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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Que os meus netos não joguem futebol

Não!!! Eu não quero que os meus netos, os filhos e os netos deles joguem futebol! Servir à Seleção Brasileira então... Nem pensar. Nestes dias de Copa, percebi que o Brasileiro aceita pacificamente o desmoronamento de uma obra de milhões de reais. Aceita um roubo de milhões e bilhões na maior empresa do país. Mas não admite erros no futebol!
O jogador da Seleção Brasileira precisa ser mais que um guerreiro. Ele sequer tem o direito de chorar, mas se não chora também é criticado por isso. Se não canta o hino é criticado, se canta com entusiasmo mercê ressalvas. Se reza toma críticas, se não, idem.
Para mim, a grande lição dos 7 a 0 (claro que foi 7 a 1) para Alemanha é essa: os jogadores brasileiros, ganhando ou não milhões de reais são “guerreiros meninos”. Também desejam colo, palavras amenas... Nem todo dinheiro do mundo pode pagar a dor do fracasso, o sofrimento de um guerreiro de verdade.
A Seleção deu vexame? Deu sim! Fomos humilhados? Sim! Entretanto, o mesmo time e treinador que perdeu de goleada para a Alemanha, levou a equipe brasileira entre as quatro melhores do mundo. Não deu chances para o tic tac da Espanha na Copa dos Campeões.
Não que os jogadores da Seleção sejam inquestionáveis. Entretanto, a história mostra que tudo tem a hora certa. O momento certo. Quando me formei jornalista, a imprensa era considera o quarto poder. Era capaz de mudar muita coisa neste país. Hoje os jornalistas brasileiros conseguem mudar muito pouco, creio que caímos na escala do poder.
Vivemos um momento em que a interação e a interatividade escondem o excesso de comentários maldosos e maliciosos. Outros nem devem ser levados em conta por conta do alto grau de comprometimento dos autores e das empresas que eles representam. Se as coisas continuarem como vão indo, teremos que eleger dirigentes, técnicos e jogadores pelo voto direto. E olha que, nem assim as coisas acontecem como a gente quer.

No mais é simples: o futebol tem três resultados. Vitória, empate e derrota. A vitória tanto pode ser heroica ou avassaladora. O empate também pode ter seus encantos. E a derrota... Ah a derrota pode até ser vexatória, no entanto, é apenas um resultado possível e até nossos filhos são passíveis de serem derrotados. 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

É preciso arregaçar as mangas na Agricultura

Distante do jornalismo, nem me interei sobre o secretariado de Paulo Piau Nogueira. Somente outro dia descobri: o secretário da Agricultura de Paulo Piau Nogueira  é o sindicalista e bancário Danilo Siqueira Campos.

Não me contive e resolvi olhar o currículo do moço. Vi que ele tem vasta experiência em carteira agrícola e foi diretor técnico operacional da Casemg, além de ser graduado e pós-graduado em Gestão Agroindustrial, pela Universidade Federal de Lavras.

A curiosidade foi motivada pela estranheza que me causou um bancário na Agricultura. Depois, descobri que Piau acertou na mosca. Com a estiagem dos últimos dias e as perdas nas lavouras da região, Danilo foi logo se antecipando em documentar ou fazer com que os produtores consiga a documentação para ficarem livres dos pesadelos da safra perdida, negociar débitos, acionar seguros.
Já pensou se no lugar dele estivesse um banqueiro? Certamente a classe estaria em sérios apuros.

Entretanto, creio que precisamos de um secretário de Agricultura que mais do que documentos e garantia de seguros, resolvam os problemas do campo.
Seria bacana, aproveitar a seca inesperada em fevereiro para conscientizar nossos produtores sobre a necessidade de preservarem as reservas legais e, sobretudo, as Áreas de Preservação Permanente.

Os grandes produtores hoje sequer respeitam as áreas da Prefeitura das estradas rurais. Uberaba/Almeida Campos é um exemplo. As culturas vão a margem da pista, e a vegetação nativa do cerrado destruída. Alguns colocam gado nas APPs. Cercas nestas áreas que deveriam ser protegidas nem pensar.

Alguns córregos e rios da região são sugados ao extremo pelos irrigadores. Nascentes importantes como a do Rio Uberaba não têm a proteção que deveriam ter. Não há incentivos para os produtores de água, como acontece em algumas cidades mineiras.

