Escrevi na semana passada que torcia para que ninguém abandonasse o barco do Nacional, antes do final do Campeonato. Torcia na verdade. Porque no fundo no fundo estava escrito nas estrelas: "não dá para ser técnico de futebol, tendo outros dois como sombra". Era o que acontecia no Nacional. Luiz Alberto era o técnico com as sombras de Érick e Lúcio Vaz.
Além disso, acredito, o treinador vivia com um sério dilema. Depois que a diretoria do Nacional mudou o projeto inicial e dediciu investir em jogadores meia boca, ignorando os atletas da base, Medina passou a ser o treinador do time formado por Érick Moura.
Nada contra os novos contratados. Continuo torcendo para que Pelézinho, Felipe Nogueira e Balduíno chegue ao Corinthians e quiçá ao Barcelona, melhor ainda se sob o comando do Érick. Não os queria no Nacional porque, acredito, o Alvinegro precisa revelar jogadores que possam lhe garantir o futuro, com direitos federativos e tudo mais.
Ainda sobre a coluna da semana passada, parece que foi até proposital. Como aquela vitória de 5 a 2 sobre o Uberlândia fez mal ao Alvinegro. Igualzinha a goleada do Uberaba sobre o Democrata de Valadares no Mineiro. Tem placares que vêm na hora errada. Todo mundo ficou esperando um BarceNaça que todo mundo sabe não existe. Melhor seria esperar um time aguerrido e com muita vontade em campo. Porque os resultados do futebol brasileiro tem mostrado que vontade é tudo.
O São Paulo que bateu o Corinthians é o mesmo que perdeu de 5 para o Náutico. O Cruzeiro que empatou com líder Atlético é o mesmo que perdeu de 4 para o Coritiba. E o Coritiba que bateu de 4 no Cruzeiro é o mesmo que perdeu de 3 para o Figueirense e bateu o Internacional por 1 a 0.
Mas, ainda sobre a saída de Luiz Medina do Nacional, plagiando um colega, estou chateado. Chateado porque o projeto inicial me parecia muito bom. Projeto para o futuro. O novo projeto é imediatista. Se der errado, o Naça voltará à estaca zero e, certamente, com mais problemas do que tinha até hoje. Se der certo, continuará sendo imediatista e poderá dar errado em 2013, voltando-se à estaca zero.
Quanto à perda de seis pontos pela escalação de Thiago Carvalho, sinceramente não acredito nisso. A Federação tem culpa no cartório, o jogador também. Ele deveria ser o maior interessado em informar o Nacional sobre a situação. Para que o clube ao menos procurasse informações a respeito. Sem contar que mais uma vez, os cartolas uberabenses dão provas de que estão anos luz de distância do que ensinou Nenê Mamá. O cara que abria as portas da Federação e sabia muito bem o que fazia.
Sobre a derrota do Nacional para a Ituiutabana normal. Ah!!! O time entrou em campo preguiçoso, sem atenção. Como você entraria em campo, se acabasse de saber que podia ter perdido seis pontos na competição. Com certeza, houve um baque. E que baque!
O público dos jogos da Terceirona é um sintoma. O futebol mineiro está doente! Não dá para realizar competições com públicos de 10, 30, 40, 50, 400 pessoas. Não faz sentido termos três divisões em Minas. O ideal seria a primeira com 20 clubes e a segunda com o restante. Jogos regionalizados e jogos de ida e volta.
O Uberaba também perdeu um jogador. O meia Ulisses. Mais uma prova de que este esquema de mendicância de atletas não dá certo. A exemplo do Naça, nos casos Rafael Ipuã e Evandro, o USC amarrou cabrita para outro mamar.
Por fim, a diretoria do Nacional podia mandar fazer uma placa. O gol de Chitão e Laerte contra o Portal foi um dos mais bonitos que já vi no Uberabão. Merecia uma placa. Até para dar moral aos menino. Se é que isso ainda interessa.
Estou anotando todas as promessas dos políticos para o esporte. Vou bater na porta deles para cobrar. Vocês podem me ajudar. Fazendo o mesmo.
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Tomara que ninguém abandone o barco Alvinegro. Periquito não é galinha morta
A sorte está lançada. Uberaba e Nacional iniciam novas jornadas neste fim de semana. Antes de entrar em campo, o torcedor do Alvinegro de São Benedito já tem o que comemorar. Afinal, o time volta a ser profissional depois de vários anos sem atividade e muitos outros sem estar entre as grandes forças do futebol de Minas Gerais.
Poderia escrever aqui que não temos nada a cobrar do Nacional. Certamente, não teríamos se o projeto inicial da diretoria alvinegra tivesse sido levado adiante. Entretanto, as mudanças de rumo farão com que as cobranças venham e venham forte. Aliás, a diretoria alvinegra teria mudado o plano de lançar novos jogadores, exatamente por conta da cobrança da torcida.
Então podem esperar. As cobranças virão e virão com força. Luiz Alberto Medina, Pedrinho Medina, Kléper, Luiz Cecílio, Erick Moura, Lúcio Vaz e cia. podem esperar. O torcedor vai querer não só a classificação para a próxima fase, mas resultados em cima de resultados. Não vai adiantar pedir calma, cautela.
Eu só espero que todos os citados estejam preparados para as cobranças e que não abandonem o barco na primeira sacudida. Que comissão técnica, jogadores e dirigentes estejam cientes que o trabalho será árduo e as cobranças nada mais são do que conseqüência da expectativa depositada sobre grupo.
Por falar grupo, espero que os jogadores contratados pelo alvinegro diagam a que vieram. Que calem a minha boca. Porque disse e repito que jogadores como estes a cidade de Uberaba tem aos montes, basta não ter preguiça de ir buscá-los e um pouco mais de consideração, desfazendo o mito de que por serem de Uberaba têm que trabalhar de graça, ou sem nenhuma valorização.
