Juntos ele somam 70 anos. Já tiveram capacidade para mais de 80 mil pessoas. Por seus gramados já passaram craques como Pelé, Rivelino, Zico, Sócrates, Careca, Roberto Dinamite e tantos outros. Hoje ainda têm muita coisa em comum. São usados como sua própria casa pro clubes em espetáculos que mal reúnem 10% de suas capacidades.
Não há dúvida. O Parque do Sabiá que faz aniversário no dia 27 de maio e o Uberabão, que sobra velinhas no dia 10 de junho, são hoje dois grandes elefantes brancos. Ainda assim, há quem defenda investimentos nos estádios para que cumpra a obrigação de serem grandes palcos do futebol ou do esporte no Triângulo.
O Parque do Sabiá tá pronto e acabado. O Uberabão nunca ficou pronto. Seu projeto original foi banalizado. Então? O que justifica os gastos e os investimentos com dois grandes elefantes brancos?
E olha que estamos prestes a sediar uma Copa do Mundo. Tanto Uberlândia, quanto Uberaba poderia muito bem sediar os treinos de uma ou outra seleção. Mas, hoje sobram estádios e os nossos trintão e quarentão já estão démodé.
Há meses venho defendendo um parceria público privada para o Uberabão ou coisa que o falha. Algo para transformar o Estádio, hoje em ponto nobre da cidade em algo além de um simples elefante branco. Mas, acredito, a única forma de voltarmos a ter públicos de 25 mil pessoas no Uberabão e 50 mil no Parque do Sabiá é que os prefeitos da região resolvam dar uma forte para os clubes das cidades.
Melhor seria dar uma força para os clubes do Triângulo. Algo precisa ser feito e com urgência. Seja em Belo Horizonte, seja em Brasília. O esporte regional e, em especial, o futebol nunca esteve tão em baixa.
Ouvi dizer outro dia que o prefeito Anderson Adauto espera um herdeiro. É o Anderson vai papai de novo. Não acompanho de perto as fofocas da política. Não sei se já descobriram o sexo. Se será menino ou menina. Mas, de qualquer maneira dirigentes de Uberaba e Nacional já podiam ir preparando uma camisa para dar presente ao garotinho ou garotinha.
Quem sabe assim, eles dão ao prefeito um tapa com luva de pelica. Chamando a atenção dele sobre o quão negligente e displicente ele foi com os nossos clubes. Não se trata de tirar dinheiro da educação ou da saúde para investir no futebol. Mas, trata-se de vontade política sim. De mexer o doce. De lembrar que Nacional e Uberaba existem.
Vão dizer. Olha estávamos investindo no futebol amador. Conseguimos dinheiro para o 2º. CT do Uberaba Sport. Tudo bem! Isso verdade. Mas é pouco para uma cidade de 300 mil habitantes.
Os filhos de Uberaba que esparramados pelo Brasil afora. Sempre voltam para cá, quando USC, Nacional e Uberlândia estão bem. Mas, como poderão manter a paixão acessa e levá-la aos nossos netos, se nossos times estão mendigando. O Uberlândia quer R$ 500 mil para a Taça Uberaba. O USC não tem nem coragem de falar em valores. O Nacional está ressurgindo com um orçamento modesto de R$ 300 mil ou menos. É pouco! É pouco para Uberaba e Uberlândia que já estiveram entre os maiores clubes do país. É pouco para o Triângulo Mineiro que dá muito para Minas e só recebe migalhas.
Vejo falar muito em planejamento. Outro dia, Karin Abud esteve na Rádio Sete Colinas e discorreu sobre o tema por quase uma hora. Pois é! Se têm planejamento para obras, por que não planejar o esporte? Criar metas. Chamar às falas os responsáveis. Cobrar ações.
Olha o Uberabão é do futebol. Mas, não dá para manter um elefante daqueles a espera d e um joguinho aqui outro ali. É preciso transformar o estádio em uma fábrica do esporte. Com alojamento, academia, departamento médico. Não é só ter um monumento de 40 anos. É ter algo que esteja inserido na vida do uberabense.
Buemba! Buemba! Finalmente, os clubes acordaram para a realidade. Depois do Nacional. Uberaba e Uberlândia já falam em investimentos na base. Em profissionais da região e em revelação de valores. O caminho é por aí. Mas os políticos podem e devem dar uma força.
Não sei quando. Nem como. Mas foi por conta de coisas assim que o Cine Uberaba Palace virou Igreja Evangélica e o Cine São Luiz fechou as portas.
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Pai! Mostre-nos o caminho.
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