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sábado, 30 de março de 2013

O Zebu só não vai brejo se o Jacaré se deixar empurrar

Buemba! Buemba! Estou preparando um livro que vai se chamar "Boulanger Pucci, patrimônio perdido". Nele pretendo contar como o Uberaba Sport Club ficou sem seu maior patrimônio. Acho que a última parte do livro vai coincidir com um outra página da história do Uberaba Sport Club. "USC, esperança perdida".

Ora, o mais apaixonado torcedor do Uberaba vem vivendo nos últimos tempo de esperança. Primeiro, a esperança de ver o time de volta entre os 60 melhores do Brasil, participando da Série C. E olha que o USC esteve próximo em 2010 e 2011. Não deu! Concomitantemente a esta esperança de conquista, veio a esperança de chegar à segunda fase da Copa do Brasil. Não deu!

Faltou muito pouco para chegar à Série C. Talvez este pouco seja dois ou três jogadores da cidade. Por incrível que pareça, o time que leva o nome de nossa cidade. Nos últimos anos, renegou os seus cidadãos. Renegou por quê?

Renegou porque o homem quem comandou o futebol no Uberaba Sport Club nos últimos anos preferia cuidar de seus próprios interesses. Fazer uma moral com os dirigentes do Santos, dar emprego ao amigo Nenê Belarmino e seus colaboradores. Dar emprego ao amigo Marcelo Araxá, Gian Rodrigues, ao volante Gabriel e a seus filho, o zagueiro Felipe Nogueira que pode ter jogado muito no Araxá, mas nunca emplacou uma série de boas partidas como titular no Uberaba Sport e muito menos no Nacional Futebol Clube.

Felipe foi sempre um jogador chinelinho e nas raras vezes que entrou em campo com a camisa do USC, acabou arrumando confusão, resultando em expulsões. Por outro lado, tive informações seguras de que sempre recebeu salário superior aos melhores jogadores do Colorado (isso nos bons tempos de 2010 e 2011).

Mas,  voltando às esperanças do USC.  Elas foram caindo como dominó. No Mineiro 2012, a primeira pedra caiu com a derrota para o América de Teófilo Otoni em pleno Uberabão. Nenê Belarmino deu lugar a Catanoce e com o técnico de nome complicado as esperanças foram embora. A diretoria partiu para a contratação de reforços e nada.

Na Taça Minas veio projeto de Normandes Lima. Esperança nos pés dos jogadores locais e nos pés de novos jogadores. Olha, o trabalho de Normandes não foi em vão. O USC tiraria de sete a dez jogadores do time da Taça Minas para o Módulo II do Mineiro, não fosse a teima de Ernani em prestigiar os amigos em detrimento daquilo que o torcedor já conhecia.

Mais uma vez, vieram um  monte de jogadores desconhecidos em quem se depositou muita confiança e de onde não se teve resultado algum. Gian Rodrigues caiu após o terceiro jogo. Veio Toninho Cajuru, que durou apenas uma partida, após o vexame da derrota de 4 a 0 para o Uberlândia. Batata, uma nova esperança.

Ídolo da torcida colorada, o novo treinador chegou para aparar arestas. Anunciou um projeto a longo prazo, apostou na contratação de cinco jogadores de um mesmo time para fugir do rebaixamento, o plano não deu certo. Vieram três ou quatro contratações de afogadilho, que também não deram certo. O técnico decidiu optar pela base e também não deu certo.

Qual é a esperança agora? Olha vou dizer para o torcedor do USC: a esperança agora está em um homem que atuou nos bastidores do USC durante este tempo. Alguns acham que ele nem disse a que veio. Mas a esperança agora, vem do extracampo. Daquilo que não deixou o USC cair em 2008. Esta é a última esperança.

Coincidentemente, o Democrata de Sete Lagoas parece estar dando uma grande força ao USC. O Zebu só não vai para o brejo se o Jacaré não deixar. Aliás, o brejo parece ter sido feito para o anfíbio, enquanto o ruminante deveria pastar em locais mais seco, sem o risco de ter que sucumbir na lama. Resta saber se ao empurrar o Jacaré para lama, o Zebu não estará exatamente afundando-se ainda mais.

Prometi ao professor Celso Coelho dar nomes aos bois, mas ainda resta uma última pedra do dominó de pé. Espero que essa pedra segure a queda iminente. Espero também que com qualquer resultado, a diretoria do USC entregue seus cargos logo após a competição. Na  segunda ou na terceira, o USC precisará de trabalho a longo prazo, planejamento, participação da comunidade, coisa que em seis anos no poder a atual diretoria não conseguiu colocar em prática.

Enquanto isso, ainda resta aos alvirrubros torcerem para que o Democrata de Sete Lagoas, consiga ser pior que o Colorado de ex-Boulanger Pucci.



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