Áreas da APA do Rio Uberaba deveriam ser regeneradas e os produtores incentivados e recompensados por preservarem córregos e nascentes. O último trabalho neste sentido foi realizado há uns 15 ou 20 anos e hoje nem se fala mais em construção de micro-barragens ou outros sistemas que possibilitem a produção de água também importante para consumo dos uberabenses.


Enfim, espero da Secretaria de Agricultura, Meio Ambiente e da Prefeitura de Uberaba, algo mais do que a declaração de emergência para resolver problemas do campo. Mais do que nunca é preciso deixar os gabinetes, arregaçar as mangas e ir a campo. 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Descobri porque a Prefeitura fechou o circo

Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente!!!! Eu adoro plagiar o
Zé Simão. E não é que descobri o porquê de a Prefeitura Municipal ter fechado o Circo Garcia. É sério! O circo estava fazendo concorrência com alguns secretários municipais.

Em entrevista à Rádio Sete Colinas na manhã de ontem o secretário Roberto Indaiá, Robertinho para os íntimos, mais parecia uma versão refinada do Zé da Égua, o secretário de Infraestrutura do AA.

O secretário parecia político em franca campanha, enquanto consertava buracos na rua Inglaterra. Tava mais feliz do que pinto no lixo! É o time do Piau apreendendo a jogar pra galera.

Por falar em time de futebol. Ninguém segura o Elefante. O Nacional está em plena campanha para encontrar o USC em 2014. O Alvinegro pegou praga de madrinha e já está bem perto do fundo do poço.

Só Nossa Senhora da Terceirona é quem pode salvar o time de JK. Acho que o problema não é o treinador, não são os jogadores.  São os dirigentes. Não que eles tenham culpa, mas no mínimo, não têm competência para montar um time de segunda.
E eu pergunto. E se o Jordan de Freitas fosse uberabense? Certamente, não dirigiria o Alvinegro por mais do que duas partidas, caso não conseguisse a vitória. Além disso, quem dá as cartas no futebol de Uberaba continua sendo o mesmo time que levou o Uberaba Sport para a terceirona.  Não seria de hora de todo mundo jogar o boné? Assumir a completa incompetência…

Se Nossa Senhora da Terceirona não está ajudando, a santa que protege os fundos dos vereadores está em pique total. Cada um, inclusive os futuros levando-se em conta aumento no número de vagas na casa, vai ter cadeira de R$ 2 mil.  A despesa é mais do que justificada, afinal, eleitor nenhum vai querer seu representante com problemas de hemorróidas, hérnia de disco ou coisa que o valha.

Prá terminar, no gás total Paulo Piau Nogueira foi a Brasília. A agenda do prefeito tava mais cheia do que ônibus das 17h30. Eu só não entendo porque os políticos precisam viajar tanto. Hoje a molecada resolve quase tudo na base do e-mail, Facebook, Twitter, Whatsapp ou no 0800. A Dilma tem que ir a Roma para convidar o Papa. Não dava para convidar por e-mail? Aproveitando a espionagem Norte-Americana dava para estender o convite ao Obama.






segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Título da Copa vale 35 milhões de dólares

Presidente eleito da Portuguesa foi cauteloso quanto à entrar na Justiça Comum por conta do rebaixamento no STJD da CBF. Ilídio Lico, por outro lado, quer apurar quem foi o responsável pela escalação de Héverton na última rodada do Brasileirão 2013.

Podem falar o que quiser da Fifa, mas a entidade parece pagar e muito bem as Seleções que disputam a Copa do Mundo. Cada Seleção recebe 1,5 milhão de dólares como ajuda de custo. Além disso, o campeão leva U$ 35 milhões, o vice U$ 25 milhões, o terceiro U$ 22 milhões e o quarto U$ 20 milhões. Quem ficar nas quartas de final receberá U$ 14 milhões. Quem chegar às oitavas recebe U$  9 milhões.  As demais seleções recebem U$ 8  milhões. Os clubes também recebem diárias pela cessão de jogadores.

A falta de talentos no futebol brasileiro é tanta que os clubes locais continuarão em 2013 com a contratação de jogadores sul-americanos. Vamos continuar importando chilenos, paraguaios, uruguaios e até argentinos.


