Pesquisar este blog
sábado, 19 de julho de 2008
terça-feira, 15 de julho de 2008
EX-PADRE DISPUTA PROVAS DE ENDURO
Empresário foge do estresse em provas de enduro
Olhos: “Atendi a confissões em meio a trilhas”
O hoje empresário do setor gráfico Célio Geraldo Pinto ordenou-se padre em 1994, em Uberaba-MG. Natural de Itajubá-MG, ele trabalhou em Planura-MG e Conceição das Alagoas-MG, voltou à cidade logo depois como reitor do Seminário São José, mas acabou destacado para ajudar o padre Levi em Sacramento-MG. Ali nasceu a paixão pelo enduro, mas o amor pela motos antecedia o Seminário.
De lá para cá, Célio deixou a batina, casou-se, teve um filho, mas não abandou sua paixão.
Trilheiro de longa data, ele conta os dias para comprar uma nova moto e voltar às competições regionais e nacionais. É que nos últimos dois anos o empresário esteve vetado pelo departamento médico, devido a um acidente que lhe rendeu duas fraturas nas vértebras lombar 1 e 2 e lhe custou mais de um ano de sessões de fisioterapia.
Para Célio, o esporte radical funciona como uma válvula de escape depois de uma semana dura de trabalho. “Durante as provas você fica 5 horas trilhando, olhando para a planilha, fazendo cálculos, desliga-se do mundo”, revela. Ele também destaca o ambiente saudável, o contato com a natureza, companheirismo e valorização do ser humano.
“Não há como não afirmar a existência de Deus quando se contempla uma cachoeira, uma mata. Quando fui pela primeira vez na nascente do Rio São Francisco, não me contive.
Quando percebi, em meio a lama e o barro estava rezando e abençoando as motos que nos conduziram até aquela grande manifestação do amor de Deus através da natureza”, revela em texto publicado em site especializado em enduro.Aliás, quando vestia e depois de deixar a batina, Célio ganhou destaque em diversas revistas especializadas.
O ex-padre revela que a paixão pelas motos antecedeu à ordenação. Eu tinha uma Honda CBE 450 quando me ordenei, mas a paixão pelo enduro começou mesmo em Sacramento. Foi lá que conheci o Neto (mecânico), o Robinson, o Danilo (dentista) e o José Geraldo (médico) velhos companheiros de trilhas e competições.
“Sacramento está no início da Serra da Canastra. É um lugar maravilhoso para quem gosta de andar de moto. Tem cachoeiras, muito verde, pedras e condições ideais para trilhas. Deus olhou aquele lugar com muito carinho”, revela.
Atraído por tudo isso e incentivado pelos amigos, Célio decidiu comprar uma Yamaha DT 180 cc. Apreendeu a fazer trilhas e desincumbido de ajudar o padre Levi voltou a dedicar-se apenas ao seminário.
Célio então passou a aproveitar os sábados livres para pilotar. Em 1998, já com uma moto melhor, embora procurasse colocar o sacerdócio em primeiro lugar começou a participar de competições regionais e nacionais. “Enduro, trilha, natureza não tem coisa mais saudável. Como padre eu exerci as duas coisas sem uma atrapalhar a outra.
Atendi a confissões em meio a trilhas. Às vezes um colega estava com problema e pedia conselho. O pessoal via o fato de um padre disputar um enduro não de forma pejorativa, pelo contrário, todo começo de prova a gente rezava, reuníamos ali de 200a 300 pilotos”, lembra. A maior dificuldade mesmo era conseguir um substituto quando as provas eram mais longe e exigiam viagens. Nesse caso, o irmão Marcelo, também padre, era o salvador da pátria. “Se tinha prova no domingo, eu ia e ele ficava”, conta lembrando que o irmão continua no Sacerdócio e hoje mora na Suíça.
Conquistas. Em 2002, último ano em que exerceu o sacerdócio, Célio disputou o enduro da Independência, saindo de Ubatuba em São Paulo e indo até Belo Horizonte. A falta de experiência neste tipo de competição não impediu que Célio ficasse na 25ª posição em sua categoria na disputa com outros 180 pilotos.