Acho que as cobranças sobre o Uberaba Sport serão menores. O torcedor vai cobrar sim o acesso à divisão de elite no ano que vem. A Taça Minas será vista como uma espécie de laboratório. O USC está começando de forma diferente dos últimos anos. Não está queimando cartuchos e muito menos dinheiro. Gosto do trabalho do Normandes, embora considere desastrosa a atuação da diretoria, principalmente, nos quesistos ações de marketing e respeito ao torcedor.
Está mais do que passando da hora da diretoria colorada descobrir que o USC não é uma confraria. É o time que representa uma imensa massa de torcedores que merecem atenção, desde o mais humilde até o mais importante. Nossa rainha da Inglaterra tem que governar também para os seus súditos e não apenas para a nobreza. Aliás, a nobreza do USC, me parece, tão nobre quanto outros nobres. Muito glamour, mas na hora de colocar a mão no bolso: nada!
A meu as vitórias tanto do Nacional sobre o Uberlândia e do USC sobre o Portal vieram em hora errada. Elas em nada ajudam o futebol da cidade, pelo contrário atrapalham. No caso do Naça, os resultados têm efeito negativo dobrado. Primeiro, pode fazer com que o time ache que está por cima da carne seca. O USC goleou o Democrata de Valadares, achou que tava bonito e deu no que deu. Por outro lado, a derrota do Portal para o Colorado ex-Boulanger Pucci serviu para mostrar que o time não só tem que se superar, como também tem que superar o Alvinegro.
O Uberaba nem de longe pode pensar que terá uma galinha morta pela frente neste sábado. O Uberlândia está ferido pela derrota acachapante para o Nacional e vai querer, diante de sua torcida, mostar serviço. E o serviço será melhor ainda se for em cima do time que goleou o portal. Não estou dizendo que as vitórias de Nacional e Uberaba nos amistosos devem ser desmerecidas, mas estes resultados devem ser esquecidos.
Os Deuses do futebol parecem abrir a cabeça do técnico Mano Menezes. As convocações de Rever (Atlético), Cássio (Corinthians) e Arouca (Santos) são mais do que merecidas. Aliás, os três merecem vaga de titular no time. Os técnicos da Seleção deveriam abrir mais os olhos para as equipes brasileiras.
Por fim. Já está meio distante, mas gostaria de deixar o meu protesto sobre a matéria o "Planeta Méssi" ou coisa que o valha da Rede Globo de Televisão. Tino Marcos lembrou-me um jornalista da região famoso por usar tanto a sua criativade que deixava os temas muito longe da realidade. Aquele "de que galáxia veio Méssi" me fez perder o apetite e olha que antecedeu ao almoço de domingo.
Méssi é craque sim senhor! Mas a dimensão que quiseram dar realmente é de outra galáxia. Depois, é muito fácil ser o melhor do mundo, quando mundo tem um ou outro fora de série. Há 30 anos, jogadores habilidosos e talentosos como Méssi povoavam os nos campos de pelada. O problema é que os brasileiros deixaram de presitigiar o talento para apostar na força e disciplina tática. Deu no que deu. Na verdade, a Globo faria um bem maior ao futebol se, aos invés de deslocar 12 repórteres, para exaltarem até o trisavô do Méssi, fosse em busca de talentos brasileiros para a Copa de 2014.
Palhaçada! Treinamentos secretos do Celso Roth beiram o absurdo. Bobagem que a imprensa e o torcedor engolem calados.
O Villa Nova está brilhando na Taça Belo Horizonte de Juniores. Que inveja!!!
http://www.blogfilmiano.blogspot.com/
"Não existe gol feio, feio é não fazer gols"
Dadá Maravilha
Poderia escrever aqui que não temos nada a cobrar do Nacional. Certamente, não teríamos se o projeto inicial da diretoria alvinegra tivesse sido levado adiante. Entretanto, as mudanças de rumo farão com que as cobranças venham e venham forte. Aliás, a diretoria alvinegra teria mudado o plano de lançar novos jogadores, exatamente por conta da cobrança da torcida.
Então podem esperar. As cobranças virão e virão com força. Luiz Alberto Medina, Pedrinho Medina, Kléper, Luiz Cecílio, Erick Moura, Lúcio Vaz e cia. podem esperar. O torcedor vai querer não só a classificação para a próxima fase, mas resultados em cima de resultados. Não vai adiantar pedir calma, cautela.
Eu só espero que todos os citados estejam preparados para as cobranças e que não abandonem o barco na primeira sacudida. Que comissão técnica, jogadores e dirigentes estejam cientes que o trabalho será árduo e as cobranças nada mais são do que conseqüência da expectativa depositada sobre grupo.
Por falar grupo, espero que os jogadores contratados pelo alvinegro diagam a que vieram. Que calem a minha boca. Porque disse e repito que jogadores como estes a cidade de Uberaba tem aos montes, basta não ter preguiça de ir buscá-los e um pouco mais de consideração, desfazendo o mito de que por serem de Uberaba têm que trabalhar de graça, ou sem nenhuma valorização.
Acho que as cobranças sobre o Uberaba Sport serão menores. O torcedor vai cobrar sim o acesso à divisão de elite no ano que vem. A Taça Minas será vista como uma espécie de laboratório. O USC está começando de forma diferente dos últimos anos. Não está queimando cartuchos e muito menos dinheiro. Gosto do trabalho do Normandes, embora considere desastrosa a atuação da diretoria, principalmente, nos quesistos ações de marketing e respeito ao torcedor.
Está mais do que passando da hora da diretoria colorada descobrir que o USC não é uma confraria. É o time que representa uma imensa massa de torcedores que merecem atenção, desde o mais humilde até o mais importante. Nossa rainha da Inglaterra tem que governar também para os seus súditos e não apenas para a nobreza. Aliás, a nobreza do USC, me parece, tão nobre quanto outros nobres. Muito glamour, mas na hora de colocar a mão no bolso: nada!