A Caldense contratou o atacante Ricardinho, 28 anos, do Sampaio Corrêa do Rio de Janeiro. O time do Sul de Minas já definiu bichos (premiações) para o Mineiro, o que agradou os jogadores.


terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Papai Noel traga o meu voto de volta...

Papai Noel... Sei que estou atrasado e neste momento o senhor deve estar prá lá de Bagdá com tanto trabalho. Daqui a pouquinho já será Natal e todos os presentes devem estar ao pé da árvore ou junto ao sapato das crianças. Mas, se puder atender a um pedido de última hora, gostaria  que o senhor me desse de presente o meu voto no 2o. Turno das Eleições de 2012 de volta.   

Na última eleição para prefeito aqui em Uberaba-MG, no segundo turno, considerei Paulo Piau o melhor candidato para ocupar a cadeira de prefeito. Falar verdade Papai Noel, ele até que tava indo bem. Alguns senãos mas, todos eles perdoáveis até que hoje pela manhã liguei o rádio na Sete Colinas e ouvi (não foi ninguém que me contou) o prefeito dizendo que o cidadão, até quando estiver sendo assaltado, deve preferir um bandido profissional.

Para mim, ele já havia "peidado na farofa" um dia atrás quando, falando sobre a administração do Hospital Regional, defendeu disse em alto e bom tom que a administração da saúde não deve ser entregue a amadores, defendo empresas profissionais, muito embora, estas sejam apontadas como especialistas em desvio de dinheiro da Saúde. Mas, daí a fazer a comparação acima, o prefeito jogou por terra toda credibilidade que tinha comigo. 

O prefeito chegou a justificar a tenebrosa frase, afirmando que o bandido amador,  mata a vítima. Ora prefeito, pode ser que muitas vezes pessoas sejam vítimas de bandidos amadores mas, a partir do momento que o bandido se torna profissional, pressupõe que ele esteja nas ruas há muito tempo e quem deveria colocá-los na prisão, e aí o senhor também está entre estas pessoas,  não tomou providências. Talvez tenham tido até um estágio como amadores e se tornado profissionais posteriormente. 

Prefeito, o cidadão não deveria sequer ser assaltado, quanto mais escolher um bandido profissional ou amador. Creio que acima de tudo, a Saúde e as administrações públicas no Brasil estão precisando é de transparência. Quem sabe com isso, amadores possam conseguir bons resultados, seria até uma forma de abrir o mercado, permitir que pessoas mais confiáveis assumam cargos onde verdadeiros bandidos profissionais estão há muito tempo, saqueando os cofres públicos. 

Creio que se tivéssemos uma verdadeira oposição na Câmara de Vereadores de Uberaba, o prefeito poderia ter até mesmo o seu mandato questionado por conta da declaração infeliz. Poderia se falar em até apologia ao crime. Mas, Papai Noel, se puder, altere o placar da eleição em Uberaba. Sem o meu voto, Paulo Piau terá 79.751 votos. 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Será que vamos ter que limpar a bunda do Felipão?

Buemba! Buemba! O Brasileiro é mesmo trouxa. Aceita tudo na maior tranquilidade. O Felipão disse em alto e bom tom que não convocou o Ronaldinho para não ter dor de barriga. O bonito do Felipão não pode ter dor de barriga, mas nós podemos. 

Esqueceram de avisar ao Luís Felipe Scolari que ele estava convocando a Seleção Brasileira. Nossos colegas de rádio e até de TV e a própria CBF elegem no final das competição os melhores do ano. É a Seleção do Brasileiro, do Mineiro, do Carioca, etc. 

O princípio que move uma Seleção é levar os melhores. O que está sendo convocado é a Seleção Brasileira de Futebol e não o Felipão Atlético Clube. Neste aspecto, acho que a Seleção deveria ser mesmo eleita e não depender de uma única cabeça ou de algumas poucas cabeças. O treinador, também eleito, teria que fazer este time jogar bola, treiná-lo e pronto. 

Será que os Argentinos aceitariam com a mesma tranquilidade a convocação da Seleção Argentina sem Méssi? Quer queira, quer não, Ronaldinho é o melhor jogador do futebol brasileiro em atividade para o meio-campo/ataque. Então, sua convocação seria mais que óbvia. Ou  que, no mínimo, houvesse uma explicação plausível para deixá-lo de fora. 

