Guardadas as devidas proporções, é certo que não
tempos muitos rogérios cenis à disposição. Mas, o Raphael Ipuã, a meu ver,
casou bem com a filosofia defendida naquela ocasião. Da mesma forma Éder, Paulinho ou Leandro
Carrijo também corresponderiam à expectativa, mas infelizmente as contratações
não deram certo. Entretanto, Evérton também foi uma boa pedida.
O que acho um desperdício e uma depreciação ao
futebol de Uberaba é contratar dez ou onze jogadores de clubes da 2ª. Divisão
de Minas Gerais. A meu ver é gastar dinheiro à toa. Dinheiro que poderia ser
investido nos jogadores locais, dando condição a eles de chegarem ao nível
desdes jogadores que estão sendo anunciados. Isso sim seria investimento.
Por mais que o regulamento do Campeonato Mineiro da
Terceira Divisão force a contratação de jogadores prontos, não vejo motivos
para o Naça mudar os planos da forma como mudou. A única explicação seria a
entrada de grana, mas pelo que os dirigentes falaram em entrevista esta semana,
o time não está nadando em dinheiro, muito pelo contrário.
Além disso, o principal efeito colateral disso tudo
é a quebra confiança. Pais que apostaram no projeto do Naça do futuro, um time
para daqui a dois ou três anos, certamente não acreditam mais no projeto. O
Independente cometeu esse erro há uns cinco anos. Não saiu do lugar.
O episódio envolvendo o zagueiro Roberto Dias no
Uberaba Sport Club também serve para ficarmos com um pé atrás quanto aos
forasteiros. A agressão a um colega de clube nos vestiários não se justifica.
Esse atleta, pela demonstração, voltou a
Uberaba por outras motivos e não para
jogar futebol. Os jogadores locais nós conhecemos, os forasteiros nem
tanto.
Estão fazendo tanta encenação e estão com tanta
frescura que, embora tenha sido um dos primeiros a propor, um amistoso entre
USC e Nacional antes da estreia dos dois times na Taça Minas e Terceirona, já
não defendo a promoção. Seria um jogo para ser trabalho com 30 dias de
antecedência. Com tempo para trabalhar venda de ingressos, publicidade e etc. Da
forma como está, quando os dirigentes resolverem trabalhar prá valer já será
tarde demais.
O Cruzeiro corre perigo contra o Flamengo no
Independência. Não é porque o Mengão tomou 3 do Corinthians que virou galinha
morta. Aliás, a Raposa pode até pagar pelo que não fez.
Pé quente sim! Lambe
botas jamais!
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