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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

É preciso arregaçar as mangas na Agricultura

Distante do jornalismo, nem me interei sobre o secretariado de Paulo Piau Nogueira. Somente outro dia descobri: o secretário da Agricultura de Paulo Piau Nogueira  é o sindicalista e bancário Danilo Siqueira Campos.

Não me contive e resolvi olhar o currículo do moço. Vi que ele tem vasta experiência em carteira agrícola e foi diretor técnico operacional da Casemg, além de ser graduado e pós-graduado em Gestão Agroindustrial, pela Universidade Federal de Lavras.

A curiosidade foi motivada pela estranheza que me causou um bancário na Agricultura. Depois, descobri que Piau acertou na mosca. Com a estiagem dos últimos dias e as perdas nas lavouras da região, Danilo foi logo se antecipando em documentar ou fazer com que os produtores consiga a documentação para ficarem livres dos pesadelos da safra perdida, negociar débitos, acionar seguros.
Já pensou se no lugar dele estivesse um banqueiro? Certamente a classe estaria em sérios apuros.

Entretanto, creio que precisamos de um secretário de Agricultura que mais do que documentos e garantia de seguros, resolvam os problemas do campo.
Seria bacana, aproveitar a seca inesperada em fevereiro para conscientizar nossos produtores sobre a necessidade de preservarem as reservas legais e, sobretudo, as Áreas de Preservação Permanente.

Os grandes produtores hoje sequer respeitam as áreas da Prefeitura das estradas rurais. Uberaba/Almeida Campos é um exemplo. As culturas vão a margem da pista, e a vegetação nativa do cerrado destruída. Alguns colocam gado nas APPs. Cercas nestas áreas que deveriam ser protegidas nem pensar.

Alguns córregos e rios da região são sugados ao extremo pelos irrigadores. Nascentes importantes como a do Rio Uberaba não têm a proteção que deveriam ter. Não há incentivos para os produtores de água, como acontece em algumas cidades mineiras.

Áreas da APA do Rio Uberaba deveriam ser regeneradas e os produtores incentivados e recompensados por preservarem córregos e nascentes. O último trabalho neste sentido foi realizado há uns 15 ou 20 anos e hoje nem se fala mais em construção de micro-barragens ou outros sistemas que possibilitem a produção de água também importante para consumo dos uberabenses.


Enfim, espero da Secretaria de Agricultura, Meio Ambiente e da Prefeitura de Uberaba, algo mais do que a declaração de emergência para resolver problemas do campo. Mais do que nunca é preciso deixar os gabinetes, arregaçar as mangas e ir a campo. 

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