Buemba! Buemba! Não sei se estou entrando no time do lambe botas, mas Gilson Batata pode mesmo acertar o time do Uberaba Sport. Também a chance é só de acertar, errado já está há muito tempo. Se não acertar dentro de campo, pelo menos ele já colocou ordem na casa, chamou para si a responsabilidade e levou um pouco de paz até a crônica esportiva de Uberaba há muito em pé de guerra.
O que não dá para entender, e o que ainda não ficou bem claro foi o por quê de só agora recorrem ao moço que por muito pouco não colocou a Ituiutabana na Segunda Divisão em Minas Gerais, é ídolo da torcida e tem cacife para falar aos conselheiros, impor suas idéias e método de trabalho junto à diretoria executiva, chamar o torcedor à responsabilidade e aparar as arestas da imprensa.
Que interesses tinha Ernani Nogueira ao contratar Gian Rodrigues. Ora bolas, o Batata estava dando bola para o USC desde o fim da Terceirona. Será que a diretoria do USC teve um daqueles ataques de autoestima (técnico da Terceira não dirige o nosso clube)? Ou será que era mesmo interesse do Ernani em agradar, o técnico que acolheu o filho dele no Campeonato Brasileiro da Série D?
No USC tem muito isso de comer chuchu e arrotar caviar, mas acredito que a segunda hipótese é a mais certa. O diretor de futebol chamou para si a responsabilidade e, a exemplo, do que já havia feito no ano passado, quando iniciou o projeto com o amigo Nenê Belarmino, deixou a amizade ou a conveniência falar mais alto e chamou Gian Rodrigues.
Não sei o Batata vai salvar o USC do atoleiro. Creio que do Zebu apenas o chifre está fora do atoleiro. Mas sei que ele é capaz de realizar o trabalho que o time precisa. Tanto é que fez contrato até o final do ano. Se fosse possível, até o indicaria para a sucessão de Luiz Humberto Borges.
Acho que é isso que o USC precisa. De um presidente que entenda de futebol, um verdadeiro choque de gestão, porque as mancadas do Luiz Humberto nos últimos anos foram terríveis. É certo que ele conseguiu trazer o time de volta à primeira divisão, mas também é certo que ele o deixará na segunda e, queira Deus, que não seja na Terceirona.
Os erros cruciais do presidente a meu ver foi o projeto com o louco Michael Robin, abortado em pleno Campeonato, associado à decisão de não disputar a Taça Minas em 2011 e o que é pior, não ter jogo de cintura suficiente para agregar os novos diretores do USC ao trabalho de Normandes Lima, ao final da Taça Minas Gerais.
Zerar o elenco com a chegada de Ernani e Laranjeira foi um erro crucial. Aliás, quado será que o Laranjeira vai achar um novo Danilo Dias? Desde então, ele só errou em suas contratações de peso para USC.
Por outro lado, eu não sei o que os técnicos pensam, mas acho que a imprensa esportiva está exagerando em suas análises táticas e até esquema de jogo. Hoje falar em 4-4-2, 3-5-2, 3-6-1, 0-10 virou praxe nos programas esportivos. Aí tem o homem da sobra, cobertura na direita, na esquerda, volante que vira meia, meia que vira volante, lateral que vira ponta e por aí a fora.
Não há novidade alguma em dizer que cada brasileiro é um treinador, mas no caso dos colegas de imprensa, acho que deveriam fazer cursos com treinadores gabaritados caso realmente queiram se aprofundar no esquema tático das equipes, sob o risco de continuarem falando bobagem.
Se eles soubessem mesmo o que estão falando, certamente muitos trocariam os microfones pelo apito e estariam comando os treinamentos das equipes brasileiras. Até onde eu sei, não tem nenhum repórter ou narrador esportivo treinando equipe de futebol. E se eles realmente entendessem do riscado, certamente mudariam de profissão. Afinal, muitos treinadores recebem salários milionários.
Pé quente sim! Lambe botas jamais!
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