Na mesma competição, em 2005, ele obteve o 18o. lugar, depois de 4 dias de provas, ficando na 5a. posição na etapa de São João Del Rey a Ouro Preto. Também em 2005, Célio ficou em 5o. lugar no Campeonato do Cerrado, que reúne provas em Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Distrito Federal, e conseguiu boas classificações em competições isoladas.
Drama. Um descuido teria provocado o acidente que tirou Célio das provas de enduro nos últimos dois anos. Ele participava do Campeonato do Cerrado em Araxá e faltavam apenas 2km para o fim do enduro quando um erro de cálculo fez com que perdesse o controle da moto e ao tentar evitar que ela fosse ao solo, bateu com as costas em um barranco.
Mesmo sentido que o acidente era sério, o empresário retirou a água do carburador da moto – ela havia caído em um riacho - e pilotou até Araxá, onde já chegou “travado”.
Mesmo assim, ele colocou a motocicleta em uma caminhonete e veio dirigindo até o Hospital São Domingos em Uberaba. “De Ponte Alta para cá eu já ao conseguia passar marcha, engatei terceira e vim”, lembra.
Os exames constataram fraturas em duas vértebras, a dificuldade de locomoção perdurou por cerca de um mês e depois o problema foi resolvido com fisioterapia, mas só agora, cerca de 2 anos depois, Célio está liberado para voltar às trilhas.
Equipamentos. O enduro não é um esporte barato. Hoje uma moto importada, 100% off -road, como a KPM, custa cerca de 35 mil reais, mas existem opções nacionais mais em conta e outras importadas, mas montadas no Brasil. É o caso da Suzuki DR 400 cc, que pesa pouco mais de 100 quilos, a preferida Célio embora ele aponte ter tido outra moto mais possante, uma Honda CE 250 cc.
Para os iniciantes ficam opções das motos nacionais adaptadas como a Tornado da Honda que sai em torno de R$ 10 mil e TTR da Yamaha.
Além disso, os trilheiros também têm que investir em equipamentos de segurança como luvas, coletes, capacetes, botas e macacão. Juntos, bons equipamentos, não saem por menos de R$ 3.000,00.
Nova geração. Célio revela também a existência de uma nova geração de pilotos em Uberaba. No caso dele, o filho de 6 anos já tem uma moto de 110 cc e está apreendendo a fazer trilha. Ele cita outras cinco crianças que surgem como promessas para o esporte em Uberaba.
Publicado na revista Perfil Empresarial
A HISTÓRIA DOS FOSCARINI: A SAGA DA FAMÍLIA FOSCARINI
Com a mandioca Sertaneja, os Foscarini abriram campo para um novo ramo
de negócio e já conquista clientes em grande parte do Estado de Minas
Gerais e o negócio não pára de crescer
A bolsa de arrendamento de terras criada em Uberaba pelo hoje secretário da Agricultura, José Humberto Guimarães, atraiu para a cidade em 1986 a família Foscarini.
Na verdade, a princípio o interesse foi apenas do agricultor Waldevino Foscarini. Aqui, ele arrendou terras próximas à BR-050, região do Posto das Bandeiras e com ele vieram outras 15 famílias.
Durvalino Foscarini, irmão de Waldevino, veio trazer a mudança dos familiares e dos conterrâneos, mas também acabou se apaixonando pela região. Como a maioria dos agricultores do sul do País, eles dedicaram-se inicialmente à cultura de soja e milho, mas as intempéries do tempo e da economia, com uma sucessão de planos Cruzado, Bresser e Collor, aliado à necessidade de trazer os filhos para estudar na cidade, fizeram com Waldevino decidisse deixar a cultura de soja e milho.
Com isso ele que arrendava 450 hectares optou por uma área bem menor e outra cultura: a mandioca. Estava nascendo ali um dos empreendimentos mais bem sucedidos de Uberaba. Como o produto não tinha grande valor comercial decidiu buscar forma de torná-lo mais atraente e lucrativo. Surgiu então a idéia de limpar e vender o produto empacotado a vácuo como acontece com a mussarela.
comércio e principalmente as donas-de-casa aprovaram a idéia. Logo Waldivino que entregava no máximo 6 caixas de mandioca por dia começou a entregar o dobro e a produção não parou crescer. Hoje são processadas 3,5 toneladas de mandioca/dia na fábrica situada no bairro de Lourdes.
