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terça-feira, 3 de abril de 2012
DE PRIMEIRA – DIRETORIA DO USC PARECE PREPARAR-SE PARA ABANDONAR O BARCO
Buemba! Buemba! O Uberaba Sport que antes estava na UTI, agora já está com morte cerebral decretada pela maioria dos especialistas em futebol uberabense. O decreto, acredito, é muito mais pelo que aprontou a diretoria colorada. A porca ainda vai torcer o rabo como tem muita gente prometendo, mas no final das contas, vão chegar a conclusão de que os dirigentes colorados preocuparam-se neste campeonato primeiro em: cobrar o dinheiro investido no clube ao longo dos anos, segundo faturar o máximo possível, mesmo que isso significasse alijar os seus fiéis torcedores de verem o jogo mais importante do ano.
No ralo. A diretoria cometeu erros básicos, entretanto, ao aceitar a tabela com os três jogos contra os grandes da capital nas últimas rodadas deu um tiro no pé. Jogou dinheiro fora. As contratações foram da pior qualidade. Além disso, quando o time teve oportunidade não colocou em campo os seus jogadores menos experientes, exatamente aqueles que poderiam dar mais gás a esse time que só tem fôlego para 45 minutos.
Degola. Eu continuo entendendo que a probabilidade de o Uberaba Sport Club escapar do rebaixamento, matematicamente, até subiu depois da rodada do fim de semana. Primeiro porque deu ânimo ao Democrata de Valadares que agora pode até tirar pontos do América na última rodada. Segundo porque também colocou na briga contra o rebaixamento Boa e Villa Nova. Quem vencer entre estas duas equipes, no jogo deste meio de semana, praticamente escapa, mas quem perder vai correr mesmo sérios riscos de degola, principalmente se o Uberaba conseguir o que parece impossível, vencer o América.
Lição. Continuo, entretanto, defendendo a saída do técnico Catanoce. Não deu. Ele já teve três chances e ele mesmo deveria pedir o boné e ir embora. Eu já vi esse filme com Erick Moura no brasileiro da Série D em 2009 e o resultado final foi ruim para o Erick e para o próprio Uberaba. O próprio Erick parece ter aprendido a lição ao pedir demissão do Mamoré. Fez o que melhor para ele (saiu com o time em primeiro lugar) e para o time que teve mostrar serviço e ganhar da Patrocinense. Em breve, certamente, o treinador estará retornando a uma outra equipe onde poderá dar continuidade à sua carreira.
Já era. Catanoce não pode dar mais nada o Uberaba. São apenas 15 dias ou menos que isso. O preparo físico se tivesse que ser melhorado já teria. O esquema tático não existe. É um bumba meu boi danado e ainda corre-se o risco de improvisações pífias como a de Gabriel na lateral direita.
Baralho. Para dirigir o time contra América e Cruzeiro o técnico pode ser um pastor, um pai de santo, um padre, um psicólogo, um dentista, um jornalista ou qualquer pessoa capaz de sacudir esses jogadores e dar eles condições de fazer o que não fizeram até agora: jogar 90 minutos de futebol. Sugiro até acabarem com a concentração é hora de dar um novo corte no baralho. Perdido já está, o risco é só de dar certo.
Apostinha. Mas, sou capaz de apostar com qualquer um que Luiz Humberto Borges não cumpre o seu mandato até o final de 2013 à frente do Uberaba Sport. Algo me diz que as coisas este ano foram feitas de maneira a tirar o time do campo agora mesmo. Por isso, os dirigentes fizeram um grande esforço para quitarem as dívidas do clube para com eles mesmos e “picarem a mula”, “saírem de campo com o jogo em andamento”.
Posso até estar redondamente enganado, como a assessoria do presidente deve informar nas próximas horas. Vou ser chamado de mal intencionado e mal informado. Esta última condição admito publicamente. Afinal, quem conhece a situação financeira do Uberaba Sport? Mas não vejo outra explicação, os dirigentes vão “vazar”. Antes disso, gostaria de saber como foram feitas estas dívidas com o clube? Quando um dirigente empresta dinheiro ao time, o clube paga com juros? Quais são os indicadores financeiros para correção?
Barco. Para mim, não tem outra explicação, os dirigentes do Uberaba estão de “colete salva vidas” e prestes a abandonarem o barco. Caso contrário, nada justificaria tanto descaso com o torcedor, tanto descaso com o time de futebol. Aliás, a nova diretoria do clube vai herdar uma grande dívida com os torcedores. Seu primeiro grande desafio vai ser reconquistar aqueles que se sentiram ultrajados e humilhados pela atual diretoria.
