Buemba! Buemba! Macaco Simão urgente! Os torcedores do Naça me perdoem, mas acho que qualquer iniciativa dos colegas de imprensa de dar esperança aos alvinegros é brincar com os sentimentos alheios. Não dá mais para classificar, o trabalho de um ano está perdido e talvez fosse até bom considerar o jogo de domingo contra o Valério como um simples amistoso.
Duvido que a já classificada Esportiva de Guaxupé vá entrar em campo com disposição para vencer o Minas em Sete Lagoas em partida decisiva para a equipe local. O Nacional até pode vencer o Valério , mas, me perdoem, perdeu a classificação nas partidas em Uberaba contra o próprio time de Itabira, no Uberabão, e, é lógico, diante da Esportiva também no Engenheiro João Guido.
Podem até dizer que Balduíno e Thiago Carvalho fizeram muita falta contra o time de Guaxupé e, a ausência deles, foi o fator preponderante para a derrota acachapante no Uberabão, entretanto, um time de futebol não é feito só de onze jogadores. Situações como estas deveriam ser previstas, bem antes do início da competição.
Bom... Depois do desastre do Guaxupé veio à caça às bruxas. Os culpados foram jogadores bradou uns. Não a culpa é do treinador e do gerente de futebol que, neste caso, são as mesmas pessoas justificaram outros. Foram unânimes em isentar o presidente Salem de qualquer culpabilidade. Por que isso?
O presidente do Nacional é culpado sim! A diretoria do Nacional é culpada sim. Aliás, a culpa é da diretoria. Gente, o futebol de Uberaba vem sofrendo do mesmo mal há anos e poucos se dão conta disso. Ao buscar jogadores de fora, nossos times estão só encolhendo. De tanto dar murro em ponta de faca, o USC já perdeu Boulanger Pucci e o Nacional, se não amarrar as calças, vai acabar no mesmo caminho.
Nosso futebol precisa de um projeto a longo prazo. O Nacional até ensaiou isso com Luiz e Pedrinho Medina, mas abortou a idéia nos primeiros contratempos. É preciso crescer sim, mas de dentro prá fora. O inchaço com a contratação de jogadores de outras localidades, de primeira ou segunda divisão pode até levar a um resultado positivo num primeiro ou segundo ano, mas fatalmente levará a prejuízos no futuro.
Se quer o Nacional voltar a ser um time de futebol de primeira divisão e voltar com estrutura para permanecer entre os melhores de Minas, precisa investir na base. Criar um projeto estruturado para base, criar novos centros de treinamento, realizar um trabalho no qual o time de futebol profissional seja a consequência e não a razão de ser do clube.
O Uberaba Sport também deu adeus a qualquer chance na Taça Minas. Houve até quem comemorasse a possibilidade de o Nacional ser matematicamente desclassificado antes do próprio colorado. Tolice. O USC deve sim comemorar ter disputado a Taça Minas sem ter sido saco de pancada de ninguém. Perdeu sim. Mas de um a zero, dois a um, dando trabalho aos adversários, alguns bem mais estruturados. Saiu ganhando pois abriu horizontes para o Módulo II em 2013.
Também na hora do balanço final, vejo muita gente disso que no time do USC tem um ou dois jogadores que podem ser utilizados no Módulo II. Nunca vi tamanha bobagem. Os melhores jogadores do Estado estarão na primeira divisão em Minas, São Paulo, Goiás, Mato Grosso. Os que sobrarem por melhores que sejam não terão nível técnico e físico muito diferente dos jogadores que disputaram a Taça Minas pelo USC. É melhor o colorado manter o máximo possível destes jogadores, fechar o grupo e trabalhar firme. Este é a forma mais prática e razoável para voltar a figurar entre os maiores times do Estado.
Uberaba perdeu um dos grandes conhecedores dos bastidores e da burocracia do futebol. José Humberto Moraes não deve ser lembrado como um super presidente do Nacional, mesmo porque ele não o foi. Deve ser lembrado sim pelo bons serviços prestados ao USC, enquanto secretário e brço direito do Nenê Mamá. Bons serviços que ingualmente prestou ao Nacional, como funcionário e como presidente. E, enfim, deve ser lembrado como pessoa que nunca se furtou de dar uma resposta quando questionado, mesmo que o que tivesse para dizer não fosse uma boa notícia. Ouso dizer que o Zé se foi sem nunca ter recebido o devido valor tanto dos clubes onde trabalhou, como da crítica.
Nenhum comentário:
Postar um comentário