Hoje a mandioca sertaneja é vendida em praticamente todos os supermercados de Uberaba, Uberlândia e Araxá. A produção chega também às cidades vizinhas, a municípios do norte de São Paulo e até Divinópolis no centro-oeste de Minas. A empresa no Bairro de Lourdes emprega 30 pessoas e os filhos de Foscarini que a exemplo dos negócios cresceram muito trabalham na empresa. Eli, a mais nova, fez administração de empresas e toca os negócios da família, ao lado do irmão Marco, estudante de direito.
A história de Durvalino não é muito diferente. Ele alugou terras na mesma região para produzir milho, soja e mandioca, mas decidiu ampliar o negócio. A exemplo do irmão, destinou boa parte de sua produção à mandioca amarela, conseguida no Instituto Agronômico de Campina (IAC) e considera-se o descobrir da variedade que conquistou o gosto dos consumidores de Uberaba e cidades da região.
Hoje ele chega a vender 6.500 caixas de mandioca, mas trabalha também com gado confinado e leiteiro e ainda montou um supermercado no Bairro de Lourdes onde emprega 11 funcionários, além dos familiares. Na lavoura são 14 empregos diretos e formais.
Durvalino é exemplo de trabalho bem sucedido no campo. Nas áreas agricultáveis ele planta milho, soja e mandioca. As de maior declive são destinadas à criação de gado. Além disso dá exemplo de agricultura sustentável: “nós preservamos todas as nascentes e temos cuidado especial com as curvas de nível”. Na produção de mandioca também tudo é aproveitado, o que não serve para cozinhar é vendido para fábricas de farinha.
Hoje os 42 varejões de Uberaba, costelarias e bares de Uberaba (o produto é usado nos caldos e servido com churrasco) têm algo em comum: mandioca produzida e embalada pela família Foscarini. “Hoje cada um tem seu negócio, mas continuamos unidos”, arremata.
A HISTÓRIA DA CASA VERDE
Dez em cada dez empresários bens sucedidos tem algo em comum: conquistaram o mercado apostando em um diferencial. Em se tratando de comércio destacar-se é importante e o senhor Cecílio João, em 1953, já sabia disso.
O comerciante de Conquista não teve dúvidas ao aconselhar o filho que acabara de montar loja na rua São Benedito em Uberaba e sentia a necessidade de fazer uma nova pintura no imóvel alugado. “Pinta de verde!” disse ao filho Cecílio João Júnior ou, simplesmente, Cecilinho. Na hora de dar nome à loja de presentes, o pai do empresário recém-estabelecido também não teve dúvida: “Coloque Casa Verde!”
Foi assim que nasceu uma das mais belas histórias do comércio de Uberaba, contada com lágrimas nos olhos por Cecilinho e acompanhada com um misto de amor, admiração e testemunho pela filha Andréa Hueb Cecílio.
Há 55 anos, Cecilinho acertou em cheio ao seguir os conselhos do pai. Ganhou destaque, referência no comércio. Naquela época, a rua São Benedito era a principal via de acesso do centro à rodoviária e vice-versa. As fachadas das lojas tinham, em sua maioria, cores claras como amarelo, branco e rosa. Assim, a Casa Verde passou a ser referência pela cor e pelo atendimento.
Quando inaugurou a Casa Verde, Cecilinho tinha 19 anos, mas a loja nunca deixou de ser uma empresa familiar. O pai o ajudava, quando viajava para fazer compras. “Ele estava fazendo muita força para que eu melhorasse na vida. Logo comprei um caixa e uma vitrine novos”, lembra. Os dois objetos ainda são guardados na Casa Verde que logo ganhou prédio próprio, na mesma rua.
A felicidade só não foi completa porque o pai de Cecilinho morreu antes da inauguração e frustou a intenção de serem vizinhos nos apartamentos construídos nos andares superiores do prédio onde hoje a loja está instalada.
