Buemba! Buemba! Os
velhinhos que me desculpem, mas o secretariado do Paulo Piau está ultrapassado.
Ou, no mínimo, seria necessário mesclar experiência e juventude. Às vezes uso
este espaço para cobrar renovação no nosso futebol, oportunidade para os pratas
da casa, para os nossos filhos, aos invés de contratar bolerões do futebol
brasileiro. Aqueles que vêm aqui para comer, dormir e levar uma grana, sem
muito compromisso ou comprometimento.
Mas, se analisarmos bem,
a coisa não é só no futebol. Lembro que em 1990/1991, então com 4 anos de
formado, comecei a trabalhar no jornalismo impresso em Uberaba. O prefeito Hugo
Rodrigues da Cunha levou para cargos de primeiro e segundo escalões pessoas
como o ex-prefeito Luiz Neto, que mais tarde chamou para Secretário de
Esportes, o ex-prefeito Marcos Cordeiro, e, se não me engano, também colocou
Paulo Piau na Secretaria de Agricultura, Wellington Cardoso Ramos na secretaria
de governo e por aí afora.
Ora, passaram-se mais de
20 anos e o que eu vi no time de secretários do Paulo Piau foi um monte de
bolerões da política. Gente que está agarrada ao osso há muito tempo ou já roeu
a muito tempo atrás. Agora, como perguntar não ofende, e os nossos filhos?
Quando terão alguma oportunidade. Não, não tenho filho candidato a secretário,
mas, e se tivesse? O nosso mercado de trabalho é muito fechado e não é só no
mundo empresarial não. Na política e no futebol também. Os ocupantes do poder
em Uberaba precisam, com urgência, abrir as portas para os jovens. Caso
contrário, em breve seremos uma cidade de anciões, enquanto nossos filhos e
netos estarão bem longe daqui.
Hugo lá pelos idos de
91/92 deu oportunidade para muita gente, antes o Wagner já havia trabalhado com
gente nova, na época (rsss) como o ex-prefeito Anderson Adauto. Dos que vi do
secretariado de Piau tira-se o Alan Carlos que não é nenhum brotinho, deve
estar mais perto dos 50 do que dos 40, e o Wagner Júnior, que é mais jovem,
mas não deixa de representar o passado.
É certo que os políticos montam
os seus times, recompensando apoios e apoios, mas, cá pra ”nois”, o Piau
exagerou na dose de experiência. Aliás, outro dia, assisti a um filme em que
alguém com grande sabedoria disse que o jovem sabe separar melhor o certo do
errado, já que os velhos já conviveram com tanta putaria que já não sabem mais
fazer tal distinção. Caro prefeito, experiência demais traz problemas: falta
pique, falta garra, falta entusiasmo. Imaginem a reunião do secretariado. Vai
ser tanta gente se levando com aí ou se sentando com ui. O gabinete até que
poderia ser transferido para a UAI.
Nada contra os velhinhos.
O Tio Mário que me desculpe, em breve estarei jogando no time da terceira idade,
mas se a renovação não se der na idade, penso que deveríamos ter uns quatro ou
cinco membros do primeiro escalão na casa dos 30 anos de idade, que fosse pelo
menos gente mais velha, mas cara nova na política.
Como devemos cobrar
oportunidades para os nossos filhos nas empresas locais, se na administração
pública a coisa ficou como ficou? Não sei não, mas se alguém se der o trabalho
de fazer a média de idade do secretariado do Piau acho que vamos bater os 65
anos.
Aliás, tem algo estranho
em Uberaba. Outro dia, quase caí das pernas, ao ouvir num noticiário local
informações sobre o primeiro bebê do ano. A pauta é velha e não teria causado
surpresa nenhuma se não tivesse sido veiculada no jornal radiofônico do dia 3
de janeiro.
Assustei-me também com
alguém noticiando a contratação do reforço Gabriel Elói para o Uberaba Sport. O
interessante é que este alguém ao apresentar o jogador o apontava como
ex-Uberaba Sport. Ora, se o Gabriel Elói, deixou o Colorado no final do Campeonato Mineiro e ficou desempregado
até o final do ano, ou ele decidiu abandonar o futebol e mudou de idéia ou não
despertou o interesse de nenhum outro clube. Vai ter que realmente dar a volta
por cima. Para mim, isso não é reforço. É cabide de emprego mesmo.
E já que voltei a falar
de esporte, será quando teremos caras novas na diretoria do USC? Será quando um
jovem empreendedor vai se interessar em dirigir o Nacional Futebol Clube?
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