas, cursando ou por cursar faculdade. Todos tinham potencial. 

Deste grupo, dois hoje são jornalistas formados e consagrados. Outros preferiam seguir carreiras diferentes, mas desde o primeiro dia mostraram entusiasmo e competência. 

Entretanto, após a primeira jornada esportiva efetivamente realizada, alguém da alta direção da emissora pediu educadamente que eu retirasse um dos meninos de determinada função. Ele não tem voz e nem tranquilidade suficientes, dizia. 

Meio que a contragosto obedeci a ordem. Esse menino, entretanto, continuou por ali, ora atuando em setor, ora em outros, voltou ao rádios aos pouquinhos e, hoje, apresenta os principais jornais da emissora. 

Penso que isso é o mesmo que acontece com os garotos de Uberaba que jogam futebol. Num primeiro momento, como é natural, mostram dificuldades. O grande problema é que estes, ao contrário do ocorrido com o hoje repórter e locutor, são queimados e sequer têm uma segunda chance. 

Em Uberaba a cobrança por resultados é muito grande. Por isso, encarnei de corpo e alma a idéia de Luiz Alberto Medina que no ano passado anunciava um projeto de quatro anos para o Nacional Futebol Clube. Medina e os meninos do Naça também foram queimados por conta de projetos imediatistas. 

Entretanto, acho que todos sabem que esta é a solução para o nosso futebol profissional. A pressa é inimiga da formação de bons times. Assim, só temos que apoiar projetos como o do Uberlândia, que mesmo com a desclassificação para a fase final do Módulo II, decidiu manter boa parte do seu elenco para 2014. Aproveitando os melhores, o Uberlândia terá bem menos trabalho no ano que vem. 

Também achei superinteressante a ideia da Ituiutabana de disputar a Copa Amvap. É com iniciativas assim que poderemos revelar novos talentos e criar equipes verdadeiramente competitivas. 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Na entrada da Fazenda da Chuva tinha um pé de jatobá


Outro dia eu estava na obra, o tempo fechou. Acudi uma coisa aqui, outra ali, e quando me dei conta o temporal estava começando. Só então me dei conta que estava de moto e sem capacete (ainda me permito andar sem capacete na roça).
De volta para casa, o que era chuva, virou granizo só. E o vento alcançava uma velocidade de fazer a professora Vanda Prata virar manchete de jornal.  O granizo, não era granizo qualquer. Eram pedras de ferir o rosto, os braços e a cabeça. Em meio ao vendaval, cheguei à entrada da Fazenda da Chuva. Na placa estava escrito, propriedade de Helton Pereira de Souza ou seria Elton? Não me lembro.
Na ânsia de salvar a vida, aquilo já era um caso de vida ou forte, escondi-me contra o vento, escorando no tronco de um pé de jatobá. A copa da árvore também me serviu de abrigo. A chuva com formação de granizo em quinze minutos, deixou o canavial da fazenda da chuva em frangalhos. Eu me safei, com os dedos doendo das pancadas das pedras nas mãos e alguns galos na cabeça.
Nos dias que se seguiram passei diversas vezes pelo local e de certa forma até fazia reverência ao pé de jatobá, agradecendo-o por ter salvado senão a minha vida, a minha pele. Hoje, entretanto, fiz uma triste constatação. Eu nem tive chance de proteger o jovem pé de jatobá, cortado rente ao solo com moto-serra. Além dele, cortaram também muricis, paus-terra, curiolas e outras árvores do cerrado.
 A justificativa me contaram é que o fazendeiro temia que com as árvores às margens da estrada, algum caminhoneiro atirasse um toco de cigarro e queimasse todo o canavial. Pode até ser louvável, mas é estranho porque as árvores estavam em área da Prefeitura Municipal de Uberaba, margeando a estrada Uberaba/Almeida Campos.  Será que a PMU deu permissão ao fazendeiro para retirar as árvores? Será que os órgãos competentes autorizaram a transformar em cinzas algumas das últimas espécies nativas do cerrado brasileiro?  Por fim, se os fazendeiros são obrigados por lei a deixar parte de suas áreas como reserva floresta, os municípios, mesmo em área de estradas rurais não teriam da mesma forma a obrigação de manter um quinhão que seja incólume? Quem sabe o pé de jatobá brote e não seja atingido pelos herbicidas de folha larga que virão na seqüência. 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Quem vai pagar a conta das cagadas do Ernani?

Buemba! Buemba! Se o Gilson Batata gostasse tanto do Uberaba Sport Club, certamente faria tudo para subir com o Portal este ano e daria a vaga da Segundona ao Colorado em 2014. É lógico que é brincadeira, mas não fim propósito algum no negócio proposto ao USC pelo técnico/empresário. 

Aliás, como futebol não é  para bobo, também não acredito em parceria entre clubes e dirigentes de futebol. Ali, é cobra comendo cobra. Mesmo o presidente do USC, parece fingir de leitão para mamar deitado. Por que será que ele não deixa a presidência do clube? Tem angu neste caroço.

Mas a proposta do Gilson Batata serviu para tirar a atenção o foco de assunto mais importantes no Colorado. QUEM PAGOU AS CONTAS DAS CAGADAS DO ERNANI OU QUEM VAI PAGAR? 

A diretoria do Colorado não dá nenhuma explicação. Prestar contas nem pensar. Mas tenho certeza que o rombo é grande e o próximo presidente do clube vai ter muito trabalho pela frente. 

Outra questão é:  quais são os planos da atual diretoria do Uberaba? Os atuais  dirigentes não foram capazes de, num ato de decência, deixar a direção do clube. Outro saíram de fininho, sem dar nenhuma explicação. 

No futebol como em todas outras atividades, seja o clube empresa ou não, o que garante bons resultados é trabalho. E não é trabalho de um dia apenas, de meses apenas. É trabalho ao longo dos anos. 

Ninguém constrói um bom time da noite para o dia. Ninguém vai colocar dinheiro na conta do USC, sem querer algo em troca. Então, o melhor seria que a atual diretoria antecipasse as eleições no clube e os novos dirigentes começassem a trabalhar desde já. Ou, então que fechassem as portas de uma vez. Quem não tem competência não se estabelece. 

E isso vale também para o Nacional Futebol Clube e o presidente Salem. Não dá para ficar enganando o tempo todo. Ou o time tem projeto ou não tem. Para jogar a Terceirona, já passou da hora da diretoria alvinegra arregaçar as mangas. 

Por fim, gostaria de falar também sobre os dribles "alá Garrincha"  do  Holandês Seedorf na rodada do Campeonato Carioca no final de semana passado. Nunca concordei com a máxima de que o futebol de hoje é mais pegado, por isso é impossível termos novos Pelés, Garrinchas, Gérsons, Jairzinhos e cia. 

Seedorf provou que é possível criar, dar jinga e alegria ao futebol e tudo depende de coragem. É preciso acabar com essa idéia de limitação dentro do campo. Messi,  Neymar, Ronaldo Fenômeno, Romário só existem porque ousaram desafiar tabus como estes. 

É preciso que os jogadores coloquem na cabeça que são capazes de fazer algo diferente. Errar mais para acertar mais. E não é necessário que o espírito de Mané Garrincha incorpore este ou aquele jogador para que isso aconteça. Basta querer acrescentar no futebol algo mais. Basta ter e fazer valer o talento. 









