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quinta-feira, 19 de abril de 2012
DE PRIMEIRA – ENTREVISTA REVELA AMADORISMO NO USC
Entrevista do médico Constatino Calapodopulus estava semana, não foi nenhuma surpresa para mim. Entretanto, após ouvi-la tive certeza do amadorismo com que trataram o Uberaba Sport Club.
Os jogadores do USC não tinham condições adequadas para treinamento e, o que é pior, para a recuperação de contusões e problemas diversos. E esta, na minha opinião, é a principal razão para a queda do time no Campeonato Mineiro. Se faltavam recursos, até para o departamento médico, o que dirá para outros setores.
Pelo que entendi, sequer uma avaliação odontológica, comum em começo de temporada, foi realizada. Dentes sadios significam menos problemas musculares e o USC nunca teve tantos problemas do gênero como neste ano. Com a elegância de sempre, o médico evitou detalhes e até citar nomes.
Eu que sempre critiquei o amadorismo da atual diretoria, com as palavras médico tive a certeza: a coisa foi ou é muito mais escabrosa. Como um diretor ou alguém da diretoria questiona o parecer de um profissional do quilate do dr. Constantino? Este fato teria levado até mesmo a um pedido de demissão do profissional que se dedica ao time por amor.
Após a fala do Dr. Constantino, dá para entender, por exemplo, porque Thiago Marin não jogou bola que sabe no seu retorno ao USC. Foi um jogador irreconhecível. Cheguei até a propor um DNA para saber se ele era o mesmo do Mineiro de 2010.
Outra informação reveladora do médico é que a imprensa não tinha conhecimento do que se passava. Entretanto, ouvi outro dia que Marin estava com pelo menos 5 quilos acima do peso. Depois da entrevista, não tenho dúvida: estava mesmo!
Tá explicado porque o time não jogava bola. Não era um grupo. Era um amontoado de atletas ditos profissionais, mas que foram tratados como amadores. O resultado talvez até tivesse sido melhor, se eles ficassem em suas casas de segunda a sábado e apresentassem somente no domingo, para os jogos.
Por outro lado, duvido se jogadores como Fabiano, Ivonaldo, Gustavo e Balduíno aceitariam situações como a ocorrida calados. Então, dá para entender também que o principal erro dos jogadores foi a omissão. Será que na casa onde eles moravam haviam horários? Haviam regras? Será que os dirigentes apareciam por lá?
Na mesma entrevista, o dr. Constantino também mostrou sua tristeza com a forma como o time perdeu Boulanger Pucci e o clube campo Cascata. Enfim, uma voz para, pelo menos, reconhecer: as perdas foram grandes demais e pouco fizeram para evitá-las.
No momento em que acontecem muitas discussões sobre o futuro do time. Creio que a necessidade de contratação de profissionais médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, nutricionistas e até psicólogos tem que ser colocada na balança.
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Pé quente sim! Lambe botas jamais!
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