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terça-feira, 31 de julho de 2012

DE PRIMEIRA - DOIS BICUDOS NÃO SE BICAM

O América Mineiro deve servir como exemplo para
os clubes do interior de Minas Gerais e para os dirigentes de futebol. O time
está preste a faturar R$ 20 milhões de reais. Para isso, basta que se confirme
o interesse do Flamengo pelo meia Rodriguinho, 24 anos.

Sem ter conseguido contratar nenhum jogador
renomado, o Rubro-Negro volta os olhos para os times da Série B do Campeonato
Mineiro. Rodriguinho é um dos nomes sondados. O camisa 10 do coelho tem
contrato até 2015, com multa rescisória de R$ 20 milhões.

É difícil entender que dirigentes de futebol, no
mercado há muito tempo não saibam fazer contratos que beneficiem os clubes. O
Uberaba Sport por exemplo perdeu jogadores como Ivonaldo, Gustavo, Balduíno,
Rogério, Glaysson, Danilo, Michael Davis e outros sem receber um tostão furado.
Será que só o clube não levou vantagem nestas negociações?

Como perguntar não ofende. Outro dia ouvi em
emissora de rádio da cidade, que um determinado funcionário do clube poderia
até receber algum dinheiro nas contratações de jogadores. Será que este
profissional e até dirigentes também não receberia grana na liberação de
atletas?

Interessante também notícias de rusgas entre
dirigentes de futebol profissional em Uberaba e dirigentes de Centro de
Treinamentos. Ora, se ninguém leva vantagem na revelação de jogadores nos
nossos clubes profissionais, por que briga? Na verdade, deveria haver parceria
entre clubes e equipes reveladoras de talentos. Assim, todos sairiam ganhando.
Quando dois bicudos não se bicam é porque são realmente dois bicudos.

O sábado começou diferente. Brasil na frente do
quadro de medalhas nas Olimpíadas de Londres. Seria um sonho? As primeiras
medalhas vieram do judô. Depois prata na natação. Fiquei empolgado, aí decidi
assistir até as competições de vela, tênis de mesa e ginástica.

Nestes três esportes velhos conhecidos. Scheidt
na vela, Hugo Hoyama no tênis de mesa e os irmãos Hipólito na ginástica. Ciclos
olímpicos longos e duradouros. As medalhas não vieram, mas vieram perguntas
cadê a renovação? Cadê os novos atletas? Nossos estudantes praticam tênis de mesa? Não é o
caso da vela, mas será que não poderiam ter canoagem nos nossos clubes às
margens do Rio Grande? Nossos jovens jogam os caiaques na água? Tem algo errado
com o nosso esporte. Os erros passam por futebol e chegam a todas as outras
modalidades esportivas.

Outro dia, recebi um e-mail falando de pais de
atletas descontentes com atitudes da Secretaria Municipal de Esportes. Pude
constatar também pais de jogadores de futebol contrariados com as mudanças de
planos da diretoria do Nacional.

Fazendo um balanço dos últimos 20 anos no futebol
de Uberaba, notamos crescimento apenas do futebol amador. As outras categorias
Mirim, Infantil, Juvenil e Júnior não têm o mesmo tratamento do amadorão. São
coadjuvantes, ao invés, de serem protagonistas. Assim, não precisa ser nenhum
bidu para desconfiar que Uberaba só será destaque no futebol brasileiro quando
tivermos um campeonato nacional de seniores ou o Brasileirão da Terceira Idade.

Eu vivo cobrando prestações de contas dos nossos
clubes profissionais, mas gostaria de saber também o que é feito com o
orçamento da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer. Como estão sendo gastos
os milhões destinados à Secretaria. De qualquer maneira, já proponho de cara
que parte do orçamento seja dedicado aos atletas de alto nível ou alto
rendimento. Se não for assim, como poderemos sonhar em um dia estar no topo do
quadro de medalhas.

http://www.blogfilmiano.blogspot.com/
Pé quente sim! Lambe botas jamais!

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