Quarta-feira, 02 de junho de 2008. Maracanã lotado para a final da Copa Libertadores da América. Fluminense e LDU, do Equador duelam para ver quem o melhor das Américas.
O ponta da LDU, Guerrón, apronta para cima da defesa do Fluminense e cruza para a finalização de Bolaños. 1 a 0 para a LDU! E no sofá da sala, um brasileiro vibra como se fosse gol da Seleção Nacional...Engraçado este tal de futebol.
Torcemos como nunca para que nosso time de coração vença e conquiste títulos. No entanto, se não for ele quem estiver disputando uma grande decisão, secamos outros times brasileiros para que eles não vençam. Claro, justiça seja feita, não são com todos os times que fazemos isso, e não são todos brasileiros que praticam este ato, o de secar. Basta regredirmos um pouco no tempo para que nos lembremos do dia em que o São Caetano, um dos clubes mais simpáticos no país, chegou à final da Copa Libertadores.
oportunidade, não me lembro de ter visto nenhum brasileiro torcendo contra o Azulão na decisão em que ele foi derrotado pelo Olímpia, do Paraguai. Ta certo que seja um clube novo, não tem um histórico de rivalidade como outros grandes times tradicionais, mas, foi bonito ver o Brasil torcendo em comum, para um clube se dar bem na competição continental.
Por outro, lado, como foi dito no inicio desta abordagem, na última quarta-feira, o Fluminense, o famoso Tricolor das Laranjeiras, entrou em campo para disputar o maior titulo da sua história, a mesma Taça Libertadores que o São Caetano não conseguiu ganhar. O Maracanã esta lotado, a festa estava armada, o técnico Renato Gaúcho, apesar de falar demais, estava confiante, assim como todos os seus comandados. Tudo pronto para a consagração do Tricolor, que apresentou o melhor futebol durante toda a competição. O Brasil todo ligado na tela da televisão, torcendo para o tricolor, ops! Qual tricolor? O brasileiro ou o equatoriano? Sim, porque o que tinha de gente torcendo para a LDU! O que tinha de flamenguista imitando o sol, e secando o Fluzão, não dava para contar nos dedos! Essa turma não quer nem saber daquele jargão utilizado pelo Galvão Bueno que diz: “O Fluminense é o Brasil, hoje!”.
O que é isso?Falta de patriotismo? Inveja? Ou , simplesmente, faz parte do futebol?!Há quem pense que seja tudo junto ao mesmo tempo. E há que veja tudo isso como mais um ingrediente para apimentar ainda mais o molho saboroso que nos é servido pelo futebol. O molho da alegria.Até mesmo um tricolor fanático, o advogado João Luiz Diegues, que eu tive o prazer de conhecer durante a semana, me disse: “Faz parte do futebol. Senão iria ficar muito sem graça. É bom ter aqueles do contra para que a gente possa cornetá-los no dia seguinte.
É isso que dá o clima bom que só o futebol proporciona”.Concordo com ele!Já pensou se todos fossem torcedores do mesmo time? Imagine a cena: seu time ganha e não tem com quem você tirar um sarro... ah, iria ser muito sem graça.É claro que tudo tem limites. Rivalidade saudável como os cantos de torcida do Rio de Janeiro, chamam atenção pela criatividade e pela emoção provocada por milhares de vozes cantando em uníssono um hino de exaltação a um determinado clube.
A disputa para ver quem tem a torcida mais apaixonada e empolgante também existe em Uberaba. Mas, não me refiro ao antigo romance entre Uberaba Sport e Nacional, falo da grande festa promovida por Beira Rio e Arem, os times do conjunto Alfredo Freire. É fantástico e digno de elogios como as duas torcidas se comportam para apoiar os times.
No bairro, a rivalidade está nos bares, nas portas de casa, na escola... mas, sempre como muita alegria e descontração. Ah, também existe a rivalidade virtual entre os dois times. Enquanto o Beira Rio tem um site, o Arem conta com um Blog muito engraçado, onde os dois comentam os jogos, e aproveitam para alfinetar o rival.
Nada de brigas, como deve ser.É assim, com alegria e descontração que deve ser tiradas as diferenças. A segunda-feira é o melhor dia da semana para quem gosta deste tipo de discussão. É nesse dia que torcedores de diversos clubes se reúnem nas praças, ou antes de entrarem para seus empregos, para discutirem a rodada do final de semana.
Tem gente triste, tem gente feliz e tem gente que não está nem aí, pois, sabe que daqui a uma semana tem mais, muito mais.Todavia, aos torcedores do Fluminense resta o consolo de saber que, assim como o Astro Rei, fica olhando e secando a água da chuva que caiu mais cedo, ele também servirá para secar suas lágrimas pela derrota que se passou. No entanto, pode ter certeza, quando tiverem oportunidade farão o mesmo.
Flamenguistas que se cuidem, pois a temporada de “secagem” ao primeiro lugar do Brasileirão já está aberta.
