![]() |
| Fotos/Francis Prado |
“Puta que pariu. Meu gato pôs um ovo. Mas gato não põe ovo. Puta que pariu de novo”. Como eu não tenho bordão e não posso imitar o Zé Simão, vou de Raul Seixas. Ele já morreu. Se me atormentar vai ser só em sonhos ou através do “cover”, tomara que seja o Edinho Santana, gente boa e mente aberta. Por outro lado, o Zé Simão nunca reclamou. Se isso tivesse ocorrido, para mim seria uma honra”.
Mas a razão de eu recorrer a Raul Seixas está no seguinte fato. Sabe quando vc tenta dizer alguma coisa com duas ou três palavras e não consegue? Mesmo que vc escreva laudas e laudas, sente que não conseguiu. É frustrante. Mas,de repente, alguém surge do nada e diz as coisas exatamente como vc queria dizer e com as palavras apropriadas.
Ontem ouvi duas frases. Elas dizem tudo que eu quis dizer depois de quase 100 colunas. “A diretoria do Uberaba Sport sempre foi omissa e antipática a quem quisesse colaborar”. É este o sentimento que tenho desde que voltei a militar no esporte em 2008 e encontrei Ernani Nogueira e Luiz Humberto Borges. Nomeio os dois porque ainda são os responsáveis pelos setores mais importantes e ativos do clube: administrativo e futebol.
Agora pensem bem. Se eles são “antipáticos com quem quer colaborar”, imaginem como são com quem ousa criticar, apontar falhas e etc. Foi assim, que fui recebido ao criticar as loucuras de Michael Robin, com quem o USC havia firmado parceria no final de 2008, início de 2009.
Mas meu maior erro, acredito, foi tentar mostrar que a arrecadação do jogo entre USC e Fluminense, já em 2010 era muito, mas muito muito maior do que o apontado no borderô. Exatamente, por conta de muitos outros fatores. Dinheiro, no Uberaba Sport é tema proibido, ainda mais quando se ousa revelar o salário do filho do diretor de futebol que “por acaso” prestava serviços ao colorado. Neste caso pular de figura antipática para “persona non grata” é um pulinho.
Por isso defendo: a melhor colaboração que atual diretoria poderia dar ao clube é mesmo pedir o boné, picar a mula, vazar na braquiária. Mas pelo que estou vendo, nem mesmo a queda do time para a segunda divisão foi suficiente para que os atuais dirigentes abrissem os olhos e reconhecessem que o trabalho não é tão bom quanto eles pensam.
O trabalho da atual diretoria só é bom para quem se contenta com pouco. Da 7ª. para a 12ª. colocação no Campeonato Mineiro. Quinto lugar no brasileiro da Série D e por aí fora. Isso sem revelar jogador algum, sem conseguir em seis anos negociar um jogador para os grandes clubes de Minas Gerais ou Brasileiro. Ah! Tem o Tom. Mas, o Tom não foi produzido aqui, foi mais um presente que caiu do céu. Se formos levar ao pé letra não tem mesmo ninguém.
Aliás, acredito que a negociação de Tom tenha tudo a ver com a saída antecipada de Rodrigo Santana do USC. Afinal, o jogador havia sido indicado por ele. Será que Rodrigo não esperava uma retribuição do clube?
O outro “ovo de gato” que apareceu na minha vida. Foi a constatação de que “um Centro de Treinamentos é apenas concreto e tijolo”. Para se conseguir um lugar de destaque no futebol mineiro, é preciso muito mais do que isso. E o Nacional de Nova Serrana conseguiu. Aglutinou em torno do time políticos, empresários, torcedores e até o apoio de um grande clube da capital. Deu no que deu. Desbancou equipes tradicionais como Uberaba, Villa Nova, Guarani e Caldense.
O América de Teófilo Otoni não conseguiu fazer como o Nacional, mas quando a porca torceu o rabo, recorreu ao que ele tinha de melhor: a torcida. Deu no que Deu. O Dragão do Corcovado continuou no alto, enquanto o Zebu desceu para a lama. Para subir, é preciso dar asas ao Zebu, mas pelo que estou vendo o ruminante vai pastar bastante até ganhar o céu. Tomara que para isso não precise perecer de vez.