Com o mercado conquistado, e muito trabalho, Cecílio casou-se com a professora de música Cristina Hueb Cecílio - ex-diretora do Conservatório Renato Frateschi. Vieram os filhos Laila, Andréa, Guilherme e Eduardo.
Cecílio Jr. não esconde que quando chegaram os meninos, logo pensou que eles seriam seus sucessores no comércio. Entretanto, para surpresa dele, Eduardo decidiu ingressar na Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro, formou-se e especializou-se em Ginecologia e Obstetrícia, mantendo consultório em Uberaba. Guilherme optou pela odontologia e hoje tem uma clínica em Goiânia. Laila casou-se bem nova e mudou para Carajás-PA.
Andréa casou-se mais tarde e mesmo depois dos filhos não desgrudou do pai. Hoje é a responsável pela compras da loja e quando não está viajando sempre bem humorada recebe os clientes da Casa Verde. Para ela, se o verde é a cor, o Cecilinho é a alma da Casa Verde. E no que depender da família Cecílio esta história está apenas começando.
Aposentada como professora e diretora do Conservatório de Música Renato Frateschi, Cristina Cecílio, está montando a sessão de decoração da Casa Verde junto com a filha Laila, que voltou à cidade e, depois de vários anos no Shopping Uberaba com lojas de presente e bijouteria, já está preparando para abrir lojas na rua Ituiutaba. Ela vai dedicar-se a venda de bijouterias e roupas indianas deixa escapar Cecilinho.
Colaboradores
Não é preciso mais do que cinco minutos para notar a valorização que Cecilinho dá a seus funcionários na Casa Verde. Ele lembra desde Zezinho, o primeiro funcionário, ao garoto Daschel, de 17 anos, o mais novo de casa. Na lista aparecem Vilma, Roberto e Gismar. Eles estão com 23, 29 e 23 anos de casa respectivamente. Norma, Beatriz, Gismar, Rodrigo e Maurício também trabalharam durante décadas na loja de presentes e alguns deles decidiram seguir o caminho do patrão, abrindo estabelecimentos comerciais na cidade.
Estratégias
João Cecílio Jr. sempre teve tino comercial para saber o que mais agradaria o cliente. Assim, no início investiu muito em peças de alumínio e louças que comprava em grande quantidade e fazia “queimas, atraindo milhares de clientes”. Mas não perdia ocasiões como o Natal para incrementar mais suas vendas. Assim, como não havia supermercados nas décadas de 50 e 60 ele trazia de São Paulo grandes quantidades de castanhas e uvas passas. O movimento era tão grande que ele contava com a ajuda do amigo Assiz Mansur (e família) para atendimento aos clientes.
Casa Pena
Desde criança Cecilinho sabia muito bem o que queria. Segundo ele, quando ia comprar alguma coisa para os pais na Casa Pena sempre pensava que queria ter uma loja como aquela - uma das mais tradicionais no ramo de ferramentas da cidade. Coisas da vida fizeram com que ele se dedicasse aos presentes, mas ele não se arrepende nem pouco por isso: “Eu sou louquinho por essa loja”.
Texto publicado na revista Perfil Empresarial
sexta-feira, 11 de julho de 2008
FIM DE SEMANA PROMETE
Tô preparando a garganta para transmitir pela Sete Colinas AM, ao lado do Joãozinho e do zangado, do Carrapicho e do zangado Osmarino Beira Rio e Bonsucesso, direto de Boulanger Pucci.
Por falar em BP, descobri que o Beira Rio tem mandado os jogos lá para fugir da torcida do Arem. A moçada do time adversário, no mesmo bairro, bota prá quebrar e o Eustáquio parece ter sentido o baque. Sem contar que em Boulanger Pucci, como diz o meu amigo e colunista Luís Cecílio (nunca seis se é Luís com Z ou com S), o Beira Rio da Sorte e acaba detonando os adversários. Amanhã teremos uma prova de fogo.Quem sabe o Beira Rio não compra BP....
