Agricultores do Sul do país constróem história de sucesso em Uberaba
Com a mandioca Sertaneja, os Foscarini abriram campo para um novo ramo
de negócio e já conquista clientes em grande parte do Estado de Minas
Gerais e o negócio não pára de crescer
Com a mandioca Sertaneja, os Foscarini abriram campo para um novo ramo
de negócio e já conquista clientes em grande parte do Estado de Minas
Gerais e o negócio não pára de crescer
A bolsa de arrendamento de terras criada em Uberaba pelo hoje secretário da Agricultura, José Humberto Guimarães, atraiu para a cidade em 1986 a família Foscarini.
Na verdade, a princípio o interesse foi apenas do agricultor Waldevino Foscarini. Aqui, ele arrendou terras próximas à BR-050, região do Posto das Bandeiras e com ele vieram outras 15 famílias.
Durvalino Foscarini, irmão de Waldevino, veio trazer a mudança dos familiares e dos conterrâneos, mas também acabou se apaixonando pela região. Como a maioria dos agricultores do sul do País, eles dedicaram-se inicialmente à cultura de soja e milho, mas as intempéries do tempo e da economia, com uma sucessão de planos Cruzado, Bresser e Collor, aliado à necessidade de trazer os filhos para estudar na cidade, fizeram com Waldevino decidisse deixar a cultura de soja e milho.
Com isso ele que arrendava 450 hectares optou por uma área bem menor e outra cultura: a mandioca. Estava nascendo ali um dos empreendimentos mais bem sucedidos de Uberaba. Como o produto não tinha grande valor comercial decidiu buscar forma de torná-lo mais atraente e lucrativo. Surgiu então a idéia de limpar e vender o produto empacotado a vácuo como acontece com a mussarela.
comércio e principalmente as donas-de-casa aprovaram a idéia. Logo Waldivino que entregava no máximo 6 caixas de mandioca por dia começou a entregar o dobro e a produção não parou crescer. Hoje são processadas 3,5 toneladas de mandioca/dia na fábrica situada no bairro de Lourdes.
Hoje a mandioca sertaneja é vendida em praticamente todos os supermercados de Uberaba, Uberlândia e Araxá. A produção chega também às cidades vizinhas, a municípios do norte de São Paulo e até Divinópolis no centro-oeste de Minas. A empresa no Bairro de Lourdes emprega 30 pessoas e os filhos de Foscarini que a exemplo dos negócios cresceram muito trabalham na empresa. Eli, a mais nova, fez administração de empresas e toca os negócios da família, ao lado do irmão Marco, estudante de direito.
A história de Durvalino não é muito diferente. Ele alugou terras na mesma região para produzir milho, soja e mandioca, mas decidiu ampliar o negócio. A exemplo do irmão, destinou boa parte de sua produção à mandioca amarela, conseguida no Instituto Agronômico de Campina (IAC) e considera-se o descobrir da variedade que conquistou o gosto dos consumidores de Uberaba e cidades da região.
Hoje ele chega a vender 6.500 caixas de mandioca, mas trabalha também com gado confinado e leiteiro e ainda montou um supermercado no Bairro de Lourdes onde emprega 11 funcionários, além dos familiares. Na lavoura são 14 empregos diretos e formais.
Durvalino é exemplo de trabalho bem sucedido no campo. Nas áreas agricultáveis ele planta milho, soja e mandioca. As de maior declive são destinadas à criação de gado. Além disso dá exemplo de agricultura sustentável: “nós preservamos todas as nascentes e temos cuidado especial com as curvas de nível”. Na produção de mandioca também tudo é aproveitado, o que não serve para cozinhar é vendido para fábricas de farinha.
Hoje os 42 varejões de Uberaba, costelarias e bares de Uberaba (o produto é usado nos caldos e servido com churrasco) têm algo em comum: mandioca produzida e embalada pela família Foscarini. “Hoje cada um tem seu negócio, mas continuamos unidos”, arremata.
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