quarta-feira, 17 de abril de 2013

Paulinho e Caixa Econômica Federal


Não sei o por quê, mas o sonho de muitos trabalhadores é receber o FGTS. Alguns fazem até conchavo com o patrão recebem o FGTS e ainda ficam um tempo no Seguro Desemprego. Eu mesmo já curti um seguro desemprego, sem conchavo com o patrão. Fui mandado embora mesmo.
Mas no meu último vínculo como celetista pedi demissão. Fiquei sem o seguro desemprego, afinal tinha um outro emprego, mas fiz planos para quando recebesse o FGTS. Prá falar verdade, gastei adiantado. Primeiro comprei uma vaca. A danada dava 20 litros de leite e tinha um bezerro anelorado um espetáculo. O investimento parecia muito bom paguei 3/4 delas com o próprio leite (é lógico que gastei 1/4  com ração, mas o bezerro pagaria esta parte). Pois bem, ela morreu picada de cobra. Parte do meu FGTS voou adiantada. Mas ainda tinha um pouquinho. Apareceu um vendedor de cavalos, eu tava precisando, o dinheiro tava pra entrar, fiz o negócio. Neste caso a perda foi de 100%, uma cobra matou cavalo (acho que foi até mesma cobra, mas só acho porque ainda não tive tempo de me encontrar com a danada e tirar a história a limpo).
Bom, mas quando você pediu demissão e isso é “desencentivo” para que os trabalhadores peçam demissão, abram novas vagas no mercado de trabalho e até invistam em negócio próprio, vc tem que esperar três anos para sacar o FGTS.  Cumprida a carência, lá fui eu para a Caixa Econômica Federal (eu não entendo a Caixa não consegue atender seus clientes, tanto é que apela para as casa lotéricas) e o governo insiste em centralizar tudo na Caixa.  Cheguei às 13h30, a menina bonita da distribuição de senha, com um piercing no nariz (daqueles delicados, até bonitinho) foi logo dizendo, o sr. tem que voltar às 2 horas. FGTS é com o Paulinho e ele só chega nesse horário, ta pro almoço. Pensei esperar ou não esperar. Mas eu já havia esperado três anos. O que são trinta minutos para quem esperou pra lá de mil dias.  Pedi a senha. Ela retrucou: “senha só às 14h”. Eu fui logo protestando,  mas por quê? Ela explicou: o Paulinho chega às 2h, e se eu der a senha antes vai contar tempo pra ele no atendimento. Piada da Caixa Econômica Federa né?
Decidi esperar mesmo assim. Sentei no banco do idoso, aproveitei para curtir o ar condicionado e fazer algumas ligações (nunca penchinchei tanto na hora de fazer uma compra). Os descontos renderam uns R$ 250,00. Pensei fiz um bom negócio. Acho que cobri parte do prejuízo da perda do cavalo.  Deu 14  horas fui de pronto na moça do piercing. Ela meio desconfiada disse que eu seria o segundo. Revelou, diante do meu espanto, que um outro senhor esperava o Paulinho, desde o meio dia. Nossa, ainda bem que eu era o segundo.
Às 14h9 o Paulinho chegou. O trânsito da cidade ta horrível pensei e logo deu um desconto pro Paulinho. Moreno, de cabelos brancos, sorridente, o Paulinho pareceu um boa pinta. Cheguei a conclusão de que ele era mesmo boa pinta quando ele atendeu um sr. e o levou até o guichê do FGTS. O homem tinha calhamaço de papéis na mão.  Sentou-se ali e pensei. O Paulinho vai atendê-lo. Mas ao voltar para o lado das cadeiras, o Paulinho encontrou um amigo, cumprimentou e o cara foi logo dizendo, que ele lhe podia fazer um favor. Não sou bom em leitura labial, mas acho que foi isso mesmo. Juro que foi. O Paulinho largou o sr. com o calhamaço de papel sentado na boca do Caixa e dirigiu-se a outro local, onde estava um computador. Passou as informações ao amigo, atendeu uma outra moça e finalmente dirigiu-se ao guichê do FGTS. Com calma e bastante presteza atendeu o sr. com o calhamaço de papel. Nisso a moça do piercing trouxe-me gentilmente a minha senha no. 2. Um outro sr. tinha a número 1 postou-se ao meu lado.
Para meu desespero notei que um outro rapaz, postava-se ao lado do guichê do Paulinho com um monte de papel na mão e, ao que parecia, não precisaria de senha para ser atendido. O Paulinho atendeu o primeiro e, graças a Deus o segundo rapaz, apesar de ter esperado uns 10 minutos, apenas entregou os documentos ao funcionário da CEF.
Mais uns 10 minutos de espera, o Paulinho atendeu o número um e finalmente chegou a minha vez. Carteira de Trabalho expliquei a situação, lembrei que já havia esperado os três anos necessários, mas, para a minha tristeza o Paulinho foi logo revelando que eu ainda teria que esperar um pouquinho. É que o governo libera o FGTS , nestes casos, no mês de aniversário do cidadão. Nasci em outubro, vou ter que esperar mais alguns meses.
Valeu o aprendizado. E o fato de ter conhecido o Paulinho. Ele é gente boa! Conhece o serviço que faz e atende bem. Mas o grande problema é que a Caixa Econômica Federal, na Agência Fidélis Reis, só tem um Paulinho. É muito pouco para uma agência daquele tamanho. Seria bacana se,  quando finalmente for receber o meu FGTS em outubro, a Caixa tivesse estendido o atendimento para todo o horário ao público (o que é muito pouco das 10h às 15 h) e também tivesse mais um Paulinho no atendimento porque aprender a ler CAIIIIIIIIIIIXA pode até ser rápido, mas o atendimento dá uma novela.



quinta-feira, 11 de abril de 2013

Torcedor coloca o dedo na ferida. Tá faltando concorrência em Uberaba

Buemba! Buemba! Quem não dá assistência,  perde a preferência estimula a concorrência. No caça às bruxas pelas mazelas do Uberaba Sport Club sobrou até para a imprensa. O torcedor não se fez de rogado, aproveitou espaço em meio de comunicação para detonar o pessoal da mídia. "Vocês cobraram pouco", afirmou. "Prometeram falar a verdade e não falaram", retrucou. 

O tempo todo da minha lida com o futebol sempre ouvi dizer: "o torcedor não é bobo". E não é mesmo. Ele tem razão: a gente devia sim sair pedindo a cabeça de um punhado de dirigentes de futebol. Mas, e o papel da imprensa? Não se pode dizer que a imprensa ou os meios de comunicação em geral não tenham feito o seu papel. 

No entanto, toda unanimidade é burra e há muito tempo na cidade, observamos que uma determinada empresa domina um setor do mercado de comunicação,  abocanha de 80 a 90% das verbas de publicidade e da audiência e o restante não tem peso algum. 

Acredito que o monopólio do setor de comunicação em Uberaba justifica também os péssimos resultados de Uberaba no esporte. Não há concorrência. Fica fácil para quem tem o poder corromper os veículos de comunicação. 

Eles precisam pressionar apenas o veículo dominante, o restante  não faz muita diferença. Assim, basta barrar ou pressionar apenas uma emissora de rádio, uma de TV e um jornal. A verdade é que se o futebol de Uberaba caiu pelas tabelas, a concorrência nos meios de comunicação também. 

Antigamente, três jornais disputam pau a pau os leitores da cidade. Hoje, um lidera, o outro aceita a liderança num jogo que parece até combinado. Concorrência para inglês ver. No rádio não é diferente, uma emissora tem a maior parte da audiência, as demais pouco têm feito para investir em qualidade, são, na verdade, grandes locadoras de horários. Na televisão da mesma forma.

Considerando que o auge do futebol de Uberaba foi no final da década de 70 e início dos anos 80, podemos lembrar que naquela ocasião, a cidade contava com três jornais diários que disputavam os leitores em proporções praticamente idênticas. 

A TV Uberaba dividia a audiência com a afiliada da rede globo, e fortalecia também o jornalismo local com programa locais de boa qualidade. 

No rádio, pelo menos três emissoras AM brigavam pela audiência. Havia até associação dos cronistas esportivos locais. Tínhamos também um sindicato de jornalistas forte. Na primeira a roupa suja podia ser lavada entre quatro paredes, ao contrário do que acontece hoje, quando insultos povoam os ouvidos dos ouvintes. 

Sem contar a exigência de jornalistas formados, de cronistas devidamente registrados. Posso ser saudosista, mas existia mais ética nas coberturas esportivas e coberturas jornalísticas. 

Enfim, já que estamos passando o futebol de Uberaba a limpo, devia-se passar também a limpo as atividades da imprensa, esportiva e de um modo geral. O torcedor tem razão, a comunicação está monopolizada, o que facilita e muito o trabalho de corrompidos  e corrompedores.

Já que estamos falando de concorrência. A não ser que o Nacional suba de divisão, colorados e alvinegros serão adversários em 2013. Quem sabe esta disputa seja salutar para futebol de Uberaba.  Por outro lado, novos veículos de comunicação poderiam até mesmo motivar o crescimento de outros esportes na cidade. 








quinta-feira, 4 de abril de 2013

E hora de "cortar a cabeça" da rainha da Inglaterra

Estava escrito nas estrelas! No firmamento e na Coluna de Primeira. O USC cairia para a Terceirona do Campeonato Mineiro. E agora o que fazer? 

Gostaria de lembrar, principalmente aos leitores do Jornal Expresso que não acompanharam a coluna do fim de semana, que o descenso do Colorado tem tudo a ver com o que fizeram os seus dirigentes. Principalmente, os dirigentes do futebol profissional. 

Assim é bom lembrar que Ernani Nogueira, Donizete Cabeça, Roberto Laranjeira e João Maciel eram os dirigente de esportes do clube. Assim sendo, acredito que a todos eles são responsáveis pelo descenso do clube. Não importa de se por ação ou por omissão. 

Também seria de bom tom que todos fossem considerados pessoas não gratas no clube. Afinal, foram responsáveis pelo maior vexame da história do time quase centenário. 

O descenso também deve ser creditado com ênfase ao técnico Gian Rodrigues e ao técnico Gilson Batata. O primeiro por não ter conseguido montar uma equipe capaz de vence um jogo sequer até o momento. E o segundo por não ter conseguido um ponto em quatro partidas. 

Teoricamente, Gilson fez o que poderia ser feito, mas quatro jogos e  quatro derrotas não podem passar sem ser notado na carreira de qualquer treinador. Se me permitem uma crítica ao treinador que teve a ombridade de não deixar o time, ele não teve a capacidade de juntar os cacos, em alguns momentos estilhaçou alguns pedaços. 

