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quinta-feira, 24 de maio de 2012

DE PRIMEIRA – UBERABÃO E PARQUE DO SABIÁ CAMINHAM PARA OSTRACISMO

Juntos ele somam 70 anos. Já tiveram capacidade para mais de 80 mil pessoas. Por seus gramados já passaram craques como Pelé, Rivelino, Zico, Sócrates, Careca, Roberto Dinamite e tantos outros. Hoje ainda têm muita coisa em comum. São usados como sua própria casa pro clubes em espetáculos que mal reúnem 10% de suas capacidades.

Não há dúvida. O Parque do Sabiá que faz aniversário no dia 27 de maio e o Uberabão, que sobra velinhas no dia 10 de junho, são hoje dois grandes elefantes brancos. Ainda assim, há quem defenda investimentos nos estádios para que cumpra a obrigação de serem grandes palcos do futebol ou do esporte no Triângulo.

O Parque do Sabiá tá pronto e acabado. O Uberabão nunca ficou pronto. Seu projeto original foi banalizado. Então? O que justifica os gastos e os investimentos com dois grandes elefantes brancos?

E olha que estamos prestes a sediar uma Copa do Mundo. Tanto Uberlândia, quanto Uberaba poderia muito bem sediar os treinos de uma ou outra seleção. Mas, hoje sobram estádios e os nossos trintão e quarentão já estão démodé.

Há meses venho defendendo um parceria público privada para o Uberabão ou coisa que o falha. Algo para transformar o Estádio, hoje em ponto nobre da cidade em algo além de um simples elefante branco. Mas, acredito, a única forma de voltarmos a ter públicos de 25 mil pessoas no Uberabão e 50 mil no Parque do Sabiá é que os prefeitos da região resolvam dar uma forte para os clubes das cidades.

Melhor seria dar uma força para os clubes do Triângulo. Algo precisa ser feito e com urgência. Seja em Belo Horizonte, seja em Brasília. O esporte regional e, em especial, o futebol nunca esteve tão em baixa.

Ouvi dizer outro dia que o prefeito Anderson Adauto espera um herdeiro. É o Anderson vai papai de novo. Não acompanho de perto as fofocas da política. Não sei se já descobriram o sexo. Se será menino ou menina. Mas, de qualquer maneira dirigentes de Uberaba e Nacional já podiam ir preparando uma camisa para dar presente ao garotinho ou garotinha.

Quem sabe assim, eles dão ao prefeito um tapa com luva de pelica. Chamando a atenção dele sobre o quão negligente e displicente ele foi com os nossos clubes. Não se trata de tirar dinheiro da educação ou da saúde para investir no futebol. Mas, trata-se de vontade política sim. De mexer o doce. De lembrar que Nacional e Uberaba existem.

Vão dizer. Olha estávamos investindo no futebol amador. Conseguimos dinheiro para o 2º. CT do Uberaba Sport. Tudo bem! Isso verdade. Mas é pouco para uma cidade de 300 mil habitantes.

Os filhos de Uberaba que esparramados pelo Brasil afora. Sempre voltam para cá, quando USC, Nacional e Uberlândia estão bem. Mas, como poderão manter a paixão acessa e levá-la aos nossos netos, se nossos times estão mendigando. O Uberlândia quer R$ 500 mil para a Taça Uberaba. O USC não tem nem coragem de falar em valores. O Nacional está ressurgindo com um orçamento modesto de R$ 300 mil ou menos. É pouco! É pouco para Uberaba e Uberlândia que já estiveram entre os maiores clubes do país. É pouco para o Triângulo Mineiro que dá muito para Minas e só recebe migalhas.

Vejo falar muito em planejamento. Outro dia, Karin Abud esteve na Rádio Sete Colinas e discorreu sobre o tema por quase uma hora. Pois é! Se têm planejamento para obras, por que não planejar o esporte? Criar metas. Chamar às falas os responsáveis. Cobrar ações.

Olha o Uberabão é do futebol. Mas, não dá para manter um elefante daqueles a espera d e um joguinho aqui outro ali. É preciso transformar o estádio em uma fábrica do esporte. Com alojamento, academia, departamento médico. Não é só ter um monumento de 40 anos. É ter algo que esteja inserido na vida do uberabense.

Buemba! Buemba! Finalmente, os clubes acordaram para a realidade. Depois do Nacional. Uberaba e Uberlândia já falam em investimentos na base. Em profissionais da região e em revelação de valores. O caminho é por aí. Mas os políticos podem e devem dar uma força.

Não sei quando. Nem como. Mas foi por conta de coisas assim que o Cine Uberaba Palace virou Igreja Evangélica e o Cine São Luiz fechou as portas.

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Pai! Mostre-nos o caminho.







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