Paulo Fernando Borges
Estudante de Jornalismo
O ponta da LDU, Guerrón, apronta para cima da defesa do Fluminense e cruza para a finalização de Bolaños. 1 a 0 para a LDU! E no sofá da sala, um brasileiro vibra como se fosse gol da Seleção Nacional...Engraçado este tal de futebol.
Torcemos como nunca para que nosso time de coração vença e conquiste títulos. No entanto, se não for ele quem estiver disputando uma grande decisão, secamos outros times brasileiros para que eles não vençam. Claro, justiça seja feita, não são com todos os times que fazemos isso, e não são todos brasileiros que praticam este ato, o de secar. Basta regredirmos um pouco no tempo para que nos lembremos do dia em que o São Caetano, um dos clubes mais simpáticos no país, chegou à final da Copa Libertadores.
oportunidade, não me lembro de ter visto nenhum brasileiro torcendo contra o Azulão na decisão em que ele foi derrotado pelo Olímpia, do Paraguai. Ta certo que seja um clube novo, não tem um histórico de rivalidade como outros grandes times tradicionais, mas, foi bonito ver o Brasil torcendo em comum, para um clube se dar bem na competição continental.
Por outro, lado, como foi dito no inicio desta abordagem, na última quarta-feira, o Fluminense, o famoso Tricolor das Laranjeiras, entrou em campo para disputar o maior titulo da sua história, a mesma Taça Libertadores que o São Caetano não conseguiu ganhar. O Maracanã esta lotado, a festa estava armada, o técnico Renato Gaúcho, apesar de falar demais, estava confiante, assim como todos os seus comandados. Tudo pronto para a consagração do Tricolor, que apresentou o melhor futebol durante toda a competição. O Brasil todo ligado na tela da televisão, torcendo para o tricolor, ops! Qual tricolor? O brasileiro ou o equatoriano? Sim, porque o que tinha de gente torcendo para a LDU! O que tinha de flamenguista imitando o sol, e secando o Fluzão, não dava para contar nos dedos! Essa turma não quer nem saber daquele jargão utilizado pelo Galvão Bueno que diz: “O Fluminense é o Brasil, hoje!”.
O que é isso?Falta de patriotismo? Inveja? Ou , simplesmente, faz parte do futebol?!Há quem pense que seja tudo junto ao mesmo tempo. E há que veja tudo isso como mais um ingrediente para apimentar ainda mais o molho saboroso que nos é servido pelo futebol. O molho da alegria.Até mesmo um tricolor fanático, o advogado João Luiz Diegues, que eu tive o prazer de conhecer durante a semana, me disse: “Faz parte do futebol. Senão iria ficar muito sem graça. É bom ter aqueles do contra para que a gente possa cornetá-los no dia seguinte.
É isso que dá o clima bom que só o futebol proporciona”.Concordo com ele!Já pensou se todos fossem torcedores do mesmo time? Imagine a cena: seu time ganha e não tem com quem você tirar um sarro... ah, iria ser muito sem graça.É claro que tudo tem limites. Rivalidade saudável como os cantos de torcida do Rio de Janeiro, chamam atenção pela criatividade e pela emoção provocada por milhares de vozes cantando em uníssono um hino de exaltação a um determinado clube.
A disputa para ver quem tem a torcida mais apaixonada e empolgante também existe em Uberaba. Mas, não me refiro ao antigo romance entre Uberaba Sport e Nacional, falo da grande festa promovida por Beira Rio e Arem, os times do conjunto Alfredo Freire. É fantástico e digno de elogios como as duas torcidas se comportam para apoiar os times.
No bairro, a rivalidade está nos bares, nas portas de casa, na escola... mas, sempre como muita alegria e descontração. Ah, também existe a rivalidade virtual entre os dois times. Enquanto o Beira Rio tem um site, o Arem conta com um Blog muito engraçado, onde os dois comentam os jogos, e aproveitam para alfinetar o rival.
Nada de brigas, como deve ser.É assim, com alegria e descontração que deve ser tiradas as diferenças. A segunda-feira é o melhor dia da semana para quem gosta deste tipo de discussão. É nesse dia que torcedores de diversos clubes se reúnem nas praças, ou antes de entrarem para seus empregos, para discutirem a rodada do final de semana.
Tem gente triste, tem gente feliz e tem gente que não está nem aí, pois, sabe que daqui a uma semana tem mais, muito mais.Todavia, aos torcedores do Fluminense resta o consolo de saber que, assim como o Astro Rei, fica olhando e secando a água da chuva que caiu mais cedo, ele também servirá para secar suas lágrimas pela derrota que se passou. No entanto, pode ter certeza, quando tiverem oportunidade farão o mesmo.
Flamenguistas que se cuidem, pois a temporada de “secagem” ao primeiro lugar do Brasileirão já está aberta.
Paulo Fernando Borges
Estudante de Jornalismo
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