Pelo contrário, temos que engolir sapos para que a barriga do Felipão não doa. A nossa pode doer, a dele não. Muito engraçado! Enquanto isso, sem ter o que fazer vamos torcer não para que a barriga do Felipão não doa, mas para que não tenhamos que limpar a bunda dele mais tarde. 

E para não dizer que não falei das flores, o Uberaba Sport Club está na lanterna também no Campeonato Mineiro de Juniores. Todo mundo também sabe que a única saída para o USC é uma reformulação completa. Da rainha da Inglaterra ao último dos súditos. 

Esse pessoal que está no Uberaba Sport Club já demonstrou que não sabe nada de futebol. Nem na primeira, nem na segunda, nem na 15a. Divisão. Categorias de base nem pensar. 

O que a diretoria do Uberaba Sport tem feito há tempos é apenas transferir responsabilidades. Nossa rainha da Inglaterra nunca deu a mínima para o cargo ou para os seus súditos. Só fica lá porque tem outros interesses e a qualquer momento isso vai vir à tona. 


quinta-feira, 2 de maio de 2013

Boris Casoy, Jotinha e jornalismo "moderno"

Sou de um tempo, em que opinião no jornalismo era coisa rara. Bem antes do Boris Casoy, que levou o âncora para TV. Com uma grande bagagem no jornalismo impresso, Casoy se sentia no direito de comentar   as notícias que apresentava na TV. A Rádio Bandeirantes tinha, e ainda tem,  o Jornal da Bandeirantes Gente. Joelmir Beting, Salomão Ésper e José Paulo de Andrade. Aulas práticas de jornalismo opinativo e ética no jornalismo.

Mas ainda assim considero que o Boris Casoy é o pai de uma tendência no jornalismo que, na minha opinião, ao invés de formar opinião, desinforma, atrapalha. Acontece que a partir do "start" do Boris todo mundo passou se localizar dentro da notícia. A achar que isso ou aquilo é uma vergonha, dando lugar a comentários que muitas vezes fogem da lógica da responsabilidade editorial, entra no campo pessoal e aí, adeus ética, adeus jornalismo responsável.

O excesso de opinião nos meios de comunicação, a meu ver, está transformando o jornalismo em uma torre de papel. Hoje a opinião ultrapassa a informação, ocupa muito mais espaço. Quando isso acontece na grande imprensa, já é um desastre. Aqui terrinha, plagiando a colega Gislene Martins,  nem se fala. Estão vulgarizando o jornalismo. Gente sem compromisso algum, sem qualquer bagagem, de repente se acha o tal. Capaz de mudar mundos e fundos.

Sinceramente gostaria de ter uma leitura fidedigna dos índices de audiência de determinados programas. É lógico que de vez em quando eu ouço. Ouço até me tocar que tenho que desligar o rádio ou a TV, se não quiser continuar ouvindo bobagens atrás de bobagens. Acho que o Boris Casoy não deve estar muito feliz com sua criação, se fizer uma avaliação do tipo de jornalismo que influenciou ou criou.

No esportes nem se fala. Nos canais pagos, são três ou quatro opinadores para um apresentador. Já dizia a minha mãe. Se palpite fosse bom, vendia-se e o pessoal não se toca. Em Uberaba, comenta-se o "incomentável". Parece que o pessoal perdeu o prazer de correr atrás da notícia, da informação, de redigir um programa ou encher páginas de jornais com boas matérias.

Talvez achem até que eu seja um destes comentaristas que eu mesmo critico, mas este aqui é um blog, onde registro um momento da vida, um ponto vista ocasional.

Outro que acredito deve ser lembrado quando às peripécias do jornalismo atual é nosso amigo Jotinha. O Jota Gonçalves. Na busca por um espaço na TV e sem grandes recursos para ir às ruas e trazer informações, Jota resolveu abrir os microfones aos ouvintes.

A moda logo chegou a outros veículos de comunicação. Entretanto, as participações que deveriam ser abertas ao público em geral, com o tempo ficaram restritas a uma, duas ou no máximo três dezenas de ouvintes, telespectadores, etc.

Se o Boris Casoy deu o "start" para a banalização do jornalismo opinativo. O invento do Jotinha acabou por   levar esta banalização ao extremo. Não sei o porquê, mas a impressão que tenho é de estar andar em círculos, ouvindo nos programas em geral muita conversa fiada e pouquíssima informação.