A meu as vitórias tanto do Nacional sobre o Uberlândia e do USC sobre o Portal vieram em hora errada. Elas em nada ajudam o futebol da cidade, pelo contrário atrapalham. No caso do Naça, os resultados têm efeito negativo dobrado. Primeiro, pode fazer com que o time ache que está por cima da carne seca. O USC goleou o Democrata de Valadares, achou que tava bonito e deu no que deu. Por outro lado, a derrota do Portal para o Colorado ex-Boulanger Pucci serviu para mostrar que o time não só tem que se superar, como também tem que superar o Alvinegro.
O Uberaba nem de longe pode pensar que terá uma galinha morta pela frente neste sábado. O Uberlândia está ferido pela derrota acachapante para o Nacional e vai querer, diante de sua torcida, mostar serviço. E o serviço será melhor ainda se for em cima do time que goleou o portal. Não estou dizendo que as vitórias de Nacional e Uberaba nos amistosos devem ser desmerecidas, mas estes resultados devem ser esquecidos.
Os Deuses do futebol parecem abrir a cabeça do técnico Mano Menezes. As convocações de Rever (Atlético), Cássio (Corinthians) e Arouca (Santos) são mais do que merecidas. Aliás, os três merecem vaga de titular no time. Os técnicos da Seleção deveriam abrir mais os olhos para as equipes brasileiras.
Por fim. Já está meio distante, mas gostaria de deixar o meu protesto sobre a matéria o "Planeta Méssi" ou coisa que o valha da Rede Globo de Televisão. Tino Marcos lembrou-me um jornalista da região famoso por usar tanto a sua criativade que deixava os temas muito longe da realidade. Aquele "de que galáxia veio Méssi" me fez perder o apetite e olha que antecedeu ao almoço de domingo.
Méssi é craque sim senhor! Mas a dimensão que quiseram dar realmente é de outra galáxia. Depois, é muito fácil ser o melhor do mundo, quando mundo tem um ou outro fora de série. Há 30 anos, jogadores habilidosos e talentosos como Méssi povoavam os nos campos de pelada. O problema é que os brasileiros deixaram de presitigiar o talento para apostar na força e disciplina tática. Deu no que deu. Na verdade, a Globo faria um bem maior ao futebol se, aos invés de deslocar 12 repórteres, para exaltarem até o trisavô do Méssi, fosse em busca de talentos brasileiros para a Copa de 2014.
Palhaçada! Treinamentos secretos do Celso Roth beiram o absurdo. Bobagem que a imprensa e o torcedor engolem calados.
O Villa Nova está brilhando na Taça Belo Horizonte de Juniores. Que inveja!!!
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quinta-feira, 16 de agosto de 2012
USC E NAÇA ESTÃO PEDINDO ESMOLAS
Conversava durante a semana com um amigo que tem algumas idéias radicais em relação ao esporte e, especialmente, o futebol em Uberaba. Meu amigo, defende o futebol amador por amor. Conforme palavras dele mesmo, o Amadorão ficaria para os barrigudos. Foi assim durante muito tempo. Somente nos últimos 20 anos, com a derrocada de Uberaba e Nacional é que o Amadorão ganhou força.
O pior de tudo, ou o melhor conforme o ângulo que se vê é que jogadores revelados por Uberaba e Nacional passaram a brilhar e faturar no futebol no futebol amador. Tem muitos exemplos. Marcos Rogério, Júlio César Magrelo, Edinho, Marconi são alguns dos mais antigos que lembro no momento. Mas, se formos pesquisar são dezenas de nomes. Juninho Ratinho, Gustavo Piau, Juninho Alencar surgiram na década passada. Enquanto Gagal, Obina e Ben Johnson apareceram mais recentemente. Todos trocaram o futebol profissional pelo amador.
A cidade de Uberaba deixou de revelar jogadores para grandes clubes do futebol brasileiro para servir o mercado local, ou seja, o futebol amador. Diante disso, a cidade e os clubes passaram a mendingar atletas profissionais. Busca um aqui outro acolá, ficando na dependência de favores de amigos do dirigentes treinadores e etc.
Senão vejamos. Com Ernani Nogueira como diretor de futebol, o USC ficou dependendo dos amigos do dirigentes no Santos. De lá vieram muitos jogadores, poucos ou nenhum firmou-se no futebol local. Em 2011, para a temporada 2012, o USC ficou totalmente dependente de Nenê Belarmino e seu auxiliar Santana e o resultado foi desastroso.
Na época de Birigui veio quase uma dezena de jogadores do Araguaína. Também nada aproveitável. Dinei, Gaúcho, Valtinho, Fofão e cia. vestiram a camisa do USC. Nenhum firmou-se no time. Nenhum destacou-se no futebol mineiro. Enfim, investimento em vão.
Agora com Maurílio Passini e Normandes a situação se repete. O USC fica refém de jogadores de América e Atlético. Alguns até com salários pagos pelos clubes da capital. Continuamos a mendigar atletas.
Aplaudi quando ouvi a informação de que o USC dispensou um jogador porque ele não pretendia assinar contrato até meados de 2013. Ledo engano, já estão fazendo contratos até o final deste ano. Em janeiro, quando o mercado estiver aquecido, aí sim o USC vai mendigar jogadores, caso não mude a sua filosofia.
No Nacional nem se fala. Depois de perder Rafael Ipuã, o Naça perdeu também o meia Evandro. Não adianta falar que o último era do Mamoré e o time de Patos é quem dá as cartas. O Sapo deu uma esmola para o Elefante. Aliás, nem deu. Emprestou e tomou na hora conveniente para ele. Deixou o Naça chupando o dedo.
A meu ver se os times de Uberaba quiserem voltar a ocupar lugares de destaque no futebol mineiro e nacional, é preciso tratar melhor as suas bases. Largar de preguiça. Fugir das comodidades e dos favores e correr atrás sim de dar estrutura a atletas locais e regionais.
Aliás, estas comodidades hoje são uma tônica no futebol nacional. Grandes clubes estão contratando jogadores acima de 30 anos. Estes jogadores, deveriam na verdade estar reforçando clubes das séries B, C e D. Na verdade estão ocupando espaço na vitrine de novos talentos e logo, logo estarão quebrados porque sequer terão atletas para vender aos grandes clubes mundiais.
