Um ex-colega de trabalho me disse essa semana para eu
acordar. Segundo ele, aqueles abnegados, que colocavam dinheiro nos clubes de
futebol não existem mais. Hoje, os que aparecem são para ganhar dinheiro ou
levar tirarem algum proveito com isso. É o tal futebol empresa, futebol moderno,
mas regido pela velha “ Lei de Gérson”.
Como o presidente do Uberaba Sport Club, Luiz Humberto Alves
Borges (perdoem-me se for Borges Alves), sempre defendeu o Colorado como uma
empresa, para mim não resta dúvida. Os novos dirigentes do USC querem tirar
algum proveito do clube. Então torcedor, não se assuste se não houve prestação
de contas, de um ou outro jogador for negociado no decorrer da competição, se
acontecer alguma liberação de atleta considerada mal explicada.
Pode ser também que a empresa deste ou daquele diretor ganhe
espaço na camisa do clube e contrato não seja bem explicado. Certamente não
haverá prestação de contas, mas isso também faz parte do futebol empresa. Os empresários não vão expondo as suas
prestações de contas por aí, exceto, é lógico quando isso é obrigatório por lei
ou pelo estatuto da empresa.
O torcedor não tem direito a nada. Exceto a pagar ingresso e
incentivar o time do início ao fim do jogo. Entretanto, se por acaso em algum
momento ele resolver mostrar a sua contrariedade com os jogadores, com o
treinador ou com os dirigentes, eu os aconselho a colocarem a boca no trombone.
Nada violência gente. Faixas, cartazes, grito. Há meios para se fazer isso.
Não precisam ficar com “dózinha” dos dirigentes. Eles estão
ganhando alguma coisa com isso e não estão no Uberaba Sport somente por amor ao
clube.
Aliás, alguns deles estiveram à frente da desastrosa
campanha do USC no Campeonato Mineiro desse ano e, mesmo assim, decidiram
voltar. Voltaram porque têm interesses. Empregar o filho, garantir trabalho aos
amigos, investir neste ou naquele jogador ou treinador.
Também têm coisas que não dão para entender. Currículo por
currículo, não há nada que justifique a saída do técnico Maurílio Passini para
a chegada do Gian Rodrigues, exceto o fato do Gian ser da patota do Marcelo
Araxá e, de certa forma, da patota do Ernani também. Nunca ganhou nada, deve ter um bom empresário
ou um bom QI.
E pelo jeito, os dirigentes pensam como eu. Qualquer treinador
serve, no final quem acaba escalando mesmo é
a diretoria, os empresários e por aí afora. A preocupação e para isso
valeu a lição do Campeonato Mineiro é com o condicionamento físico. “Escalar
qualquer um escala devem ter pensado os dirigente, mas dar condicionamento físico adequado é
tarefa para quem sabe” devem ter pensado os dirigentes. Por isso, chamaram o
Luiz César, o Maçarico. Ele realmente sabe por fogo em uma equipe.
Preparo
físico, podem ter certeza, não será problemas para o USC em 2013.
Aliás, nesse quesito, reside as minhas últimas esperanças no
futebol de Uberaba. No mais, vai ser aquela lenga lenga. Aquele estica encolhe
dos últimos anos. Quer ver. Anotem aí: em breve teremos um longo período de
testes, com jipadas de jogadores saindo e chegando. Contratações de última hora
que não vão dar certo. Uns ganhando bem mais do que merecem, outro merecendo
ganhar bem mais.
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