Só quem já viveu muitas datas sabe a importância de cada uma delas. Pois é, hoje a Rádio Sete Colinas está comemorando seus 40 anos de vida. Pra mim esta data tem muita importância, afinal foi aqui quem conheci aquela que viria ser a minha mulher, conheci muitos colegas de profissão e foi por causa da Rádio 7 Colinas escolhi minha profissão: jornalista. Quando aqui cheguei a hoje quarentona, ainda era uma mocinha, uma debutante.
E como era bom integrar a Seleção do Rádio, participar deste mesmo Sete nos Esporte, na época com primeira e segunda edições.Tempos da Sete Centro, no Edifício Geraldino Rodrigues da Cunha, quando em uma transmissão direta do Rio de Janeiro sobre os destinos do Uberaba Sport no Campeonato Brasileiro, lotamos e paramos literalmente o centro da cidade.Falar de Sete Centro, me permitam, é falar de Moura Miranda que destes 40 anos de 7 colinas tem 35 empunhando esse microfone que eu sempre digo categorizado. É falar de audiência certa, garantida.
Uberaba inteira, havendo jogo do Uberaba Sport ou Nacional pára para ouvir a Sete Colinas, ouvir o Moura Miranda.Se você duvida disso. Vá ao Uberabão lotado, peça permissão para entrar no gramado e preste atenção. Quando a Sete girar tempo e placar de jogo e soar aquele assovio, você verá.
Ele ecoa de todos os cantos do Estádio, com exceção daquele que, por nunca ter sido completado, não se vê torcedor algum.Falar de 40 anos da Sete Colinas é falar sr. Fued, dona Dagmar, Neila Rodrigues, Flavinho Hueb, que tantas vezes entrevistei como diretor do grandioso Naça. Tem mais: Luiz Augusto, João Cid, Gislene Martins, Márcio Gennari, Almeida Filho e tantos e tantos outros.
Mas é falar também de Luiz Crosara. Ficava impressionado. Ele chegava no entrevistado como quem não queria nada. Fazia uma primeira pergunta que poderia até parecer óbvia, idiota. A pessoa ia falando, as perguntas se sucedendo, e ele ia fazendo uma cara marota, cara de pescador que está preste a pegar um peixe grande. Não dava outra, logo, logo, ele trazia ao microfone da Sete o furo de reportagem. E não importava quem fosse o entrevistado, a estratégia era mesma, o sorriso maroto o mesmo e desenlace, claro, o mesmo.
Quarenta da Sete é hora de lembrar Manoel Joaquim Pinheiro. Esse sujeito com nome português foi uma lenda neste microfone. Se ele estivesse aqui ao meu lado diria: “Olha Filmiano, o Dunga está claudicante na Seleção”. Claudicante. Esta palavra marcou o Jota Pinheiro. Marcou por quê?
Porque ele sabia que na batalha que vivia não poderia jamais claudicar, jamais dar chance ao adversário. E foi assim até o final. Em sua luta contra o câncer Pinheiro jamais claudicou, sabia que tinha que viver a vida a cada segundo e com toda intensidade do mundo. Assim fez, assim deixou seu exemplo.
Quarenta anos da Sete é também hora de lembrar Marco Antônio Carvalho Nogueira. Quando a cartucheira disparava o chamado de Marco Antônio, ele logo dizia: “de bem com a vida queridinha”. Que profissional foi Marco Antônio Carvalho Nogueira. Com que competência cobria o dia a dia do Uberaba Sport, Nacional ou qualquer outro clube. Não perdia para nenhum dos famosos do Rio ou São Paulo. E narrando futebol... O grito de gol do Marquinho era o maior de todos. O mais longo, o mais empolgante.
Marquinho, agora que você já não está mais entre nós, ouso a dizer. Acho, e só acho, que o gol do Nacional tinha uma duração maior que a dos outros. Penso que no fundo esse coração era alvinegro, mas não importa. O que importa é que você sempre foi um grande profissional. E quem diria... O coração que impulsionou tantos golaçosssssssssssssss acabou de traindo, mas não liga não. Deus que é maior que seu grito de gol e mais forte que os nossos corações sabe porque te levou mais e ao certo te compensou por isto.
Poderia ficar horas e horas falando aqui de cada companheiro. Porque para vestir a camisa da Sete é e era preciso ser diferenciado e é com muito orgulho que aqui estamos. É muito bom estar de volta ao lado de gente como Ismael, Osmarino, Mozart Rodrigues e tantos. Hoje eu estou na Sete Quarentona e estou muito feliz.