Outro dia conversando com uma amiga, ela contava da emoção inenarrável de assistir a um Cruzeiro e Atlético no Mineirão, mesmo sem muito entender de futebol, mesmo sem torcer para um outro. "Aquilo é contagiante", disse, revelando-se agradecida ao marido por ter lhe proporcionado tal emoção. Lembrei-me do primeiro Atlético e Cruzeiro que assisti no Magalhães Pinto. Aquilo era uma panela de pressão. Elzo, com a cabeça enfaixada, foi o herói do jogo. No próximo dia 26 Cruzeiro e Atlético jogam no Independência. Tudo caminha para jogo de uma torcida só. É por isso que o nosso futebol não é mais o mesmo.
De Primeira
"Num mundo de guerras, vc me trouxe a paz"
Do filme Tróia.
O pior de tudo, ou o melhor conforme o ângulo que se vê é que jogadores revelados por Uberaba e Nacional passaram a brilhar e faturar no futebol no futebol amador. Tem muitos exemplos. Marcos Rogério, Júlio César Magrelo, Edinho, Marconi são alguns dos mais antigos que lembro no momento. Mas, se formos pesquisar são dezenas de nomes. Juninho Ratinho, Gustavo Piau, Juninho Alencar surgiram na década passada. Enquanto Gagal, Obina e Ben Johnson apareceram mais recentemente. Todos trocaram o futebol profissional pelo amador.
A cidade de Uberaba deixou de revelar jogadores para grandes clubes do futebol brasileiro para servir o mercado local, ou seja, o futebol amador. Diante disso, a cidade e os clubes passaram a mendingar atletas profissionais. Busca um aqui outro acolá, ficando na dependência de favores de amigos do dirigentes treinadores e etc.
Senão vejamos. Com Ernani Nogueira como diretor de futebol, o USC ficou dependendo dos amigos do dirigentes no Santos. De lá vieram muitos jogadores, poucos ou nenhum firmou-se no futebol local. Em 2011, para a temporada 2012, o USC ficou totalmente dependente de Nenê Belarmino e seu auxiliar Santana e o resultado foi desastroso.
Na época de Birigui veio quase uma dezena de jogadores do Araguaína. Também nada aproveitável. Dinei, Gaúcho, Valtinho, Fofão e cia. vestiram a camisa do USC. Nenhum firmou-se no time. Nenhum destacou-se no futebol mineiro. Enfim, investimento em vão.
Agora com Maurílio Passini e Normandes a situação se repete. O USC fica refém de jogadores de América e Atlético. Alguns até com salários pagos pelos clubes da capital. Continuamos a mendigar atletas.
Aplaudi quando ouvi a informação de que o USC dispensou um jogador porque ele não pretendia assinar contrato até meados de 2013. Ledo engano, já estão fazendo contratos até o final deste ano. Em janeiro, quando o mercado estiver aquecido, aí sim o USC vai mendigar jogadores, caso não mude a sua filosofia.
No Nacional nem se fala. Depois de perder Rafael Ipuã, o Naça perdeu também o meia Evandro. Não adianta falar que o último era do Mamoré e o time de Patos é quem dá as cartas. O Sapo deu uma esmola para o Elefante. Aliás, nem deu. Emprestou e tomou na hora conveniente para ele. Deixou o Naça chupando o dedo.
A meu ver se os times de Uberaba quiserem voltar a ocupar lugares de destaque no futebol mineiro e nacional, é preciso tratar melhor as suas bases. Largar de preguiça. Fugir das comodidades e dos favores e correr atrás sim de dar estrutura a atletas locais e regionais.
Aliás, estas comodidades hoje são uma tônica no futebol nacional. Grandes clubes estão contratando jogadores acima de 30 anos. Estes jogadores, deveriam na verdade estar reforçando clubes das séries B, C e D. Na verdade estão ocupando espaço na vitrine de novos talentos e logo, logo estarão quebrados porque sequer terão atletas para vender aos grandes clubes mundiais.
Outro dia conversando com uma amiga, ela contava da emoção inenarrável de assistir a um Cruzeiro e Atlético no Mineirão, mesmo sem muito entender de futebol, mesmo sem torcer para um outro. "Aquilo é contagiante", disse, revelando-se agradecida ao marido por ter lhe proporcionado tal emoção. Lembrei-me do primeiro Atlético e Cruzeiro que assisti no Magalhães Pinto. Aquilo era uma panela de pressão. Elzo, com a cabeça enfaixada, foi o herói do jogo. No próximo dia 26 Cruzeiro e Atlético jogam no Independência. Tudo caminha para jogo de uma torcida só. É por isso que o nosso futebol não é mais o mesmo.
De Primeira
"Num mundo de guerras, vc me trouxe a paz"
Do filme Tróia.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
TEM CIÊNCIA NO GRAMADO DO UBERABÃO
Estou encucado com o que está acontecendo com o gramado do Estádio Uberabão. Fiz uma pesquisa ontem sobre a grama bermuda e descobri que ela será o tapete oficial da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Os artigos dizem que a espécie é adequada ao clima tropical. Então? Por que o gramado do Uberabão continua tão ruim?
Olhando de cima parece que tá tudo amarelado, com pouca cobertura vegetal. A
grama tá desmilinguida. E olha que já tá quase fazendo aniversário da troca de
gramado no Uberabão.
Ouvi dizer que campo foi atacado por pragas. Mas, o pessoal tem cuidado,
eu mesmo presenciei o Marcelo Rossetti encomendando “remédio” para o gramado há algum tempo. Então, tem ciência.
Acho que reportagem do UOL Copa 14, http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2012/04/08/fifa-define-gramado-de-estadios-da-copa-de-2014-grama-tipo-bermuda-e-drenagem-a-vacuo.htm,
pode dar algumas explicações. Primeiro, a grama é utilizada em estádios
cobertos, o que não acontece com o Uberabão. Segundo, os estádios da
Copa terão drenagem à vácuo, o que também não é nossa realidade.
