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domingo, 8 de abril de 2012
DE PRIMEIRA – O ÚLTIMO A SAIR APAGUE A LUZ
Buemba! Buemba! Não deu outra. No Domingo de Páscoa só deu Coelho no Uberabão. O Méquinha aproveitou que tava mais fácil que tomar pirulito de criança e fez 2 a 0 no Uberaba Sport.
Sem cartão. Parece incrível. Mesmo praticamente rebaixado para a 2ª. Divisão, o Uberaba Sport Club completou 10 jogos pelo Campeonato Mineiro de 2012. Ninguém tomou um cartão vermelho. A Daniela Borges pode até não ganhar o prêmio de Musa do Mineiro 2012, mas o USC certamente ganha o título de “Moça do Campeonato”. Falta garra, falta força, falta tudo.
Sem pressão. Além de não tomar cartão vermelho, o time também não agrediu ninguém. Mesmo precisando da vitória e com o América louco para entregar o jogo, o Colorado não marcou a saída de bola do Coelho em nenhum minuto de jogo. O América jogou como quis. Em nenhum momento, embora tenha chutado uma bola na trave e outra que bateu no travessão e na risca do gol, o time não pressionou.
Pediu o boné. Depois do jogo, o técnico Paulo Cezar Catonoce jogou a toalha. Disse que provavelmente não dirige o time contra o Cruzeiro. Segundo o treinador, todos os argumentos com o elenco foram utilizados, não tem mais o que fazer.
Já vai tarde. Para mim, a saída de Catonoce não é surpresa alguma. A diretoria que já havia errado quando não aceitou o pedido de demissão de Nenê Belarmino após o jogo contra o Boa, voltou a errar em não demitir o treinador após a derrota para o Atlético. Não que ele fosse o culpado. Apenas porque o técnico não fez o que se esperava dele: levar o time à vitória.
Massagista. Eu escrevi. A partir da derrota para o Atlético, e para ser mais rigoroso até mesmo após o empate com o Nacional, o USC não precisava mais de um treinador. Servia um pastor, um advogado, um padre, um médium, um psicólogo, um pai de santo, um lutador de MMA ou mesmo um massagista.
Bigode. É isso mesmo. Pensei em Aldair Martins, com aquele bigodão e o cabelo como se tivesse ligado numa tomada de 220v, dirigindo o Uberaba Sport e ameaçando: “quem não jogar bola vai ter o nome costurado na boca do sapo”. Talvez também fosse bom para o Uberaba Sport, um lutador de MMA. Já pensou o cara dizendo: “quem não jogar vai se ver comigo no final da partida”. Não tem outro jeito. A única forma de fazer esse time jogar bola é na pressão.
Tesão. Aliás, o último jogo que transmiti, foi um Uberaba e América, no Uberabão. O USC perdeu de 2 a 1 e ficou com a 8ª. posição na primeira fase do Campeonato Mineiro de 2010. Na preliminar da partida, os dirigentes do colorado bateram uma bolinha, como se o jogo que viesse a seguir fosse apenas um amistoso. Ontem não foi diferente. Apesar de a situação ser totalmente diferente, era como se nada estivesse acontecendo. Cadê a garra? Cadê a vontade? Desculpem, mas cadê o tesão?
Seriedade. Em 2010, o USC perdeu e deixou de enfrentar adversários teoricamente mais fracos. Teve que enfrentar de cara o Cruzeiro e não teve chances. Ficou claro que os dirigentes do USC não pensavam alto. Não levavam a sério as chances de chegar à semifinal e quem sabe à final do Campeonato Mineiro. Esse ano, vão ter que levar a sério o Cruzeiro, a não ser que queiram sair de Nova Serrana com uma goleada histórica no lombo.
Repeteco. A mesma conduta aconteceu no Campeonato de 2011 e, pior ainda, com a desistência de disputar a Taça Minas Gerais. Faltou tudo à diretoria do Uberaba. Coragem para contestar a tabela na Federação Mineira de Futebol, iniciativa para levar o torcedor a campo – sequer fizeram carnês para venda antecipada, faltou competência para regularizar jogadores a tempo e isso justificou a derrota na estréia para o América de Teófilo Otoni. Faltou interação com os torcedores e jogadores. É como se diretoria, torcedores e grupo de jogadores fossem desassociados.
Entregues. Faltou ainda organização para compensar a falta de estrutura. Pulso firme na conversa com os jogadores após os primeiros insucessos. Faltou gente na Federação Mineira de Futebol. Enfim, a diretoria do Uberaba Sport, como o time, esteve o tempo todo entregue.
Ressuscitação. Seria melhor que eles fizessem como Catanoce. Abandonassem o barco antes mesmo do jogo com o Cruzeiro. Seria um grande favor ao torcedor colorado, à história do USC. Se o time ficasse na base do último que sair apague a luz, quem sabe teríamos uma manobra de ressuscitação, senão capaz de evitar a degola, capaz de evitar uma longa permanência na segunda divisão.
Comissão. Hoje é fácil culpar Nenê Belarmino, Uriel e Rodrigo Santana pelo insucesso do Uberaba. Mas tava errado desde o começo. Um time profissional não tem apenas três profissionais na comissão técnica. É preciso muito mais. Seis, sete, oito profissionais, no mínimo.
Aparelhos. Depois da derrota de ontem, o Uberaba Sport Club é o lanterna do Campeonato Mineiro e se ainda não está rebaixado, podemos dizer que respira por aparelhos. Somente uma vitória diante do Cruzeiro no próximo domingo em Nova Serrana e um empate entre América e Democrata de Valadares salvará o USC do rebaixamento.
Impossível. Isso é inacreditável. Pelo menos com o futebol que o Uberaba Sport vem jogando é improvável e nem mesmo o mais fiel dos torcedores acreditaram nela. Na verdade, não se trata de não acreditar na vitória. Trata-se de não acreditar no time, nos profissionais da bola.
Reflexão. Transmissão da TV Globo ontem merece algumas reflexões. Primeiro, numa das poucas referências ao Triângulo, o locutor destacou a importância econômica da região. Ao que tudo indica, é só o que Uberaba e o Triângulo representam: dinheiro. Nossa cultura, nossa política, nossa arte, nosso esporte, diante da capital não tem relevância alguma. Talvez seja melhor mesmo disputar o Goiano ou o Paulistão.
Desinteresse. A pouca a importância com o jogo ficou clara, quando o zagueiro Victor Hugo do Uberaba contundiu-se e foi um Deus nos acuda. O narrador não entendia como um lateral poderia ser improvisado como zagueiro, o comentarista muito menos. Sinal que ninguém sequer passou a pauta ou conferiu o noticiário regional, noticiando que Gabriel estava improvisado na lateral direita e poderia ir para o meio-campo, onde Toretti seria recuado para zaga. Tá certo que o USC não merecia tanto, mas ficou feio para o padrão Globo.
De primeira - Pé quente sim! Lambe botas jamais!
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