Gilson também errou nas contratações. Talvez, o melhor fosse não realizá-las. Ganhou pontos em chamar os meninos da base e em barrar quem parecia fazer corpo mole. Mas, em alguns momentos, é preciso ter o dom dá conciliação e isso pareceu faltar ao jovem empresário/treinador. 

Aliás, na minha concepção, Gilson daria um bom presidente, um bom dirigente de clube, um bom motivador, mas deveria deixar a carreira de treinador. Ou, quem sabe, optar por um ou outro. Essa mistura não soa bem, não casa bem. 

A preguiça dos dirigente do Uberaba Sport, creio eu, foi o principal fator para o vexame da Terceirona. O presidente do USC nunca tem  tempo para o time, está sempre distante, não é capaz de tomar as rédeas quando é preciso e não é muito chegado em dar explicações. Fazer prestações de contas então nem pensar. 

Os dirigentes de esporte a meu não pegaram no chifre do boi. Nem mesmo, quando o time estava na lama até o cupim, só com o chifre de fora. Trataram o Uberaba Sport com descaso, dedicaram a ele as sobras do tempo, do dinheiro, sei lá. 

E agora o que fazer? Olha, na minha opinião toda a diretoria do USC deveria pedir demissão. Entregar os cargos. E até os responsáveis pelas categorias de base. 

Ouvi o técnico Zezinho dizer que o USC errou ao não apostar nos garotos da base. Ora, se o Zezinho sabia disso e deixou para falar quando o time já estava rebaixado, pecou pela omissão. Não quero julgar sem conhecimento de causa, ele certamente sabe se errou ou não. 

Erraram todos que deixaram um dirigente só mandar e mandar. Todos que se acovardaram diante do Ernani Nogueira. Essa covardia custou o descenso. 

Não acredito que cessão de direito ou fusão com o portal de Gilson Batata vai ser a solução para o USC. Para reerguer o time é necessário primeiro uma nova diretoria, com gente disposta a trabalhar de verdade. Ou talvez, primeiro fosse necessário depor a atual diretoria porque com a grana de Boulanger Pucci nos cofres do clube e a possibilidade gerir milhões do novo centro de treinamentos duvido que Luiz Humberto Borges por espontânea vontade faça o favor de deixar o clube. 

É hora de "cortar a cabeça" da rainha da Inglaterra. 







segunda-feira, 1 de abril de 2013

Que falta nos fez o Daniel Morais


Daniel Morais, mesmo sem vestir a camisa do Uberaba Sport Club, até que tentou ajudar o Colorado a escapar da Terceirona. Meteu dois gols no Democrata de Sete Lagoas.  Se tivesse feito os mesmo dois gols em toda a competição com a camisa do Colorado, fatalmente o USC não estaria no subsolo do futebol mineiro. Prova de que Normandes Lima até que deu uma força para o USC, mas a teimosia e ganância de Ernani Nogueira fez com que o Colorado descesse ao último degrau. 

domingo, 31 de março de 2013

Parabéns dirigentes do USC vocês conseguiram colocar o time onde queriam

Buemba! Buemba! Não deu outra. O Uberaba Sport Club está na Terceirona Neste momento solene gostaria de parabenizar as pessoas que tanto contribuíram para tamanha façanha. O forte e bravio touro colorado, hoje está reduzido a um monte de cinzas, a um monte de incertezas. O glorioso USC, depois de perder Boulanger Pucci, hoje vaga como um morto vivo um zumbi. Neste momento, gostaria de homenagear algumas pessoas. Seu que não estou sendo inédito, alguns torcedores já o fizeram por mim. Mas gostaria de deixar registrado. Afinal, há várias semanas, antes do primeiro jogo contra a Patrocinense, fui capaz de prever o infortúnio do pobre touro. "O Colorado pode esperar, a Terceirona vai chegar" manchetei há mais de um mês.

O primeiro homenageado da lista não poderia ser ninguém mais, ninguém menos que o sr. Ernani Nogueira. Diretor de Esportes do USC, o cargo também pode ter um nome mais pomposo: Vice-Presidente de Futebol. Não satisfeito em ter colocado o Uberaba Sport Club no Módulo II (Segunda Divisão do Campeonato Mineiro) e, não obstante, sequer ter tido coragem para montar um time para a disputa da Taça Minas Gerais, o sr. Ernani Nogueira destituiu do cargo o sr. Normandes Lima e jogou por terra um trabalho de seis meses na Taça Minas Gerais, prometendo um time que nem sequer teria concorrentes no Módulo II. Um time para dobrar todos os adversários e liderar a competição de ponta a ponta.

Pois bem sr. Ernani, o seu time liderou a parte debaixo da tabela de ponta a ponta. Foi rebaixado com uma rodada de antecedência, é um dos piores times do Brasil na atualidade, não vence há uma eternidade. Seus pecados sr. Ernani foram muitos. O sr. foi arrogante, prepotente, legislou em causa própria, tripudiou o trabalho de colegas e se julgou o dono do USC. Além disso, sr. Ernani o sr. foi covarde, não respeitou o trabalho de seu antecessor, não teve a coragem de assumir o time quando ele mais precisava do sr. O sr. foi omisso. Se escondeu debaixo de um guarda-chuva quando o torcedor pediu explicação. Por todos estes pecados e uma enorme lista, o sr. está condenado, plagiando um colega de profissão, à piscina de merda do inferno.

Presidente Luiz Humberto Borges, também como conhecido como Rainha da Inglaterra, o sr. também merece os parabéns. Presidente, o sr. bem sabe que não é do ramo. Não sei porque cargas d'água, ou a serviço de quem o sr. estava quando assumiu a presidência do ex-glorioso Uberaba Sport Club. Nobre Rainha, você é o tipo de gente que deveria passar bem longe do futebol. Como dizia o saudoso Nenê Mamá, futebol não é para trouxa, o sr., prá falar verdade, está muito mais para Bobo da Corte do que para qualquer outro cargo de nobreza.

Ah! Os pecados de Luiz Humberto? sr. Bobo da Corte, o sr. pecou por omissão. O sr. jamais deu um tapa na mesa. O sr. jamais dirigiu este time com amor. O sr. até que demorou a cair no fogo do inferno da Terceirona. Já devia ter ocorrido quando entregou o USC ao empresário Michael Robin. E entregaria o clube mais amado desta cidade a qualquer que apresentasse um projeto que lhe pudesse garantir no poder e livrá-lo das dívidas do clube. O sr. também merece a condenação nunca ter prestado contas ao torcedor colorado, por nunca ter dado valor ao torcedor colorado. Do torcedor sr. presidente, o sr. só queria o dinheiro do ingresso, e que este ingresso fosse o mais caro possível.

O advogado William Guimarães também merece a terceirona. Quando eu militava em um veículo de comunicação, a mando da Rainha da Inglaterra ou do Vice Presidente de Futebol esteve na empresa em que eu trabalha, pedindo a minha cabeça. Qual foi o crime? Eu pedia transparência no USC. Pois bem dr. William, o sr. conseguiu encerrar a minha a carreira. E se trabalhar direitinho, talvez consiga reverter a queda do Uberaba Sport Club. Quem sabe, bom profissional como o sr. deve ser, o sr. não consiga uma brecha nos regulamentos e leis da federação, alegando que o Poços de Caldas é um dos rebaixados, então, teríamos só uma vaga no descenso. Eis aí, dr. William uma nobre missão. Use o seu poder e coloque o USC de volta no Módulo II. O sr. dr. William foi covarde porque nem sequer teve a coragem de me procurar, de me dizer do que eu era acusado. O sr. dr. William também não conseguiu evitar a perda de Boulanger Pucci e de certa forma esta derrocada tem a ver com o seu insucesso nos tribunais.

Por fim, gostaria de parabenizar a imprensa Lambe Botas de Uberaba. Em 25 anos de jornalismo, sempre procurei driblar a censura, ora do poder econômico, ora dos políticos, ora da polícia. A ordem para não publicar mais nada contrário aos interesses dos dirigentes do USC foi o capítulo mais triste da minha carreira. Srs. Lambe Botas a administração do Uberaba Sport, como de qualquer outra entidade uberabense é passível de críticas ou investigação da imprensa. Creio que a queda do USC mostrou que eu estava certo ao apontar os erros da diretoria e comissão técnica. E não era apontar por apontar. Acreditava e ainda acredito que as críticas, os questionamentos só fazem a humanidade crescer. Jogos de interesse ou paixão e jornalismo sério não se misturam.

Por fim, acredito que os atuais dirigentes  do USC fariam um grande favor ao clube se pedissem demissão de seus cargos e entregassem o clube a gente realmente interessada em dedicar-se à reconstrução do Uberaba Sport Club e do futebol de Uberaba.

sábado, 30 de março de 2013

O Zebu só não vai brejo se o Jacaré se deixar empurrar

Buemba! Buemba! Estou preparando um livro que vai se chamar "Boulanger Pucci, patrimônio perdido". Nele pretendo contar como o Uberaba Sport Club ficou sem seu maior patrimônio. Acho que a última parte do livro vai coincidir com um outra página da história do Uberaba Sport Club. "USC, esperança perdida".