Então, não sou nenhum agrônomo, mas acho que a espécie bermuda não vai dar muito certo no Uberabão. A justificativa pode estar no tipo de solo, muito encharcado. Não será surpresa se em breve tivermos informações sobre uma nova troca de gramado no Uberabão. A verdade é que tem algo de errado ali. Por que não faz sentido até hoje o gramado não estar em condições de receber treinos rotineiros de
Uberaba e Nacional.
Nacional
Uma das passagens mais marcantes do Nacional Futebol Clube remonta ao Campeonato Mineiro de 1990, quando o Alvinegro não conseguiu regularizar os
seus atletas a tempo e entrou em campo com três goleiros. Um no gol e dois na
linha. O Naça até que foi bem. Empatou em zero a zero com o Tupi em jogo que
Ninha pegou por ele por Gúbio e Ademir Nogueira. Os dois últimos estavam
jogando na linha.
Entretanto,espero que o Nacional não faça como o Uberaba Sport que no início do Campeonato Mineiro deste ano, não pode contar com quatro de seus principais jogadores na primeira partida contra o América de Teófilo Otoni. Se tivesse vencido
aquela partida, o USC certamente estaria hoje na 1ª. Divisão do Futebol Mineiro e a
história seria outra.
Para isso, alerto desde já o Departamento de Futebol do Naça Priorizem a regularização dos jogadores. A saída de Rafael Ipuã esta semana revela que ou
o Naça está engavetando os contratos ou sequer o ex-camisa 10 do USC chegou
a colocar o preto no branco. Então, é melhor prevenir e agir como time verdadeiramente profissional.
História
Se levarmos ao pé da letra, nunca tivemos um uberabense na Seleção Brasileira de Futebol. O médico Álvaro Lopes Cançado titular na Seleção Brasileira de 1938, na verdade é natural de Campo Florido. É certo que na época a cidade vizinha era um
distrito de Uberaba, mas ao pé da letra, Álvaro era Campo Floridense.
Antigamente, os distritos eram bem organizados. As localidades contavam com cartórios e juízes de paz. Outro detalhe é que Álvaro jogou no Tupi de Juiz de Fora,
Atlético, Fluminense e Botafogo. Nunca vestiu a camisa do Uberaba Sport Club e
quiçá do Nacional, que foi fundado em 1940, quando Nariz já estava deixando
a carreira.
Olhando de cima parece que tá tudo amarelado, com pouca cobertura vegetal. A
grama tá desmilinguida. E olha que já tá quase fazendo aniversário da troca de
gramado no Uberabão.
Ouvi dizer que campo foi atacado por pragas. Mas, o pessoal tem cuidado,
eu mesmo presenciei o Marcelo Rossetti encomendando “remédio” para o gramado há algum tempo. Então, tem ciência.
Acho que reportagem do UOL Copa 14, http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2012/04/08/fifa-define-gramado-de-estadios-da-copa-de-2014-grama-tipo-bermuda-e-drenagem-a-vacuo.htm,
pode dar algumas explicações. Primeiro, a grama é utilizada em estádios
cobertos, o que não acontece com o Uberabão. Segundo, os estádios da
Copa terão drenagem à vácuo, o que também não é nossa realidade.
Então, não sou nenhum agrônomo, mas acho que a espécie bermuda não vai dar muito certo no Uberabão. A justificativa pode estar no tipo de solo, muito encharcado. Não será surpresa se em breve tivermos informações sobre uma nova troca de gramado no Uberabão. A verdade é que tem algo de errado ali. Por que não faz sentido até hoje o gramado não estar em condições de receber treinos rotineiros de
Uberaba e Nacional.
Nacional
Uma das passagens mais marcantes do Nacional Futebol Clube remonta ao Campeonato Mineiro de 1990, quando o Alvinegro não conseguiu regularizar os
seus atletas a tempo e entrou em campo com três goleiros. Um no gol e dois na
linha. O Naça até que foi bem. Empatou em zero a zero com o Tupi em jogo que
Ninha pegou por ele por Gúbio e Ademir Nogueira. Os dois últimos estavam
jogando na linha.
Entretanto,espero que o Nacional não faça como o Uberaba Sport que no início do Campeonato Mineiro deste ano, não pode contar com quatro de seus principais jogadores na primeira partida contra o América de Teófilo Otoni. Se tivesse vencido
aquela partida, o USC certamente estaria hoje na 1ª. Divisão do Futebol Mineiro e a
história seria outra.
Para isso, alerto desde já o Departamento de Futebol do Naça Priorizem a regularização dos jogadores. A saída de Rafael Ipuã esta semana revela que ou
o Naça está engavetando os contratos ou sequer o ex-camisa 10 do USC chegou
a colocar o preto no branco. Então, é melhor prevenir e agir como time verdadeiramente profissional.
História
Se levarmos ao pé da letra, nunca tivemos um uberabense na Seleção Brasileira de Futebol. O médico Álvaro Lopes Cançado titular na Seleção Brasileira de 1938, na verdade é natural de Campo Florido. É certo que na época a cidade vizinha era um
distrito de Uberaba, mas ao pé da letra, Álvaro era Campo Floridense.
Antigamente, os distritos eram bem organizados. As localidades contavam com cartórios e juízes de paz. Outro detalhe é que Álvaro jogou no Tupi de Juiz de Fora,
Atlético, Fluminense e Botafogo. Nunca vestiu a camisa do Uberaba Sport Club e
quiçá do Nacional, que foi fundado em 1940, quando Nariz já estava deixando
a carreira.
Conforme as memórias do Atlético Mineiro, Álvaro, ainda como acadêmico, atuou como médico da Seleção Brasileira em 1938. Já formado e especialista em ortopedia fundou o Departamento Médico do Botafogo-RJ, o primeiro do país. Será que os departamentos médicos das equipes uberabenses estão à altura da cidade (ou vizinha dela) onde nasceu o pai da medicina esportiva?
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Que venha o ouro no futebol!
