Escrevi na semana passada que torcia para que ninguém abandonasse o barco do Nacional, antes do final do Campeonato. Torcia na verdade. Porque no fundo no fundo estava escrito nas estrelas: "não dá para ser técnico de futebol, tendo outros dois como sombra". Era o que acontecia no Nacional. Luiz Alberto era o técnico com as sombras de Érick e Lúcio Vaz.
Além disso, acredito, o treinador vivia com um sério dilema. Depois que a diretoria do Nacional mudou o projeto inicial e dediciu investir em jogadores meia boca, ignorando os atletas da base, Medina passou a ser o treinador do time formado por Érick Moura.
Nada contra os novos contratados. Continuo torcendo para que Pelézinho, Felipe Nogueira e Balduíno chegue ao Corinthians e quiçá ao Barcelona, melhor ainda se sob o comando do Érick. Não os queria no Nacional porque, acredito, o Alvinegro precisa revelar jogadores que possam lhe garantir o futuro, com direitos federativos e tudo mais.
Ainda sobre a coluna da semana passada, parece que foi até proposital. Como aquela vitória de 5 a 2 sobre o Uberlândia fez mal ao Alvinegro. Igualzinha a goleada do Uberaba sobre o Democrata de Valadares no Mineiro. Tem placares que vêm na hora errada. Todo mundo ficou esperando um BarceNaça que todo mundo sabe não existe. Melhor seria esperar um time aguerrido e com muita vontade em campo. Porque os resultados do futebol brasileiro tem mostrado que vontade é tudo.
O São Paulo que bateu o Corinthians é o mesmo que perdeu de 5 para o Náutico. O Cruzeiro que empatou com líder Atlético é o mesmo que perdeu de 4 para o Coritiba. E o Coritiba que bateu de 4 no Cruzeiro é o mesmo que perdeu de 3 para o Figueirense e bateu o Internacional por 1 a 0.
Mas, ainda sobre a saída de Luiz Medina do Nacional, plagiando um colega, estou chateado. Chateado porque o projeto inicial me parecia muito bom. Projeto para o futuro. O novo projeto é imediatista. Se der errado, o Naça voltará à estaca zero e, certamente, com mais problemas do que tinha até hoje. Se der certo, continuará sendo imediatista e poderá dar errado em 2013, voltando-se à estaca zero.
Quanto à perda de seis pontos pela escalação de Thiago Carvalho, sinceramente não acredito nisso. A Federação tem culpa no cartório, o jogador também. Ele deveria ser o maior interessado em informar o Nacional sobre a situação. Para que o clube ao menos procurasse informações a respeito. Sem contar que mais uma vez, os cartolas uberabenses dão provas de que estão anos luz de distância do que ensinou Nenê Mamá. O cara que abria as portas da Federação e sabia muito bem o que fazia.
Sobre a derrota do Nacional para a Ituiutabana normal. Ah!!! O time entrou em campo preguiçoso, sem atenção. Como você entraria em campo, se acabasse de saber que podia ter perdido seis pontos na competição. Com certeza, houve um baque. E que baque!
O público dos jogos da Terceirona é um sintoma. O futebol mineiro está doente! Não dá para realizar competições com públicos de 10, 30, 40, 50, 400 pessoas. Não faz sentido termos três divisões em Minas. O ideal seria a primeira com 20 clubes e a segunda com o restante. Jogos regionalizados e jogos de ida e volta.
O Uberaba também perdeu um jogador. O meia Ulisses. Mais uma prova de que este esquema de mendicância de atletas não dá certo. A exemplo do Naça, nos casos Rafael Ipuã e Evandro, o USC amarrou cabrita para outro mamar.
Por fim, a diretoria do Nacional podia mandar fazer uma placa. O gol de Chitão e Laerte contra o Portal foi um dos mais bonitos que já vi no Uberabão. Merecia uma placa. Até para dar moral aos menino. Se é que isso ainda interessa.
Estou anotando todas as promessas dos políticos para o esporte. Vou bater na porta deles para cobrar. Vocês podem me ajudar. Fazendo o mesmo.
De Primeira - http://www.blogfilmiano.blogspot.com/
Pé quente sim! Costa quente jamais!
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