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domingo, 4 de março de 2012

DE PRIMEIRA – LIVRAI-NOS DA SEGUNDONA AMÉM!!!

Fim do mistério. Buemba! Buemba! Macaco Simão urgente! Na terra do comentarista ausente acabou o mistério. O Uberaba perdeu o jogo em juiz de fora porque dormiu no primeiro tempo. Perdeu também em Varginha, de goleada para o Boa, porque dormiu no segundo tempo. Então, está tudo explicado, o USC é o time de um tempo só, um diretor só, um técnico só e um só preparador físico. A questão é muito mais do que técnica e tática: é estrutural. Felizmente o time vem se arrastando há muito tempo na primeira divisão, mas está mais do que provado: falta estrutura.



Corda bamba. Sou capaz de afirmar que as participações do time na Série D do Campeonato Brasileiro e na Taça Minas Gerais possibilitaram manter o time na primeira divisão nos últimos 4 anos, mas uma hora a corda ia arrebentar. O time ficou fora da Série D e da Taça Minas em 2011, perdeu alguns jogadores que mantinham a base colorada e, sem eles, degringolou. Ivonaldo, Rogério, Glaisson, Rafael Ipuã, Gustavo e Balduíno estão fazendo muita falta.



Falhas. O goleirão Fernando mostrou contra o Boa em Varginha o que todo mundo já sabia. Tirando um frango ou outro, ele é até muito bom debaixo dos três paus, mas, quando tem que sair do gol, geralmente complica-se. No finalzinho do primeiro tempo, uma falha dessas teria propiciado o primeiro gol do Boa. No segundo-tempo, coube ao zagueiro Alberto falhar. Robert tocou no meio das pernas do jogador e fez o segundo gol. Com tantas falhas não há pé quente que agüente. Não é mesmo?



Só dez. O técnico Nenê Belarmino mais uma vez deixou todo mundo com a pulga atrás da orelha. Com o time perdendo de 1 a 0 no primeiro tempo, Nenê Belarmino manteve a mesma equipe no início da segunda etapa e houve quem garantisse que o atacante Clodoaldo não havia entrado em campo. O treinador só ousou a fazer mudanças a partir dos 15 minutos do segundo tempo, quando time já perdia por 2 a 0. Vai entender! Será que o USC também é um time de onze só? Quer dizer, se o Clodoaldo realmente não entrou em campo. Só dez.



À disposição. Depois do jogo, revoltado com o desempenho do time pelo menos no 2º. Tempo, o técnico Nenê Belarmino colocou o cargo à disposição. Ele tem muito mais informações que o pessoal da imprensa. Então deve saber que mato está lenhando. Belarmino revelou: o time está desarrumado, mas se ele quem ajudou na montagem não sabe como arrumar, quem saberá? Será o Nenê vai deixar a bomba na mão do Ernani?



Cotação. Logo depois da derrota para o América de Teófilo Otoni, Belarmino esteve cotado para voltar ao Sertãozinho. Cogita-se também a possibilidade de o treinador ir para a Portuguesa Santista, onde já estaria o seu auxiliar técnico. Desde que evitou o rebaixamento do time em 2009, Belarmino era considerado o salvador da pátria. Isso torna a situação do colorado ainda mais complicado. Se ele não salvar o USC da degola, quem salvará?



Na torcida. Com a derrota para o Boa, o Uberaba praticamente dá adeus a qualquer chance de disputar a Série D do Brasileiro. Na noite de sábado, o USC já havia perdido uma posição para o Nacional de Nova Serrana que bateu o Guarani por 1 a 0. Na segunda-feira, o torcedor mais fervoroso do colorado certamente irá torcer para o Democrata de Valadares ser derrotado pela Caldense. O time agora precisa secar Tupi e Democrata e primeiro pensar em escapar da degola.



Prata-da-casa. Único jogador uberabense no elenco, o lateral Éder foi considerado o melhor do Colorado em campo. Acabou assediado pelos irmão Roni e Roberto. O Boa quer contar com o jogador no Brasileiro da Série B. Aliás, a dupla de Ituiutaba sabe mesmo montar um time. Analisa os jogadores do seu time que estão se destacando, ou quais as posições carentes no Campeonato Mineiro e ajeita a casa para o Brasileiro. Roni descarta qualquer possibilidade de o Boa voltar a Ituiutaba. Segundo ele, o projeto do time para Varginha é chegar à Série A do Brasileiro. Não duvido.



Heróis. De uns tempos para cá, o pessoal das emissoras de rádio resolveu que presta um grande serviço à população uberabense e, por isso, decidiu que as viagens para cobertura de jogos do USC fora cidade mereciam ser bancadas pela Prefeitura. O poder público, por razões óbvias, aceitou. Com o aparecimento das rádios comunitárias e dos blogs, a turma também decidiu reivindicar uma vaga na “na pequena e desconfortável nau”. Como a Van não virou ônibus, as equipes tiveram que limitar o número de viajantes. Sobrou para os comentaristas. Agora, esses heróicos colaboradores, que muita vezes fazem o trabalho pelo mero prazer de comunicar, estão sendo submetidos à experiência de comentar os comentários de quem está no local do evento. Logo, logo vamos ficar famosos por termos criado o comentarista papagaio. Aquele, que repete o que outro fala. Isso não está com nada, mas ainda é melhor do que o narrador que transmitia pelo fone. É verdade, o cara conseguia transmitir o jogo, tendo como única fonte uma outra emissora de rádio. É verídico.



Eu também. Não deixo de ser um comentarista ausente. Mas, se alguém viu algo diferente do escrevi é só escrever para waldemar.filmiano@gmail.com e vamos debater o assunto. Agradeço o incentivo dos amigos Walterson Ribeiro, Renato Pena e de todo mundo que não retornou o e-mail com as palavras TIRE-ME DESTA LISTA PELO AMOR DE DEUS!

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