Juntei um grupo de quatro meninos, alguns recém-formados em jornalismo, outros de outras áreas, cursando ou por cursar faculdade. Todos tinham potencial.
Deste grupo, dois hoje são jornalistas formados e consagrados. Outros preferiam seguir carreiras diferentes, mas desde o primeiro dia mostraram entusiasmo e competência.
Entretanto, após a primeira jornada esportiva efetivamente realizada, alguém da alta direção da emissora pediu educadamente que eu retirasse um dos meninos de determinada função. Ele não tem voz e nem tranquilidade suficientes, dizia.
Meio que a contragosto obedeci a ordem. Esse menino, entretanto, continuou por ali, ora atuando em setor, ora em outros, voltou ao rádios aos pouquinhos e, hoje, apresenta os principais jornais da emissora.
Penso que isso é o mesmo que acontece com os garotos de Uberaba que jogam futebol. Num primeiro momento, como é natural, mostram dificuldades. O grande problema é que estes, ao contrário do ocorrido com o hoje repórter e locutor, são queimados e sequer têm uma segunda chance.
Em Uberaba a cobrança por resultados é muito grande. Por isso, encarnei de corpo e alma a idéia de Luiz Alberto Medina que no ano passado anunciava um projeto de quatro anos para o Nacional Futebol Clube. Medina e os meninos do Naça também foram queimados por conta de projetos imediatistas.
Entretanto, acho que todos sabem que esta é a solução para o nosso futebol profissional. A pressa é inimiga da formação de bons times. Assim, só temos que apoiar projetos como o do Uberlândia, que mesmo com a desclassificação para a fase final do Módulo II, decidiu manter boa parte do seu elenco para 2014. Aproveitando os melhores, o Uberlândia terá bem menos trabalho no ano que vem.
Também achei superinteressante a ideia da Ituiutabana de disputar a Copa Amvap. É com iniciativas assim que poderemos revelar novos talentos e criar equipes verdadeiramente competitivas.
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