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terça-feira, 7 de agosto de 2012
DE PRIMEIRA – NAÇA VIRA INSTITUIÇÃO DE CARIDADE
Buemba, buemba. Macaco Simão Urgente! Como sofre o pai dos quíntuplos.
Tem coisa que só acontecem com o Nacional. Depois de anunciar Pelezinho e Éder
e ficar sem os jogadores. Agora é a vez de Rafael Ipuã deixar o Nacional.
Bem feito pro Naça. Isso só pode ser praga de madrinha. O
Alvinegro desprezou os seus jogadores juniores para contratar craques meia boca
e agora não tem nenhum nem outro.
Sinceramente não dá para entender. O Naça tá parecendo instituição
de caridade. O Rafael Ipuã estava desemparado, contundido. Veio para o alvinegro, acertou contrato (não
acredito que assinou) e aí apareceu o Brasiliense.
O Naça liberou o jogador de mão. Quer dizer o negócio foi
muito bom para Brasiliense. Melhor ainda para o Ipuã que considerou a proposta
irrecusável, mas e o Elefante o que ganhou com isso? Nada. Um pelo pé no traseiro.
Mas o Naça não tá com cara de time profissional? Tá não! Com
essas e outras vai fechar as portas de novo. É brincar com a paciência do
torcedor. Se o time quiser voltar bem tem que agir como time profissional. Tem
que colocar o preto no branco, estipular multa em contrata e tudo o mais. Nessa
do Ipuã passaram a perna no “Salim”.
Reforço. Uberlândia recebe mais um jogador. O meia Glauber
ex-Atlético Ceilandense. O atleta atua também como lateral direito e lateral
esquerdo.
www.blogfilmiano.blogspot.com
O amor vence um exército de 200 mil homens?
Tem coisa que só acontecem com o Nacional. Depois de anunciar Pelezinho e Éder
e ficar sem os jogadores. Agora é a vez de Rafael Ipuã deixar o Nacional.
Bem feito pro Naça. Isso só pode ser praga de madrinha. O
Alvinegro desprezou os seus jogadores juniores para contratar craques meia boca
e agora não tem nenhum nem outro.
Sinceramente não dá para entender. O Naça tá parecendo instituição
de caridade. O Rafael Ipuã estava desemparado, contundido. Veio para o alvinegro, acertou contrato (não
acredito que assinou) e aí apareceu o Brasiliense.
O Naça liberou o jogador de mão. Quer dizer o negócio foi
muito bom para Brasiliense. Melhor ainda para o Ipuã que considerou a proposta
irrecusável, mas e o Elefante o que ganhou com isso? Nada. Um pelo pé no traseiro.
Mas o Naça não tá com cara de time profissional? Tá não! Com
essas e outras vai fechar as portas de novo. É brincar com a paciência do
torcedor. Se o time quiser voltar bem tem que agir como time profissional. Tem
que colocar o preto no branco, estipular multa em contrata e tudo o mais. Nessa
do Ipuã passaram a perna no “Salim”.
Reforço. Uberlândia recebe mais um jogador. O meia Glauber
ex-Atlético Ceilandense. O atleta atua também como lateral direito e lateral
esquerdo.
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O amor vence um exército de 200 mil homens?
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
DE PRIMEIRA – USC ESPERA NOVO FILHO APÓS ABORTO ESPONTÂNEO
Uberaba e Nacional entram na reta final de preparação para a
Taça Minas Gerais e Terceirona e não conseguem bons resultados. O Naça perdeu
em Uberlândia. O USC só empatou com a Ituiutabana. Tá ruim, mas tá bão.
Embora só tenha empatado, é melhor ver o USC da forma como
está do que da maneira como esteve no ano passado, quando ficou deitado em
berço esplêndido, não participou da Taça Minas Gerais, e acabou na segundona. O
técnico Passini gostou do que viu e os torcedores também parecem ter gostado.
Sinceramente estou apostando neste trabalho desenvolvido
pelo Uberaba Sport Club. Fiquei mais satisfeito ainda em saber que no time têm
jogadores da 2ª. divisão do futebol amador de Uberaba. São jogadores humildes,
de equipes pobres, e que certamente vêem (será que este acento ainda existe?)
no futebol as chances de mudarem de vida.
Aliás, no esporte é raro ver atletas mais abastados fazendo
sucesso no futebol, boxe e atletismo, principalmente no Brasil onde não existe
uma política para o esporte. Ginástica, vela, hipismo e até o vôlei já são
esportes mais elitizados. Enfim, tá certo o USC e é bom enxergar onde os outros
não viram.
Também é bom lembrar que Paulo Rodrigues, um dos maiores
atletas da nossa terra, foi descoberto no humilde Sete Colinas e fez do futebol
o seu ganha pão, brilhando no Naça, Botafogo de Ribeirão, Bahia e até no
futebol do exterior.
Pena que o Nacional mudou o seu projeto. Bastou a goleada
sofrida para o Botafogo em Ribeirão Preto, em amistoso, a meu ver, mal
planejado para o time cair no erro do nosso futebol nos últimos anos. A
contratação de um punhado de jogador meia-boca levou o USC de volta à segundona
e certamente não levará o Naça de volta à elite do nosso futebol.
O problema é que
jogadores com salários de R$ 3mil a R$ 5
mil não são nenhuma Brastemp, não têm contratos que permitam ao time faturar em
caso de despontarem na competição. Enfim, só sugam, não trazem nada de positivo
à equipe. Se investirem esse dinheiro em atletas locais, sei não o Naça pode
ter até mais qualidade, além de uma base sólida para as competições futuras.
O Naça fala em trazer Felipe Nogueira e Pelézinho. Jogadores
que estão na reserva do Guarani de Divinópolis. Com todo o respeito do mundo,
quero que Felipe Nogueira e Pelézinho joguem no no Cruzeiro, no Atlético ou até
no Flamengo e nunca no Nacional. Aqui eles só atrapalhariam.