Fabrício X Ponte Alta 10h
Arem X Vila Nova 10h
Independente X Juventude 10h
Água Comprida X Ipiranga 10h30
Butantã X Madureira 09h
Santa Rosa X Vila Esperança 10h30
Beira Rio X Bonsucesso 11h
SECADORES FUTEBOL CLUBE
O ponta da LDU, Guerrón, apronta para cima da defesa do Fluminense e cruza para a finalização de Bolaños. 1 a 0 para a LDU! E no sofá da sala, um brasileiro vibra como se fosse gol da Seleção Nacional...Engraçado este tal de futebol.
Torcemos como nunca para que nosso time de coração vença e conquiste títulos. No entanto, se não for ele quem estiver disputando uma grande decisão, secamos outros times brasileiros para que eles não vençam. Claro, justiça seja feita, não são com todos os times que fazemos isso, e não são todos brasileiros que praticam este ato, o de secar. Basta regredirmos um pouco no tempo para que nos lembremos do dia em que o São Caetano, um dos clubes mais simpáticos no país, chegou à final da Copa Libertadores.
oportunidade, não me lembro de ter visto nenhum brasileiro torcendo contra o Azulão na decisão em que ele foi derrotado pelo Olímpia, do Paraguai. Ta certo que seja um clube novo, não tem um histórico de rivalidade como outros grandes times tradicionais, mas, foi bonito ver o Brasil torcendo em comum, para um clube se dar bem na competição continental.
Por outro, lado, como foi dito no inicio desta abordagem, na última quarta-feira, o Fluminense, o famoso Tricolor das Laranjeiras, entrou em campo para disputar o maior titulo da sua história, a mesma Taça Libertadores que o São Caetano não conseguiu ganhar. O Maracanã esta lotado, a festa estava armada, o técnico Renato Gaúcho, apesar de falar demais, estava confiante, assim como todos os seus comandados. Tudo pronto para a consagração do Tricolor, que apresentou o melhor futebol durante toda a competição. O Brasil todo ligado na tela da televisão, torcendo para o tricolor, ops! Qual tricolor? O brasileiro ou o equatoriano? Sim, porque o que tinha de gente torcendo para a LDU! O que tinha de flamenguista imitando o sol, e secando o Fluzão, não dava para contar nos dedos! Essa turma não quer nem saber daquele jargão utilizado pelo Galvão Bueno que diz: “O Fluminense é o Brasil, hoje!”.
O que é isso?Falta de patriotismo? Inveja? Ou , simplesmente, faz parte do futebol?!Há quem pense que seja tudo junto ao mesmo tempo. E há que veja tudo isso como mais um ingrediente para apimentar ainda mais o molho saboroso que nos é servido pelo futebol. O molho da alegria.Até mesmo um tricolor fanático, o advogado João Luiz Diegues, que eu tive o prazer de conhecer durante a semana, me disse: “Faz parte do futebol. Senão iria ficar muito sem graça. É bom ter aqueles do contra para que a gente possa cornetá-los no dia seguinte.
É isso que dá o clima bom que só o futebol proporciona”.Concordo com ele!Já pensou se todos fossem torcedores do mesmo time? Imagine a cena: seu time ganha e não tem com quem você tirar um sarro... ah, iria ser muito sem graça.É claro que tudo tem limites. Rivalidade saudável como os cantos de torcida do Rio de Janeiro, chamam atenção pela criatividade e pela emoção provocada por milhares de vozes cantando em uníssono um hino de exaltação a um determinado clube.
A disputa para ver quem tem a torcida mais apaixonada e empolgante também existe em Uberaba. Mas, não me refiro ao antigo romance entre Uberaba Sport e Nacional, falo da grande festa promovida por Beira Rio e Arem, os times do conjunto Alfredo Freire. É fantástico e digno de elogios como as duas torcidas se comportam para apoiar os times.
No bairro, a rivalidade está nos bares, nas portas de casa, na escola... mas, sempre como muita alegria e descontração. Ah, também existe a rivalidade virtual entre os dois times. Enquanto o Beira Rio tem um site, o Arem conta com um Blog muito engraçado, onde os dois comentam os jogos, e aproveitam para alfinetar o rival.
