Liguei o rádio outro dia em uma das emissoras da cidade e fiquei feliz em saber que as equipes esportivas estão completas. Ninguém antecipou as férias de fim de ano e os responsáveis por formar opinião sobre o futebol de Uberaba estão a postos.
Nos últimos anos pude acompanhar um verdadeiro lavar de mãos dos comentaristas esportivos na hora da montagem do time. Muitos deles vão no oba-oba de dirigentes, desinformados e acabam ratificando contratações mal feitas.
Pois bem pessoal. Acho que esta hora é a melhor hora de colocar as manguinhas de fora. Dizer que esta contratação ou aquela não serviu. Que os dirigentes contrataram mais de cinqüenta jogadores e não se aproveitou onze, depois que o campeonato termina, que o time é rebaixado, ou não se classifica para a divisão de elite (como é o caso do USC este ano) é muito fácil.
A imprensa pode dar sim ao torcedor uma grande contribuição para o time fazer sucesso na próxima competição e a hora é agora. É hora de esmiuçar currículos, varrer a internet à procura de aprovações e desaprovações de certas contratações. Tentar esmiuçar contratos, vencimentos, cláusulas e até mesmo ajudar os times a conferirem se os atletas têm ou não pendências na Federação Mineira de Futebol para evitar fiasco, como o vivido pelo Nacional na sua volta ao futebol profissional este ano.
Acompanhar de perto os testes físicos, ouvir a opinião de profissionais especializados sobre as condições deste ou daquele atleta.
Um bom exemplo disso foi vivido em 2009. Convictos de que dinheiro é o que interessa, coleguinhas da imprensa, dirigentes do USC e torcedores embarcaram na onda de Michael Robin. O homem poderia até ter as chaves da casa da moeda, ao que consta não economizava na hora de usar o cartão de crédito, inclusive, com boas rodadas de cerveja aos cronistas, mas no final ficou mais do que provado: era louco de pedra e mal sabia quantos lados tinha uma bola.
Tenho um amigo super a favor da fusão de Uberaba e Nacional. Eu sou contra. Mesmo porque um time é rico, o outro pobre. Mas sou a favor da união dos dois. Ora, o péssimo calendário do futebol mineiro pode ser aliado do futebol de Uberaba. Se o Naça tem algum jogador que pode interessar ao USC, por que não emprestá-lo ao colorado, num acordo de cavalheiros ou não, propondo que o mesmo aconteça quando o Alvinegro for disputar a terceirona em 2013.
Os dois clubes são adversários, são rivais, mas dentro de campo. Fora dele, o negócio é outro. Eles podem se ajudar. Lembro que uma determinava empresa de comunicação em Uberaba estava à banca rota há alguns anos. O concorrente, ao contrário de jogar uma pá de cal sobre a empresa em dificuldades, preferiu ajudá-la a se reerguer. Se isso é possível entre empresas concorrentes, por que não entre clubes concorrentes?
No mais, o Brasil bateu a Argentina no confronto da América. Ganhar da Argentina é mais que bom. S e foi nos pênaltis, depois de um jogo sofrido, melhor ainda. É! Tudo muito bom, mas cabe uma pergunta. E cadê o brilho do futebol brasileiro? Talvez isso possa explicar o comentário do professor Coelho na coluna anterior. Faltou brilho ao Fluminense no Campeonato Brasileiro e a derrota para o time horrível ( me perdoe professor) do Cruzeiro foi a maior prova disso. Talvez , ambas as faltas de brilho, sejam justificadas por Thiago Neves. Ele pode ser até importante, mas, com raras exceções brilha no Flu, e, na Seleção, jogou um futebol simplesmente medíocre.
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