Buemba! Buemba! Imitação do Macaco Simão urgente! E o pau comeu solto no Amadorão 2012. Desta vez não foram jogadores, dirigentes. A coisa foi do lado de fora, mas temendo pela segurança a arbitragem encerrou antes da hora o jogo entre Bonsucesso e Merceana. Dor de cabeça para os dirigentes de clubes. Bem feito prá eles. Ainda não perceberam que o futebol amador de Uberaba se profissionalizou. Assim, vai precisar de medidas do profissional. Tipo: cobrança de ingressa, segurança, médicos e ambulâncias de plantão.
Sinceramente não dá para entender este investimento maciço no Amadorão, quando os clubes de futebol poderiam investir mais nas suas categorias de base. Que me desculpe quem gosta, mas o Amadorão da forma como está não cumpre o seu papel social e que justifica até mesmo altos investimentos da Secretaria Municipal de Esportes. Tais pessoas, a meu ver, deveria centrar ou focar suas ações nas categorias de base. Participariam da formação dos atletas, deixariam o amador para os amadores.
As competições para o pessoal de meia idade deveria ser os clubes, como também já acontece. Country, Uirapuru, Jockey Club, ou seja, sem financiamento do setor público. Acho, sinceramente que o trabalho realizado pelos dirigentes do futebol amador, seria muito mais produtivo se dedicado às categorias de base. É coisa para Toninho Martins, Claudinho, Volnei, Rodrigão e muitos outros pensar. De repente, esse trabalho poderia até render dinheiros aos clubes que estas pessoas representam, tapando uma outra lacuna do nosso futebol que é revelar novos talentos.
Claro que são possíveis acordos entre os clubes amadores e profissionais, possibilitando o fortalecimento de todos. Entretanto, o vemos é grandes investimentos nos times do futebol amador, enquanto as categorias de base capengam. Resultado: a maioria dos talentos da cidade abandonam o futebol aos 16 ou 17 anos, quando precisam de no mínimo uma ajuda de custo e os clubes nada oferecem.
E os nossos clubes profissionais também não ajudam. O Nacional repete os mesmos erros cometidos pelo Uberaba Sport. No jogo contra o Montes Claros, no sábado, apenas Laerte da base do Nacional começou jogando. É muito pouco. O Naça deveria ter no mínimo seis jogadores da base na sua equipe titular. Se isso naõ acontece ou o trabalho realizado nas categorias de base é muito ruim ou os dirigentes estão pagando caro mão-de-obra de terceira divisão.
E acho interessante como certas pessoas não se cansam de tentar enfiar bondes nos times de Uberaba. Calejado pelas experiências dos últimos anos, o Uberaba Sport até que faz um trabalho razoável, mas o Nacional comete os mesmos erros do arquirrival no passado. Tomara que não termine o ano em condições piores do que começou.
Acho que o presidente Sallem comete o mesmo erro de Luiz Humberto no Uberaba. Se ele não entende nada de futebol, talvez fosse uma razão a mais para estar a frente do time, viver futebol dia e noite. Da forma como ambos agem, a impressão é que são presas fáceis. Daquelas que conseguem pensar apenas no imediatismo e acabam levados na conversa por espertalhões, afim de empregar este ou aquele atleta ou dirigente.
No futebol do Triângulo Mineiro criou-se uma grande fantasia em relação a Marcelo Araxá. Ele é apontado por vários jornalistas como o ó do borogodó. Mas pergunto. O que o Marcelo Araxá conquistou. Subiu o Araxá para a primeira divisão? É verdade. Mas o Carlos Abocater também já subiu o Nacional para a primeira divisão, fazendo tudo que o Marcelo fez e mais alguma coisa e, pelo menos oficialmente, sem ganhar nada por isso.
Ah o Marcelo formou as equipes nas conquistas de duas Taças Minas Gerais pelo Uberaba Sport. Gente, as conquistas foram importantes, mas as competições, se levarmos em conta número de participantes e qualidade de participantes, não foram nenhuma brastemp. Com Marcelo Araxá como gerente de futebol, o USC não passou de 8o. colocado no Campeonato Mineiro. Há 30 anos, com Valtinho Barbosa, Vadi Lacerda e outros abenegados o normal era o USC ser terceiro ou quarto e até brigar pelo título.
O Nacional joga neste sábado em Montes Claros. O USC vai a Nova Lima. Espero que os times tenham feito programações para não entrar em campo dormindo nestes jogos. É engraçado, os colegas dizem o Nacional entrou apático, dormindo contra a Ituiutabana. Será que eles sabem o que aconteceu? Se não sabem sugiro um teste. Acordem bem cedo, façam uma viagem de 200 km, almocem e tentem estar bema cessos às 3 horas da tarde. Não dá. Para entrarem ligados, no jogo contra a Ituiutabana, os jogadores do Naça precisariam ter viajado com um dia de antecedência.
O que me deixa revoltado é que os dirigentes não economizam ao empregar os indicados dos amigos, mas sequer dão condições ideais para os atletas desempenharem o seu trabalho.
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Pé quente sim! Costa quente não!
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