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sábado, 31 de março de 2012
DE PRIMEIRA – AJUDA PARA CONZINHAR O GALO
Buemba! Buemba! Uberaba Sport Urgente! E não é que os secadores de plantão também deram água. O América de Teófilo Otoni meteu 3 a 2 no Nacional de Nova Serrana na tarde de ontem e deixou o Colorado de CC na zona do rebaixamento. É isso mesmo, desta vez o Zebuzão literalmente entrou no brejo e para sair só com muita simpatia e reza brava.
Como eu sou dá roça, mas não sou muito roceiro, resolvi pedir ajuda para a minha “cumadi” Sirlene e o “cumpadi” Juscelino para ver como se mata um Galo. Afinal, com a vitória do América, para tirar o boi do atoleiro, com a ajuda de muita gente boa. Fui logo dizendo, cumadi e cumpadi precisamos matar um Galo.
A minha “cumadi”, Já foi logo dizendo. “Cumpadi” quando é que o senhor tem que matar esse Galo. Uaí “cumadi’, vai ter que ser no domingo, 1º. de abril. A cumadi já foi criando logo alguns obstáculos. Afinal, este domingo além do Dia da Mentira é o Domingo de Ramos, começa oficialmente a Semana Santa e esse negócio de matar bicho vivente no Domingo de Ramos não é muito bem visto. A “cumadi” antecipar a morte do Galo e mata-lo no sábado “memo”.
Decisão tomada foi logo me perguntando. Qual Galo deveria matar. Pensei logo no Galo mais velho do terreiro, mas lembrei das cores do adversário do colorado amanhã à tarde. Aí falei pra ela. Se é para dar sorte ao time de CC(Constantino Calapodopulus) vamos matar o Carijó, que tem as cores do Atlético Mineiro, o Galo das Alterosas.
O Invicto “cumpadi”? Ele mesmo “cumadi”. Por uns instantes tinha esquecido que o Galo marcado para morrer tinha o nome de invicto, tinha crista alta e esporão. A Cumadi (cansei de por aspas, deixa assim mesmo) não se fez de rogada. Catou uma faca afiada, pediu ajuda do Cumpadi e sangrou pelo pescoço o Galo Invicto para delírio do Papagaio Lorica. Ele ria enquanto o Invicto estrebuchava.
Galo morto. O ritual continuou. A cumadi mergulhou o bicho com pena e tudo numa panela com água fervente. Arrancou as penas. Depois colocou um pouco de palha no fogão e sapecou o danado até ficar bem amarelinho. Isto posto, arrancou as esporas e deu ao cumpadi Juscelino. O JK resolveu usar a arma do galináceo para medir pólvora e encher o cartucho da espingarda de carregar pela boca. Na roça, a gente, mesmo sendo ecologista, nunca sabe quando será preciso usar o armamento.
A cumadi continuou com o ritual de matar galo. Arrancou o bico, o azeiteiro e partiu o bicho pela “cacunda”, como ela mesma disse. Arrancou, o papo, a moelha, os intestino e fiofó. Separou tudo e mandou (ela é mandona mesmo) o cumpadi Juscelino jogar pros peixes que o Jadirão (Jadir Costa) não pegou (sobraram uns poucos na represa). É porque outro dia ele teve aqui é pegou mais de 70 tilápias, um dúzia de trairias e uns quatro ou cinco mandis.
Depois de tudo bem limpinho. Ela espedaçou o bicho e colocou num panelão. Botou lenha na fogueira e botou o carijó Invicto pra cozinhar. O fígado, o coração e uns pedaços de pele viraram tira gosto. Os demais pedaços ficaram cozidinhos e foram transformadas em deliciosas coxinhas que estou saboreando enquanto escrevo estas linhas.
Não sei se vai funcionar. Mas, está aí uma receita para Catanoce e cia. cozinharem o Galo neste domingo. Com a vitória do América de Teófilo Otoni sobre o Nacional, com direito ao time de Nova Serrana perder pênalti aos 48 do segundo tempo, ao Colorado só resta matar o Galo Invicto e cozinhá-lo esta tarde no Uberabão. Caso contrário, o Zebu vai continuar no brejo e atolado até o pescoço.
Se isso acontecer, por culpa do Dragão, ainda teremos que matar um Coelho em pleno domingo de Páscoa. E se as coisas continuarem pretas, até uma raposa terá de ser abatida. Tomara que o cumpadi Juscelino consiga mesmo carregar, usando a espora do Galo, a espingarda de matar raposa. E que a Polícia Florestal (os homens apareceram por aqui) não multe ou prenda todos nós.
E pra complicar ainda mais a situação, o Uberlândia venceu a URT por 2 a 1 no Parque do Sabiá e logo, logo vou ter que matar um frango que será servido a molho pardo ao meu amigo Gullit Paciele. O Ganso não se fez de rogado e venceu o Funorte 5 a 1. O time do Marcelo Araxá vai brigar pela vaga na próxima fase do Módulo II. Na segundona, segunda-feira ainda terá Mamoré e Patrocinense. O Sapo vai ter que vencer se quiser chegar na frente na 1ª. fase do módulo II. Caso contrário, corre o risco de terminar no mesmo brejo onde o zebu tá atolado.
Derrota do Boa para cruzeiro na tarde de ontem deixa o time de Varginha na Briga pelo Rebaixamento. Com apenas 8 pontos ganhos. O Boa pode ser ultrapassado por Uberaba e América de Teófilo Otoni. Seus últimos jogos são contra Nacional de Nova Serrana (fora) e Caldense. Derrotados ontem, os secadores de plantão podem começar a torcer também contra o Boa. Agora além de matar galo, coelho e raposa, ainda temo que espanta coruja.
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