Nada de brigas, como deve ser.É assim, com alegria e descontração que deve ser tiradas as diferenças. A segunda-feira é o melhor dia da semana para quem gosta deste tipo de discussão. É nesse dia que torcedores de diversos clubes se reúnem nas praças, ou antes de entrarem para seus empregos, para discutirem a rodada do final de semana.
Tem gente triste, tem gente feliz e tem gente que não está nem aí, pois, sabe que daqui a uma semana tem mais, muito mais.Todavia, aos torcedores do Fluminense resta o consolo de saber que, assim como o Astro Rei, fica olhando e secando a água da chuva que caiu mais cedo, ele também servirá para secar suas lágrimas pela derrota que se passou. No entanto, pode ter certeza, quando tiverem oportunidade farão o mesmo.
Flamenguistas que se cuidem, pois a temporada de “secagem” ao primeiro lugar do Brasileirão já está aberta.
Paulo Fernando Borges
Estudante de Jornalismo
quinta-feira, 10 de julho de 2008
TECNOLOGIA 3G PARA ENGORDAR OS PORCOS
Companheiro dos tempos de editor no Jornal da Manhã, Lapaiva pergunta como estão as férias, no caso, da Advocacia Geral da União onde trabalho como servidor público e do JM de onde me desliguei depois de 15 anos na redação.
Estavam ótimas. De manhã passeio com a cachorrada, leite no curral e uma espiada no chiqueiro, afinal, é o olho do dono que engorda o porco.
Mas, bem ao seu estilo, o Diogo disse que estava ligando para acabar com minha folga. E acabou mesmo: o desafio de escrever para a Perfil Empresarial e integrar esta equipe comandada pela Maria José e o Carlos Alberto Pereira me tirou do ar puro do campo, mas, espero, não por muito tempo.
Na sala, em cima do suporte de parte de um tear, estava a revista Info (Editora Abril) de março deste ano com o título “Tudo a distância. Um guia para trabalhar (e se divertir!) sem ficar preso ao micro. Entre os temas abordados a revista trata também de redes 3G, ou telefonia de terceira geração.
Bem, o desafio começou pela cobertura do Concana, onde a CTBC já anunciava, através de uma simpática velhinha, a nova tecnologia para os uberabenses e todo Triângulo Mineiro e parte dos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Mas, o que é esta tecnologia? Na verdade, as redes 3G alinham a mobilidade já garantida por pelos telefones celulares de 2ª geração e modems wirelles à velocidade. Ou seja, quem tem 3G tem banda larga no telefone ou no modem. Com ela é possível realizar vídeo-chamadas – ligações com voz e imagem ao vivo pelo celular; baixar músicas, jogos e vídeos com alta velocidade; acessar e-mails e navegar na internet com rapidez; utilizar o internet banking e fazer pagamentos.
As redes 3G possibilitam banda larga móvel e o usuário poderá utilizar o celular ou se preferir o computador, com a comodidade de ter a conexão de alta velocidade sempre à mão.
A CTBC conquistou esta tecnologia para seus clientes depois de vencer um processo de licitação da 3G, em leilão promovido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A empresa comprou o direito de atuar na freqüência 2.100 Mhz em sua área de concessão, o que permite a transmissão de dados e, consequentemente, a realização de todas as funções feitas em um computador.
Além da operadora regional, outras empresas obtiveram licença da Anatel no leilão realizado em dezembro. A Claro que ainda não chegou à região já prevê o lançamento de um modem 3G pré-pago e redução de tarifas. Aliás, este último item parece ser ainda o tendão de Aquiles da telefonia 3G.
Quem quiser aderir, em sua maioria, terá de trocar de aparelho. Em uma loja credenciada CTBC da avenida Presidente Vargas apreçamos dois destes aparelhos e um modem. Os preços variam na faixa de R$ 800 a R$ 1.000,00, mas as despesas não ficam por aí. Para navegar à vontade é necessário adquirir um plano junto a operadora que varia de acordo com os objetivos do cliente.
