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quinta-feira, 19 de julho de 2012

DE PRIMEIRA – ENTRE ALVIM E ROGÉRIO CENI...

Não sou contra o Nacional mesclar jogadores prata-da-casa com atletas mais experientes. Entretanto, acredito que é necessário a observação de alguns critérios para isso. Não me lembro se foi o Medina ou o Kepler que, na reunião em que o Nacional decidiu participar do Campeonato Mineiro da Terceirona, fez uma feliz comparação. “A princípio o Alvim será o nosso goleiro, mas se, de repente, houver a possibilidade contratar o Rogério Ceni, claro que vamos optar pelo goleiro do São Paulo”, disse um deles.

Guardadas as devidas proporções, é certo que não tempos muitos rogérios cenis à disposição. Mas, o Raphael Ipuã, a meu ver, casou bem com a filosofia defendida naquela ocasião.  Da mesma forma Éder, Paulinho ou Leandro Carrijo também corresponderiam à expectativa, mas infelizmente as contratações não deram certo. Entretanto, Evérton também foi uma boa pedida.

O que acho um desperdício e uma depreciação ao futebol de Uberaba é contratar dez ou onze jogadores de clubes da 2ª. Divisão de Minas Gerais. A meu ver é gastar dinheiro à toa. Dinheiro que poderia ser investido nos jogadores locais, dando condição a eles de chegarem ao nível desdes jogadores que estão sendo anunciados. Isso sim seria investimento.

Por mais que o regulamento do Campeonato Mineiro da Terceira Divisão force a contratação de jogadores prontos, não vejo motivos para o Naça mudar os planos da forma como mudou. A única explicação seria a entrada de grana, mas pelo que os dirigentes falaram em entrevista esta semana, o time não está nadando em dinheiro, muito pelo contrário.

Além disso, o principal efeito colateral disso tudo é a quebra confiança. Pais que apostaram no projeto do Naça do futuro, um time para daqui a dois ou três anos, certamente não acreditam mais no projeto. O Independente cometeu esse erro há uns cinco anos. Não saiu do lugar.  

O episódio envolvendo o zagueiro Roberto Dias no Uberaba Sport Club também serve para ficarmos com um pé atrás quanto aos forasteiros. A agressão a um colega de clube nos vestiários não se justifica. Esse atleta, pela demonstração,  voltou a Uberaba por outras motivos e não para  jogar futebol. Os jogadores locais nós conhecemos, os forasteiros nem tanto.

Estão fazendo tanta encenação e estão com tanta frescura que, embora tenha sido um dos primeiros a propor, um amistoso entre USC e Nacional antes da estreia dos dois times na Taça Minas e Terceirona, já não defendo a promoção. Seria um jogo para ser trabalho com 30 dias de antecedência. Com tempo para trabalhar venda de ingressos, publicidade e etc. Da forma como está, quando os dirigentes resolverem trabalhar prá valer já será tarde demais.

O Cruzeiro corre perigo contra o Flamengo no Independência. Não é porque o Mengão tomou 3 do Corinthians que virou galinha morta. Aliás, a Raposa pode até pagar pelo que não fez.


Pé quente sim! Lambe botas jamais!

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