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segunda-feira, 5 de março de 2012

DE PRIMEIRA – TROCAR DE TÉCNICO É IMPORTANTE, MESMO QUE ELE SÓ CARREGUE UMA CRUZ


No Facebook sim! Gostaria de esclarecer que não estou desempregado. Não fossem as tantas mudanças na regra com o jogo em andamento, já estaria aposentado como jornalista e, certamente, escrevendo aqui apenas por diversão. Sou servidor público e produtor rural, apesar de estar vendendo as minhas vaquinhas por conta de um bom negócio que apareceu. Assim, não estou à procura de emprego, mesmo porque, tenho no mínimo cinco livros para escrever neste final de carreira. Talvez me falte tempo para voltar a um jornal diário ou emissora de rádio.



Agradecimento. Deixei o jornalismo como profissional (Rádio JM e Jornal da Manhã) em fevereiro de 2010 e, antes disso, em julho de 2009 já havia saído da equipe de Moura Miranda (Rádio Sete Colinas). Recebi os meus salários em dia e não tenho nenhuma reclamação a fazer aos meus ex-patrões como jornalista e profissional de imprensa. Em nenhum dos casos fui dispensado ou demitido. Não tenho, portanto, o que revidar ou reivindicar. Aliás, tenho muito a agradecer. Afinal entre os meus amigos de Facebook, a grande maioria é formada por ex-colegas de profissão e entre os meus leitores estão até ex-patrões.



Aberração. As críticas, construtivas por sinal, que fiz ontem quanto ao fato de algumas emissoras de rádio (e não citei esta ou aquela) não enviarem comentaristas aos jogos fora da cidade foi para alertar sobre esta verdadeira aberração. Ora, se alguém comenta um jogo que está vendo pela TV, tudo bem. Se comenta o resultado antes da partida, ótimo. Entretanto, por melhor que seja o narrador esportivo, o sujeito sugerir esta ou aquela alteração sem estar vendo jogo, considero uma verdadeira aberração e sugiro reflexão a respeito. Sugerir esta ou aquela forma do time jogar, aí já é demais.



Papagaio. Defendo, que neste caso, na impossibilidade de se levar um comentarista, o próprio narrador ou repórter comente. Vale também contratar ou pedir a colaboração de alguém que esteja vendo partida. Agora, se quiserem comentar por ouvir dizer, vão fadar o nosso glorioso comentarista a ser um mero papagaio. Aquele que repete o que outro fala. Não é mesmo?



Concorrência. Além disso, talvez muita gente ainda não tenha se dado conta a concorrência, com as chamadas mídias convergentes, não é mais de rádio com rádio, jornal com jornal e etc. Hoje a internet também está concorrendo com esta ou aquela emissora de rádio, com este ou aquele jornal ou TV e por aí vai. Não adianta bater no peito e dizer que tem 100% de audiência. Este índice não significa que tem os 350 mil habitantes de Uberaba ou os 1 milhão de habitantes da região estejam ouvindo. É preciso saber, quantas pessoas ouvem Rádio AM, quais lêem este ou aquele jornal. Afinal 100% de 1 é 1; de 10 são 10; de 100, 100; de 1000, 1000; e de um milhão um milhão.



E mais. Também é preciso saber se o índice do veículo está subindo ou caindo, ou seja, o Rádio AM está mantendo os seus níveis de audiência, está caindo ou está em alta. É preciso saber se há reposição de audiência para cada pessoa que morre. Parece gozação, mas não é. Será que audiência do Rádio AM está reposta a cada dia? Hoje vejo centenas pessoas com fones de ouvido nas ruas, ouvindo algo no celular. Certamente não é Rádio AM.



Analisando. Entrevista do volante Gabriel ao radialista Mozart Rodrigues merece uma análise. Além da falta de educação ao dizer que o profissional estava falando bobagem, Gabriel disse em alto e bom tom que o Uberaba estava entregue a partir do 2º. gol do Boa. Não estas palavras, ele disse o time diminuiu o ritmo porque estava correndo errado. Para o bom entendedor o pingo letra!!!



Olhos azuis. Com a fala de Gabriel não era de se esperar outra reação do técnico Nenê Belarmino, se não pedir o boné. Se um time é incapaz de reagir, melhor entregar os pontos. Nenê, entretanto, foi convencido pela diretoria do Uberaba Sport a continuar no comando do time. Para mim, a decisão foi muito mais por falta de opção do que pelos belos olhos azuis do treinador.



Poder da oração. Aliás, sempre ouvi contar uma história de um cara que assumiu o Uberaba no último jogo do ano com a difícil missão de livrar o time do rebaixamento. O tal treinador chegou ao estádio carregando uma enorme e enigmática mala que só foi aberta nos vestiários, na preleção. Para surpresa dos jogadores, na mala havia uma grande cruz. E ao ser questionado, o técnico respondeu que a cruz era para eles rezarem para evitar o rebaixamento. Todos rezaram e o time conseguiu o empate necessário. Desde então, fique com a impressão de que a troca de treinador em momentos difíceis do futebol é importante, mesmo que ele apenas carregue uma grande cruz.





Agradeço ao apoio dos colegas Anízio Bragança, Rose Dutra e Giselda Campos. E lembrem-se, se vcs (a gente vai ter que aprender que em “vocês” vai virar “vcs”) não quiserem receber a coluna é só retornar o e-mail pedindo para sair da lista.









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