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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Levantar um clube de futebol é difícil. Afundar, é fácil

Essa semana vi uma campanha entre torcedores do Nacional propondo contratar uma “moto som” para anunciar o jogo do alvinegro contra o Guaxupé. O jogo desde sábado, às 16h, no Uberabão é um dos mais importantes da história do alvinegro, mas tenho a convicção de que nem todos os carros de som de Uberaba , nem as mais criativas campanhas de publicidade no Rádio e TV coloca mais do que mil torcedores esta tarde no Uberabão.


Estou jogando uma boa margem de segurança porque acredito que não teremos mais do que 500 torcedores no Uberabão. Tomara que eu quebre a cara e o torcedor alvinegro mostre meu erro de avaliação. Mas, o que fez o Nacional nos últimos anos para ter público de destaque no Campeonato Mineiro da Terceira Divisão? A resposta é: nada.

O alvinegro limitou-se a manter as suas categorias de base. Montou um time campeão de juniores, mas, apesar de ter anunciado, não utilizou esta equipe para a disputa da terceira divisão. O Naça, ao invés de optar pelo caminho do crescimento natural, que significa caminhar em mão dupla com vitórias e derrotas, decidiu optar pelo inchaço, contratando jogadores experientes, mas com currículos que não levam torcedores ao estádio.

Em alguns casos as contratações foram acertadas, em outros um verdadeiro fiasco. Um exemplo foi a contratação de Felipe Nogueira, ex-Uberaba e campeão do Módulo II pelo Araxá. A exemplo do que já havia acontecido no USC, Felipe não jogou o suficiente para firmar-se como titular da equipe. Queria na marra uma vaga no time e entrou em rota de colisão com o treinador, acabou saindo.

Guma trilha para seguir o mesmo caminho de Felipe Nogueira. Alemão, contratado mais recentemente, parece ser o mesmo jogou no Uberaba Sport, inclusive com as contusões musculares crônicas. Mas, ninguém acerta sempre. Não é mesmo? Acredito, entretanto, que os dirigentes devem ficar atentos a estes problemas crônicos e atletas como Felipe e Alemão, certamente devem ser riscados de qualquer lista de contratações.

Mas, caso realmente tenhamos menos de 1000 torcedores no Uberabão, os dirigentes do alvinegro não devem ficar decepcionados. Por mais que isso signifique prejuízo, ao longo dos anos aprendemos que formar um clube de futebol requer anos e anos de trabalho. Afundar um clube de futebol é fácil. Consegue-se às vezes do dia para noite, mas levantar um clube, uma nação, é trabalho árduo, de décadas e décadas.

Por isso não acredito que Boa de Varginha ou Ituiutaba, Grêmio Barueri ou Prudente e muitos outros embora estejam entre os 100 melhores times do Brasil, sejam clubes verdadeiramente. É preciso consolidação e, neste aspecto, acho que até mesmo o São Caetano não entra neste rol.

As emissoras de rádio deram nas últimas semanas um exemplo de como o Nacional ainda não pode ser necessariamente chamado de um time de futebol. Sem a garantia de transporte gratuito pela Prefeitura, sequer acompanharam os jogos do alvinegro em Sete Lagoas e Guaxupé. Optaram por retransmitir o trabalho de emissoras destas cidades. Sei não, mas creio que os atletas alvinegros devem ter se sentindo órfãos ou, no mínimo, como um time de pouca representatividade. Isso certamente não ocorrerá se os jogadores do alvinegro baterem Guaxupé e Minas de Sete Lagoas. Se isso acontecer, provavelmente , diante do Valério, na última rodada, as equipes de rádio locais estarão em Itabira, acompanhando o jogo decisivo quanto ao acesso do alvinegro ao quadrangular final da terceirona.

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