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terça-feira, 13 de março de 2012
DE PRIMEIRA – “SÃO CATANOCE” ESNOBA O MÉQUINHA
Rápido? Buemba! Buemba! Ouvi alguém dizer: a diretoria do Uberaba agiu rápido e contratou um novo treinador. É isso mesmo. Gostaria de parabenizar a diretoria do Uberaba Sport Club. Depois de um longo e tenebroso inverno eles deram uma dentro. Contrataram um treinador para o Campeonato Mineiro de 2013. Agiram rápido mesmo, quase um ano de antecedência.
Contratação. Não tem outro jeito. A única forma de entender que a diretoria agiu rápido é se São Catanoce tem contrato de dois anos ou mais com o colorado. A diretoria do USC errou feio ao não contratar o treinador antes do jogo contra o Boa, ou seja, para 2012 a contratação chega com duas semanas de atraso.
Sensibilidade. O técnico Nenê Belarmino deve mesmo ser exaltado pela torcida colorada. Mostrou muito amor pelo clube ao colocar o cargo à disposição após a derrota para o Boa. Era o melhor a fazer. O bom velhinho sabia disso. A diretoria, entretanto, deixou o cavalo passar arreado. Perdeu mais dois pontos preciosos.
Tratado. Não existia mais nada que justificasse a permanência de Belarmino. A não ser que haja um tratado de não agressão entre Uberaba e o time de Poços de Caldas. Estranhamente nos últimos três jogos entre as duas equipes só deu empate. O zero a zero de 2009 foi o pior jogo dos últimos tempos do futebol brasileiro.
Alecrim. Apenas para matar de vez esse assunto. O Uberaba já havia cometido erro parecido no Brasileiro de 2010. Insistiu em manter o técnico até a última partida da Série D, contra o Alecrim, em Natal. A diretoria poderia ter trocado de treinador uma semana antes e mudado a história daquela competição. Birigui chegou, mexeu duas pedrinhas e ganhou a Taça Minas com o pé nas costas.
O melhor. Mas, voltando a Catonoce, sem querer dar ao torcedor a esperança de que o Uberaba vai escapar do rebaixamento e ainda chegar à Série D, acredito: foi a melhor contratação dos últimos tempos. Trata-se de um técnico experiente, mas ao mesmo tempo bem mais novo de que Belarmino e o próprio Birigui. Além disso, conhece bem o futebol mineiro.
Números. Pelas campanhas à frente de Rio Branco em 2009 e Caldense em 2011 não dá para dizer que Catanoce tenha estrela contra os grandes da capital. Empatou com o Cruzeiro, em 2009, na fase de classificação, bateu o América nas quartas-de-final e perdeu os dois jogos da semifinal para o Atlético. Na Caldense, não conseguiu vencer os grandes. Por outro lado, acredito que Uberaba tenha estrela e seja capaz de conseguir pontos preciosos contra Atlético e Cruzeiro.
Esnobando. Catano impressiona. Evitou falar em briga contra o rebaixamento, lembrando que o time tem 15 pontos para disputar. Esnobou o bom momento do América, esquecendo o Coelho, ao falar dos sérios compromissos do Colorado. Para ele, bicho papão em Minas é só Cruzeiro e Atlético e olha lá. Certíssimo, se fosse para chegar aqui e falar como derrotado, era melhor nem ter vindo.
Atenção coleguinhas. Anotem aí: time de futebol profissional precisa de uma comissão técnica completa. Técnico, auxiliar-técnico (um ou mais), treinador de goleiros, preparador físico, auxiliar do preparador físico (serve até estagiário), treinador de goleiro, roupeiro, massagista, fisioterapeutas, médicos e tudo mais. Se não tiver esse mínimo de profissionais, é coisa de amador mesmo, enganação. Podem colocar a boca no trombone.
Lição de casa. Aliás, li uma entrevista de Toinzinho ao Jornal da Manhã em que o craque fala do trabalho realizado por Vadi Lacerda e Nenê Mamá no Uberaba Sport. Essa deveria ser uma lição de casa para o presidente Luiz Humberto Borge. Dá uma lida na entrevista do Toinzinho. É fácil. Tá internet. Vou até facilitar. Tá no finalzinho da entrevista. Prá ficar mais fácil ainda vou postar o link:
http://www.jmonline.com.br/novo/?colunas,27,ENTREVISTA,09/05/2011.
No rádio. Ouvi o jogo entre Uberlândia e Patrocinense, domingo pela Vitoriosa AM 670. Gostei não só da equipe comandada por Vander Thomaz, como também da qualidade do som. À tarde, durante o jogo do Uberaba, também passei pela 670. Mais uma vez o som estava perfeito.
Saudade. Aliás, ouvindo a 670, matei saudade da emissora onde tive o prazer de trabalhar no final da década de 80 com Olavo Sabino, Luiz Carlos, Rose Dutra, Manoel Rodrigo, Elviro Custódio, José Coelho, Rose Dutra, Maria, Mônica, Mary, a outra Rose e tantos outros.
Guarda-chuva. Foi ali que comecei a narrar futebol. O David Augusto adoeceu, o Alan Carlos não conseguiu chegar a tempo e tive que narrar Nacional e Ibiá, em Ibiá, debaixo de muita chuva e com uma centena de guarda-chuvas a minha frente.
Às escuras. Confesso que narrei um gol sem ver, quando houve o cruzamento, alguém entrou na frente com o guarda-chuva e quando vi a bola tava na rede. Depois do jogo, o Machado Rocha contou que o gol fora de cabeça e eu narrei como se fosse um na entrada da área. Ossos do ofício, mas valeu a estréia e tomei gosto pela coisa.
Pisou na bola. Mas a qualidade do som da 670 também me impressionou no jogo da tarde, no Uberabão. Também gostei do fato de ser uma emissora regional, com informações de toda a região. À noite, no jogo entre Mamoré e Funorte, a emissora decepcionou cortando a transmissão para rodar mais de uma dezena de comerciais e alguns institucionais. Não deu para entender se caiu o link, cortou a internet ou coisa parecida. Só sei que quem estava acompanhando a partida ficou na mão.
http://www.blogfilmiano.blogspot.com/
De Primeira (Pé quente sim. Lambe botas jamais).
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