Reproduzo abaixo e-mail e recebido do Uberabense e membro do Conselho do Uberaba Sport Club, Manoel Mendes Neto, a quem agradeço primeiro pela sinceridade, segundo por saber que tenho ele como leitor desde os tempos da “De Primeira” em um dos veículos de comunicação da cidade. Aliás, por falar em meios de comunicação, fico triste pelo posicionamento de conformismo de uns e de omissão de outros. Com a palavra Manoel Mendes Neto:
“Puxa, que bom que retirou o plágio, assim fica melhor de ler, espero que continue assim.
Quanto à coluna de hoje, concordo muito com o Luiz Molinar, conquistas no futebol são conquistas e não são fáceis de serem conseguidas, então devem ser comemoradas. Isto não quer dizer que estejamos satisfeitos, não mesmo, mas significa que existe o trabalho, não sou membro da diretoria e tampouco advogado da mesma, porém sou membro do conselho e possuo opiniões.
Sobre o nosso CT, olha não concordo com suas opiniões, nosso time vive de chega pra lá para executar treinamentos, ou melhor, vivia, os campos comunitários (só no nome) tem proprietários e estes não suportam empresta-los ao USC, mas não é só isso, nosso time para treinar aqui e ali precisa transportar seus profissionais, e como não possuímos este transporte nesta hora é um Deus nos acuda, conhece aquela história de inferno brasileiro né? Quando tem latinha...
Temos que reconhecer que nosso time não tem estrutura porque falta dinheiro, ano passado o Antônio Luiz começou um trabalho de agrupar algumas pessoas e recompor o Conselho do USC, antes praticamente inexistente, agora um ano depois já bem formado e se reunindo uma vez por mês, nós podemos dizer que temos regras e estatuto, nós podemos dizer que existimos, e que não deixaremos o achaque de BP se repetir, sim porque BP não foi perdido, não prezado jornalista, foi surrupiado durante longos anos e por alguns considerados benfeitores da cidade.
Apesar da distância que estou, fico ligado em tudo da minha DOCE E AMADA UBERABA, e quando o assunto é Uberaba Sport, como dizem bobagem, vejo uma emissora de rádio da cidade com seus membros de equipe esportiva apesar de antigos no ramo dizerem bobagem diariamente, agora nos últimos dias deram para oferecer o USC às pessoas, querendo que este ou aquele assuma o time, ora meu caro jornalista, isto é puro desconhecimento ou má fé, ou será que não sabem que existem regras?
As vezes vejo em sua coluna muitas críticas em relação ao nosso Conselho, quando for escrever a este respeito você deveria procurar saber o que tem sido feito, e que as coisas que vem sendo feitas ao longo do tempo precisam e demandam tempo. Nós do USC temos grandes concorrentes na cidade, pois a maioria absoluta dos cidadãos uberabenses torcem para algum grande time do RJ ou SP, vide que outro dia o secretário de planejamento da cidade foi a um programa de rádio (no dia do próprio aniversário) para falar sobre o USC, mas que bela surpresa para mim, passou o programa todo exaltando seu amor por time de SP, são assim as coisas por aí, na hora agá o coração do uberabense entrega seu verdadeiro amor no futebol, isto também vale para os programas de rádio e seus protagonistas.
Portanto meu caro não é fácil prosseguir no futebol profissional em Uberaba, mas eu creio que temos obtido importantes vitórias, temos problemas, sim sabemos que temos e iremos enfrenta-los e assim aumentaremos nossas vitórias.
Vejo sempre em sua coluna que termina se dizendo PÉ QUENTE SIM LAMBE BOTAS JAMAIS, porém quem o lê diariamente gostaria de contar sempre é com a imparcialidade, com a análise crítica nua e desprovida de preconceitos e perseguições, quem o lê diariamente quer acreditar naquilo que está lendo, penso assim desde o tempo que lia esta coluna no JM.
Gostaria de terminar fazendo um comentário sobre o Tibúrcio, cuidado, empresário fala por interesses próprios, gosto dele e o leio sempre, mas últimamente seus palpites andam um pouco parciais demais aos próprios interesses.
MANOEL MENDES DOS SANTOS NETO
TORCEDOR DO USC, SÓ DO USC.”
www.blogfilmiano.blogspot.com
Pé quente sim! Lambe botas jamais!


Nenhum comentário:
Postar um comentário