Ora, o mais apaixonado torcedor do Uberaba vem vivendo nos últimos tempo de esperança. Primeiro, a esperança de ver o time de volta entre os 60 melhores do Brasil, participando da Série C. E olha que o USC esteve próximo em 2010 e 2011. Não deu! Concomitantemente a esta esperança de conquista, veio a esperança de chegar à segunda fase da Copa do Brasil. Não deu!

Faltou muito pouco para chegar à Série C. Talvez este pouco seja dois ou três jogadores da cidade. Por incrível que pareça, o time que leva o nome de nossa cidade. Nos últimos anos, renegou os seus cidadãos. Renegou por quê?

Renegou porque o homem quem comandou o futebol no Uberaba Sport Club nos últimos anos preferia cuidar de seus próprios interesses. Fazer uma moral com os dirigentes do Santos, dar emprego ao amigo Nenê Belarmino e seus colaboradores. Dar emprego ao amigo Marcelo Araxá, Gian Rodrigues, ao volante Gabriel e a seus filho, o zagueiro Felipe Nogueira que pode ter jogado muito no Araxá, mas nunca emplacou uma série de boas partidas como titular no Uberaba Sport e muito menos no Nacional Futebol Clube.

Felipe foi sempre um jogador chinelinho e nas raras vezes que entrou em campo com a camisa do USC, acabou arrumando confusão, resultando em expulsões. Por outro lado, tive informações seguras de que sempre recebeu salário superior aos melhores jogadores do Colorado (isso nos bons tempos de 2010 e 2011).

Mas,  voltando às esperanças do USC.  Elas foram caindo como dominó. No Mineiro 2012, a primeira pedra caiu com a derrota para o América de Teófilo Otoni em pleno Uberabão. Nenê Belarmino deu lugar a Catanoce e com o técnico de nome complicado as esperanças foram embora. A diretoria partiu para a contratação de reforços e nada.

Na Taça Minas veio projeto de Normandes Lima. Esperança nos pés dos jogadores locais e nos pés de novos jogadores. Olha, o trabalho de Normandes não foi em vão. O USC tiraria de sete a dez jogadores do time da Taça Minas para o Módulo II do Mineiro, não fosse a teima de Ernani em prestigiar os amigos em detrimento daquilo que o torcedor já conhecia.

Mais uma vez, vieram um  monte de jogadores desconhecidos em quem se depositou muita confiança e de onde não se teve resultado algum. Gian Rodrigues caiu após o terceiro jogo. Veio Toninho Cajuru, que durou apenas uma partida, após o vexame da derrota de 4 a 0 para o Uberlândia. Batata, uma nova esperança.

Ídolo da torcida colorada, o novo treinador chegou para aparar arestas. Anunciou um projeto a longo prazo, apostou na contratação de cinco jogadores de um mesmo time para fugir do rebaixamento, o plano não deu certo. Vieram três ou quatro contratações de afogadilho, que também não deram certo. O técnico decidiu optar pela base e também não deu certo.

Qual é a esperança agora? Olha vou dizer para o torcedor do USC: a esperança agora está em um homem que atuou nos bastidores do USC durante este tempo. Alguns acham que ele nem disse a que veio. Mas a esperança agora, vem do extracampo. Daquilo que não deixou o USC cair em 2008. Esta é a última esperança.

Coincidentemente, o Democrata de Sete Lagoas parece estar dando uma grande força ao USC. O Zebu só não vai para o brejo se o Jacaré não deixar. Aliás, o brejo parece ter sido feito para o anfíbio, enquanto o ruminante deveria pastar em locais mais seco, sem o risco de ter que sucumbir na lama. Resta saber se ao empurrar o Jacaré para lama, o Zebu não estará exatamente afundando-se ainda mais.

Prometi ao professor Celso Coelho dar nomes aos bois, mas ainda resta uma última pedra do dominó de pé. Espero que essa pedra segure a queda iminente. Espero também que com qualquer resultado, a diretoria do USC entregue seus cargos logo após a competição. Na  segunda ou na terceira, o USC precisará de trabalho a longo prazo, planejamento, participação da comunidade, coisa que em seis anos no poder a atual diretoria não conseguiu colocar em prática.

Enquanto isso, ainda resta aos alvirrubros torcerem para que o Democrata de Sete Lagoas, consiga ser pior que o Colorado de ex-Boulanger Pucci.



quinta-feira, 21 de março de 2013

Batatinha quando nasce esparrama pelo chão. Colorado que não ganha, é Terceira Divisão


Buemba! Buemba!  Não sei se estou entrando no time do lambe botas, mas Gilson Batata pode mesmo acertar o time do Uberaba Sport. Também a chance é só de acertar, errado já está há muito tempo. Se não acertar dentro de campo, pelo menos ele já colocou ordem na casa, chamou para si a responsabilidade e levou um pouco de paz até a crônica esportiva de Uberaba há muito em pé de guerra. 

O que não dá para entender, e o que ainda não ficou bem claro foi o por quê de só agora recorrem ao moço que por muito pouco não colocou a Ituiutabana na Segunda Divisão em Minas Gerais, é ídolo da torcida e tem cacife para falar aos conselheiros, impor suas idéias e método de trabalho junto à diretoria executiva, chamar o torcedor à responsabilidade e aparar as arestas da imprensa. 

Que interesses tinha Ernani Nogueira ao contratar Gian Rodrigues. Ora bolas, o Batata estava dando bola para o USC desde o fim da Terceirona. Será que a diretoria do USC teve um daqueles ataques de autoestima (técnico da Terceira não dirige o nosso clube)? Ou será que era mesmo interesse do Ernani em agradar, o técnico que acolheu o filho dele no Campeonato Brasileiro da Série D? 

No USC tem muito isso de comer chuchu e arrotar caviar, mas acredito que a segunda hipótese é a mais certa. O diretor de futebol chamou para si a responsabilidade e, a exemplo, do que já havia feito no ano passado, quando iniciou o projeto com o amigo Nenê Belarmino, deixou a amizade ou a conveniência falar mais alto e chamou Gian Rodrigues. 

Não sei o Batata vai salvar o USC do atoleiro. Creio que do Zebu apenas o chifre está fora do atoleiro. Mas sei que ele é capaz de realizar o trabalho que o time precisa. Tanto é que fez contrato até o final do ano. Se fosse possível, até o indicaria para a sucessão de Luiz Humberto Borges. 

Acho que é isso que o USC precisa. De um presidente que entenda de futebol, um verdadeiro choque de gestão, porque as mancadas do Luiz Humberto nos últimos anos foram terríveis. É certo que ele conseguiu trazer o time de volta à primeira divisão, mas também é certo que ele o deixará na segunda e, queira Deus, que não seja na Terceirona. 

Os erros cruciais do presidente a meu ver foi o projeto com o louco Michael Robin, abortado em pleno Campeonato, associado à decisão de não disputar a Taça Minas em 2011 e o que é pior, não ter jogo de cintura suficiente para agregar os novos diretores do USC ao trabalho de Normandes Lima, ao final da Taça Minas Gerais. 

Zerar o elenco com a chegada de Ernani e Laranjeira foi um erro crucial. Aliás, quado será que o Laranjeira vai achar um novo Danilo Dias? Desde então, ele só errou em suas contratações de peso para USC. 

Por outro lado, eu não sei o que os técnicos pensam, mas acho que a imprensa esportiva está exagerando em suas análises táticas e até esquema de jogo. Hoje falar em 4-4-2, 3-5-2, 3-6-1, 0-10 virou praxe nos programas esportivos. Aí tem o homem da sobra, cobertura na direita, na esquerda, volante que vira meia, meia que vira volante, lateral que vira ponta e por aí a fora. 

Não há novidade alguma em dizer que cada brasileiro é um treinador, mas no caso dos colegas de imprensa, acho que deveriam fazer cursos com treinadores gabaritados caso realmente queiram se aprofundar no esquema tático das equipes, sob o risco de continuarem falando bobagem. 

Se eles soubessem mesmo o que estão falando, certamente muitos trocariam os microfones pelo apito e estariam comando os treinamentos das equipes brasileiras. Até onde eu sei, não tem nenhum repórter ou narrador esportivo treinando equipe de futebol. E se eles realmente entendessem do riscado, certamente mudariam de profissão. Afinal, muitos treinadores recebem salários milionários. 

Pé quente sim! Lambe botas jamais!


quinta-feira, 14 de março de 2013

O USC está preste a se tornar o Ibis do Século XXI

Buemba! Buemba! A coisa tá mesmo feia. Até o novo Papa é argentino. Vamos torcer para que Deus seja brasileiro e dê um jeito no futebol brasileiro, abençoando São Felipão. Porque os argentinos já foram abençoados com o Papa, Messi e companhia. Até o Maradona já tá colocando as manguinhas de fora. É hora de parar por aí. 