Pelo menos nos próximos 4 meses não tem previsão de concorrência. Empresas que trabalham com a Tim em Uberaba anunciam a nova tecnologia para agosto. A Telemig, agora Vivo, conforme o assessor de imprensa Leonardo Campos não tem, ainda, previsão para a implementação da tecnologia 3G, em Uberaba e região. Ele garante, entretanto, que por se tratar de um mercado estratégico e com grande potencial de crescimento, a empresa tem planos de implantar a tecnologia nos municípios do Triângulo Mineiro.
Enquanto isso, de volta ao batente, comemoro a chegada do 3G na expectativa de muita concorrência, bons serviços e acima de tudo preços acessíveis . Assim, ajudado por outros recursos da internet como os comunicadores instantâneos, videoconferências, e-mail e etc., quem sabe eu possa encarar o novo desafio sem me desgrudar da paisagem da roça, do carinho da cachorrada e com tempo para engordar os porcos.
domingo, 6 de julho de 2008
QUARENTONA
E como era bom integrar a Seleção do Rádio, participar deste mesmo Sete nos Esporte, na época com primeira e segunda edições.Tempos da Sete Centro, no Edifício Geraldino Rodrigues da Cunha, quando em uma transmissão direta do Rio de Janeiro sobre os destinos do Uberaba Sport no Campeonato Brasileiro, lotamos e paramos literalmente o centro da cidade.Falar de Sete Centro, me permitam, é falar de Moura Miranda que destes 40 anos de 7 colinas tem 35 empunhando esse microfone que eu sempre digo categorizado. É falar de audiência certa, garantida.
Uberaba inteira, havendo jogo do Uberaba Sport ou Nacional pára para ouvir a Sete Colinas, ouvir o Moura Miranda.Se você duvida disso. Vá ao Uberabão lotado, peça permissão para entrar no gramado e preste atenção. Quando a Sete girar tempo e placar de jogo e soar aquele assovio, você verá.
Ele ecoa de todos os cantos do Estádio, com exceção daquele que, por nunca ter sido completado, não se vê torcedor algum.Falar de 40 anos da Sete Colinas é falar sr. Fued, dona Dagmar, Neila Rodrigues, Flavinho Hueb, que tantas vezes entrevistei como diretor do grandioso Naça. Tem mais: Luiz Augusto, João Cid, Gislene Martins, Márcio Gennari, Almeida Filho e tantos e tantos outros.
Mas é falar também de Luiz Crosara. Ficava impressionado. Ele chegava no entrevistado como quem não queria nada. Fazia uma primeira pergunta que poderia até parecer óbvia, idiota. A pessoa ia falando, as perguntas se sucedendo, e ele ia fazendo uma cara marota, cara de pescador que está preste a pegar um peixe grande. Não dava outra, logo, logo, ele trazia ao microfone da Sete o furo de reportagem. E não importava quem fosse o entrevistado, a estratégia era mesma, o sorriso maroto o mesmo e desenlace, claro, o mesmo.
Quarenta da Sete é hora de lembrar Manoel Joaquim Pinheiro. Esse sujeito com nome português foi uma lenda neste microfone. Se ele estivesse aqui ao meu lado diria: “Olha Filmiano, o Dunga está claudicante na Seleção”. Claudicante. Esta palavra marcou o Jota Pinheiro. Marcou por quê?
Porque ele sabia que na batalha que vivia não poderia jamais claudicar, jamais dar chance ao adversário. E foi assim até o final. Em sua luta contra o câncer Pinheiro jamais claudicou, sabia que tinha que viver a vida a cada segundo e com toda intensidade do mundo. Assim fez, assim deixou seu exemplo.
Quarenta anos da Sete é também hora de lembrar Marco Antônio Carvalho Nogueira. Quando a cartucheira disparava o chamado de Marco Antônio, ele logo dizia: “de bem com a vida queridinha”. Que profissional foi Marco Antônio Carvalho Nogueira. Com que competência cobria o dia a dia do Uberaba Sport, Nacional ou qualquer outro clube. Não perdia para nenhum dos famosos do Rio ou São Paulo. E narrando futebol... O grito de gol do Marquinho era o maior de todos. O mais longo, o mais empolgante.