Artigo lido no programa Sete Nos Esportes, em 06/06/08
E como era bom integrar a Seleção do Rádio, participar deste mesmo Sete nos Esporte, na época com primeira e segunda edições.Tempos da Sete Centro, no Edifício Geraldino Rodrigues da Cunha, quando em uma transmissão direta do Rio de Janeiro sobre os destinos do Uberaba Sport no Campeonato Brasileiro, lotamos e paramos literalmente o centro da cidade.Falar de Sete Centro, me permitam, é falar de Moura Miranda que destes 40 anos de 7 colinas tem 35 empunhando esse microfone que eu sempre digo categorizado. É falar de audiência certa, garantida.
Uberaba inteira, havendo jogo do Uberaba Sport ou Nacional pára para ouvir a Sete Colinas, ouvir o Moura Miranda.Se você duvida disso. Vá ao Uberabão lotado, peça permissão para entrar no gramado e preste atenção. Quando a Sete girar tempo e placar de jogo e soar aquele assovio, você verá.
Ele ecoa de todos os cantos do Estádio, com exceção daquele que, por nunca ter sido completado, não se vê torcedor algum.Falar de 40 anos da Sete Colinas é falar sr. Fued, dona Dagmar, Neila Rodrigues, Flavinho Hueb, que tantas vezes entrevistei como diretor do grandioso Naça. Tem mais: Luiz Augusto, João Cid, Gislene Martins, Márcio Gennari, Almeida Filho e tantos e tantos outros.
Mas é falar também de Luiz Crosara. Ficava impressionado. Ele chegava no entrevistado como quem não queria nada. Fazia uma primeira pergunta que poderia até parecer óbvia, idiota. A pessoa ia falando, as perguntas se sucedendo, e ele ia fazendo uma cara marota, cara de pescador que está preste a pegar um peixe grande. Não dava outra, logo, logo, ele trazia ao microfone da Sete o furo de reportagem. E não importava quem fosse o entrevistado, a estratégia era mesma, o sorriso maroto o mesmo e desenlace, claro, o mesmo.
Quarenta da Sete é hora de lembrar Manoel Joaquim Pinheiro. Esse sujeito com nome português foi uma lenda neste microfone. Se ele estivesse aqui ao meu lado diria: “Olha Filmiano, o Dunga está claudicante na Seleção”. Claudicante. Esta palavra marcou o Jota Pinheiro. Marcou por quê?
Porque ele sabia que na batalha que vivia não poderia jamais claudicar, jamais dar chance ao adversário. E foi assim até o final. Em sua luta contra o câncer Pinheiro jamais claudicou, sabia que tinha que viver a vida a cada segundo e com toda intensidade do mundo. Assim fez, assim deixou seu exemplo.
Quarenta anos da Sete é também hora de lembrar Marco Antônio Carvalho Nogueira. Quando a cartucheira disparava o chamado de Marco Antônio, ele logo dizia: “de bem com a vida queridinha”. Que profissional foi Marco Antônio Carvalho Nogueira. Com que competência cobria o dia a dia do Uberaba Sport, Nacional ou qualquer outro clube. Não perdia para nenhum dos famosos do Rio ou São Paulo. E narrando futebol... O grito de gol do Marquinho era o maior de todos. O mais longo, o mais empolgante.
Marquinho, agora que você já não está mais entre nós, ouso a dizer. Acho, e só acho, que o gol do Nacional tinha uma duração maior que a dos outros. Penso que no fundo esse coração era alvinegro, mas não importa. O que importa é que você sempre foi um grande profissional. E quem diria... O coração que impulsionou tantos golaçosssssssssssssss acabou de traindo, mas não liga não. Deus que é maior que seu grito de gol e mais forte que os nossos corações sabe porque te levou mais e ao certo te compensou por isto.
Poderia ficar horas e horas falando aqui de cada companheiro. Porque para vestir a camisa da Sete é e era preciso ser diferenciado e é com muito orgulho que aqui estamos. É muito bom estar de volta ao lado de gente como Ismael, Osmarino, Mozart Rodrigues e tantos. Hoje eu estou na Sete Quarentona e estou muito feliz.
Artigo lido no programa Sete Nos Esportes, em 06/06/08
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