E por falar em coisa preta, se a CBF ou alguma revista resolver fazer o ranking dos piores times brasileiros dos últimos 365 dias, o Uberaba Sport Club é sério candidato a liderar a lista. Duas vitórias em um ano, nem o Corinthians do Jorginho 2000 deve ter passado tanto tempo sem vencer. Campanha assim, só a do Cobra Fumando do tempo do Ademir Vicente no campeonato do Bizinoto ou do Mané Rodrigues. O USC está a caminho de se tornar o  Ibis do século 21. Para quem não se lembra, o Ibis é o time Pernambucano que ficou famoso na década de 80 por não ganhar de ninguém. 


Mas o ranking de cagadas é mesmo liderado pela atual diretoria do USC. Os caras vem fazendo lambança desde 2009. O pior de tudo é que alguém está pagando a conta. Não dá para voltar há muito tempo atrás, mas, analisando somente a campanha e os preparativos do Módulo II deste ano, o USC pode ganhar o título de time que mais jogou dinheiro fora. 

Na semana passada, foi um Deus nos acuda. Além de diversas contratações de afogadilho, algumas até importantes como a do lateral Ivonaldo. O USC se deu ao luxo de contratar um técnico na quinta-feira e demiti-lo no domingo. Não precisa ser nenhum bidu para saber que essa brincadeira não saiu barata. E quem será que anda pagando as contas no USC? Será que o Colorado não vai acabar falido e na terceirona?

Cara mesma foi a goleada sofrida para o Uberlândia. O USC caiu de quatro, desta fez no Uberabão. Aliás, o USC tem tara em perder de 4 para o Uberlândia. Pelo Campeonato da Primeira Divisão em 2010, tem gente que prefere esquecer. Mas o Colorado perdeu de 4 a 1. Mas nada comparado ao desastre de sábado passado, no jogo de 2010 o USC teve jogador expulso e o árbitro Ricardo Marques Ribeiro andou complicando a vida do Colorado. 

Mas falando do jogo deste sábado. Tenho que tirar o chapéu para a diretoria colorada. Finalmente ele deram uma dentro. Trouxeram o Gílson Batata. Olha, o Batata estava piscando, dando mole, dando sopa para o USC desde a saída do Ituiutaba da Terceirona. Cheguei a apostar que ele seria o técnico do Colorado, mas em novembro. 

Chegou mudando o esquema tático e dando um jeito de se garantir. Se não vencer o Uberlândia, Batata também não quer entrar para história como mais um treinador que levou de quatro no maior clássico do Triângulo. Deve jogar com três zagueiros. O esquema, além de garantir perder de pouco, garante vaga para o filho do Ernani no time colorado. O Batata não vai cair na mesma besteira do Toninho Cajuru.

Aliás, a escalação do Uberaba Sport neste domingo contra o Uberlândia é fácil de se prever: Felipe Nogueira e mais 11. E por falar em gastar dinheiro, será que o salário do titular absoluto Felipe Nogueira continua sendo o mais alto lá pelos lados do Colorado?

E quem vem bancando isso? Eu não sei não. Mas, sei que os ordenadores de despesas não vão sair no vermelho. Assim sendo, a contabilidade do USC vai merecer uma atenção especial do Conselho Deliberativo nos próximos meses. 

Nos últimos dias tenho ouvido muito falar em coalizão, apoio ao time, apoio aos dirigentes como forma de salvar o USC da maior vergonha de sua história centenária. Entretanto, não acredito que isso possa salvar o Colorado que já está ferido de morte e condenado a viver mais um ano na segundona. 

Assim sugiro que a torcida do USC se una mesmo, mas para pedir a cabeça da atual diretoria no final do Módulo II, coisa que já deveria ter feito logo após a queda para o Módulo II, sob risco de ver o time desaparecer. O Calmon não foi bobo nem nada na hora de escolher as cores do Triângulo Mineiro. 

www.blogfilmiano.blogspot.com 
Pé quente sim! Lambe botas jamais!








quinta-feira, 7 de março de 2013

Quem vai limpar a bunda do Ernani?

Buemba! Buemba! A coisa a cada dia está ficando mais preta pelo lados do Uberaba Sport. Se continuar assim o Colorado vai acabar virando rubronegro e na terceirona. Durante a semana que se passou tivemos mais uma sucessão de erros da diretoria e agora a pergunta que não quer calar é: quem vai limpar a bunda do Ernani?

O diretor do USC, que se julga o rei da cocada preta, chegou a reclamar que ficou sozinho. Claro que vai ficar sozinho. Foi o caminho que ele mesmo escolheu. Brigou com todo mundo, não deu a mínima pro conselho do USC, na imprensa só ficou com os lambe botas e certamente seu companheiros de diretoria também já sacaram que Ernani quer companheiros desde que façam o que ele quer e pronto. 

Durante a semana foi um disse não disse danado. Todo mundo queria saber quem iria substituir o técnico Gian Rodrigues. O nome mais indicado não era o de Birigui, nem do Erick Moura, nem do Luiz Eduardo ou o Toninho Cajuru. Ernani Nogueira deveria ser o comandante. Aliás, deveria ter a coragem de comandar o USC como Waltinho Barbosa fez no passado. Como fez Paulo Luciano chamou para si a responsabilidade e assumiu o time na campanha do acesso em 2008. 

Quem pariu Matheus que embale! Ora, por melhor que seja o técnico Toninho Cajuru, ele não conhece o elenco do Uberaba Sport. Tirando Gian Rodrigues e seus auxiliares, o Ernani é a pessoa que mais conhece a equipe e a mais indicada para tirar o time do atoleiro em que ele mesmo meteu.  Entretanto, certamente ele tem medo da torcida. Se  brincar, nem vai ao Uberabão neste sábado.

Aliás, neste jogo, recomendo atenção especial da Polícia Militar. Não sei o torcedor do Uberaba tem estrutura para suportar um resultado negativo diante do Uberlândia. Foram tantas derrotas, dentro e fora de campo nos últimos dois anos que o torcedor, aquele for ao Uberabão, pode ter um ataque de fúria. 

Eu poderia, como muitos ex-colegas,  escrever algo aqui dando esperanças ao torcedor colorado. É lógico que elas ainda existem, mas a sucessão de erros cometidos pela diretoria do USC não nos dá esta opção. O USC é sério candidato ao rebaixamento, a não ser que alguém limpe as cagadas feitas pelo diretor de futebol. 

Neste caso, respondendo a pergunta do título. Talvez dentro de campo Felipe Nogueira comande os colegas. Aliás, ele precisa justificar os bons salários que sempre recebeu no Uberaba Sport. Gabriel, o volante, também é outro que precisa mais do que nunca justificar suas seguidas contratações. Se possível, jogando prá frente, sem esse negócio de tocar piorra. 

O Luís César é outro candidato. Não que ele seja mágico de dar fôlego de gigante aos atletas do dia para noite. Mas ele, tenho certeza, é capaz de mexer com os brios dos jogadores.  No mais, a sorte está lançada.

O torcedor que for a campo, não deve esquecer: os erros foram cometidos há vários meses, quando o USC ignorou o projeto do Normandes. Quando dispensou jogadores que não poderia ter dispensado (Deus queira que Daniel Morais não esteja iluminado na tarde deste sábado). Quando, a exemplo de 2011, trocou o certo pelo duvidoso. Os culpados não estarão dentro das 4 linhas, mas fora delas. 

Querendo que tudo corra bem, este é um jogo que deve ser visto pelo torcedor colorado. Pagando 20 ou 10 reais, o torcedor, tenho certeza, assistirá a um jogo que pode entrar para a história do clube.

Por fim, a Federação Mineira de Futebol deu mais uma mostra de desconhecimento. Do futebol do interior. Este é o time de jogo que deveria ser apitado por árbitro Fifa e não pelo quase desconhecido Ronei Cândido Alves. 





   


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O USC continua jogando dinheiro pela janela


Quem quer dinheiroooooooo... Eu quero, o leitor também deve querer. Eu só não entendo o por quê de passa ano, entra ano, a diretoria do Uberaba Sport, mesmo esmolando por aqui e por ali, joga dinheiro fora.

Todo ano é a mesma coisa. O time contrata dezenas de jogadores e nem bem começa as competições, começam as demissões  e novas contratações. No ano passado, Nenê Belarmino montou um time inteiro, com comissão técnica e tudo. Foi trocado no meio da competição pelo Paulo César Catanoce. O USC gastou um dinheirão e, mesmo assim, não conseguiu ficar livre do rebaixamento.

Não é que os dirigentes do colorado estão ficando loucos, rasgando dinheiro. É que eles,c como vem sendo uma tônica nos últimos anos, contratam mal. Não sou a favor de contratações de buscar jogadores fora de Uberaba ou fora da região. Entretanto, considero que se isso tiver que acontecer. As contratações devem ser bem feitas, com pelo menos 90% de acerto.

