A sorte está lançada. Uberaba e Nacional iniciam novas jornadas neste fim de semana. Antes de entrar em campo, o torcedor do Alvinegro de São Benedito já tem o que comemorar. Afinal, o time volta a ser profissional depois de vários anos sem atividade e muitos outros sem estar entre as grandes forças do futebol de Minas Gerais.
Poderia escrever aqui que não temos nada a cobrar do Nacional. Certamente, não teríamos se o projeto inicial da diretoria alvinegra tivesse sido levado adiante. Entretanto, as mudanças de rumo farão com que as cobranças venham e venham forte. Aliás, a diretoria alvinegra teria mudado o plano de lançar novos jogadores, exatamente por conta da cobrança da torcida.
Então podem esperar. As cobranças virão e virão com força. Luiz Alberto Medina, Pedrinho Medina, Kléper, Luiz Cecílio, Erick Moura, Lúcio Vaz e cia. podem esperar. O torcedor vai querer não só a classificação para a próxima fase, mas resultados em cima de resultados. Não vai adiantar pedir calma, cautela.
Eu só espero que todos os citados estejam preparados para as cobranças e que não abandonem o barco na primeira sacudida. Que comissão técnica, jogadores e dirigentes estejam cientes que o trabalho será árduo e as cobranças nada mais são do que conseqüência da expectativa depositada sobre grupo.
Por falar grupo, espero que os jogadores contratados pelo alvinegro diagam a que vieram. Que calem a minha boca. Porque disse e repito que jogadores como estes a cidade de Uberaba tem aos montes, basta não ter preguiça de ir buscá-los e um pouco mais de consideração, desfazendo o mito de que por serem de Uberaba têm que trabalhar de graça, ou sem nenhuma valorização.
Acho que as cobranças sobre o Uberaba Sport serão menores. O torcedor vai cobrar sim o acesso à divisão de elite no ano que vem. A Taça Minas será vista como uma espécie de laboratório. O USC está começando de forma diferente dos últimos anos. Não está queimando cartuchos e muito menos dinheiro. Gosto do trabalho do Normandes, embora considere desastrosa a atuação da diretoria, principalmente, nos quesistos ações de marketing e respeito ao torcedor.
Está mais do que passando da hora da diretoria colorada descobrir que o USC não é uma confraria. É o time que representa uma imensa massa de torcedores que merecem atenção, desde o mais humilde até o mais importante. Nossa rainha da Inglaterra tem que governar também para os seus súditos e não apenas para a nobreza. Aliás, a nobreza do USC, me parece, tão nobre quanto outros nobres. Muito glamour, mas na hora de colocar a mão no bolso: nada!
A meu as vitórias tanto do Nacional sobre o Uberlândia e do USC sobre o Portal vieram em hora errada. Elas em nada ajudam o futebol da cidade, pelo contrário atrapalham. No caso do Naça, os resultados têm efeito negativo dobrado. Primeiro, pode fazer com que o time ache que está por cima da carne seca. O USC goleou o Democrata de Valadares, achou que tava bonito e deu no que deu. Por outro lado, a derrota do Portal para o Colorado ex-Boulanger Pucci serviu para mostrar que o time não só tem que se superar, como também tem que superar o Alvinegro.
O Uberaba nem de longe pode pensar que terá uma galinha morta pela frente neste sábado. O Uberlândia está ferido pela derrota acachapante para o Nacional e vai querer, diante de sua torcida, mostar serviço. E o serviço será melhor ainda se for em cima do time que goleou o portal. Não estou dizendo que as vitórias de Nacional e Uberaba nos amistosos devem ser desmerecidas, mas estes resultados devem ser esquecidos.
Os Deuses do futebol parecem abrir a cabeça do técnico Mano Menezes. As convocações de Rever (Atlético), Cássio (Corinthians) e Arouca (Santos) são mais do que merecidas. Aliás, os três merecem vaga de titular no time. Os técnicos da Seleção deveriam abrir mais os olhos para as equipes brasileiras.
Por fim. Já está meio distante, mas gostaria de deixar o meu protesto sobre a matéria o "Planeta Méssi" ou coisa que o valha da Rede Globo de Televisão. Tino Marcos lembrou-me um jornalista da região famoso por usar tanto a sua criativade que deixava os temas muito longe da realidade. Aquele "de que galáxia veio Méssi" me fez perder o apetite e olha que antecedeu ao almoço de domingo.
Méssi é craque sim senhor! Mas a dimensão que quiseram dar realmente é de outra galáxia. Depois, é muito fácil ser o melhor do mundo, quando mundo tem um ou outro fora de série. Há 30 anos, jogadores habilidosos e talentosos como Méssi povoavam os nos campos de pelada. O problema é que os brasileiros deixaram de presitigiar o talento para apostar na força e disciplina tática. Deu no que deu. Na verdade, a Globo faria um bem maior ao futebol se, aos invés de deslocar 12 repórteres, para exaltarem até o trisavô do Méssi, fosse em busca de talentos brasileiros para a Copa de 2014.
Palhaçada! Treinamentos secretos do Celso Roth beiram o absurdo. Bobagem que a imprensa e o torcedor engolem calados.
O Villa Nova está brilhando na Taça Belo Horizonte de Juniores. Que inveja!!!
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"Não existe gol feio, feio é não fazer gols"
Dadá Maravilha
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