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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

DE PRIMEIRA – UM JOGO SÓ, É UM JOGO SÓ




Elefantes brancos. Outro dia acompanhei um debate sobre o Centro Olímpico Municipal que, a exemplo de muitos outros equipamentos públicos construídos na Univerdecidade, é considerado verdadeiro elefante branco. É difícil entender por que um Centro Olímpico como aquele acaba relegado pelos desportistas de Uberaba. Mas e olharmos bem, veremos que a cidade está repleta destes animais indesejados.



Uberabão. O estádio municipal é um deles. É difícil engolir que um estádio com a capacidade do Uberabão sirva apenas para mandar os jogos do Uberaba Sport ou um ou outro jogo do futebol amador. É preciso dotar o estádio de outros equipamentos como restaurante, academia ginástica, pista de atletismo e até estacionamento. Algo que dê cor ao nosso elefante. A instalação de cobertura, cadeiras e camarotes é imprescindível para possibilitar a cobrança de preços diversificados. Ou seja, é preciso que as pessoas coloquem na cabeça que manter aquela estrutura só para jogos oficiais é muito pouco.



Quadras. Mas, além do Centro Olímpico e do Uberabão afirmo que até mesmo as quadras esportivas, instaladas nas praças da cidade são elefantes brancos. Outro dia, observei que em uma delas, por volta das 18 horas, era invadida por usuários drogas. Hora, como não há uma programação de treinamentos ou competições neste locais, eles ficam sujeitos à utilização de quem chegar primeiro e da forma que bem entenderem. Então, não adianta apenas construir quadras, é necessária a contratação de professores de educação física ou educadores de uma forma geral para promoverem eventos e competições de forma a utilizar ao máximo estes equipamentos.



Investimento. Estamos prestes a sediar uma Copa do Mundo e uma Olimpíada, e não seria natural que nossas quadras estivessem repletas de garotos treinando uma ou outra atividade esportiva? E não é só futebol. Judô, caratê, ginástica olímpica, tênis, vôlei, basquete e tantos outros esportes poderiam ser praticados com competições bem organizadas e treinadores interessados. Em suma, se continuarmos apenas construindo quadras, ginásios e estádios estamos fadados a ter apenas grandes estruturas de cimento. É necessário investir nos homens.



Só. A iniciativa de última hora da Secretaria de Esportes de trazer Uberaba o time do Orlândia para um jogo de futebol de salão contra a Seleção da Cidade esta noite, 20h, no Ginásio Marista pode até ser louvável. Mas pergunto: e depois do jogo, o que será feito para valorizar o nosso especializado? Vão ressuscitar a Lude? Vão incentivar os verdadeiros jogos intercolegiais? Vão incentivar os clubes e outros centros esportivos a realizarem competições interessantes? Um jogo só. É um jogo só, mesmo que tenha Falcão e companhia limitada.



Febre. O nosso Júlio César acabou sendo acometido da febre que atacou os goleiros brasileiros no último final semana. Júlio falhou e feio contra a Bósnia. Aliás, o goleirão brasileiro merece ser esquecido das convocações. É bom lembrar, que Júlio também falhou na derrota brasileira para Holanda, que custou a eliminação precoce na Copa do Mundo da África do Sul. Goleiro que falha na hora “H” é igual a relógio que atrasa. Não adianta!



Vítima. Também vítima da “febre”, o goleirão Fernando tentou aliviar ontem, afirmando que foi a primeira vez que uma falha dele custou uma derrota ao Uberaba Sport. Só se foi em 2012 porque em 2010 e no ano passado, o arqueiro também andou falhando feio. “Aos 24 minutos, na falha do goleiro Fernando, Jardel aproveita e empata o jogo para a Caldense. Mas o USC não se intimida e continua a atacar...”, diz matéria do Nosso Esporte quanto ao empate entre Caldense e Uberaba em 1 a 1, em fevereiro do ano passado. O USC não perdeu é verdade, mas dois pontos foram embora naquela ocasião.





Pacto. A julgar pelas declarações dos jogadores do Uberaba Sport, o colorado vai partir para cima do Boa, domingo em Varginha e trazer os três pontos. O discurso parece bem ensaiado, numa espécie de pacto entre atletas. A pergunta que não quer calar é por que esse pacto não foi feito antes da estréia do time no Campeonato Mineiro, ou antes do jogo contra o Tupi? Em torneios como o Campeonato Mineiro não dá para entrar em campo com sono ou coisa parecida.



Lembranças. Para um time que não mostrou boa condição física em Juiz de Fora, é bom o colorado torcer para um clima ameno em Varginha neste fim de semana. Jogar às 10h da manhã exige atenção especial. Num retrospecto de 2010, lembro que o USC jogando neste horário fez bonito na estréia vencendo o Boa por 3 a 0, mas também jogou muito mal na derrota de 5 a 0 para o Democrata em Governador Valadares.



Matemática. Não dá para pensar em empatar com o Boa. Se ainda quiser disputar a Série D do Brasileiro, o Uberaba precisa buscar três pontos no domingo e outros seis contra Caldense e Guarani. Com 13 pontos, o time teria tranqüilidade para encarar Atlético, América, Cruzeiro e o Nacional em Nova Serrana.



Dança. Companheiro socorre a minha falta de forma (estava parado há mais de dois anos) e lembra a trajetória dos treinadores do Tupi. Moacir Jr substituiu Alexandre Grasseli e não Leonardo Condé, como afirmei ontem, na equipe de Juiz de Fora. Grasseli tem contrato com o Cruzeiro e, depois de ser demitido do Galo Carijó, foi parar no Nacional de Nova Serrana para ser auxiliar de José Ângelo. Leonardo Condé saiu do Tupi no primeiro semestre de 2011. Depois, foi para o Villa Nova e hoje está no Nova Iguaçu.

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