E o que é pior, os dirigentes jogam rios de dinheiro fora, quando poderiam buscar os jogadores certos. Bastou a derrota para a Patrocinense, para o Colorado descobrir que comprou gato por lebre pela 15a. vez. Não dá mais para engolir. Tem algo de muito errado com estas contratações. Não acho que tem dirigente levando vantagem com isso. Tenho certeza. Ninguém, sem nenhum motivo aparente, erraria tanto.

Uma prova disso é que eles sabem os caras certos. O USC foi buscar Ivonaldo. Falava-se em Rodrigão Paulista. São jogadores conhecidos e o torcedor sabe que chegam e entram na equipe. Buscaram até o Felipe Nogueira. Encostado no Araxá, como já era esperado, o zagueiro filho do diretor de esportes Ernani Nogueira, arrumou uma boquinha no USC. E o que é pior, chegou e já vestiu a camisa de titular. Quem tem padrinho....

O técnico Gian Rodrigues deu chilique porque a equipe viajou no mesmo dia para o jogo em Patos de Minas contra o Mamoré. Arrancou um empate na bacia das almas, foi como se o USC tivesse ganhado a Copa do Mundo, com um gol de falta, roubado, aos 47 minutos do segundo tempo.

Aí foram logo questionando o treinador. Apontando para ele que o time viajou no mesmo dia e conseguiu bom resultado.  Gostaria de dizer aos desavisados que a consequência do esforço físico não vem no mesmo dia. Ele pode vir no próximo jogo, também em Patos de Minas ou no final da competição quando o time estiver precisando de uma vitória para garantir a classificação ou para fugir do rebaixamento.

Portanto, o treinador está certinho é preciso adotar cautela quanto às viagens e ao preparado físico dos atletas. A energia em demasia dispensada agora pode fazer falta no futuro.

Por último, para aqueles que comemoraram o empate com o Mamoré, gostaria de lembrar que uma hora ou outra, o USC vai precisar vencer. O time foi a Patos para conseguir um empate e conseguiu. Entretanto, precisa vencer o Uberlândia, no Uberabão, como Patrocinense no Zama Maciel. A pergunta é... Temos time para vencer ou para jogar para não perder...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O Colorado pode esperar, a terceirona vai chegar

Existem coisas que por mais dolorosas que sejam precisam ser ditas.  E o fato de dizê-las pode servir como alerta ou fazer com que as pessoas que estão deitadas em berço esplêndido acordem. 

Em se tratando de Uberaba Sport Club isso pode ser chover no molhado, mas não custa nada tentar. No ano passado, quando o Zebu já havia ido pro brejo um ex-colega de imprensa, chegou a tentar algo parecido, afirmando que o USC perderia um jogo de goleada, na esperança de que os atletas colorados tivessem um pouco de brio e fizessem algo diferente. 

É como o sapo que dizia para jogá-lo na pedra, na esperança de que o leão, só para contrariá-lo, o atirasse na água. Essa pode ser a minha esperança, mas pelo andar da carruagem não tem nada que me tire da cabeça que a Terceirona é o destino do USC. 

E  o olha! A sucessão de equívocos no colorado é tão grande, mas tão grande que nada dá certo. O USC, torcedores colorados, está sendo tocado por um bando de incompetentes e os ex-colegas da imprensa estão enganando vocês. Estão tapando o sol com a peneira, deixando de dizer o que deve ser dito. 

Enquanto o USC tiver no seu comando uma pessoa que não entende nada de futebol e não se esforça o mínimo para aprender um pouquinho será um sério candidato ao rebaixamento. Isso já poderia ter acontecido em 2009, quando ele entregou o USC ao aventureiro Michael Robin. 

Em 2010 e 2011, o  USC perdeu uma grande chance de reviver seus tempos de glória, mas o despreparo dos dirigentes e uma sucessão de erros culminou com o rebaixamento em 2012. Não deve ser diferente agora. 

Gente a diretoria do USC sequer teve competência para livrar os seus jogadores do surto de dengue em Uberaba. Isso eu já disse a semana passada, mas, o que é pior, a dengue continua fazendo vítimas no clube e somente agora ventila-se a possibilidade de o problema estar na república onde os jogadores dormem. 

Ora se não existe no Uberaba Sport, uma pessoa capaz de prever que os casos de dengue estão  ligados ao CT Colorado ou à república, é melhor fechar as portas. Mudar de ramo. 

E a diretoria do USC também foi incapaz de prever que os problemas com o Uberabão poderiam prejudicar o time. Um conselheiro do clube chegou a dar entrevista alegando ficou sabendo do problema na reunião em que representou o time no Campeonato Mineiro. 

Ora, ele foi à reunião para quê? Para desfrutar do bom vinho, ou whisky servido pelo presidente Paulo Schettino, TV Globo e cia?  Ou foi para representar o clube? Em suma, a diretoria do Uberaba sabia do problema e não agiu. É tão culpada quanto os dirigentes do Uberabão e da própria Federação Mineira que ao invés de trabalhar para os clubes, trabalha contra eles. 

No ano passado, o USC foi rebaixado por conta de quatro pontos, mas poderia ter permanecido na primeira divisão se tivesse vencido o América Teófilo Otoni, no Uberabão. Foram três pontos decisivos. Se perder o jogo em Patrocínio, o USC pode viver o mesmo drama de 2012, agora no Módulo II. 

Um torcedor disse e com muita propriedade, a diretoria do USC é amadora. Esta é a grande verdade. E o que é pior, é amadora e não trabalha com transparência. Esconde o jogo sempre que pode, ameaça, tenta calar a imprensa que acaba se rendendo às greves de entrevistas comandadas pelo Ernani Nogueira. Então, enquanto isso continuar existindo, o USC será sério candidato à Terceirona. 

Não sei se ainda dá tempo, mas, pelo menos neste período de competição, os homens que dirigem o futebol e os que administram o USC deveriam deixar os seus tronos e trabalharem. Caso contrário, o time não vai suportar o primeiro vendaval e vai sucumbir-se fazendo companhia ao Nacional na Terceirona. 

Gente que não é do ramo no futebol é um perigo. O presidente Salem do Nacional, a meu ver, acaba de sepultar o pouco que o time ainda tinha ao deixar de disputar as categorias de base com a justificativa de que vai guardar dinheiro para formar um time para a Terceira Divisão. 

Enfim, creio que o futuro do futebol em Uberaba está ligado ao Triângulo Mineiro. O time do Calmon tem gente ramo, aposta na base e, aos poucos, vai consolidando-se como representante do futebol uberabense. 


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Se o USC não voltar ao Módulo I, a culpa será do mosquito da dengue


Buemba! Buemba!  Macaco Simão urgenteeeeeeeeeeeee!!! É lógico que estou plagiando o Zé Simão. Se fosse o original, você estaria lendo a Folha de São Paulo. Tudo isso para dizer que não teve nada mais chocho que o carnaval em Uberaba. Plagiando mais ainda, pior que o carnaval em Uberaba, é o carnaval em Uberaba com a namorada menstruada.

Ah! Eu nâo sei se chocho escreve com “ch” ou com “x”, mas perdi  o dicionário na mudança e a internet aqui está tão lenta que gastaria dois dias para acessar o Google ou um dicionário virtual. Se tiver dúvida, consulte você mesmo!

Mas voltando ao chocho do Carnaval em Uberaba, a coisa foi tão feia que na terça-feira de Carnaval um jornal da cidade circulou com um cachorro na capa. Se fosse me qualquer outra cidade brasileira, certamente haveria uma mulata com trajes mínimos, ou um travesti bem enfeitado, um belo bloco com moças e moços ou a ala das baianas. Mas, como em Uberaba não tem carnaval, vamos de cachorro mesmo.

Pior de tudo foi o drama do totó. Dizia a manchete que abusaram do coitado. Pobre dos jornalistas, além de sofrerem com a falta de notícia, podem sofrer com processos judiciais, afinal botaram a cara do totó, sem tarja nem nada e pelo título era um cãozinho filhote, ou seja, menor de idade. E se o pobrezinho, além de ficar com o fiofó ardendo, ainda for vítima de “buling” no canil...

Mas estão anunciando a velha guarda da Mangueira em Uberaba. Aí vai ser como professor Celso Coelho disse: “o uberabense vai ver a mangueira entrar”.

E o que é pior, não tivemos carnaval e nenhum evento esportivo de ponta. Mesmo com pouco tempo no cargo, esperava mais do secretário Alan Carlos. Afinal Alanzinho, “quem sabe faz a hora não espera acontecer”. Se você não colocar o seu dinamismo em prática, vai acabar ficando como os últimos dez ou mais secretários de esportes.

Na grande imprensa, o papa salvou o noticiário. Aliás, tenho que tirar o chapéu para o Bento XVI. Mesmo sendo papa, é preciso saber a sair, a hora de largar o osso e, neste aspecto, começo a falar de futebol. Não dá para dizer se o Uberaba Sport é candidato ao título ou ao rebaixamento no Módulo II do futebol mineiro.