São jogadores prontos, enquanto que o Nacional, o Uberaba
Sport estão precisando fazer os seus próprios jogadores. O projeto do Nacional
era tão bacana e não dá para entender o por quê de terem mudado de ideia tão
rapidamente.
A impressão que se tem é que deu preguiça ou “ejaculação
precoce”. De repente, quiseram fazer em um ano, o projeto que estava planejado
para três ou quatro anos. A mudança pode colocar fim ao sonho do Naça de voltar
a ser um time forte.
Hoje, certamente, o técnico Luiz Alberto, no fundo no fundo,
já deve se sentir o técnico mais pressionado do futebol brasileiro. Não é
qualquer técnico que tem a sua sombra dois ex-treinadores: Lúcio Vaz e Érick
Moura.
Suponhamos que o Naça não vá bem na competição e Luiz
Alberto entregue o cargo ou seja demitido. O Naça vai ter que começar do zero
novamente. Foi o que aconteceu com o Uberaba quando demitiu Érick Moura após a
desclassificação na Série D e contratou Marcos Birigui.
Junto com o Érick, o USC abortou um projeto que envolvia
também Gagal, Paulinho, Salatiel, Paulo Fernando, Buiú e outros. Três anos depois, o USC está recomeçando o projeto abortado em 2009.
O pior é que as bobagens não acontecem só aqui. Na vizinha
Uberlândia, o UEC demitiu o zagueiro William, recém-contratado. Pelo que li no
Correio, ele não durou nem uma semana. Aliás, esse projeto do Uberlândia de
trazer jogadores do Norte do país está bem parecido
O América demitiu Givanildo de Oliveira. Lógico que Milagres
é o melhor nome, mas os dirigentes também pensam em Jorginho. Ipatinga perdeu
de seis para o Goiás. O técnico Flávio Lopes perdeu a cabeça. Eugênio Souza,
ex-Mamoré, foi contratado. O Ipatinga começa a cair na real, mas, embora esteja
vivendo uma grande crise financeira, continua contratando visando a evitar o rebaixamento.
O time do Vale do Aço ou vai ou racha! Se já não rachou.
Piadinha do amador. O Butantã perdeu de 8 a 0. Mais um seria
cobra.
De primeira – blogfilmiano.blogspot.com
Como dói uma saudade
Taça Minas Gerais e Terceirona e não conseguem bons resultados. O Naça perdeu
em Uberlândia. O USC só empatou com a Ituiutabana. Tá ruim, mas tá bão.
Embora só tenha empatado, é melhor ver o USC da forma como
está do que da maneira como esteve no ano passado, quando ficou deitado em
berço esplêndido, não participou da Taça Minas Gerais, e acabou na segundona. O
técnico Passini gostou do que viu e os torcedores também parecem ter gostado.
Sinceramente estou apostando neste trabalho desenvolvido
pelo Uberaba Sport Club. Fiquei mais satisfeito ainda em saber que no time têm
jogadores da 2ª. divisão do futebol amador de Uberaba. São jogadores humildes,
de equipes pobres, e que certamente vêem (será que este acento ainda existe?)
no futebol as chances de mudarem de vida.
Aliás, no esporte é raro ver atletas mais abastados fazendo
sucesso no futebol, boxe e atletismo, principalmente no Brasil onde não existe
uma política para o esporte. Ginástica, vela, hipismo e até o vôlei já são
esportes mais elitizados. Enfim, tá certo o USC e é bom enxergar onde os outros
não viram.
Também é bom lembrar que Paulo Rodrigues, um dos maiores
atletas da nossa terra, foi descoberto no humilde Sete Colinas e fez do futebol
o seu ganha pão, brilhando no Naça, Botafogo de Ribeirão, Bahia e até no
futebol do exterior.
Pena que o Nacional mudou o seu projeto. Bastou a goleada
sofrida para o Botafogo em Ribeirão Preto, em amistoso, a meu ver, mal
planejado para o time cair no erro do nosso futebol nos últimos anos. A
contratação de um punhado de jogador meia-boca levou o USC de volta à segundona
e certamente não levará o Naça de volta à elite do nosso futebol.
O problema é que
jogadores com salários de R$ 3mil a R$ 5
mil não são nenhuma Brastemp, não têm contratos que permitam ao time faturar em
caso de despontarem na competição. Enfim, só sugam, não trazem nada de positivo
à equipe. Se investirem esse dinheiro em atletas locais, sei não o Naça pode
ter até mais qualidade, além de uma base sólida para as competições futuras.
O Naça fala em trazer Felipe Nogueira e Pelézinho. Jogadores
que estão na reserva do Guarani de Divinópolis. Com todo o respeito do mundo,
quero que Felipe Nogueira e Pelézinho joguem no no Cruzeiro, no Atlético ou até
no Flamengo e nunca no Nacional. Aqui eles só atrapalhariam.
São jogadores prontos, enquanto que o Nacional, o Uberaba
Sport estão precisando fazer os seus próprios jogadores. O projeto do Nacional
era tão bacana e não dá para entender o por quê de terem mudado de ideia tão
rapidamente.
A impressão que se tem é que deu preguiça ou “ejaculação
precoce”. De repente, quiseram fazer em um ano, o projeto que estava planejado
para três ou quatro anos. A mudança pode colocar fim ao sonho do Naça de voltar
a ser um time forte.
Hoje, certamente, o técnico Luiz Alberto, no fundo no fundo,
já deve se sentir o técnico mais pressionado do futebol brasileiro. Não é
qualquer técnico que tem a sua sombra dois ex-treinadores: Lúcio Vaz e Érick
Moura.
Suponhamos que o Naça não vá bem na competição e Luiz
Alberto entregue o cargo ou seja demitido. O Naça vai ter que começar do zero
novamente. Foi o que aconteceu com o Uberaba quando demitiu Érick Moura após a
desclassificação na Série D e contratou Marcos Birigui.
Junto com o Érick, o USC abortou um projeto que envolvia
também Gagal, Paulinho, Salatiel, Paulo Fernando, Buiú e outros. Três anos depois, o USC está recomeçando o projeto abortado em 2009.
