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quarta-feira, 11 de abril de 2012
DE PRIMEIRA – OLHO DE ÁGUIA, AGILIDADE DE COELHO E FORÇA DE ZEBU
Buemba! Buemba! Em meio a tanta confusão e tristeza com o rebaixamento iminente do Uberaba Sport Club, o colega Lúcio Castellano traz uma lembrança e um alento à torcida do Colorado.
Coração. Veja o texto do Lúcio. “Creio tenha sido em 1978. Logo após o início de minha caminhada pela comunicação. Trabalhava na Rádio Sociedade. Luiz Crosara, João Batista e Machado Rocha lideravam a equipe esportiva da emissora. Fui convidado por eles, a acompanhar, como foca, a equipe do Nacional, de Uberaba, até BH, que, num sábado, à tarde, faria um jogo histórico e memorável contra o Cruzeiro, no Mineirão. E não é que deu o Expressinho da Rodovia: 1 a 0, gol de Nilo. O time entrou com toda garra e toda raça e conseguiu a vitória com o coração no bico da chuteira.Quem sabe, domingo na Arena do Calçado, o Colorado consiga uma façanha dessa....”
Jovens. O texto do Lúcio é animador. Entretanto, revela duas condições essenciais para David vencer Golias. Primeiro é preciso garra. É preciso ter olho de águia, agilidade de coelho e força de zebu para vencer um jogo assim. Segundo, será uma façanha, e as façanhas não acontecem com facilidade, caso contrário, não seriam façanhas. Terceiro, o Lúcio não cita, mas diz Expressinho, certamente era um time de meninos, daqueles que só Naça sabe fazer. Como deve sido em 1978, devia ter Vandinho, Givaldo, Lúcio, Figueroa, alguns meninos de Uberaba que souberam honrar como ninguém as camisas alvinegra e alvirrubra. Cadê os meninos USC?
Araújo. Nada é impossível. É difícil o Uberaba chegar domingo em Nova Serrana e ganhar o jogo. Entretanto, creio que falta aos jogadores do colorado primeiro e acima de tudo conscientizarem-se de que são um grupo, que precisam jogar para esse grupo, que mesmo que alguém resolva dar caneta dentro da pequena área é um companheiro de time e deve ser aplaudido ao invés de xingado. Segundo, é preciso colocar o coração na ponta da chuteira. Como fez o Araújo no finalzinho do jogo contra o América, quando passou por três jogadores do Coelho e por pouco não fez o gol. É preciso ter coragem. É preciso que cada um grite com cada um e ao mesmo tempo incentive.
Lados. O Uberaba Sport não vai a lugar nenhum se continuar sendo este time onde torcida joga por um lado, diretoria joga para outro e os jogadores não se entendem dentro de campo. A imprensa? Ora, a imprensa? Deixa imprensa prá lá. Lá existem profissionais que devem saber fazer o seu trabalho e saber o que está fazendo. Não há razão para preocupação com a imprensa. Os meios de comunicação têm os seus patrocinadores, e estão inserido num mercado onde só os fortes sobrevivem. Não precisam bajular e nem ser bajulados.
Candidato. E agora? Os dirigentes do Uberaba sempre alegam que se não fossem eles, o time já teria morrido há muito tempo. Que não há a gente interessada em dirigir o clube! E eis que surge o primeiro de muito, tenho certeza, interessado em tocar o time. Conforme, meu amigo Jadir Costa, o empresário e ex-jogador Calmon afirmou ter interesse em assumir o colorado. Se depender de candidato, o presidente Luiz Humberto Alves Borges pode dedicar-se inteiramente à política, o que ele parece fazer bem.
Aliás, por mais bem intencionado que seja, e até reconhecendo que ele conseguiu manter o time na primeira divisão, entendo, que como dirigente de futebol, Luiz Humberto é um ótimo dirigente de partido, principalmente daqueles partidos onde transparência não seja a palavra de ordem.
Reconstrução. Além disso, é bom lembrar que o novo presidente do Uberaba Sport, e eu acredito fielmente que Luiz Humberto não cumpre seu mandato até 2013, tem que ter um grande poder de aglutinação. Seja Calmon, João Maciel ou quem quer que seja. O novo presidente do colorado precisa primeiro fazer as pazes com a torcida, segundo unir forças com todas as alas do clube, terceiro colocar gente efetivamente para trabalhar. O USC precisa ser reconstruído e isso só se faz com a colaboração de torcedores e abnegados.
Novidade. Para mim não será surpresa se o técnico Catanoce escalar três zagueiros contra o Cruzeiro. Domingo, quando afirmou que deixaria o clube, o treinador disse que já havia tentado de tudo e nada dado certo. Ainda não tem tentou jogar com três zagueiros. É lógico que as opções do treinador não as melhores, mas pode ser uma saída. Além disso, nessa altura do Campeonato não dá muito para pensar em esquema tática. Como o Expressinho do Naça, o negócio é colocar o colocar o coração, se houver coração, no bico da chuteira e partir para cima da raposa.
Culpa. Muito discutiu-se ontem sobre as declarações do presidente Luiz Humberto Borges de que a pressão da imprensa e dos torcedores atrapalhou o Uberaba Sport. Na minha opinião, a imprensa realmente tem culpa, mas não por ter pressionado. Não fez mais do que sua obrigação. Quem tem culpa sabe a culpa tem. Quem escondeu a sujeira debaixo do tapete. Quem não questionou quando devia questionar. Quem conformou-se com o fato do time não disputar a Taça Minas Gerais e por aí fora.
Cabeça. Muita gente pede agora a cabeça de Luiz Humberto Borges, mas quem pediu ela há um ano, quando o time desistiu de disputar a Taça Minas Gerais?
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Pé quente sim! Lambe botas jamais!
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