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quarta-feira, 7 de março de 2012

DE PRIMEIRA – NENÊ MAMÁ, JOÃOZINHO E EDINHO MAKARRÃO

Campanha alvirrubra. Buemba! Buemba! Não sou o Zé Simão, mas continuo com a minha heróica, patriótica e alvirrubra campanha: “ajude a arrumar um auxiliar para o técnico Nenê Belarmino”. É lógico que hoje em dia quase tudo se resolve com um bom estagiário. Mas pode ser que a idéia não seja bem aceita pelos lados de Boulanger Pucci. Então, ouso apontar outros nomes para o cargo que, salvo melhor juízo, ainda continua vago.

Makarrão. Brincadeiras à parte, entendo que o melhor nome seria o do comentarista esportivo, radialista e ferrenho torcedor do colorado Edinho Makarrão. É verdade, Edinho tem pedigree. Além ser um Makarrão (assim mesmo com K), lá das bandas do Santa Marta que já foi do sr. Nenê, também ex-técnico das categorias de base do Uberaba Sport, mostrou-se um excelente observador na manhã/tarde de sexta-feira. Enquanto todo mundo exaltava o treinamento, Edinho foi taxativo: estou muito preocupado, os jogadores cansaram e se domingo o calor for mesmo, o Uberaba terá problemas diante do Boa. Não deu outra, Boa 4 x 0 USC.

Livre acesso. O Edinho certamente não está desempregado. Também não sei se ele toparia ocupar o cargo. Ressalto, entretanto, outros atributos do rapaz. É humilde, não tem aquela empáfia muito peculiar pelos lados de BP, goza de livre acesso entre os torcedores e conhece praticamente todos os jogadores do colorado e sabe muito sobre os times do futebol mineiro. Não seria a hora, dos dirigentes pararem de olharem para o próprio umbigo e enxergarem os que estão à volta deles.

Opções. E não é só o Edinho Makarrão que tem perfil para auxiliar de Belarmino. João Luiz Ferreira, o Joãozinho, que foi ou ainda é funcionário do clube também mostra muito conhecimento como comentarista e, de repente, poderia ser um candidato ao cargo. Sinceramente não entendo porque alguém no Uberaba nunca pensou em recrutar ou contratar estas pessoas que estão ali tão próximas a eles.

Folclórico. Ainda não tenho subsídios suficientes para falar sobre ele, mas pelo que vi até agora o ex-gerente de futebol ou supervisor do Uberaba, Waldomiro Campos, o Nenê Mamá, me parecia uma pessoa como estas que citei. Ou seja, alguém que dedicou grande parte da vida a um clube de futebol, sem exigir muito, mas que o fez com tanto amor que tornou-se uma lenda. Quero no meu livro, sobre o Uberaba Sport Club dedicar um capítulo a Waldomiro Campos. Desde já convido João Sabino e Luiz Cecílio (duas memórias vivas de Uberaba) a contar ou indicar quem possa falar um pouco mais sobre Waldomiro Campos. Estou esquecendo do Zé Humberto de Morais, ex-presidente do Nacional, que trabalhou com ele no USC e também Luiz Gonzaga de Oliveira, que escreveu um livro com os causos de Nenê Mamá.

Careca. Forçando a minha péssima memória, lembro-me apenas de Waldomiro assoberbado em meio à papelada de jogadores de futebol, a careca brilhando, os contratos a serem enviados à Federação Mineira, borderôs, pacotes de dinheiro e etc. O presidente Baldomero Franco (será que ele era parente do João Franco, ex-secretário do Anderson?) e João Batista Colmanetti, um cara sizudo, com cara de mal, assustando o então candidato a repórter esportivo Filmiano Neto, que na época trabalhava como cobrador de uma empresa de publicidade e propaganda. Realmente vou ter muito trabalho para reencontrar personagens da história do USC, mas o desafio está lançado.

Prudência. A diretoria do Uberaba Sport decidiu mesmo cobrar R$ 20 de ingresso para o jogo com a Caldense. A medida revela certa prudência. Ingressos mais baratos poderiam significar um público maior. Os torcedores podem mesmo ajudar o time a conseguir uma vitória diante da Caldense, mas, se o resultado for negativo, pode também aumentar as cobranças. Eu sempre achei que o torcedor é o mesmo o 12º. jogador em campo. Não só pelo incentivo, mas também pela cobrança. O técnico que mexe errado é chamado de burro, o goleiro que toma frango é homenageado como frangueiro, o árbitro que apita errado tem mãe homenageada e o jogador que não corresponde às expectativas é vaiado. Por isso, sempre aposto nos times da casa. Também faço um apelo aos torcedores que mantenham a serenidade acima de tudo.

Desafio. Os jogadores do Uberaba, depois de tudo que foi dito sobre o jogo contra Boa terão antes de vencer a Caldense, o desafio de conquistar a torcida. Se isso acontecer, certamente os três pontos virão.

À venda. Os irmãos Rone, Roni, Roberto e Rildo Moraes da Costa, do Boa (ex-ituiutaba , agora Boa de Varginha) tornaram os clubes de futebol uma mercadoria. Eles nem pensam em voltar para Ituiutaba, onde receberam até título de cidadania, enquanto estiveram recebendo total apoio em Varginha. Não será novidade se outros clubes mineiros seguirem os mesmos rumos do time de Ituiutaba, mudando de domicílio sempre receberem propostas interessantes de outros municípios. É bom os torcedores colocarem a barba de molho. O Uberaba, por exemplo, seguindo a mesma ótica, poderia tornar-se o Colorado de Frutal (isso é só um exemplo viu) ou de qualquer outra cidade que queira estar em evidência. E não adianta pensar que o estatuto do clube não permite isso porque ele pode ser mudado.

http://blogfilmiano.blogspot.com/



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