Dá para dizer, entretanto, que a diretoria do USC ao final desta competição poderia fazer um grande favor ao sofrido torcedor colorado e fazer como o papa, pedir para sair.

Isso não é ser agorento. É ser realista. Se o time do Uberaba Sport ganhar a competição e voltar ao Mòdulo I, não será mérito nenhum da diretoria. Os caras tiveram quase um ano para trabalhar e chegaram às vésperas da competição com os mesmos problemas do ano passado.

Não deram conta nem de proteger os jogadores do colorado do mosquito da dengue. Se o time cair para a segundona ou não se classificarem podem apostar. A culpa será do mosquitinho. Anotem aí e me cobrem depois.

A meu ver, o grande problema dos times da cidade é a falta de planejamento. Como sempre deixaram tudo para a última hora. Ações de marketing desenvolvida nos últimos dias já deveriam ter sido feitas há muito tempo. O mesmo acontece com a contratação de jogadores, preparação física, estruturação do time e tudo mais.

Enfim, confio sim que o USC volte a elite do futebol mineiro no que depender de jogadores e torcedores. Muito mais dos jogadores do que dos torcedores. Ocorre que os segundos estarão presentes se o time começar vencendo o Democrata neste sábado em Sete Lagoas. E se a campanha for boa, não será surpresa nenhuma se tivermos o Uberabão com públicos de 15 mil pessoas com gato ou sem gato.

Prá terminar gostaria de deixar aqui registrado o meu protesto. No Brasil inventaram uma tal atualização de certidão de nascimento. É difícil entender, afinal só nascemos uma vez e uma mudançazinha de sexo ou de pai, mãe ou avós deveria ser exceção e não regra. E por falar nisso, uma amiga minha disse que o mundo está tão gay, mas tão gay que daqui uns temos teremos as paradas hetero. Deve ser por isso que estão exigindo atualização do registro de nascimento. Também deve ser por isso que o papa renunciou. Coisas da modernidade.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Podem me jogar na fogueira, mas tô com saudades do tempo da ditadura


Eu sei que muita gente vai dizer: esse cara é um louco. Outros vão prometer nunca mais ler estas mal traçadas linhas. Se a publicar sair no Jornal Expresso, muitos vão querer fazer fogueirinha do semanário, mas vou dizer: estou com saudades do TEMPO DA DITADURA.

Peço de antemão desculpas a quem sofreu horrores durante o regime militar e, se adoto este tom apelativo, é porque sinto que as coisas não caminharam como sonharam os que lutaram e morreram pela liberdade neste país. Foram tantas notas e batons na cueca, tantos tiros pela culatra, que, na semana em que se comemorou o dia da saudade, sinceramente em pelo menos um aspecto tive saudade do TEMPO DA DITADURA.  

Naquela época não tínhamos liberdade de expressão, não tínhamos liberdade política, mas tínhamos alegria, tínhamos sonhos, mesmo que o sonhar fosse com a liberdade que estaria por vir. Passados 30 anos ou mais, continuamos presos, não ao poder militar, mas ao poder econômico. O mundo mudou, mas, com toda sinceridade, não consigo dizer que mudou para melhor.

E com o futebol a coisa não é diferente. Tenho saudade do tempo em que o Mineirão estava lotado com mais de 100 mil torcedores. Saudade dos descamisados, dos banguelas, com a camisa do Galo ou da Raposa. Saudade da gente simples, que pagava um trocado na bilheteria e tinha todos os direitos do mundo, inclusive de tomar uma cervejinha, comer um churrasco no espeto mesmo.

Podem pensar que estou louco. Onde já se viu, querer 100 mil pessoas em um campo de futebol, quando não se consegue dar segurança ao público de uma boate. É mas, naquela época, por conta de uns vis trocados não se tinha boate de uma porta só. 

A gente corria riscos, mas tínhamos direitos. Hoje o poder econômico tomou conta dos estádios. A iniciativa controla os preços dos ingressos, o guaraná, a pipoca e cerveja nem pensar. O Ministério Público está de olho, cerveja no estádio nem pensar. Deve ser por isso que o cara bebe antes e já chega no campo de jogo prá lá de Bagdá. Mas isso não vem ao caso.

O pior de tudo é os banguelas e os descamisados ficaram de fora do estádio. Eles não conseguem mais entrar. Primeiro que para conseguir o ingresso precisaria ficar pelo menos uns cinco dias na fila, segundo que os preços está nas alturas, o pobre não consegue pagar.

Ir ao estádio futebol agora é programa de bacana. O Sport TV está filmando. Belas mulheres aparecem na tela da TV e da aberta também. Ao descamisado restou ver o Sport TV. Parece que estou de gozação. Como um descamisado tem TV por assinatura. Que descamisado é esse...

É o mesmo descamisado de outrora. O pobre mesmo. É só fazer a conta, pagar a assinatura ou fazer um gato custa bem menos que o preço do ingresso no Estádio. E você tem direito a tomar uma cervejinha, em casa ou no boteco com os amigos.

Parece que ficou legal, mas falta o glamour de ir ao campo, de sair no Canal 100, aqueles filmes que apareciam no cinema, antes do filme principal começar. E pode se preparar, se continuarem abrindo a administração dos Estádios para iniciativa privada, em breve o torcedor vai pagar para soltar pum (kkkk quero ver o Sport TV filmar o pum).

Em breve teremos a Copa do Mundo do Brasil. Vai ser a Copa do Mundo para inglês, americano, chinês, japonês verem dentro dos Estádio. Brasileiro mesmo vai ficar chupando o dedo, vendo a TV aberta ou fechada e pagando a  conta no final.

Voltando à terrinha, o bonitinho do Ernani não foi a reunião em que seria sabatinado pelo conselho. Para mim, mandou um recado aos  conselheiros do USC. Vocês continuam pagando a conta e eu contínuo mandando e desmandando no futebol, dando emprego aos meus parentes e amigos e, se não der certo no final, dou uma banana para vocês e para torcida também. 

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Sem dinheiro, dirigentes do USC lembram do torcedor


Não sou do time dos secadores, mas também não sou do clube dos lambe botas, dos marias vai com as outras e cia. ltda. Vejo os dirigentes do Uberaba Sport Club pedindo apoio do torcedor, clamando à torcida colorada que dê o empurrão, inclusive financeiro que o time precisa.

Engraçado, esses não são os mesmos dirigentes que há alguns meses, quando contavam com a verba gorda da televisão, viviam esnobando o torcedor? Aqueles que se negaram a diminuir o preço do ingresso, quando o time mais precisava de sua torcida? Agora posam de santinhos, falam em nome do amor maior ao colorado.

Vou dizer a estes dirigentes que  eles terão o apoio dos torcedores sim. Poderão contar com imensa massa colorada mas, se, e somente se, o time que eles montaram a toque de caixa, sem planejamento algum der liga, ganhar jogos, empolgar.

Caso contrário, não haverá amor que faça o torcedor colorado ir a campo, colaborar, contribuir. Após o desastre do Campeonato Mineiro de 2012, eles tinham muitas opções. Poderiam deixar o clube, abrir vagas para gente interessada em assumir o time ou mesmo colocarem a mão na massa e começarem a fazer o planejamento tão logo acabou o Campeonato Mineiro.

Deixaram tudo para a última. Foi um corre-corre danado. Perderam o patrocinador máster para o Uberlândia, ficaram um patrocinador de segunda e, só então, decidiram trabalhar. É complicado apostar em um trabalho feito às pressas, toda a desídia será perdoada se o santo Gian Rodrigues conseguir fazer este time dar liga.

Tá difícil! Tá mesmo, mas nos resta esperança. Antigamente, quando se apostava na base, em garotos criados em Boulanger Pucci, as chances eram maiores. Hoje, quando a maioria dos atletas é de outras cidades, as chances são menores. Como cobrar garra, amor à camisa, sangue a quem é apenas um profissional da bola.

Neste aspecto a torcida pode mais uma vez ajudar. É preciso criar empatia com os jogadores. Como muitos torcedores fizeram com Danilo Dias há anos. Cobrar por cobrar não vai adiantar. É preciso jogar junto, esquecer as divergências. Agora é tudo ou nada. É preciso jogar com os atletas e com a diretoria também. Mas é bom que fique claro nestas mal traçadas linhas, a participação do torcedor na campanha para a volta ao Módulo I do Campeonato Mineiro.