Marquinho, agora que você já não está mais entre nós, ouso a dizer. Acho, e só acho, que o gol do Nacional tinha uma duração maior que a dos outros. Penso que no fundo esse coração era alvinegro, mas não importa. O que importa é que você sempre foi um grande profissional. E quem diria... O coração que impulsionou tantos golaçosssssssssssssss acabou de traindo, mas não liga não. Deus que é maior que seu grito de gol e mais forte que os nossos corações sabe porque te levou mais e ao certo te compensou por isto.
Poderia ficar horas e horas falando aqui de cada companheiro. Porque para vestir a camisa da Sete é e era preciso ser diferenciado e é com muito orgulho que aqui estamos. É muito bom estar de volta ao lado de gente como Ismael, Osmarino, Mozart Rodrigues e tantos. Hoje eu estou na Sete Quarentona e estou muito feliz.
Artigo lido no programa Sete Nos Esportes, em 06/06/08
A VEZ DA PRATA DA CASA
A grande expectativa quanto à volta do Uberaba Sport Club à elite do Campeonato Mineiro caminha para decepção. O time acumulou insucessos nas quatro primeiras rodadas da disputa. Tristeza para a fantástica torcida colorada.
Apesar do esporte local não se resumir ao USC, valho-me do infortúnio colorado - embora torcendo por uma reviravolta que espero ter começado ontem no jogo com Atlético-MG - para defender uma reflexão sobre o esporte local e nada melhor do que refletir sobre isso no momento em que a cidade completa 188 anos.
Se perguntarmos aos torcedores colorados qual o melhor time do USC em toda a história, dez entre dez torcedores lembrará da equipe do final da década de 70 e início de 80 quando Vandinho, Toinzinho e Paulo Luciano atuavam no meio campo do time recheado de outros uberabenses como o goleiro Diron, o lateral Aldeir.
Lembrando o Nacional Futebol Clube, nas últimas décadas os grandes destaques do time foram jogadores criados nas divisões de base. Quem não se lembra de Gilmar, Givaldo e Paulo Rodrigues.Quando, em 1992, assumi a editoria de esportes do Jornal da Manhã a principal linha adotada foi divulgar o esporte local, estivesse ele acontecendo na maior arena de esportes da cidade, nos campos várzea ou nas quadras do especializado. Tivemos o reconhecimento do público, traduzido em participação.
A interatividade, hoje tão em moda nos meios de comunicação, ganhava destaque nas páginas do JM há 15 anos.O interesse da população pelos acontecimentos que mexem com o seu dia-a-dia é explicado pelo professor e historiador Mozart Lacerda Filho. “... o que acontece ao nosso redor nos é mais importante do que aquilo que acontece distante de nossa realidade”, afirmou o professor em artigo publicado neste matutino. Ele vai além: “O que nos acomete é um processo de identificação muito mais focado no nosso espaço local do que em percepções generalistas e globalizantes”, atesta.
Pode parecer divagação, mas considero que nossos resultados no esporte nos últimos anos não foram os esperados ou perdemos terreno – basta lembrar as equipes vitoriosas de futebol de salão e voleibol do Jockey e Sírio Libanês - por esquecermos o espaço local. Está faltando identificação.
O Uberaba Sport por exemplo preocupou-se muito mais em importar jogadores do que criar sua própria estrutura para formar uma grande equipe. Em suma, investimos pouco em nós mesmos.As autoridades, empresários, a imprensa e a própria comunidade têm a missão de recuperar o tempo perdido. É preciso investir mais nas nossas crianças e jovens, organizar competições variadas e oferecer melhores condições aos atletas locais.
Com pratas da casa, bem treinados e assistidos, saídos das peneiradas das competições locais de alto nível, poderemos revelar para o Brasil e o mundo atletas de grande qualidade, capazes de representar nossa cidade no cenário esportivo mundial e, mais do que isso, ter em nossa cidade equipes e atletas respeitados e vitoriosos.
Publicado na Revista JMExtra em 02/03/2008