O pior é que as bobagens não acontecem só aqui. Na vizinha
Uberlândia, o UEC demitiu o zagueiro William, recém-contratado. Pelo que li no
Correio, ele não durou nem uma semana. Aliás, esse projeto do Uberlândia de
trazer jogadores do Norte do país está bem parecido
O América demitiu Givanildo de Oliveira. Lógico que Milagres
é o melhor nome, mas os dirigentes também pensam em Jorginho. Ipatinga perdeu
de seis para o Goiás. O técnico Flávio Lopes perdeu a cabeça. Eugênio Souza,
ex-Mamoré, foi contratado. O Ipatinga começa a cair na real, mas, embora esteja
vivendo uma grande crise financeira, continua contratando visando a evitar o rebaixamento.
O time do Vale do Aço ou vai ou racha! Se já não rachou.
Piadinha do amador. O Butantã perdeu de 8 a 0. Mais um seria
cobra.
De primeira – blogfilmiano.blogspot.com
Como dói uma saudade
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
DE PRIMEIRA – É PRECISO TRÊS “T”S PARA CHEGAR AO OURO
Buemba! Buemba! Macaco Simão urgente! O Brasil
gastou milhões de reais e os resultados nas Olimpíadas são um fiasco. O Brasil
gasta milhões com o Carnaval e o resultado na avenida é fantástico. Qual a
diferença?
A grande diferença é que no carnaval temos três
“T”s. Tesão, Tempo e Tradição. O Brasileiro adora carnaval ele faz parte da
vida de milhões de pessoas, a tesão pelas escolas de samba é evidente nas
comunidades olhas estão inseridas, nos barracões e pelo mundo a fora.
Mas ninguém vive só de tesão. O carnaval exige dos
seus participantes dedicação durante o ano todo. E não é uma dedicação de
preparação apenas. Ela começa no dia seguinte ao desfile das campeãs e vai até
o momento de pisar na avenida novamente.
E o que também é muito importante. Temos tradição em carnaval. Temos história. Os
desfiles não começaram ontem. Ganharam o seu espaço ao longo dos anos.
Então, não adianta querer resultados imediatos. Para
termos um resultado razoável nas Olimpíadas de 2016 no Brasil, teremos que
começar o trabalho hoje. Saber onde investir, onde reciclar. A busca por
talentos deve começar desde os batalhões, passando pelas universidades, escolas
secundárias, primárias e creches.
É preciso tirar do armário os equipamentos de
ginástica. Encher as escolas de mesas de pingue pongue. Levar a garotada para
as quadras. Lotar as pistas de atletismo. Promover competições importantes e incentivar a participação em eventos internacionais em todas as modalidades. Vai ser preciso respirar esporte.
O Itaú e a Cemig não devem chamar apenas para jogar
bola. É preciso convocar nossos jovens e adultos a apostar corridas, a encarar
desafios de boxe, judô, takaendô, luta greco romana e outras coisas que o
valham. É preciso jogar tênis, saltar em altura, em distância. Nadar em
velocidade, em sincronia. Velejar, jogar os caiaques na água, remar, esgrimar e
tudo o mais.
Não adianta querer ser o melhor do quadro de
medalhas, praticando uma meia dúzia, uma no máximo de esportes de alto
rendimento. Caso contrário, estamos fadados a nos satisfazer com uma medalha
pingada aqui outra acolá.
E o dinheiro? Ah! Com tesão, tempo e tradição. Prá
que vamos precisar de dinheiro?
http://www.blogfilmiano.blogspot.com/
“As pessoas loucas o bastante para
acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam"
Jack Kerouac”
gastou milhões de reais e os resultados nas Olimpíadas são um fiasco. O Brasil
gasta milhões com o Carnaval e o resultado na avenida é fantástico. Qual a
diferença?
A grande diferença é que no carnaval temos três
“T”s. Tesão, Tempo e Tradição. O Brasileiro adora carnaval ele faz parte da
vida de milhões de pessoas, a tesão pelas escolas de samba é evidente nas
comunidades olhas estão inseridas, nos barracões e pelo mundo a fora.
Mas ninguém vive só de tesão. O carnaval exige dos
seus participantes dedicação durante o ano todo. E não é uma dedicação de
preparação apenas. Ela começa no dia seguinte ao desfile das campeãs e vai até
o momento de pisar na avenida novamente.
E o que também é muito importante. Temos tradição em carnaval. Temos história. Os
desfiles não começaram ontem. Ganharam o seu espaço ao longo dos anos.
Então, não adianta querer resultados imediatos. Para
termos um resultado razoável nas Olimpíadas de 2016 no Brasil, teremos que
começar o trabalho hoje. Saber onde investir, onde reciclar. A busca por
talentos deve começar desde os batalhões, passando pelas universidades, escolas
secundárias, primárias e creches.
É preciso tirar do armário os equipamentos de
ginástica. Encher as escolas de mesas de pingue pongue. Levar a garotada para
as quadras. Lotar as pistas de atletismo. Promover competições importantes e incentivar a participação em eventos internacionais em todas as modalidades. Vai ser preciso respirar esporte.
O Itaú e a Cemig não devem chamar apenas para jogar
bola. É preciso convocar nossos jovens e adultos a apostar corridas, a encarar
desafios de boxe, judô, takaendô, luta greco romana e outras coisas que o
valham. É preciso jogar tênis, saltar em altura, em distância. Nadar em
velocidade, em sincronia. Velejar, jogar os caiaques na água, remar, esgrimar e
tudo o mais.
Não adianta querer ser o melhor do quadro de
medalhas, praticando uma meia dúzia, uma no máximo de esportes de alto
rendimento. Caso contrário, estamos fadados a nos satisfazer com uma medalha
pingada aqui outra acolá.
E o dinheiro? Ah! Com tesão, tempo e tradição. Prá
que vamos precisar de dinheiro?
http://www.blogfilmiano.blogspot.com/
“As pessoas loucas o bastante para
acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam"
Jack Kerouac”
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