Mais uma vez teremos um Campeonato Mineiro corrido com jogos só de ida. Está passando da hora de todos os clubes do futebol pleitearem junto à Federação direito às verbas de televisão. Quem sabe assim, a FMF resolve fazer como as federações paulista e carioca, abrindo mais vagas e criando jogos de ida e volta na primeira fase, mesmo que para isso seja necessária a divisão dos clubes em duas chaves.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Nem todo fruto que cai sozinho está podre


Certa vez assisti a uma palestra da jornalista Neide Duarte, “O papel dos jornalistas na construção de um mundo novo”. Fiquei apaixonado pelo texto. A gente não aprende isso na faculdade, mas devia ter a fala da Neide como uma oração diária.
"O jornalista é um mediador entre dois mundos. E isso não significa apenas poder, mas também humildade, aceitação, de ser apenas o que deixa passar, deixa fluir através de seu trabalho o trabalho de outros, as idéias de outros, o caráter de outros."
Assim poderíamos todos nós jornalistas ou trabalhadores em meios de comunicação orar todos os dias. Senhor não me deixeis cair em tentação. Fazei que eu seja apenas e tão somente o que deixa passar. Para os espíritas, seria como o médium que recebe a mensagem do além.
Como somos humanos e, lógico, passíveis de erro, não é raro cairmos na tentação do fazer algo diferente, colocar um "q" a mais, dar um tempero, uma pitada de sal, pimenta. Vixe! Combinação explosiva. Tempero e jornalismo sério não combinam.
Uma vez, enquanto editor de jornal, caí na tentação de dar  tempero local em uma notícia nacional. Confesso. Foi um desastre. Fui acusado de ser insensível à dor dos familiares de centenas de mortos do avião da Tam no aeroporto de Cumbica, em São Paulo. Por que? Apenas para fazer algo diferente do que foi feito nos jornais de todo país.
Também não combina com o jornalismo a raiva ou as desavenças com colegas ou quem quer que seja. Certa vez, disse a uma colega que o texto dela estava errado. Ela retrucou. Ficou brava que nem pata choca. Eu disse: vou publicar assim e você assume as conseqüências. Na verdade, não deixaria sair com o erro por simples capricho, mas, como em redação o diabo está sempre solto, e se você deixar rabo, ele pisoteia. Por um erro, o texto original acabou indo às páginas do jornal.
A matéria referia-se a deputado petista, no tempo em que o PT era quase que uma religião. Os petistas ainda se julgavam incólumes. Foi mal. “Estrumbicou-se” a repórter e eu juntos. O deputado processou o jornal e a pendenga durou muitos anos, mas quando se tem poder e jogo de cintura dá-se um jeito. Acabou em pizza, sem antes uns bons puxões de orelha.
Criticar colegas de trabalho então. Dá uma "zica"! Mesmo porque, o jornalista é o que deixa passar. E esse deixar passar é próprio, pessoal. O que passa por aqui, não por ali, acolá e por aí fora. Passa diferente.
Outro dia vi um caso interessante. Uma colega, não sei se jornalista, aprendiz ou estagiária, postou uma matéria sobre o elenco do Uberaba Sport Club. Não lembro com detalhes, mas ela citou a apresentação tipo de 18 jogadores e postou uma foto onde havia 25 ou mais.
Daria até para criticar. Poxa, como alguém faz isso? Erro banal! Nada disso, nem tudo parece como é. Pode ser que a menina esteja até muito mais certa do que nós velhos de guerra. Talvez ela tenha filtrado no meio dos 25,apenas os 18 que realmente eram ou são profissionais futebol. Os demais. Ah! Os demais estavam ali como mero coadjuvantes. Não estou afirmando, mas pode ser.
Outro dia, eu ouvi, se me contassem eu não teria acreditado, mas ouvi um colega criticar o outro e, em meio a sua ira, dizer em aos ouvintes uma frase pronta: "NÃO QUERO DERRUBAR NINGUÉM, FRUTO PODRE CAI SOZINHO”.
E não é que, conforme o próprio autor da frase, enquanto rodava o intervalo comercial, ele caiu da cadeira. Com certeza foi o capeta que ronda as redações que o derrubou. Com certeza, ele não havia feito a oração do dia, pedindo para ser manso e prudente. Para ser, apenas aquele que deixa passar.
Quanto ao colega que caiu, creio que ele não deve ficar preocupado, assim como o colega que criticado. Afinal, um caboclo da roça como eu sabe que nem todo fruto que cai sozinho está podre. As pitangas, os limões galegos, os condes, as atas, os araticuns, as jacas, as graviolas quando maduros caem por si só, propiciando aos animais que não conseguem acessá-los quando ainda estão no pé uma farta alimentação. Além disso, neste ato de caírem, de largarem o caule onde estão presos, espalham sementes e geram novos frutos.
E mesmo os frutos podres também não são de todo ruins. Eles protegeram os frutos que não apodreceram. E uma vez no chão, também servem de alimento e, mesmo quando isso não acontece, mesmo que não gerem novas vidas, incorporam à terra, fertilizando-a para que novos frutos possam vir.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Tem muito bagre ensaboado no time de Piau


Buemba! Buemba! Os velhinhos que me desculpem, mas o secretariado do Paulo Piau está ultrapassado. Ou, no mínimo, seria necessário mesclar experiência e juventude. Às vezes uso este espaço para cobrar renovação no nosso futebol, oportunidade para os pratas da casa, para os nossos filhos, aos invés de contratar bolerões do futebol brasileiro. Aqueles que vêm aqui para comer, dormir e levar uma grana, sem muito compromisso ou comprometimento.

Mas, se analisarmos bem, a coisa não é só no futebol. Lembro que em 1990/1991, então com 4 anos de formado, comecei a trabalhar no jornalismo impresso em Uberaba. O prefeito Hugo Rodrigues da Cunha levou para cargos de primeiro e segundo escalões pessoas como o ex-prefeito Luiz Neto, que mais tarde chamou para Secretário de Esportes, o ex-prefeito Marcos Cordeiro, e, se não me engano, também colocou Paulo Piau na Secretaria de Agricultura, Wellington Cardoso Ramos na secretaria de governo e por aí afora.

Ora, passaram-se mais de 20 anos e o que eu vi no time de secretários do Paulo Piau foi um monte de bolerões da política. Gente que está agarrada ao osso há muito tempo ou já roeu a muito tempo atrás. Agora, como perguntar não ofende, e os nossos filhos? Quando terão alguma oportunidade. Não, não tenho filho candidato a secretário, mas, e se tivesse? O nosso mercado de trabalho é muito fechado e não é só no mundo empresarial não. Na política e no futebol também. Os ocupantes do poder em Uberaba precisam, com urgência, abrir as portas para os jovens. Caso contrário, em breve seremos uma cidade de anciões, enquanto nossos filhos e netos estarão bem longe daqui.

Hugo lá pelos idos de 91/92 deu oportunidade para muita gente, antes o Wagner já havia trabalhado com gente nova, na época (rsss) como o ex-prefeito Anderson Adauto. Dos que vi do secretariado de Piau tira-se o Alan Carlos que não é nenhum brotinho, deve estar mais perto dos 50 do que dos 40, e o Wagner Júnior, que é mais jovem, mas  não deixa de representar o passado.

É certo que os políticos montam os seus times, recompensando apoios e apoios, mas, cá pra ”nois”, o Piau exagerou na dose de experiência. Aliás, outro dia, assisti a um filme em que alguém com grande sabedoria disse que o jovem sabe separar melhor o certo do errado, já que os velhos já conviveram com tanta putaria que já não sabem mais fazer tal distinção. Caro prefeito, experiência demais traz problemas: falta pique, falta garra, falta entusiasmo. Imaginem a reunião do secretariado. Vai ser tanta gente se levando com aí ou se sentando com ui. O gabinete até que poderia ser transferido para a UAI.

Nada contra os velhinhos. O Tio Mário que me desculpe, em breve estarei jogando no time da terceira idade, mas se a renovação não se der na idade, penso que deveríamos ter uns quatro ou cinco membros do primeiro escalão na casa dos 30 anos de idade, que fosse pelo menos gente mais velha, mas cara nova na política.

Como devemos cobrar oportunidades para os nossos filhos nas empresas locais, se na administração pública a coisa ficou como ficou? Não sei não, mas se alguém se der o trabalho de fazer a média de idade do secretariado do Piau acho que vamos bater os 65 anos.

Aliás, tem algo estranho em Uberaba. Outro dia, quase caí das pernas, ao ouvir num noticiário local informações sobre o primeiro bebê do ano. A pauta é velha e não teria causado surpresa nenhuma se não tivesse sido veiculada no jornal radiofônico do dia 3 de janeiro.

Assustei-me também com alguém noticiando a contratação do reforço Gabriel Elói para o Uberaba Sport. O interessante é que este alguém ao apresentar o jogador o apontava como ex-Uberaba Sport. Ora, se o Gabriel Elói, deixou o Colorado no final     do Campeonato Mineiro e ficou desempregado até o final do ano, ou ele decidiu abandonar o futebol e mudou de idéia ou não despertou o interesse de nenhum outro clube. Vai ter que realmente dar a volta por cima. Para mim, isso não é reforço. É cabide de emprego mesmo. 

E já que voltei a falar de esporte, será quando teremos caras novas na diretoria do USC? Será quando um jovem empreendedor vai se interessar em dirigir o Nacional Futebol Clube?