Refletindo. Transcrevo abaixado posicionamento da colega Giselda Campos sobre o qual cabe muitas reflexões. Instigado fiz a minha.
Prezado Filmiano...
Não acredito no "fim do futebol", mas, com certeza, é preciso reavaliar algumas questões, entre elas, a "escolha" dos comandantes, as relações com a imprensa, os salários dos jogadores, a fiscalização nos estádios.
Mas, acima de tudo, penso que - especificamente no Brasil, está passando da hora de o futebol dividir espaços maiores com outras modalidades de esporte. Nem mesmo o futebol feminino consegue sobressair, apesar de, em muitas ocasiões, dar mais alegrais do que o futebol masculino.
Fico imaginando que motivação existe por trás deste apego com o futebol masculino, que repito, deve ter apoio e respeito, mas um apego que não seja tão exagerado.
Enfim, meus neurônios não estão suficientemente espertos para entenderem o que se passa.
Um abraço.
Giselda Campos
"Apaixonada por esportes de um modo geral)
Resposta:
Giselda não é complicado não.
Antigamente, poderia se dizer que o maior patrimônio de um clube era sua torcida. Assim, qualquer joguinho aqui em Uberaba colocava, brincando 10, 15 e até 20 mil pessoas no Uberabão.
Hoje existe muitas opções de futebol na TV. O Uberabão ficou desconfortável: estacionamento complicado, vc não pode tomar uma cervejinha gelada, sem cobertura vc queima a testa com ou sol quente e a bunda na arquibancada (aquilo chega a cozinhar). Antigamente, os jogos começavam às 17 horas, tava mais fresco, a arquibancada menos quente etc. Hoje não, para economizar alguns míseros reais da energia elétrica eles colocam os jogos às 16 horas e não se importam se o pobre do torcedor tem ou não problema de hemorródas. Resultado: ir ao Uberabão passou a ser programa de índio, com raríssimas exceções, para muita gente.
Além disso, antigamente a gente ia a campo para ver meninos que cresceram jogando bola nos colégios , nos clubes de campo. Ou seja, que tinham em torno de si uma grande gama de e com o atual esquema da diretoria vc não vai ao campo para ver o fulano filho do vizinho ou seu amigo de rua vestindo a camisa do Uberaba. Vc. vê um punhado de jogadores de outras cidades em campo. Eles podem até levar torcedores ao estádio, mas em número bem menor do que levavam por exemplo: Toinzinho, Paulo Luciano, Aldeir, Paulo Rodrigues, Givaldo, Marcos Rogério, Marcinho Severo e tantos outros.
Então, acredito que para os 100 clubes que disputam uma das séries do futebol, o futebol deve continuar. Os demais estão fadados ao esquecimento primeiro das federações, segundo dos patrocinadores e, por último, dos torcedores.
Antigamente, os campeonatos regionais eram disputados em seis meses. Havia turno e returno. Número maior de jogos e os times, com raras exceções tinham calendário para o ano interior. Hoje, os clubes têm 4 meses de atividade de 8 de inatividade, exceto para quem está que está em uma das séries do Campeonato Brasileiro. Hoje, Giselda a maioria dos clubes do interior estão sobrevivendo de teimosos. E como a mídia, é ingrata os atingidos não são apenas clubes de cidades pequenas. O Uberlândia já amarga um descenso de três anos. Botafogo de Ribeirão e Comercial da mesma cidade estão às portas do descenso. O Guarani, de campinas, não é nem 20% do que já foi e por aí vai.
Vc fala dos outros esportes. Enquanto amadores, ainda existem competições e programas que atendem nossas crianças nos outros esportes. Entretanto, a profissionalização é para poucos. É preciso não apenas formar o atleta, é preciso um programa que dê a quem se dedicou ao esporte condições de ganhar a vida como atleta.
Entendo também que se tivermos um trabálho sério podemos aproveitar essa paixão do brasileiro pelo futebol para descobrir talentos em outras modalidades esportivas. Tipo pegar o menino que não se adaptou bem como zagueiro de um time e levá-lo para vôlei. Alguém que se destaca nas corridas ser guindado ao atletismo e por aí vai.
Questionamentos como os seus são muito bons para a gente botar os neurônios para funcionar. Os seus estão funcionado muito bem e vão ficar melhores ainda se instigados e treinados para detectar problemas e buscar soluções.
Abraço.
Filmiano Neto. Pé quente sim! Lambe botas jamais!
www.blogfilmiano.blogspot.com
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