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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Torcedor coloca o dedo na ferida. Tá faltando concorrência em Uberaba

Buemba! Buemba! Quem não dá assistência,  perde a preferência estimula a concorrência. No caça às bruxas pelas mazelas do Uberaba Sport Club sobrou até para a imprensa. O torcedor não se fez de rogado, aproveitou espaço em meio de comunicação para detonar o pessoal da mídia. "Vocês cobraram pouco", afirmou. "Prometeram falar a verdade e não falaram", retrucou. 

O tempo todo da minha lida com o futebol sempre ouvi dizer: "o torcedor não é bobo". E não é mesmo. Ele tem razão: a gente devia sim sair pedindo a cabeça de um punhado de dirigentes de futebol. Mas, e o papel da imprensa? Não se pode dizer que a imprensa ou os meios de comunicação em geral não tenham feito o seu papel. 

No entanto, toda unanimidade é burra e há muito tempo na cidade, observamos que uma determinada empresa domina um setor do mercado de comunicação,  abocanha de 80 a 90% das verbas de publicidade e da audiência e o restante não tem peso algum. 

Acredito que o monopólio do setor de comunicação em Uberaba justifica também os péssimos resultados de Uberaba no esporte. Não há concorrência. Fica fácil para quem tem o poder corromper os veículos de comunicação. 

Eles precisam pressionar apenas o veículo dominante, o restante  não faz muita diferença. Assim, basta barrar ou pressionar apenas uma emissora de rádio, uma de TV e um jornal. A verdade é que se o futebol de Uberaba caiu pelas tabelas, a concorrência nos meios de comunicação também. 

Antigamente, três jornais disputam pau a pau os leitores da cidade. Hoje, um lidera, o outro aceita a liderança num jogo que parece até combinado. Concorrência para inglês ver. No rádio não é diferente, uma emissora tem a maior parte da audiência, as demais pouco têm feito para investir em qualidade, são, na verdade, grandes locadoras de horários. Na televisão da mesma forma.

Considerando que o auge do futebol de Uberaba foi no final da década de 70 e início dos anos 80, podemos lembrar que naquela ocasião, a cidade contava com três jornais diários que disputavam os leitores em proporções praticamente idênticas. 

A TV Uberaba dividia a audiência com a afiliada da rede globo, e fortalecia também o jornalismo local com programa locais de boa qualidade. 

No rádio, pelo menos três emissoras AM brigavam pela audiência. Havia até associação dos cronistas esportivos locais. Tínhamos também um sindicato de jornalistas forte. Na primeira a roupa suja podia ser lavada entre quatro paredes, ao contrário do que acontece hoje, quando insultos povoam os ouvidos dos ouvintes. 

Sem contar a exigência de jornalistas formados, de cronistas devidamente registrados. Posso ser saudosista, mas existia mais ética nas coberturas esportivas e coberturas jornalísticas. 

Enfim, já que estamos passando o futebol de Uberaba a limpo, devia-se passar também a limpo as atividades da imprensa, esportiva e de um modo geral. O torcedor tem razão, a comunicação está monopolizada, o que facilita e muito o trabalho de corrompidos  e corrompedores.

Já que estamos falando de concorrência. A não ser que o Nacional suba de divisão, colorados e alvinegros serão adversários em 2013. Quem sabe esta disputa seja salutar para futebol de Uberaba.  Por outro lado, novos veículos de comunicação poderiam até mesmo motivar o crescimento de outros esportes na cidade. 








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